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sexta-feira, outubro 15, 2010

A Sequência Fibonacci

Sem dúvida o mundo mostra a existência de um Deus. Alguns se interessam em saber quem é Ele, outros vivem alheios a isto...



sexta-feira, maio 22, 2009

Métodos de Datação - Você Já Pensou Nisso Antes?

Enviado por um amigo, por e-mail.

Frequentemente ouvimos a imprensa noticiar que algo foi achado com “milhões de anos”, um fóssil foi achado e tem “milhões de anos”, enfim, há mesmo verdade nessas datas? De onde tiram tais datas? É tudo engano para perverter a humanidade da verdade? Uma detalhada manobra das massas para afastar todos os que não buscam conhecer a verdade, longe dela?

Certa vez, em uma aula, usei uma proveta graduada para ilustrar aos meus alunos como funcionam os métodos de datação científica. Meu esquema mostrava uma torneira que pingava diretamente na proveta. Estava bem marcada, por isso meu público podia ver que a proveta tinha exatamente 300 ml de água. O diagrama também mostrava que a água pingava a uma taxa de 50 ml por hora. Perguntei:

– Há quanto tempo a água está pingando na proveta?

– Seis horas – responderam imediatamente alguns deles.

– Muito bom. Como vocês descobriram?

– Dividindo a quantidade de água na proveta (300 ml) pela taxa (50 ml/h).

– Excelente! – disse eu. Vocês veem como é fácil calcular cientificamente a idade de alguma coisa? Todos os métodos de datação que os cientistas usam funcionam exatamente do mesmo modo. Consistem em medir algum fator que está mudando com o passar do tempo.

Os alunos começaram a relaxar quando entenderam que a datação científica não é tão difícil. Então eu os surpreendi:

– O problema é que seis horas é a resposta errada. Todos eles me olharam perplexos e desconfiados.

– Eu montei esse experimento e posso lhes dizer que a água está pingando há apenas uma hora. Vocês podem me dizer o que aconteceu?

Depois de se recuperarem do choque, alguém perguntou:

– A torneira estava gotejando mais rápido antes?

– Pode ser – respondi.

– A proveta estava quase cheia quando você começou o experimento?

– Talvez. Mas vocês percebem o que estão fazendo? – perguntei – A fim de calcular uma idade vocês fizeram suposições sobre o passado. Vocês assumiram que a taxa sempre foi 50 ml/h e que a proveta estava vazia quando o experimento começou. Baseados nessas suposições vocês calcularam o tempo de 6 horas.

(Balançaram as cabeças afirmativamente.)

– Vocês ficaram perfeitamente satisfeitos com aquela resposta. Ninguém a desafiou.

(E eles concordaram.)

– Então, quando eu lhes contei a resposta certa, perceberam o que fizeram? Vocês rapidamente mudaram suas suposições sobre o passado a fim de que concordassem com a idade que eu disse a vocês.

Cada cientista deve primeiro fazer suposições sobre o passado antes que possa calcular uma idade. Se o resultado parece concordar com as suposições, ele o aceita alegremente. Mas se não concordar com outra informação, ele mudará suas suposições para que sua resposta seja coerente.

Não importa se a idade calculada é muito velha ou muito jovem. Sempre há muitas suposições que um cientista pode fazer para obter uma resposta consistente.

Subitamente, luzes se acenderam sobre a cabeça de meus ouvintes. Meu público viu, em poucas palavras, como funcionam os métodos de datação. A datação científica não é uma forma de medir, mas uma forma de pensar.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Projeto ou Ser Humano? Quando a Vida Começa


Este final de semana estive em um curso para pais. É possível que muitos dissessem: "curso para futuros papais com mamães grávidas". Eu prefiro dizer que era "curso para papais com mamães grávidas", sem a palavra "futuro".

Durante o curso um dos palestrantes me abordou e disse: "quando você for pai..." É claro que entendi o que o palestrante significava com aquela frase, no entanto, não acho que todos ali presentes entendiam  a extensão do significado de uma frase como essa.

Outro palestrante colocou uma apresentação cujos slides havia escrito: "projeto de ser humano." As imagens mostravam lindas fotos de embriões e fetos. Era aquilo de fato um projeto de ser humano? Se sim, a coisa mais óbvia para se pensar é que um projeto de ser humano não é um ser humano. O que isso quer dizer? Pense um pouquinho...

Eu sou um daqueles que prefere crer que a vida começa na fecundação. Tenho minhas fundamentações para isso, mas no final, pode se tornar uma questão de como se olhar para os textos. Com o resultado da forma que penso, creio que o aborto é uma forma muito equivocada de se tratar com a vida. Se o embrião ou o feto humano fosse somente um projeto, a questão seria obviamente bem diferente.

Um simples conceito, mas que faz a diferença de pelo menos uma vida...

PS: Queria, todas as vezes que me perguntassem quanto tempo de vida eu tenho, adicionar nove meses a data de quando eu saí do ventre de minha mãe.

terça-feira, novembro 11, 2008

Criacionismo Vs. Evolucionismo

Pode deixar, não serei eu quem resolverei o problema das duas linhas filosóficas. Huh??? É isso mesmo. Tanto o criacionismo quanto o evolucionimo são baseadas em fatos metafísicos e por isso também, ambas chamadas de teorias.

Ao ler um livro, vi a citação de um artigo online chamado Ruse gives away the store: admits evolution is a phylosophy. Associado a este artigo, vi uma publicação interessante em um BLOG, que copio abaixo.

Por Douglas Reis
"Questão de Confiança" (BLOG)

O Evolucionista que Entregou o Ouro

“Poderíamos dizer que o darwinismo funciona como religião alternativa. É exatamente o que diz Michael Ruse, filósofo de ciências. Ruse é evolucionista pugnaz e agressivo, que, em 1982, testemunhou em tribunal contra o estatuto criacionista do Estado de Arkansas. Nessa ocasião, conversou com Duane Gish, famoso criacionista, que o imprensou contra a parede. ‘O problema com os evolucionistas é que vocês não jogam limpo’, disse-lhe Gish. Vocês nos acusam de ensinar uma opinião religiosa, mas ‘vocês, evolucionistas, são a seu modo igualmente religiosos. O cristianismo fala de onde viemos, para onde vamos e o que devemos fazer enquanto isso. Desafio-o a mostrar qual é a diferença com a evolução. A evolução fala de onde você veio, para onde vai e o que fazer enquanto isso.’[1] Em suma, a evolução funciona como religião.

“O comentário irritou Ruse, que não pôde tirar isso da mente. No fim, deu-se conta de que Gish na verdade estava com a razão, que a evolução é ‘mais que mera ciência’, como disse em recente artigo. ‘A evolução veio a ser como um tipo de ideologia secular, substituto explícito do cristianismo.’ Mesmo hoje, ‘é promulgada como ideologia, uma religião secular – uma alternativa madura ao cristianismo, com significado e moral’.

“Ruse se apressa em garantir aos leitores que ele continua sendo “um evolucionista ardente e ex-cristão’. Contudo, ‘tenho de admitir que nesta querela… os literalistas [bíblicos] estão absolutamente certos. A evolução é uma religião. Desde o princípio foi assim, e ainda hoje é verdade’.[2]

“Ruse anunciou seu novo discernimento na reunião anual de 1993 da Associação Americana para o Avanço da Ciência (sigla em inglês AAAS), onde sua apresentação foi recebida com um silêncio aturdido. Um relatório da conferência publicado por um grupo defensor da evolução ficou imaginando: ‘Será que Michael Ruse Entregou o Ouro?’[3]

“Mas Ruse não estava fazendo alegações precipitadas. Ele as fundamentava com exemplos incontestáveis, citando pessoas como Stephen Jay Gould, que afirmou que a evolução ‘liberta o espírito humano’. Por pura provocação, acrescentou Gould, a evolução ‘bate qualquer mito das origens humanas por anos-luz’. Visto que a história evolutiva é contingente de modo completo, ‘em sentido plenamente literal, devemos nossa exist6encia, como mamíferos grandes e racionais, a nossas estrelas da sorte’.[4]

“‘Se isto não for concorrente ao ensino judaico-cristão tradicional’, comenta Ruse de maneira perversa, ‘não sei o que é.’”[5]

Nancy Pearcey - Extraído de "Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de seu Cativeiro Cultural", p. 193

[1] Citado em Michael Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians”, National Post, 13 de maio de 2000, p. B-3.
[2] Ruse, ib. Ruse usa a mesma argumentação no seu mais recente livro, Mystery of Mysteries: Is Evolucion a Social Construction? (Cambridge, Massuchusetts: Havard University Press, 1999).
[3] Ver Tom Woodward, “Ruse Gives Away the Store, Admits Evolution Is a Philosophy”, em http://www.leaderu.com/real/ri9404/ruse.html.
[4] Citado em Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians”. Em outro lugar, Gould foi explícito ao descrever o darwinismo como substituto da religião: “A evolução substituiu a explicação naturalista de consolo desinteressado por nossa convicção anterior de que uma deidade benevolente nos formou diretamente segundo sua própria imagem” (Stephen Jay Gould, “Introduction”, em: Carl Zimmer, Evolucion: The Triumph of na Idea [Nova York: HarperCollins, 2001], p.xi).
[5] Ruse, “Saving Darwinism from the Darwinians”.