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domingo, dezembro 01, 2013

Reflexões na Alegria Natalina

Queridos,

no ano passado Natal de Verdade compartilhou uma reflexão por dia que envolvia o Natal. Agora todas as reflexões estão compiladas num único material.

A ideia é levá-lo à leitura diária, de reflexões bíblica, que envolve o nascimento da Pessoa mais importante que já viveu entre nós, Jesus Cristo.

Boa leitura diária! (Clique na figura abaixo)

http://nataldeverdade.com.br/devocionais-passados/2012-2/

terça-feira, novembro 26, 2013

A Soma de Todos os Medos

Por Joelson dos Santos

"Pela fé Moisés, logo ao nascer, foi escondido por seus pais durante três meses, porque viram que o menino era formoso; e não temeram o decreto do rei." Hb 11:23

Tenho uma atração especial quando o assunto é filhos. Não que eu seja um expert no assunto, muito longe disso, mas quando alguém fala ou prega sobre isto minha atenção é atraída facilmente. É muito fácil para mim reviver sentimentos, histórias e experiências à medida em que o assunto é tratado.

Um dos mais comentados exemplos de fé é justamente o de um pai, Abraão, que sendo obediente a ordem de Deus, foi sacrificar seu único filho Isaque "porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou." Hb 11:19.

Às vezes penso que nossa cultura está tão distante deste conceito de sacrifício que faz com que tenhamos dificuldade de compreender a profundidade e os diversos aspectos que envolveram este momento da vida de Abraão.

Entretanto, nossa cultura atual conhece muito bem o conceito de medo. Somos bombardeados diariamente com notícias e informações que alimentam, estimulam e induzem nosso medo. E quando se trata de filhos, parece que tudo isso se potencializa - os medos se somam e trazem angústia.

Me lembro claramente do dia em que minha filha, ainda pequena, chegou da escola com uma bela marca de mordida na bochecha. É difícil precisar quantos dias eu demorei para deixar de sentir aquele sentimento amargo com aquilo que havia acontecido. Mas as coisas que vemos hoje nas escolas vão além de "simples mordidas." Todos ouvimos, espantados, a notícia de que um rapaz foi assassinado em uma festa na UNICAMP. Hoje, o simples fato de seu filho não atender o celular já é suficiente para que a “luzinha do medo” comece a piscar.

Quando Moisés nasceu, existia um decreto de Faraó para que todos os meninos que nascessem do povo hebreu fossem mortos (jogados no rio - Êx 1:22). O texto de Hebreus 11:23 nos diz que, pela fé, seus pais Anrão e Joquebede (Êx 6:20) o esconderam por 3 meses. Mas o que mais me chama a atenção neste texto é: "e não temeram o decreto do rei". Como, assim, não tiveram medo do decreto? Como eles conseguiram não temer algo que decretava a morte de seu filho? Nota-se, neste momento, que meu nome não estaria na lista dos heróis da fé...

Fiquei vários dias pensando nesta frase "e não temeram o decreto do rei". Encontrei tantos "decretos" e “reis” que meu coração de pai teme: uma política de segurança pública falha e corrupta; exigências cada vez maiores para o ingresso no mercado de trabalho; a proibição do castigo físico em crianças que se tornarão adultos problemáticos com os quais meus filhos e netos terão que conviver, o “simples” assédio de pessoas do mundo com más intenções… E a lista parece não ter fim.

Hebreus 11 possui um trecho de 7 versículos para falar sobre as grandes maravilhas que Moisés realizou por meio da fé. Mas o primeiro versículo deste trecho, justamente o texto base desta reflexão, trata do início de tudo: a fé de seus pais. Através dela sua vida foi salva e ele pôde ser usado grandemente nas mãos de Deus. Seus pais não temeram nenhuma outra coisa, a não ser o SENHOR.

Provérbios 14:26 nos diz que "No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos."

Minha oração é que nosso coração não tema outra coisa senão o SENHOR. Seja como pai, seja como mãe, seja como filho ou filha, marido ou esposa, ou qualquer outro papel que venhamos a ter. Que Deus nos abençoe.

domingo, outubro 27, 2013

O Bem Mais Precioso

Fonte: IBCU




O bem mais precioso que alguém pode encontrar na vida não é a felicidade. Existe uma utopia muito bem representada nas obras literárias seculares cujos desfechos são heróis que "viveram felizes para sempre". Tal utopia move bilhões de pessoas do mundo nesta busca pela felicidade. Todos querem ser felizes, e se aplicam vigorosamente à busca pela felicidade.

A felicidade na sua concepção mundana, é garimpada em substratos terrenos - os prazeres, as conquistas e as alegrias desta vida terrena. Tal felicidade é sempre circunstancial e dependente de uma sucessão de satisfações transitórias. Neste conceito, não há felicidade duradoura. O cantor Odair José percebeu bem que: "Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes".

O bem mais precioso que alguém pode encontrar nesta vida é conhecer o único Deus verdadeiro. Não há tesouro maior do que desfrutar da Sua graça salvadora e da Sua benevolência constante em um relacionamento de intimidade. Ser um filho de Deus e estar seguro com o destino irreversivelmente garantido pelo poder do Pai Celestial não tem preço. Somente tal conhecimento pode produzir uma alegria duradoura, e portanto, uma felicidade incessante. Mas tal alegria e felicidade não são um fim em si mesmas. O conhecimento de Deus o é.

O salmista expressa magistralmente o pensamento de Deus nesta questão. Em suas palavras percebemos que não há nada que esta vida possa proporcionar que seja levemente comparável ao maravilhoso privilégio de ser aceito em uma relação com Deus. "Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam." (Sl 63:3).

Se por um lado, a felicidade não é um fim em si mesma e nem pode ser encontrada à parte de Deus, por outro lado, parece que muitos cristãos que já se encontraram com Deus simplesmente não são verdadeiramente felizes. Eles têm o tesouro mais precioso que existe, mas não desfrutam da satisfação e prazer que deveriam ter em Deus. Alguns vivem miseravelmente angustiados, frustrados, insatisfeitos e em constante murmuração. Outros, buscam e pensam encontrar sua satisfação nos prazeres e alegrias terrenos, e não em Deus. Como isso pode ser assim?

É lamentável, mas acontece. Um cristão pode perder a noção do quão precioso é conhecer o Deus altíssimo. Ele pode não dar o devido valor ao tesouro de valor infinito que recebeu. A perda desta noção move muitos cristãos à mesma utopia mundana de tentar encontrar a sua felicidade garimpando nos mesmos substratos terrenos que um pagão garimpa. O resultado é enganoso. Muitos quebram a cara e colhem frustrações. Outros se iludem, temporariamente fascinados por suas conquistas. Pensam que são felizes e realizados, mas para Deus são miseráveis infelizes. Pensam que são ricos mas para Deus são pobres. Pensam que enxergam longe, mas para Deus são cegos. Ostentam vestes onerosas, mas para Deus estão vergonhosamente nus.

Este tipo de cristão é representado pela igreja de Laodicéia do Apocalipse - uma igreja repugnantemente morna e que causa náusea no Senhor: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3:15-17).

A todos nós cabe considerar atenta e seriamente a advertência subsequente feita à igreja de Laodicéia: "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Ap 3:18-20).

A verdadeira felicidade é decorrência do propósito maior de conhecer o Senhor e desfrutar da intimidade com Ele, que está à porta querendo entrar para que desfrutemos desta intimidade. Nele, e somente Nele somos verdadeiramente ricos. Nele, e somente Nele estamos vestidos e não expostos à vergonha. Nele, e somente Nele e enxergamos corretamente e não estamos iludidos pelas propostas mundanas.

Conhecer o Senhor é o bem mais precioso que existe. Que o Senhor mantenha-nos lembrados disso, e que nos discipline prontamente se porventura esquecermos.

quinta-feira, outubro 24, 2013

A Oração é anterior à Missão

Por T. Zambelli



Li/escutei uma frase esta semana que espero nunca mais esquecer:
"A história de missões é uma história de oração respondida." -- Samuel Zwemer

Essa frase me liga diretamente às palavras de Jesus, segundo Mateus (9.36-39): Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.  Então disse aos seus discípulos: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.  Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara". (grifo meu)

É comum dizermos "a obra é do Senhor." O que não é comum, é cristãos, depois de lerem o texto sagrado, simplesmente conversarem com o Pai: "Senhor, envie trabalhadores para Sua seara." Não me refiro às orações fervorosas ou piedosas (que aprecio). Refiro-me simplesmente a um diálogo com o Pai, o dono da obra, dono da seara. Nem esse simples diálogo parece ser comum entre aqueles que reconhecem as Escrituras como o veículo especial de comunicação de Deus para com Suas criaturas feitas à Sua imagem e semelhança, que nos ensina, antes de ir ou enviar, pedir ao Pai.

Espero que eu e você, possamos, sem vãs repetições, mas com um coração genuinamente desejoso e verdadeiro, frequentemente (entenda diariamente) dialogar com o Pai para que envie mais trabalhadores para uma seara (mundo) que tem:
  • 7.000 grupos não alcançados dos 16.000 existentes;
  • Mais de um bilhão de pessoas que não conhecem um cristão que pode lhe dizer sobre o Evangelho de Cristo;
  • 1/3 que nunca sequer ouviu este Evangelho, poder de Deus para salvação de todo que crê (Rm 1);

"Pai, envie mais trabalhadores, por favor."

sábado, outubro 19, 2013

O desentendimento entre Paulo e Barnabé

Por T. Zambelli

Todos sabemos que Paulo, o apóstolo de Jesus, foi um homem incrível para a história do cristianismo. Sua vida e sua pena são até hoje instrumentos de Deus para guiar e transformar vidas. Mas Paulo nem sempre foi assim. Saulo, como era conhecido, era um fervoroso perseguidor da Igreja de Cristo.

O antigo Paulo foi visitado por Jesus na estrada para Damasco. Pouco tempo depois que isso aconteceu, um homem, um Zezinho, foi quem o acolheu. Este Zezinho o apresentou aos apóstolos e se tornou um grande parceiro de evangelização e ensino das Escrituras. Sim, era um Zezinho mesmo. Seu nome era José, mas os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa encorajador (Atos 4.36).

Barnabé era o nome por detrás de Paulo. Não me surpreende Paulo ter sido a figura que conhecemos através das Escrituras. Você já notou quantas vezes Lucas, o autor de Atos, fala sobre o bom caráter de Barnabé? São muitas as vezes. (Não deixe de contar que ele era o homem escolhido pela igreja para várias tarefas. Aliás, não só pela igreja, mas o próprio Deus, o Espírito Santo, pediu à liderança de Antioquia que o separasse para a obra que Ele tinha planejado - Atos 13.)

Como em qualquer relacionamento de bons amigos, um desentendimento não poderia faltar. A Bíblia nos relata:

Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: "Voltemos para visitar os irmãos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor, para ver como estão indo". Barnabé queria levar João, também chamado Marcos.  Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, mas Paulo escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. Passou, então, pela Síria e pela Cilícia, fortalecendo as igrejas. (Atos 15.36-41)

Quando observo o porquê de Paulo e Barnabé terem se desentendido, eu me pego sorrindo. Não foi uma questão doutrinária. Não foi uma questão denominacional. Tampouco foi porque Marcos não era um bom servo, pois Paulo mesmo o recomenda em 2Tm 4.11 - Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério.

"Diferenças entre servos de Deus não precisam travar a obra de Deus. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo (1Co 12.5)." -- W. W. Wiersbe*

Depois deste desentendimento tão sério (v.39), não havia somente uma caravana missionária, mas duas. Uma formada por Paulo e Silas, outra por Barnabé e Marcos. Foi a soma das cidades que ambas as duplas visitaram que fez o alvo de voltar às cidades onde eles pregaram a palavra do Senhor concreta (v.36).

Desentendimentos sempre existirão. Eles não são pecados em si mesmos. Eles são parte do relacionamento humano. Mas que isso nunca trave o exercício (dever) que cada um de nós tem para com Deus: de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo. Amém.

*(1992). Wiersbe’s expository outlines on the New Testament (p. 319). Wheaton, IL: Victor Books.

sexta-feira, outubro 11, 2013

Mark Ellis: porcos e ovelhas

Por Mark Ellis

Há uma linha de pensamento que um crente de verdade não pode cair e "deitar" no pecado. A parábola do filho pródigo é prova que o crente pode cair no chiqueiro, sim. A diferença não é o local. Jesus chamou os que rejeitam a palavra de "porcos," e os salvos de "ovelhas." A diferença entre o crente e o descrente não é o chiqueiro. É que quando a ovelha está no chiqueiro, está miserável, enquanto o descrente está no seu ambiente natural. O lugar de ovelha está nos pastos verdejantes, ao lado das águas tranquilas, seguindo Seu Pastor nas veredas da justiça. Está miserável? Considere o ambiente no que deita.



"Arrependa-se, porque o Reino de Deus está próximo."

domingo, agosto 11, 2013

As últimas palavras de um pai em seu leito de morte (1Rs 2.3-9)

Por T. Zambelli
Baseado no estudo, nas palavras e expressões de Paul Tripp (David's Dying Words)



Pense por um momento: se você estivesse em seu leito de morte, com seu(s) filho(s) em pé ao seu redor, o que você diria?
  • “Filho, eu me esforcei ao máximo para ser um bom pai. Perdoe-me pelo o que eu não consegui fazer por você.”
  • “Filho, não se case com Joana.”
  • “Filho, a senha do meu e-mail é ‘Jesus!’”
  • “Filho, aqui está a chave do meu carro.”
  • “Filho, a mamãe ainda não sabe, mas você tem outra família...”
Seguramente este é um momento singular e é bem provável que até hoje você nunca tivesse pensado nisso. Na Bíblia, o escritor do livro de Reis nos conta a história do caso de Davi. Vejamos o que ele disse a Salomão em seu leito de morte (1Rs 2.3-9).

1. Força e masculinidade
Seja forte e seja homem (v.2).

Primeiramente, deixe-me dizer o que Davi não está dizendo: “Mostre a todos que ninguém levanta mais peso do que você, fale grosso, beba e não caia, deixe a barba crescer, intimide as pessoas com sua presença.” A definição de Davi para força e masculinidade não tem a ver com a figura de um “macho-man.”

Davi conhecia a correta perspectiva sobre ser um homem, um homem forte. Foi ele quem disse o Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda (Sl 28.7 – grifo meu). Davi reconhecia que a força de um homem tem total relação com Deus.

Mas Davi não era alguém simplesmente informado sobre a teologia da força. Ele verdadeiramente viveu o que conhecia: O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu (1Sm 17.37 – grifo meu).

Davi queria que seu filho Salomão, o novo rei de Israel, tivesse certeza de onde encontrar a verdadeira força e masculinidade: em Deus.

2. Obedeça os preceitos de Deus
Obedeça ao que o Senhor, o seu Deus, exige: Ande nos seus caminhos e obedeça aos seus decretos, aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de Moisés (v.3).

E para encontrar e entender essa força e masculinidade era preciso Salomão se atentar à aliança de Deus. Paul House escreveu: “De acordo com Davi, Salomão somente seria forte e um homem se ele preservasse a aliança mosaica. Ele devia se empenhar para obedecer o que Deus exige. Essa obediência dos padrões de Deus deveria amadurecer para um estilo de vida, um andar nos caminhos do Senhor. Como alguém alcança este estilo de vida? Absorvendo os vários elementos da Lei de Moisés.”[1]

Semelhantemente, Constable disse: “Salomão foi encorajado em ser forte e manter a Palavra do Senhor. Ele devia se portar como um homem ao ser valente, em defender o que era certo e se colocar contra o que era errado. Ele devia observar o que o Senhor exigia no sentido de obediência a Yahweh.”[2]

Salomão foi chamado por Deus para ser Rei de Israel. Como cabeça da nação divinamente escolhida, a melhor escolha era conhecer Aquele que o chamara e como desenvolver o serviço que lhe era devido.

E você, qual o seu chamado/vocação? Prefeito? Pedreiro? Político? Padeiro? Pedicure? Pizzaiolo? Policial? Preparador físico? Produtor rural? Professor? Pastor? Psicólogo? Dentre todas essas opções que eu creio ser também pessoal, Deus nos chamou soberanamente para sermos seus filhos[3] e, como tal, temos obrigações a cumprir com Ele. Como seremos fortes se não conhecermos a origem da força? Se não nos conhecermos segundo Aquele que nos criou? Para cumprir bem o nosso papel de filho de Deus, precisamos nos atentar e guardar o que Ele propõe (e já propôs).

3. Observe a recompensa
assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for... (v.3).

Davi era um pai que conhecia os resultados de pisar fora dos caminhos do Senhor. Apesar do perdão de Deus, Davi colheu frutos amargos pelas equivocadas escolhas.[4] Seu desejo, como de todo pai piedoso, era que seu filho não experimentasse destes mesmos frutos, ao contrário, que Salomão persistisse nas recompensas da obediência, de guardar as exigências, os decretos, os mandamentos, as ordenanças e os testemunhos que constam nas Escrituras.[5]

Davi não somente conhecia os frutos amargos, mas os doces, frutos que Deus nos dá em recompensa pela nossa obediência. Sim, Deus também nos dá conforme andamos de acordo com Sua vontade.[6] Mas atenção e não confunda, a correta perspectiva de felicidade, de prosperidade para Deus, é totalmente diferente da perspectiva humana e carnal. Foi Deus, como Criador, que definiu os verdadeiros parâmetros da alegria. Fora de Deus ninguém poderá ser genuinamente próspero. Ser feliz é possível quando reconhecemos que Deus é tanto o caminho quanto o fim deste objetivo. Reflita: ser perseguido, insultado e caluniado por causa de Cristo é característica de alguém feliz para você? Seguramente é para o Messias (veja Mt 5, o sermão do monte).

Nunca negligencie o conhecimento das Escrituras. Ele é a base para discernirmos a vontade de Deus que, a rigor, nos mostra que o caminho da satisfação humana, aquele pleno prazer, tem Deus como meio e fim de uma busca. Deus é o alvo, mas também o meio para acertarmos este alvo: eis a orientação de Davi para Salomão.

Persista em buscar as recompensas de Deus. Foi proposta dEle o processo meritório de felicidade. Ao buscarmos o alvo correto pelos meios corretos, garantias de bênçãos são dadas pelo justo e benevolente soberano Senhor.

4. Viva para além de si mesmo
e o Senhor manterá a promessa que me fez: ‘Se os seus descendentes cuidarem de sua conduta, e se me seguirem fielmente de todo o coração e de toda a alma, você jamais ficará sem descendente no trono de Israel’ (v.4).

É muito difícil vivermos uma vida além de nós mesmos. Pessoalmente, todos os dias penso muito em mim mesmo, nas minhas necessidades, nos meus sentimentos, nos meus planos.

Imagino e creio que não sou o único que acorda de manhã e não pensa imediatamente nos grandes propósitos do Reino de Deus. Foco minhas orações nos MEUS afazeres, nos MEUS compromissos e na MINHA obediência e dependência de Deus. Mas Davi quer que seu filho Salomão perceba que ele precisava viver além de si mesmo, observando, em especial, a conduta de seus filhos e filhos de seus filhos.

Estou convencido que filhos de crentes não nascem crentes. No entanto, homens piedosos são abençoados por Deus, que converte seus corações e mudam seus paradigmas sobre Jesus (arrependem-se) tornando-se filhos do mesmo Pai. Note bem, homens PIEDOSOS! Isso significa homens que reconhecem a mão do Senhor em suas histórias, que praticam, começando em suas famílias, o discipulado.

Em suma e numa paráfrase, eu diria que Davi falou: “Salomão, Deus está de olho em você e toda sua prole. Não se esqueça de suas responsabilidades para com eles, fundamentada na responsabilidade que você tem com Ele.”

5. Discirna o mal e o bem e aja sabiamente
"Você sabe muito bem o que Joabe, filho de Zeruia, me fez; o que fez com os dois comandantes dos exércitos de Israel, Abner, filho de Ner, e Amasa, filho de Jéter. Ele os matou, derramando sangue em tempos de paz; agiu como se estivesse em guerra, e com aquele sangue manchou o seu cinto e as suas sandálias. Proceda com a sabedoria que você tem, e não o deixe envelhecer e descer em paz à sepultura. "Mas seja bondoso com os filhos de Barzilai, de Gileade, admita-os entre os que comem à mesa com você, pois eles me apoiaram quando fugi do seu irmão Absalão. "Saiba que também está com você Simei, filho de Gera, o benjamita de Baurim. Ele lançou terríveis maldições contra mim no dia em que fui a Maanaim. Mas depois desceu ao meu encontro no Jordão e lhe prometi jurando pelo Senhor que não o mataria à espada. Mas, agora, não o considere inocente. Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele; apesar de ele já ser idoso, faça-o descer ensanguentado à sepultura". (vv.5-9)

Acredito serem desnecessários os esforços de teólogos e pregadores para minimizar o teor de vingança apresentado no texto. Evidentemente, equilibrar perfeitamente a satisfação de vingança e recompensa e os reais perigos à dinastia apresentados por Davi parece impossível. No entanto, a orientação do pai Davi a seu filho Salomão não tinha como foco reconhecer esta harmonia, mas, nas palavras de Paul Tripp:

“Eu resumiria a quinta orientação de Davi a Salomão assim: lide definitivamente com o que é mau e seja rápido para premiar o que é bom. Joabe era um homem sedicioso e um assassino; o mal precisava ser tratado. Simei era um homem que tinha amaldiçoado Davi; isso precisava ser tratado. Davi está dizendo a Salomão: ‘Não se relacione com estes do mal. Não deixe que esse mal comece a infectar o seu reinado. Não dê abertura para ser influenciado no conselho desses homens. Esse mal precisa ser tratado, e de forma definitiva’”.[7]

Ainda que as orientações fossem desejos reais do rei Salomão em seu leito de morte, o agir cabia exclusivamente ao sucessor do trono, Salomão. Era ele quem deveria prezar e avaliar as palavras de seu pai e proceder segundo seu juízo. O próprio pai reconhecia ser seu filho capaz desta avaliação: Proceda com a sabedoria que você tem (…) Você é um homem sábio e saberá o que fazer com ele.

Ensinar a discernir entre o certo e o errado é primariamente uma tarefa dos pais. Conhecimento das Escrituras é sempre necessário e felicidade é o resultado de uma boa decisão: Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! (Sl 1.1 NVI- grifo meu.)

Conclusão

Quando este fato histórico ocorreu, Davi tinha 40 anos de experiência como rei. Apesar do famigerado rei não ter sido apresentado nas Escrituras como exemplo de pai (cf. 1Rs 1.6), suas palavras revelam genuínos desejos de sucesso para seu filho. Todavia, um sucesso que fama, poder e beleza não serviam para ressaltar a vida de um homem, mas as obras de um soberano Deus, cujos poderes de salvação e perdão deram eterna alegria a Davi. Paulo, citando Davi, escreveu: "Como são felizes aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados. Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa". (Rm 4.6-8 NVI).

Continuo orando para que todo pai conduza seu(s) filho(s) às verdades de Deus, em especial, na pessoa e obra de Jesus Cristo, o Evangelho da salvação.



[1] House, P. R. (1995). 1, 2 Kings. The New American Commentary (Vol. 8, p. 96). Nashville: Broadman & Holman Publishers.
[2] Constable, T. L. (1985). 1 Kings. (J. F. Walvoord & R. B. Zuck, Eds.)The Bible Knowledge Commentary: An Exposition of the Scriptures (Vol. 1, p. 491). Wheaton, IL: Victor Books.
[3] Segundo João 1.12, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus.
[4] Adultério e assassinato, como os mais conhecidos.
[5] Note a ênfase de onde encontrar conhecimento a respeito de Deus e a suficiência disso para vida do adorador: na Lei de Moisés, ou seja, a Bíblia daquele tempo.
[6] O que não podemos confundir é que a igreja não está debaixo do mesmo sistema de bênçãos e maldição que Israel.
[7] TRIPP, Paul. David’s diyng words. http://paultripp.com/wednesdays-word. Recebido por e-mail no dia 07/08/2013.

sábado, agosto 10, 2013

Salmo 85: O perdão de Deus e a genuína alegria

Por T. Zambelli

Hoje eu li o Salmo 85. A leitura de um texto de Thomas Tronco me ajudou bastante na reflexão do texto sagradado. Apesar de eu não conhecer Thomas pessoalmente, tenho sido muito edificado por suas observações no saltério.

Com a leitura fui conduzido a refletir sobre as bênçãos que é ser perdoado por Deus. A Torah é clara em mostrar como Deus deixaria de fazer Seu povo prosperar caso ele fosse desobediente. São inúmeras as vezes que as Escrituras mostram a desobediência da nação escolhida.

Não estamos debaixo do mesmo efeito legal que Israel, mas igualmente perdemos a comunhão com Deus quando estamos submissos à nosa vontade (pecaminosa). Reconhecer nossos erros e clamar a Deus por perdão é essencial para que estejamos em comunhão com Ele. "Oh Senhor, tenho muito para conversar contigo sobre minha vida, muito para falar sobre meus erros. Preciso de Ti."

Além de reconhecer que sou devedor a Deus, pecador impetuoso e que preciso, contantemente de pedir perdão a Ele, bem como ser grato pela constante paciência e benevolência para comigo, chama minha atenção como os filhos de Corá (salmistas neste caso) escreveram:  Porventura, não tornarás a vivificar-nos, para que em Ti se regozije o teu povo? (v.6) Em Yahweh eu tenho vida! É nEle que há genuína alegria! Encontro, nesta passagem, mais uma vez a verdade que tenho tentado inculcar: Deus não é somente o caminho, o meio para que eu encontre alegria. Ele é também próprio fim, a própria alegria! "Senhor, ajude-me a desejá-lO mais, emocional e cognitivamente, com todo o meu ser, que tu és alegria e vida para mim e todos que o Senhor mesmo criou."



Que eu não me esqueça:
  1. Preciso pedir perdão para Deus de todos os meus pecados;
  2. Preciso buscar alegria nEle. 
Publicado originalmente em Pensei Neste Dia.

sexta-feira, maio 31, 2013

Tendo um coração exercitado na ganância (2Pe 2.14)

Por T. Zambelli

Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.

É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.

O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).

A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa "ginásio." Tais pessoas "malham" (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
"A ideia aqui é que essas pessoas fizeram isso o seu estudo e tinham aprendido as maneiras pelas quais os homens poderiam ser induzidos a participar com o seu dinheiro sob pretextos religiosos. Devemos sempre estar atentos quando os declarados professores religiosos proporem algo que tenha muito a ver com dinheiro. Embora devamos estar sempre prontos para ajudar toda boa causa, devemos nos lembrar que os homens sem escrúpulo e indolentes muitas vezes assumem a máscara da religião para que possam praticar suas artes na credulidade dos outros, e que seu verdadeiro objetivo é a obtenção de seus recursos, não para salvar suas almas." (CD-ROM E-Sword. Albert Barnes' notes on the bible.)
Não me surpreende ver tantas pessoas em igrejas lideradas por professos cristãos que possuem tão evidente a característica do profissionalismo em ganância. Eles são convincentes e não necessitam de muito para seduzir pessoas a ofertarem em prol de suas ambições egoístas (ou demoníacas), apesar de disfarçadas (como geralmente são as tentações).

É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).

Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.

Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.



sábado, maio 18, 2013

Uma comunidade triste e de celebração

Por Paul Tripp
Recebido por e-mail: "Wednesday's Word" (15/05/2013)
A tradução foi praticamente feita no Google Translator

Na vida normal, suas celebrações normalmente não se cruzam com os seus momentos tristes e seus
momentos tristes não são tipicamente os seus tempos de celebração. Quando você está triste, você realmente não se sente celebrando algo.

O oposto também é verdadeiro: quando você está comemorando, você não quer que seu bom humor umedecido por razões para estar triste. Tentamos o nosso melhor para manter a nossa tristeza e nossa celebração separados. Isso faz da vida menos complicada.

Mas Jesus nos chamou para sermos uma triste comunidade de celebração, ou uma feliz comunidade triste. Agora, por que isso é verdade? É verdade, porque Jesus te chama para uma vida de honestidade e uma vida de esperança sem contestação.

Se você for honesto consigo mesmo, realmente honesto, então você vai ficar triste. Por quê? Porque você não pode ser sincero sem reconhecer o horrível legado que o pecado deixou em cada um de nós e sobre o mundo.

O pecado nos prejudica, prejudica nossos relacionamentos e isso prejudica o nosso meio ambiente. Não há nada que você jamais vai examinar ou experimentar, neste lado da eternidade, que não tenha sido danificado de alguma maneira pelo pecado.

A destruição é tão difundida que quase te deixa sem fôlego. Quando você é realmente honesto sobre como o mundo está caído, você não pode deixar de ficar profundamente triste.

No entanto, não somos apenas chamados para ser pessoas honestas, nós somos chamados a ser pessoas de esperança também. Quando você começa a pensar em quão magnífico o amor de Deus realmente é, você começa a entender o quão poderoso sua graça é. E quando você começa a perceber que Deus está agora exercendo tanto o seu amor e a sua graça para que este mundo seja totalmente restaurado, você não pode ajudar, mas comemorar.

Este Deus, que é a definição final do amor e da sabedoria não nos deixará  sozinhos, tampouco o mundo, até que esteja totalmente restaurado para o que estava planejado a ser no começo.

Assim, devemos ser a comunidade mais triste e mais comemorativa na terra. E devemos estar tristes e celebrantes ao mesmo tempo. Estamos tristes porque sabemos o quão ruim as coisas realmente são e celebrantes, pois sabemos que a ajuda que Jesus nos oferece atinge o nível mais profundo da nossa necessidade.

Você está triste com a condição do seu mundo e faz de sua triste dança a sua festa, porque você sabe o quão grande é o Deus que tem transformado vidas através de Sua graça é? Quando você olhar honestamente ao seu mundo, você se lembra que Deus não vai parar ou descansar até que ele faça novas todas as coisas?

Que a celebração e da tristeza dance em seu coração ao ritmo do Evangelho de Jesus Cristo, e que você possa chorar de alegria e comemorar com tristeza até que Ele faça novas todas as coisas, mais uma vez!

sexta-feira, abril 26, 2013

Família! Crise ou Batalha?

Por Oswaldo Carreiro

São cada vez mais frequentes os relatos de casamentos desfeitos, lares destruídos e famílias em conflito. Os problemas e sintomas são muitos:
  • Aumento de divórcio em larga escala;
  • Envolvimento precoce dos filhos com vícios;
  • Celebração cada vez maior do adultério;
  • Promoção e aceitação de novos modelos de casamento e família;
  • Mais e mais crianças criadas por apenas um dos cônjuges;
  • 75% de aumento no consumo de antidepressivos entre crianças e adolescentes na faixa dos seis aos dezesseis anos.

Como filhos de Deus e privilegiados membros de Sua família não podemos estar indiferentes a essa situação e nem ignorantes quanto à necessidade de investimento para capacitação e fortalecimento das nossas famílias, especialmente para que satisfaçam as expectativas e propósitos para os quais Deus a estabeleceu, sobretudo visando a Sua glória.

Mas, uma grande ameaça à família, muitas vezes ignorada, é considerá-la apenas no contexto da crise atual, sem levar em conta o conflito cósmico perene em que está envolvida e que, portanto, exige uma perspectiva espiritual e o revestimento dos recursos que Deus nos dá para a batalha que está sendo travada. Sim, estamos numa batalha e devemos considerar que sendo o casamento uma instituição divina, é de se esperar que Satanás, o deus deste século e que procura privar Deus de Sua glória, ataque o casamento e a família. Leia Efésios 6.10-20 e perceba que a mensagem sobre essa batalha espiritual é precedida de várias instruções sobre o casamento (5.21-33) e sobre a educação de filhos (6.1-4). Note, também, que nos primeiros capítulos desse livro Paulo descreve as bênçãos espirituais que temos em Cristo (1.3-14) pelo fato de termos recebido uma nova vida Nele (2/1-10) e agora, como novas criaturas, sermos revestidos, juntamente com outros irmãos, da nova natureza, segundo Deus (2.11-22; 4.1-16). Leve a sério isto! A batalha espiritual faz parte da vida de casado e da educação dos filhos. Paulo lembra seus leitores que “não é contra pessoas de carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestiais.”(6.12).

Como devemos lutar nessa guerra espiritual na qual estamos envolvidos? Considere seriamente estes três passos indispensáveis: Primeiro, tenha consciência de que há uma batalha. Em segundo lugar, conheça o inimigo, sua artimanhas, ciladas, armas. Conheça o que a Bíblia diz sobre Satanás. Terceiro, revista-se de toda a armadura de Deus. Trave a batalha com as armas que Deus lhe dá. (Ef 6.10-18).

Lembre-se que o foco principal é que em tudo, Deus seja glorificado através da sua vida e da sua família!

Fonte: IBCU

quarta-feira, abril 24, 2013

Confissão: eu sou...

Obreiro na Missão Juvep

Meus amigos que me desculpem. Sei que vai ser difícil encará-los daqui para frente. Posso até antever os comentários e risadas quando eu passar, mas não tem como evitar. Sei que nestas situações, é o preço a pagar... mas não posso mais segurar. Eu preciso confessar: eu amo minha esposa! AMO!!! Pronto. Falei.

Preciso confessar isto para o mundo, pois vejo que pelo andar da carruagem, daqui a alguns anos será cada vez mais raro um heterossexual assumido, casado com a mesma mulher por mais de 25 anos, que nunca teve um caso extraconjugal... e que ainda a ama! Portanto, quero fazer alguma coisa de útil nesta vida, ser um exemplo de coragem. Quero que as futuras gerações olhem para meu túmulo e digam:
- Aqui jaz o percursor do nosso movimento!

E ainda algum entusiasta arrisque um discurso:
- Temos que ter esta mesma coragem... Coragem para assumir que amamos nossas esposas, que nos preocupamos com elas, que pensamos nela todos os dias, que temos prazer em deitar e levantar todos os dias ao lado da nossa amada, e com um sorriso no rosto, declarar nosso amor logo ao amanhecer. Sim, meus caros, sejamos corajosos como este cabra foi!

Sei que alguns podem estar pensando:
- Eca! Quéquéisso??? Esse cara tá louco, perdeu o juízo... em que mundo ele vive?

Outros ainda, pais zelosos, proibirão terminantemente que seus filhos tenham acesso a esta confissão e qualquer outra literatura que possa inspirar:
- Prefiro ver meu filho desfilando de tanga pink na parada gay do que submeter-se a uma vergonha destas. Onde já se viu? Falar publicamente que ama a esposa? Deve ser algum fanático. Doente. É gente deste tipo - atrasada e retrógrada, que impede o desenvolvimento saudável da nossa sociedade.

Podem falar... Mas o que eu posso fazer? Eu sou assim... amo minha mulher e pronto! Não sei o que meu pai vai pensar de mim depois de ler isto, mas quer saber? Acho que é genético! É isso mesmo: é ge-né-ti-co. É isso aí, pai. Se o senhor tá casado há tanto tempo com a mãe, o senhor deveria assumir também. Solta este galo e bote a boca no mundo: EU AMO MINHA ESPOSA!

Agora eu apelo: Homens (de verdade) do mundo, uni-vos! Vamos declarar a todos que casamento é bom, que monogamia é saudável e que o amor ainda existe. Seja fiel, romântico e assumido: declare que ama a mulher que você prometeu amar.

Ah, mais uma coisa: descobri que fazer uma mulher feliz é fácil... e gostoso! Pronto, falei!

Corajosamente,

Reinaldo Bui

segunda-feira, abril 15, 2013

Você é bom em preocupar-se?

Por Robert J. Tamasy

Uma das maravilhas do mercado é a variedade de talentos e habilidades. Alguns são líderes naturais, enquanto outros acham fácil seguir e dar suporte aos que lideram. Alguns são dotados para administrar, dirigir e delegar; outros são adeptos de lidar pessoalmente com a multiplicidade de detalhes. Alguns têm dom natural para vendas e marketing, capazes de vender gelo para ursos polares. Outros são oradores talentosos, enquanto outros se comunicam melhor através da escrita.

Mas existe uma habilidade que todos nós possuímos: capacidade de nos preocuparmos. Se formos dono de empresa ou tivermos responsabilidade executiva nos preocuparemos com questões que vão do planejamento ao suprimento. Preocupamo-nos com prazos, promoções, novos empregos, receber ou não aumento salarial.

Se nosso negócio depende de poucos clientes nos preocupamos em perdê-los. Preocupamo-nos em como arranjar novos clientes. Preocupam-nos que nossos competidores façam mudanças que possam nos impactar negativamente. Preocupamo-nos com clima organizacional, economia local, nacional e mundial; com custo de combustíveis; com mudanças tecnológicas e tendências de mercado.

Somos tão eficientes no quesito preocupação que o fazemos até quando não há absolutamente nada com que nos preocuparmos: ficamos preocupados em pensar que logo haverá alguma coisa para nos causar preocupação!

Uma das razões de nos preocuparmos é que isso faz que sintamos que estamos fazendo alguma coisa, mesmo quando não há nada que possamos fazer. Sentimo-nos bem por estarmos preocupados acerca de uma situação, mesmo que estejamos impotentes para fazer alguma coisa.

E o que a preocupação realiza? Pessoas experientes dizem que 90% das coisas com que nos preocupamos jamais acontecem. Assim, perdemos considerável energia emocional e mental para nada.

Incluindo-me entre aqueles que se preocupam com facilidade, acho confortador e encontro segurança ao lembrar-me do que a Bíblia diz sobre preocupação.

Orar em vez de se preocupar. Preocupação nos tira o sono, consome nossa energia e acaba com nossa paz interior. E se nossos cuidados fossem transferidos para Alguém, com confiança inabalável de que serão tratados de forma apropriada? “Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. E a paz de Deus, que ninguém consegue entender, guardará o coração e a mente de vocês, pois vocês estão unidos com Cristo Jesus” (Filipenses 4.6-7).

Entregar a preocupação a Deus. Você já tentou levantar peso acima de suas forças e sentiu alívio quando alguém, mais forte, voluntariamente se ofereceu para ajudá-lo? É exatamente isso que Deus Se oferece para fazer! “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois Ele cuida de vocês” (1Pedro 5.7).

Deixar nosso fardo com Deus. Alguém já lhe disse:“Não se preocupe. Tenho tudo sob controle”? É exatamente isso o que Deus está nos dizendo. Preocupamo-nos com coisas que estão fora do nosso controle ou que provavelmente jamais acontecerão. Deus nos diz: “Relaxe: vou cuidar disso. Livre-se dessa carga.” Mateus 11.28:“Venham a Mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e Eu lhes darei descanso”.

Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove livros.Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de Juan & Cristina Nieto. Recebido por e-mail.

sexta-feira, março 08, 2013

Eu tenho a vida inteira

Por Marcelo Berti
Do Facebook

Na música intitulada "Zóio de Lula" o Chorão certa vez cantou: "Eu tenho toda tarde, eu tenho a vida inteira".

No contexto da música, ele admirava a beleza de uma mulher que entrava no mar, e como o escritório dele era na praia e ele sempre estava na área, ele se confortou com o fato de que teria toda a tarde para apreciar o megurlho de tal mulher com "Zóio de Lula".

Mas, a verdade é nem mesmo os loucos tem toda a tarde para apreciar a vida, e para alguns a vida inteira não é tão extensa assim. Ainda que a expressão "vida inteira" seja uma hipérbole para descrever que temos muito tempo à nossa frente, a verdade é que não temos a menor ideia se vamos vivenciar a tarde inteira.

Talvez você você esteja vivendo ilusão que uma vez cativou o Chorão, que tantas vezes cantou que teria a vida inteira, mas que tragicamente experimentou o fim dela. Aproveite que ainda é tempo e considere que a vida não é tão grande assim, é apenas "como a fumaça, que nem se fez e se defaz. E, a cada instante que passa é um passo a menos e um a mais, na direção do fim, frio feroz, o fim de todos nós" (João Alexandre).

Aproveite o tempo que você tem para conhecer aquele que pode te oferecer mais que "vida inteira", mas que pode te apresentar a "vida eterna".

"Eu asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna" - João 5.24

sexta-feira, fevereiro 22, 2013

O Sal da Terra

Por Fernando Leite
Fonte: IBCU

Na nossa experiência cotidiana, o uso do sal representa intensificar o sabor. Ainda que não aconselhado  pela classe médica, e até mesmo orientado a não se fazer uso dele, é comum pessoas salgando sua comida sem mesmo avaliar se isso é necessário.

Se por um lado em nossos dias o sal tem a propriedade de realçar o sabor, e de provocar certos problemas de saúde, nos tempos antigos estes aspectos não estavam nas considerações da sociedade dos tempos do Senhor Jesus. Assim, sua afirmação, 'Vós sois o sal da terra', jamais seria interpretada como meio de destacar sabor ou mesmo risco para a saúde.

O sal podia ser usado de duas formas:
1 - para conservação de produtos perecíveis, pois sua capacidade hidrófila não permite o desenvolvimento de bactérias, o que ainda vemos em nossos dias quando se trata de conservação de bacalhau ou carne seca;
2 - preservação da hidratação do corpo, pois em ambientes desérticos é mais fácil entrar em processo de desidratação. Assim podia-se chupar uma pedra de sal, o que contribuía tanto para dar sede e assim lembrar da necessidade de beber, como para reter o líquido no corpo.

Considerando estas ideias, como podemos conservar o mundo de deterioração, ou gerar sede? Em primeiro lugar, nossas vidas transformadas conforme os padrões do Senhor, é um meio de preservar a sociedade de nossos pecados, e até influenciar outros com a mesma conduta. Da mesma forma, com uma vida conforme os padrões de Deus, podemos gerar sede nas pessoas que estão longe de Deus, levando-os a desejar a vida com Deus.

Pensando na conservação do mundo, considero também que precisamos buscar formas aceitáveis de manifestar nossa indignação com o que é feito na sociedade que destrói a própria sociedade. Casos de corrupção, eleição de corruptos, violência, etc, são fatos que não podem nos deixar apáticos, alheios e indiferentes. Nós, brasileiros, estamos acostumados a aceitar o que é considerado absurdo em muitas sociedade, mas nós cristãos brasileiros precisamos orar pelo nosso país, e ainda usar do meios comuns para manifestar nossa indignação.

Ore e aja a favor do Reino de Deus em nosso Brasil.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Neemias: o povo da cidade e a cidade do povo

Por Edson Rodrigues

As palavras de Neemias, filho de Hacalias: No mês de quisleu, no vigésimo ano, enquanto eu estava na cidade de Susã, Hanani, um dos meus irmãos, veio de Judá com alguns outros homens, e eu lhes perguntei acerca dos judeus que restaram, os sobreviventes do cativeiro, e também sobre Jerusalém. E eles me responderam: "Aqueles que sobreviveram ao cativeiro e estão lá na província, passam por grande sofrimento e humilhação. O muro de Jerusalém foi derrubado, e suas portas foram destruídas pelo fogo". Quando ouvi essas coisas, sentei-me e chorei. Passei dias lamentando, jejuando e orando ao Deus dos céus. (Neemias 1:1-4)

Neemias foi líder do terceiro grande grupo que retornou para a palestina no período do domínio Persa, também foi um, dentre os três homens do mais alto escalão a serviço do rei mais importante de sua época.

Bill Arnold afirma que: “O título de “copeiro” não significa que Neemias era um mordomo, mas sim um conselheiro pessoal do Imperador do Mundo. Ele era uma espécie de primeiro-ministro, o braço direito do rei Artaxerxes”.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

O que esperar de 2013?

Por Fernando Leite

Esperar? De quem? Otimistas e pessimistas tem dado suas opiniões acerca da economia mundial e brasileira. Os escândalos políticos se acumulam gerando, nos otimistas, a esperança de que se vá para a prisão; enquanto os céticos já se contentam com os resultados até agora.

Mais importante do que esperar, é pensar em de quem esperar. Circunstâncias, homens, economia, governos, outros, só trazem ilusão e decepção. Como disse o profeta: 'Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço.' Quero então apresentar dois focos de sua esperança para que 2013 seja especial para você.

Esperar em Deus - Os Salmos 42 e 43 trazem três vezes uma auto exortação: 'Espera em Deus...'. Esperar em Deus não é a crendice otimista de que Deus fará alguma coisa melhor, mas, antes, é conhecer a mentalidade, orientação e promessas de Deus e então crer e obedecer, esperando que seus princípios eternos sejam realidade em sua vida. Isto requer uma esperança secundária...

Esperar em si mesmo - Não estou colocando este item em pé de igualdade com o anterior, mas sujeito ao anterior. Conhecendo as Escrituras, conhecemos as possibilidades; conhecer o que Deus faz, nutre uma fé otimista contra o que seria humanamente razoável esperar. Neste sentido, não adianta esperar utopicamente que Deus mude tudo, mas eu começo a dar atenção ao que Deus fala, eu O busco, eu O obedeço ainda que na dependência dÊle.

O que tem para acontecer em sua vida em 2013 não acontece apesar de você, nem a partir de você, mas depende de se colocar diante do Deus de toda graça e bondade para transformar a sua vida. Não perca a oportunidade do que Deus pode fazer em você e através de você.

Fonte: IBCU

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Máscaras - o homem vê o exterior, porém o Senhor o coração (1 Sm 16.7)

Por Fábio Grigório

No dicionário online de português podemos encontrar a definição de máscara como sendo um “artefato de papelão, pano, madeira, couro etc., com que se cobre o rosto para disfarce...”

As máscaras são, tipicamente, usadas em bailes, festas e outros eventos. Ao usar tal artefato, o indivíduo tem como objetivo não se revelar ou revelar parcialmente sua identidade pessoal. Há vários tipos de máscara e estas podem ser usadas para encantar, assustar ou simplesmente enganar.

Fazendo um paralelo com nossa vida, poderíamos dizer que temos em nosso armário várias máscaras guardadas e em todo momento corremos o risco de recorrermos a estas, de acordo os locais que frequentamos, as pessoas com quem conversamos. É o risco de nos amoldarmos ou nos fantasiarmos para que não vejam quem somos, ou ainda, para que vejam em nós algo que não temos ou somos.

Atente para o que o profeta Isaias adverte: “Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras fazem às escuras e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?” (Is 29.15)

Por vezes tentamos usar tais recursos até mesmo diante do nosso Deus, procuramos as máscaras que melhor se adequam para nos apresentarmos diante de dEle, e “ingenuamente” esquecemos que Deus nos vê como de fato somos, é Ele quem nos vê sob e através das máscaras, é Ele quem vê o que ninguém mais pode ver,
o nosso interior e sabe tudo o que fazemos.

Diante do Senhor, não há máscara capaze de esconder quem somos e o que fazemos.

“O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração.” (1 Sm 16.7b)

Que vençamos a tentação de usar destes artefatos, seja por qualquer motivo, e nos apresentemos como somos diante das pessoas e diante do nosso Deus.

Fonte: IBCU

quinta-feira, novembro 22, 2012

Acreditemos na Palavra de Jesus


Não adianta! Nada que você ou eu façamos irá curar a doença espiritual que está em todo homem e mulher. O único médico, a única cura, o único capaz de fazer isso é Deus!

Infelizmente, apesar de nos auto-proclamarmos crentes em Jesus Cristo, diversas vezes não cremos em Suas promessas. Paulo, ao escrever aos romanos, disse:  Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (8.37 NVI). Por que não simplesmente tomamos a palavra dEle como verdade e descansamos?
  • Por que não aceitamos Seu perdão quando ele diz que estamos perdoados e começamos a desfrutar das bênçãos em descarregar a culpa?
  • Por que não acreditamos nEle quando aprendemos que somos valiosos para Deus?
  • Por que não acreditamos quando Ele diz que teremos Sua providência?
 
Os esforços de Deus são mais evidentes quando os nossos são inúteis.


Charles Swindoll - Grace for the moment