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quarta-feira, março 20, 2013
quarta-feira, novembro 14, 2012
domingo, novembro 11, 2012
Criatividade na evangelização: desenhos de um irmão suíço
Por T. Zambelli
Em 2010 estive numa cidade cearense chamada Farias Brito. Passei cerca de 25 dias com a Missão Juvep para levar a Palavra de Deus para cada habitante de lá. Nesta equipe, havia um jovem suíço muito habilidoso em desenhos. Ele não falava português, mas sua limitação não foi um empecilho para que ele não mostrasse amor pelos cidadãos daquele inesquecível lugar, tampouco para me equipar melhor para mostrar a salvação em Jesus Cristo.
Abaixo eu compartilho os desenhos que ele fez em meu caderninho de anotações. Foi um excelente recurso para eu mostrar clara e objetivamente sobre o plano redentor de Deus para as pessoas que visitei.
Qual é sua limitação?
quarta-feira, julho 25, 2012
A suficiência da Palavra de Deus na evangelização
Por T. Zambelli*
Gosto muito de considerar as opiniões bíblicas de John MacArthur. No entanto, confesso que nem sempre estou em acordo com ele. Ainda assim recomendo seus livros e vídeos para muitos de meus irmão em Cristo, como o que pretendo fazer neste assunto, num tema muito importante: a evangelização.
Um de seus mais novos livros na língua portuguesa leva o título "Evangelismo" (Ed. Fiel). O primeiro capítulo do livro, escrito pelo próprio MacArthur**, impulsinou-me a publicar algo que considero fundamental: o peso da Palavra de Deus na evangelização. Pretendo, a partir de alguns versículos e as palavras do próprio autor do livro, passar uma ideia clara de como a Palavra de Deus é a chave e o poder para evangelização, bem como o equívoco de se pensar que o homem pode fazer algo que torne o coração do homem mais ou menos propício para receber o dom da graça. Abaixo:
Todas as palavras que estiverem em itálico são palavras tiradas de John MacArthur.
A passagem de Romanos 1.16 (e v.17) foi a mais marcante na transformação da vida de Martinho Lutero: "Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê." O apóstolo Paulo foi muito claro ao mostrar com firmeza a suficiência do Evangelho [as boas novas] para a salvação dos que creem. Tal notícia era atraente porque oferecia libertação do labirinto de regulamentos opressivos feito pelos homens e impostos pelos fariseus. Por outro lado, era assustador seguir a Cristo - requeria entrar pela porta estreita, negar a si mesmo, obedecê-lo até a morte. Seguir a cristo significava reconhecer a sua divindade e que sem ele não há salvaçÃo ou outro meio para reconciliar-se com Deus. Ademais, Jesus pregava a mensagem de arrependimento, submissão, sacrifício, dedicação radical e exclusividade.
Apesar do claro ensino de Paulo, há um mito dominante no evangelicalismo, que diz que o sucesso do cristianismo depende de sua popularidade. As pessoas toleram a ideia de que a sagacidade cultural de um pastor determina quão bem-sucedida será sua mensagem, e quanto sua igreja será influente. Tal abordagem, porém, vai contra o paradigma bíblico, cujo poder do Espírito no evangelho não se encontra no mensageiro, e sim, na mensagem.
Tal erro leva à noção perigosa de que a conduta e a palavra do pastor devam ser determinadas pela cultura em que ele está ministrando e um grande problema de se pensar assim é que, acima de tudo está a noção falsa de que um pastor possa fabricar conversões verdadeiras se ele parecer ou agir de determinada forma. O fato básico é que somente Deus controla a salvação de pecadores, como resultado de qualquer pregação. Muitos pregadores estão dispostos a alterar a mensagem da salvação de Deus e seu padrão de santidade. O resultado, é claro, é outro evangelho que não é evangelho algum.
Na parábola do semeador (Mc 4), Jesus é enfático em mostrar que a qualidade do solo em que a semente cai é a variável presente. O semeador e a semente são os mesmos, ou seja, o evangelista é o mesmo e o Evangelho é o mesmo.
"Vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da Palavra de Deus, viva e permanente"
(1Pe 1.23 grifo meu).
(1Pe 1.23 grifo meu).
Quando o apóstolo Pedro comenta sobre a regeneração, produto da salvação, ele se faz igualmente claro em apresentar o meio: a Palavra de Deus. Coisas externas não são o que fazem a semente germinar. O poder do Evangelho está na operação do Espírito Santo, não no estilo do semeador. Quando pessoas argumentam que o pastor deve comportar-se como determinado segmento da cultura para melhor alcançá-lo, deixam de compreender o que Jesus está destacando.
"Porque o nosso evangelho não chegou a vocês somente em palavra, mas também em poder, no Espírito Santo e em plena convicção"
(1Ts 1.5).
(1Ts 1.5).
Além de saber bem o papel da Palavra, Paulo compreendia muito bem seu lugar na evangelização. Quando ele levou as Boas Novas a Corinto, plantou uma igreja e deixou-a aos cuidados de Apolo. Mais tarde, descreveu a experiência assim: "Eu plantei, Apolo Regou; mas o crescimento veio de Deus" (1Co 3.6). O preparo do coração para receber o evangelho é obra do Espírito Santo. É ele quem convence (Jo 16.8-15), regenera (Jo 3.3-8) e justifica (Gl 5.22-23). A obra no coração é domínio de Deus.
Jesus nunca sugeriu que devêsemos culpar o agricultor pela resposta negativa à mensagem do Evangelho. Os pecadores rejeitam a verdade e amam seu pecado. O problema não está no mensageiro fiel ou no verdadeiro evangelho, nunca! A única resposta possível das conversões é dizer que foi um milagre da graça e resultado da intervenção divina. O arrependimento verdadeiro é sobrenatural.
"Quem pode dizer: purifiquei o meu coração limpo estou do meu pecado?"
(Pv 20.9)
(Pv 20.9)
Que o nosso empenho na evangelização seja explicar a profundidade do pecado e seu merecido castigo com fidelidade a Deus no bom uso do meio que conduz imerecidos homens e mulheres ao imerecido lugar eterno na presença do santo e único Deus.
* T. Zambelli foi o organizador e abreviador das palavras de John MacArthur no livro Evangelismo.
** O livro não foi escrito exclusivamente por John MacArthur, mas por toda a equipe pastoral da igreja que ele faz parte, Grace Community Church.
terça-feira, novembro 01, 2011
O discipulado - bela animação
Você não vai querer não assistir a este vídeo:
Uma única observação: quando o texto bíblico diz "fazei discípulos," é necessário nos atentarmos que no original o verbo é transitivo e precisa NECESSARIAMENTE de um complemento: "de todas as nações." Não podemos evitar que a ênfasse do texto é o discipulado mundial.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador?
Você conhece Jesus Cristo como seu Salvador? Ele é o seu Redentor?
Talvez você participe dos cultos de uma boa igreja evangélica. É possível que tenha lido vários trechos da Bíblia e talvez tenha em sua biblioteca livros sobre a vida cristã. Já ouviu falar do Evangelho e da salvação. Pode até ser que você seja batizado e professe estar entre os salvos.
E mesmo assim, apesar da aparência exterior, pode ser que você ainda não siga a Cristo, pois Ele ainda não é seu Senhor. Independente da sua situação religiosa, peço que considere por um momento: você já foi perdoado por Cristo?
Onde há perdão, houve primeiramente uma ofensa. É fundamental que entendamos que nosso pecado é a nossa maior ofensa contra Deus. Recomendo a leitura do capitulo 9 de Esdras pois neste capitulo, ele confessa seu pecado junto com o pecado do povo de Israel. Lemos a partir do versículo 5: “Me pus de joelhos, e estendi as minhas mãos para o SENHOR meu Deus; e disse: Meu Deus! Estou confuso e envergonhado, para levantar a ti a minha face, meu Deus; porque as nossas iniqüidades se multiplicaram sobre a nossa cabeça, e a nossa culpa tem crescido até aos céus. Desde os dias de nossos pais até ao dia de hoje estamos em grande culpa…” A atitude de Esdras demonstra que ele enxergava seus pecados como sendo ofensivos ao próprio Deus santo. Esdras não fez de conta que seus pecados eram ocultos ou discretos e nem ainda uma “escolha pessoal”, mas admite que “nossa culpa tem crescido até aos céus“. Nossa culpa é vista por Deus, pois vivemos todo dia perante Seus olhos. O próprio Esdras reconheceu, “Eis que estamos diante de ti, na nossa culpa” (Esdras 9.5). O Rei Davi admitiu “Fiz o que é mal à tua vista” (Salmos 51.3) e o profeta Isaias confessou, “as nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós” (Is 59.12).
Essa culpa “que tem crescido até aos céus” é o efeito colateral do pecado. A culpa nos lembra a cada momento da condenação justa por causa do pecado. Carregamos o peso da punição vindoura, temendo um encontro com o Deus Justo depois da morte. “Todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão” (Hb 2.15). E com toda razão, afinal a Bíblia não poupa palavras quando descreve a punição eterna daqueles que zombam de Deus: “Este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira” (Apocalipse 14.10a).
Antes de ser salvo, é necessário que você perceba o quão perdido você é nos seus pecados. Somente o náufrago clama por socorro. Você já chegou a se ver culpado diante do seu Criador? Chegou a admitir, “Fui pesado na balança da perfeição divina e tenho sido achado em falta”? Já confessou, “estou destituído da glória de Deus”?
Se você está carregando o peso da condenação, as boas novas do Evangelho serão como água para sua alma sedenta. Aqueles que são corroídos pela podridão do pecado acharão restauração em Cristo. Ele diz: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6.35). Este versículo diz a respeito à satisfação. Deus foi satisfeito com o sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Cristo se satisfaz em remir pobres desgarrados e nós somos satisfeitos com a regeneração das nossas almas. Certamente, quem corre a Cristo, encontra satisfação eterna. Como não ser satisfeitos quando experimentamos que “se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Cor 5.17)? O Salmista escreveu, alegre e satisfeito: “Tu limpas as nossas transgressões. Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e do teu santo templo ” (Salmos 65.3,4).
Somos lavados das nossas transgressões! Cada detalhe do pecado é expurgado pelo sangue de Cristo. O sacrifico de Cristo é tão completamente imerecido e tão maravilhosamente completo. O Filho de Deus fez-se carne para resgatar-nos da nossa carnalidade. Ele deu sua vida na cruz para assim dar vida aos acusados. O Justo morreu pelos injustos. Foi paga a minha divida, pois o Filho de Deus aceitou morrer a minha morte na cruz aonde eu deveria ter sido crucificado. Claramente entendemos: “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, tomou sobre Si a ira de Deus para que – morto e ressurreto – fosse a salvação completa dos mais indignos pecadores.
Pergunto: você está satisfeito em Cristo? A sua alma repousa nele? Ou está ainda a procura de outro consolo além de Cristo?
Talvez você esteja confusa em como chegar a Cristo. Vejamos novamente a oração de Esdras, em Esdras capitulo 9. Perceba como ele reconheceu sua vergonha e iniquidade no versículo 6, confessou sua culpa no versículo 7 e por fim agarra-se à graça de Deus no versículo 8: “Agora, por um pequeno momento, se manifestou a graça da parte do SENHOR, nosso Deus, para nos deixar alguns que escapem, e para dar-nos uma estaca no seu santo lugar; para nos iluminar os olhos, ó Deus nosso, e para nos dar um pouco de vida na nossa servidão” (Esdras 9.8). A graça de Deus tem se manifestada, permitindo que nós – presos na servidão ao pecado – possamos escapar da culpa e da condenação. É um escape imerecido, pago na integra por Cristo. Boas intenções, ofertas financeiras ou serviço dedicado não alcançarão o que a graça de Deus alcança por nós: um escape!
Como então ir a Cristo? Correndo. Como confiar nele? Inteiramente. Como rogar Sua misericórdia? Confessando seus pecados e crendo que Ele providenciou um escape. Devemos agarrar esta verdade: “Na nossa servidão não nos desamparou o nosso Deus; antes estendeu sobre nós a sua benignidade…para que nos desse vida” (Esdras 9.9).
Agora não seria a hora de buscar essa benignidade de Deus? Onde quer que você esteja, não seria agora o momento de buscar um tempo à sós, e, de joelhos dobrados e coração quebrantado, rogar que Deus lave sua alma no sangue de Cristo? Estas palavras deviam ser suas: “Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51.9,10).
Nós nos preocupamos com a mensagem da salvação porque não temos outra mensagem a anunciar a não ser: “Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores” (1Timóteo 1.15). É bom ler artigos, é ótimo ouvir palestras e excelente investir em bons livros. Mas nada valerá a pena se em primeiro lugar você não tem buscado o perdão de Deus aos pés da cruz.
Pergunto novamente: você conhece Cristo como seu Salvador?
Fonte: Blog FIEL
quarta-feira, agosto 10, 2011
O que é o Evangelho?
Por John Stott
“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gálatas 3:1-9).
[...]
O que é o evangelho?
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente, proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich). Era usado em referência a editais, leis e notícias que eram expostos em algum lugar público para que fossem lidos, e também com referência a quadros e retratos.
Isso significa que, quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos. Isso é o que alguns autores têm chamado de elemento existencial da pregação. Fazemos mais do que descrever a cruz como um acontecimento do primeiro século. Na realidade descrevemos Cristo crucificado diante dos olhos de nossos contemporâneos, de modo que sejam confrontados com o Cristo crucificado hoje e percebam que podem receber hoje a salvação de Deus vinda da cruz.
O que o evangelho oferece?
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente, proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich). Era usado em referência a editais, leis e notícias que eram expostos em algum lugar público para que fossem lidos, e também com referência a quadros e retratos.
Isso significa que, quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos. Isso é o que alguns autores têm chamado de elemento existencial da pregação. Fazemos mais do que descrever a cruz como um acontecimento do primeiro século. Na realidade descrevemos Cristo crucificado diante dos olhos de nossos contemporâneos, de modo que sejam confrontados com o Cristo crucificado hoje e percebam que podem receber hoje a salvação de Deus vinda da cruz.
O que o evangelho oferece?
Com base na cruz de Cristo, o evangelho oferece uma grande bênção. Versículo 8: “Em tu serão abençoados todos os povos”. O que é isso? É uma bênção dupla. A primeira parte é justificação (versículo 8) e a segunda é o dom do Espírito (versículos 2-5). É com esses dois dons que Deus abençoa a todos os que estão em Cristo. Ele nos justifica, aceitando-nos como justos diante dele, e coloca o seu Espírito em nós. E ainda mais, ele nunca oferece um dom sem dar o outro. Todos os que recebem o Espírito são justificados, e todos os que são justificados recebem o Espírito. É importante observar esta dupla bênção inicial, uma vez que atualmente muita gente ensina uma doutrina de salvação em dois estágios, que primeiros somos justificados e só posteriormente recebemos o Espírito.
O que o evangelho exige?
O evangelho oferece bênçãos; e nós, o que devemos fazer para recebê-las? A resposta adequada é “nada”! Não temos de fazer nada. Temos apenas de crer. Nossa reação não consiste nas “obras da lei”, mas em ouvir a “pregação da fé”, isto é, não em obedecer a lei, mas em crer no evangelho. Obedecer é tentar fazer a obra da salvação pessoalmente, enquanto que crer é deixar que Cristo seja o nosso Salvador e descansar em sua obra consumada. Assim Paulo enfatiza que recebemos o Espírito pela fé (versículos 2 e 5) e que somos justificados pela fé (versículo 8). Realmente, a palavra “fé” e o verbo “crer” aparecem seis vezes neste pequeno parágrafo (versículos 1-9).
Assim é o verdadeiro evangelho, o evangelho do Antigo e do Novo Testamento, o evangelho que o próprio Deus começou a pregar a Abraão (versículo 8) e que o apóstolo Paulo continuou pregando no seu tempo. É a apresentação, diante dos olhos dos homens, de Jesus Cristo como crucificado. Nessa base tanto a justificação como o dom do Espírito são oferecidos. E se exige apenas a fé.
Fonte do artigo: STOTT, John. A Mensagem de Gálatas. Editora ABU; pp. 69-71.
Para saber mais: http://www.abub.org.br/editora/livros/bibliafalahoje.htm
Fonte do post: Monergismo
quinta-feira, maio 05, 2011
sábado, abril 30, 2011
Amarrando Satanás???
Por Ray C. Stedman
Está amarrado?!?!
Está amarrado?!?!
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão (Gálatas 5.1 NVI).
Após pastorear por quarenta anos eu posso afirmar categoricamente que, a causa mais comum da fraqueza espiritual de um cristão (ou uma igreja) é a falha em reconhecer a carne, no seu disfarce de zelo religioso.
Como Pedro puxando uma espada no Getsêmani, o cristão carnal pensa que está fazendo a vontade de Deus e lutando as batalhas de Deus para ele.
Talvez uma das expressões mais comuns deste zelo equivocado é a prática de "Amarrar Satanás" antes de o ministério cristão ser tentado. A Palavra de Deus não dá nenhuma justificativa para essa prática. Nenhum dos apóstolos utilizaram esta abordagem e nenhuma Escritura ordena que os cristãos a pratiquem. Isto é um desempenho extra-Bíblico, decorrente da vontade da carne, para se parecer comprometido e poderoso no serviço de Deus. Os cristãos são instruídos a "resistir ao diabo", mas nunca a amarrá-lo. Resistir ao diabo é feito através de colocar toda a armadura de Deus, como Paulo descreve em Efésios 6. O "ligar e desligar" mencionado em Mateus 18:18 refere-se ao acordo na oração dos fiéis, em acordo com as promessas de Deus revelada em sua Palavra.
Outra forma do mesmo erro seria atribuir as manifestações da carne ao trabalho de demônios, que depois são ostensivamente "expulsos" de um indivíduo através de um "ministério de libertação." Mas Gálatas 5:19-21 nos diz claramente que a luxúria, o ódio, a discórdia, o ciúme, a raiva, a inveja, as orgias sexuais, e afins, não são obra de demônios, mas da carne. É impossível "expulsar" as obras da carne durante esta vida. Ao invés, ela é para ser subjugada pelo reconhecimento de seu caráter maligno, recusando a ceder a mente ou o corpo ao seus impulsos, e voltando imediatamente a Jesus para o fornecimento em sua força e pureza, como Romanos 6:13 descreve de forma tão clara.
É claramente o trabalho de pastores e professores ajudar os cristãos a identificar a carne em si mesmos, por meio da Palavra de Deus, e seguir o padrão que a Palavra descreve para manter a carne em sujeição ao espírito, e o indivíduo livre para viver, como o Senhor já tomou providências para fazer.
Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. (Gálatas 5:1)
Tradutor: Aeliton Lopes
Série: Pequeno Ensaio
Data: Julho 30, 1996
sexta-feira, abril 29, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
sábado, março 05, 2011
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Centralidade do Evangelho
Por Tim Charllies
Pouco tempo atrás um leitor deste blog escreveu-me com uma questão bastante interessante. Eis o que ele perguntou: Estou procurando uma orientação sobre uma coisa. Estou à procura de livros sobre ser “Centrado no Evangelho”. Eu sei que é um chavão novo e realmente tem me intrigado bastante. Eu sou um cristão de longa data, mas sou novo a esta ideia de “Centrado no evangelho”. Não me interpretem mal, eu amo Jesus, as Escrituras e Evangelho, mas eu nunca tinha realmente ouvido falar e nem compreendo realmente o que significa ser “centrado no evangelho”.
Na minha igreja nós conversamos muito sobre “vidas Centradas no Evangelho”, ou “vidas centradas na Cruz”, sobre como aplicar o evangelho às situações da vida. Então me deixe compartilhar um pouco da minha experiência sobre o que isso significa realmente. No final eu vou oferecer algumas sugestões para leitura adicional. Eu sinto que sou muito mais um estudante que um professor nessa área, então eu dependerei em grande parte o que outros já disseram.
Eu adoraria saber a origem do termo “centrado no evangelho”. Embora eu não possa produzir qualquer prova de onde veio, minha sensação é que ela surge de uma combinação de vários fatores: os escritos de C.J. Mahaney e Jerry Bridges juntamente com a ênfase de organizações como CCEF e Desiring God. De alguma forma, se você misturar esses homens e essas organizações, acho que vai acabar encontrando essa ênfase na centralidade do evangelho. Talvez alguém possa oferecer uma história mais profunda da frase.
Evangelho
A primeira coisa que precisamos fazer é definir evangelho. Em nossa igreja nós temos uma forma conveniente de fazer isso usando uma mão e que todas as crianças entendem. Tenho certeza que você poderia ir até praticamente qualquer criança na igreja, perguntar “o que é o evangelho?” e ouvir essa resposta: “Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou”. Quando falamos sobre isso durante os cultos, nós acompanhamos um pouco de ação. Começamos com um punho fechado e com cada uma das cinco primeiras palavras abrimos um dedo. “Cristo…morreu … pelos… nossos… pecados”. Então, com a mão aberta, a levantamos e dizemos “e ressuscitou!” E isso é o evangelho. É claro que o evangelho pode ser tão simples como essas sete palavras ou tão complexo como muitos volumes de textos teológicos. Mas a essência do evangelho está ali: Jesus Cristo foi condenado à morte como propiciação pelos nossos pecados e foi ressuscitado para a vida.
Centrado no Evangelho
Viver uma vida centrada no evangelho é simplesmente viver de tal modo que este evangelho seja central. Assim, quando qualquer tipo de situação surgir podemos dizer, “Como o evangelho se aplica a esta situação?” Quando eu estou lidando com um pecado particular ou uma tentação, eu posso perguntar: “Como posso aplicar o Evangelho a este pecado?” Quando Estou confuso sobre criação de filhos, posso perguntar: “O que o Evangelho me diz sobre a minha tarefa de paternidade?” A realidade fundamental da vida cristã é esta: Cristo morreu por nossos pecados e foi ressuscitado. Assim, todo o resto flui para fora do evangelho e que cada pergunta seja respondida em referência a ela.
Eu gosto de frases como essa de Joe Thorn: “A vida centrada no evangelho é aquela em que o cristão experimenta uma crescente dependência pessoal do evangelho para protegê-lo de confiar em seu próprio desempenho religioso e ser seduzido e dominado pelos ídolos”
Joe aponta quatro frutos de uma vida centrada no evangelho:
Confiança (Hb 3:14; 4:16)
Quando o evangelho é central em nossas vidas, temos confiança diante de Deus – não por causa das nossas realizações, mas por causa da expiação de Cristo. Nós podemos nos aproximar de Deus sabendo que ele nos recebe como seus filhos. Nós não permitimos que os nossos pecados nos prendam em culpa e desespero, mas sua presença em nossa vida nos obriga a fugir constante a Cristo pela graça que restaura o nosso espírito e nos dá força.
Intimidade (Hb 7:25, 10:22, Tg 4:8)
Quando o evangelho é central em nossas vidas, temos e mantemos intimidade com Deus, não por causa de nossa atuação religiosa, mas por causa do ministério sacerdotal de Jesus. Sabemos que Jesus é o nosso mediador diante de Deus Pai e nos deu perfeita paz com Deus por meio de seu sacrifício que nos permite aproximar de Deus com a expectativa ansiosa de receber graça, e não julgamento.
Transformação (2 Co 3:18;. 1 Ts 5:23;. 2 Ts 2:13).
Quando o evangelho é central em nossas vidas, experimentamos transformação espiritual, não apenas uma melhoria moral, e essa mudança não acontece por nossa força de vontade, mas pelo poder da ressurreição. Nossa esperança de nos tornarmos aquilo que Deus planejou e deseja não está em nos esforçarmos mais, mas em confiar mais – confiar em sua verdade e no Espírito para nos santificar.
Comunidade (Hb 3:12, 13; 10:25; 2 Tm 3:16, 17)
Quando o evangelho é central em nossas vidas, desejamos e encontramos unidade com outros crentes na igreja local, não por causa de uniformização cultural, mas por causa da nossa fé comum e Salvador comum. É dentro desta comunidade de aliança, se a própria comunidade for centrada no evangelho, que nós experimentamos o tipo de companheirismo que reconforta os aflitos, corrige os rebeldes, fortalece os fracos e encoraja os desanimados.
Se uma pessoa ou igreja é centrada no evangelho, quer dizer que há outras coisas em torno das quais ela não está organizada. Não é centrada na tradição (como, talvez, igrejas fundamentalistas possam ser), não é centrada no pragmatismo (como igrejas em crescimento são muitas vezes), não é culturalmente centrada como são tantas igrejas hoje. É o evangelho que fica no centro da igreja ou do crente.
Então, na minha experiência, um cristão centrado no evangelho é simplesmente o cristão que está sempre olhando para o evangelho como o poder de mudança, que está mantendo o evangelho como ponto de referência. Não importa a situação, ele está olhando para o evangelho e perguntando: “Como o evangelho se aplica a isto?”
Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo
terça-feira, janeiro 18, 2011
segunda-feira, janeiro 17, 2011
sexta-feira, janeiro 14, 2011
domingo, janeiro 09, 2011
domingo, dezembro 19, 2010
No Mundo, mas Não do Mundo
Por David Merkh
Como estrangeiro no Brasil, sinto muito que serei sempre um "peixe fora da água". Não tenho um “RG” mas um “RNE”—Registro Nacional de Estrangeiro”. Esse meu "visto permanente" me identifica como “estranho” em todos os sentidos: além de ser uma cor esquisita (laranja), sempre me identifica como alguém permanentemente carimbado como "diferente". Não importa quanto eu me esforço, nunca ficarei completamente contextualizado. Não gosto quando pessoas olham para minha roupa-camisa xadrez com bermuda amarela e meia branca-e logo dizem "eis aí, mais um gringo". Odeio quando pessoas perguntam logo depois de conversarmos alguns minutinhos: "Você não é daqui, né?"
Ninguém gosta de ser diferente. Há forte pressão para se conformar . ..mas ao mesmo tempo, uma tensão por saber que nunca será igual aos outros. No meu caso, estou no Brasil sem ser totalmente do Brasil. Como crentes em Cristo Jesus, sofremos uma outra tensão: a de sermos conformados com a imagem de Jesus (Rm 8.29) e não conformados com o mundo (Rm 12.1,2), mas ao mesmo tempo, ser tudo para todos para ganhar alguns (1 Co 9.22).
Jesus caracterizou bem essa tensão quando disse que estamos "no mundo, mas não do mundo." Como podemos estar no mundo sem permitir que o mundo esteja em nós? Uma pequena fábula ilustra o desafio de sermos equilibrados, em nossa convivência com o mundo.
Era uma vez, uma família de Urubus vivia na fenda de uma rocha numa montanha. Um dia foi descoberto que a família passava mal, pois pegara uma doença comendo carne podre. Quando o Gavião soube disso, ficou muito crítico. "É problema deles" ele falou. "Vivem comendo animais mortos o tempo todo. Merecem tudo que recebem. Eles nunca aprendem."
O Gavião, indignado pelo estilo de vida podre dos Urubus, em vez de ajudá-los, iniciou uma campanha contra eles. Enquanto os Urubus se tornaram cada vez mais fracos, o Gavião advertiu aos outros pássaros a não se aproximarem da casa deles. Passava baixo-assinados para expulsá-los da vizinhança. Quando os Urubus estavam mal mesmo, o Gavião contava piadas a custo deles. A Águia lidou com o problema dos Urubus de forma totalmente diferente. Nunca um fã deles, a Águia simplesmente os ignorava. Construiu seu ninho muito mais alto do que o deles (e muito acima dos outros pássaros também) e os olhou com nariz (ou bico) empinado. Ficou isolada dos outros pássaros e dos seus problemas, formando sua própria comunidade exclusivista, com suas próprias regrinhas e regulamentos. O Papagaio foi diferente--o oposto da Águia. Sempre fascinado pelo Urubu, ele admirava sua independência e liberdade. Mesmo sabendo o risco de viver como um Urubu, ele não se importava muito com isso. Por que ele também não podia comer o que ele queria, quando ele queria, mesmo se fosse comida estragada? E assim ele fez. O papagaio se tornou como um Urubu. Ele voou como Urubu, comeu como Urubu. Infelizmente, também pegou doença como o Urubu. Certamente não ajudou em nada os Urubus, fora o fato de que a miséria gosta de companhia.
Esta fábula ilustra como alguns respondem de formas diferentes ao desafio de estar "no mundo, mas não ser do mundo". A maioria de nós adota uma de três atitudes no nosso envolvimento com o mundo. Vamos considerar estas respostas, e depois propor uma maneira bíblica de lidar com a sociedade em que vivemos.
O Crente Gavião: Ataca o Mundo
O gavião é um pássaro bonito, porém agressivo e orgulhoso, que vive a custo dos outros. Parece majestoso, mas não é tão sofisticado que não pode comer animais mortos. O cristão "gavião" tem como lema de sua vida Judas 3b: "batalhar diligentemente pela fé uma vez por todas entregue aos santos". Ele nunca se esquece do fato de que estamos numa guerra-uma luta de unhas e dentes contra o paganismo, secularismo, humanismo, modernismo, liberalismo e comodismo.
Infelizmente, o crente gavião gasta tanta energia combatendo inimigos ou tentando "concertar o mundo" através de suas críticas, que não atrai muitos para sua causa. Adota métodos como: marchas, envolvimento político, greves, protestos e boicotes para demonstrar sua força, para que pessoas o respeitem. Força humana, mesmo em nome de Jesus, não efetua muitas mudanças eternas. Nos dias de Jesus, os zelotes adotaram a mesma filosofia ao lidar com o odiado jugo romano. Muitos seguidores de Jesus queriam que ele quebrasse aquele jugo como Messias-Libertador. Mas não foi o caminho escolhido pelo Mestre "manso e humilde de coração". Na história, as cruzadas e a Inquisição são exemplos de tentativas sinceras, mas enganadas de "gaviões" se relacionarem com o mundo. Há elementos de verdade nesta posição do gavião.
Estamos numa guerra espiritual (Ef 6.12)-só que não é contra carne e sangue, fato que muitos gaviões esquecem em suas denúncias. Os profetas do Velho Testamento eram muito capazes de condenar pecado em sua sociedade, mas também sabiam ministrar graça e compaixão, diferente dos gaviões modernos que bombardeiam clínicas de aborto em nome de Jesus. O reino de Jesus não é deste mundo, e não será tomado por força, nem poder, mas por meios espirituais (Zc 4.6). Jesus ensinava os discípulos a serem pescadores de homens; o gavião prefere jogar uma bomba no lago e colher os peixes mortos que sobem. Jesus nos chama para odiar o pecado, mas amar ao pecador. Nossa luta é contra "potestades e principados", não contra homens. A ênfase do nosso ministério tem que ser espiritual. Os meios do nosso ministério têm que ser espirituais. Jesus e Paulo nunca passaram baixo-assinados ou marcharam contra Roma. Não que estes métodos nunca têm seu lugar, mas não deve constar a totalidade do nosso envolvimento com o mundo. O problema com o crente gavião é que ele ataca o mundo, sem perceber que o mundo está nele.
O Crente Águia: Isola-se do Mundo
De todos os pássaros, talvez a águia seja o mais nobre, o mais majestoso. Mas a águia também simboliza orgulho, arrogância, inacessibilidade. O texto-base do crente águia é 2 Co 6.17 "retirai-vos do meio deles, separai-vos". Ele resolve a tensão entre "estar no mundo, sem ser do mundo" por isolar-se do mundo. "Talvez", pense ele, "se eu ignorar o mundo ele desapareçerá." O cristão águia é separatista de tudo e de todos, e tem orgulho de ser assim conhecido. Ele se acha puro, santo, por não se contaminar com o mundo e seus problemas. O crente águia geralmente não reconhece que se tornou irrelevante para o mundo, pois gosta de pensar que, por ser tão diferente, está sendo sal e luz. De fato, fica tão distante, que não tem nenhum impacto naqueles ao seu redor! Nos tempos de Jesus, os essênios, grupo separatista, criou sua própria comunidade no deserto, longe do mundo real. Ao longo da história, muitos outros grupos tentaram escapar da poluição do mundo sendo monges ou eremitas. Mas muitos descobriram que é impossível escapar do mundo, pelo fato do mundo estar dentro deles. "Aonde tu fores, tu te levas contigo." De todos os crentes "águias", os fariseus eram os piores. Eles enganavam-se com suas tradições e leis, que evitavam contato com a sociedade e os problemas das pessoas, pensando que assim se santificariam. Mas Jesus reservou para eles suas condenações mais quentes (Mt 23).
Um grupo chamado os "Amish" nos Estados Unidos exemplifica o extremo desta estratégia separatista. Os Amish formam suas próprias comunidades, mantendo os padrões de vida de séculos passados. Não usam luz elétrica, não dirigem carros, não costuram botões em suas roupas, que por sinal são todas pretas e roxas. Sua rigidez e seu legalismo os colocam "acima" daqueles ao seu redor, ou assim pensam eles. Mas são poucos que, atraídos pelo seu estilo de vida se tornam Amish. Pelo contrário, muitos jovens Amish deixam a cultura de seus pais.
Há aspectos positivos do cristão águia. Deus nos chamou para sermos santos, como ele é santo (Mt 5.48). "Santidade" significa separação da impureza. De fato, somos sal e luz (Mt 5.13-16), chamados para não sermos contaminados pelo mundo (Fp 2.15,16; Tg 1.27). Mas isso não significa que precisamos nos retirar do mundo. Não foi isso que Jesus e Paulo tinham em mente. 1 Co 5.9,10 deixa isso claro: Já em carta vos escrevi que não vos associásseis com os impuros; refiro-me com isto não propriamente aos impuros deste mundo, ou aos arvarentos, ou roubadores, ou idólatras; pois, neste caso teríeis de sair do mundo." Não é possível separar-se do mundo e assim tornar-se santo. Alguém tem que ver as nossas boas obras, para poder glorificar a Deus (Mt 5.13-16). Há perigo nas comunidades e sub-culturas evangélicas, "clubes" nas igrejas que praticamente excluem descrentes. O crente águia não reflete o que Jesus quis dizer quando nos chamou para estar "no mundo, mas não ser do mundo." O problema com o crente águia é que ele não está no mundo, mas o mundo continua nele.
O Crente Papagaio: Imita o Mundo O papagaio é o "Maria-vai-com-os-outros" do reino animal.
Este conformista adota os padrões do mundo, imaginando que assim vai ganhar seus colegas para Cristo. Sua lema é "Ser tudo para com todos para ganhar alguns" (1 Co 9.22). O papagaio sacrifica a verdade e a santidade em nome do amor. "Por que ser diferente?" ele pensa. "Se for aceito por eles, terei uma uma audiência para o evangelho." Os saduceus e Herodianos nos tempos de Jesus eram assim. Assimilaram-se aos padrões romanos e assim ganharam poder político. Mas tinham pouca influência espiritual. Tornaram-se sal sem sabor.
O problema com o crente papagaio em relação ao mundo é que ele não tem muito para oferecer. Para ter valor, sal tem que ter um sabor especial, senão não presta para nada. Se não há nenhuma diferença entre o crente e o mundo, como atrair o mundo para Jesus? (cf. 1 Pd 3.15, Rm 12.1,2, 1 Jo 2.15-17) Infelizmente, muitos jovens estão se tornando papagaios, procurando aceitação no mundo. Seu estilo de vida, não os diferencia dos seus amigos não-crentes. Seu falar é igual, sua música é a mesma, seus padrões de namoro são idénticos. Igualmente preocupante são os movimentos evangélicos que adotam os padrões do mundo para "ganhar alguns". Suas técnicas de "marketing", sua mensagem diluída, sua ética em nada difere do mundo. Por que seus colegas devem dar ouvidos? O problema com o crente papagaio é que ele está no mundo, e o mundo está nele. Existe um outro tipo de cristão, que melhor exemplifica o equilíbrio entre "estar no mundo" sem que o mundo esteja nele.
O Crente Pomba: No Mundo, mas não Do Mundo
O fim da nossa fábula ilustra como ser um crente no mundo, sem permitir que o mundo esteja em você:
A Pomba foi o único pássaro que realmente ajudou a família Urubu. Sem condenar ou atacá-los, e sem comer carne podre como eles comiam, a Pomba assumiu o compromisso de visitá-los e levar carne fresca para eles. Pouco a pouco os Urubus se sentiram melhor. Percebendo algo diferente na Pomba, logo aprenderam o segredo da sua saúde. Aprenderam a sua higiêne, seus hábitos de vida. Depois de algumas semanas, os Urubus estavam se comportando como Pombas. E os Urubus e as Pombas viveram felizes para sempre.
A pomba é um pássaro calmo, gentil, bondoso, tranqüilo. Sempre está no meio dos outros pássaros, mas nunca causa tumultos como as outras aves. A pomba sabe como estar no mundo (entre os outros pássaros) sem ser contaminado pelo mundo (adotar seus padrões de vida). Foi isso que Jesus tinha em mente em Jo 17.13-20. Neste texto ele traça três verdades sobre o envolvimento do cristão "pomba" com o mundo:
1) Não somos DO mundo (14,16)
2) Estamos NO mundo (15)
3) Somos enviados PARA o Mundo (18)
A história de Daniel no Velho Testamento ilustra estes princípios na vida de um crente "pomba". Com 17 anos Daniel foi exilado para Babilônia, longe de seus familiares, de sua terra, de sua língua e cultura. Em áreas não-morais, Daniel entrou na nova cultura para valer. Aceitou uma mudança de nome, foi para suas escolas, desenvolveu uma carreira no serviço civil. Em áreas morais, porém, no tocante à lei de seu Deus, ele colocou seus pés no chão e recusou comer e beber o que foi proibido, mesmo que custasse sua carreira, e talvez sua vida. Ele e seus amigos não se isolaram da cultura, pondo suas cabeças na areia, mas se envolveram até o ponto de comprometer seus ideais. Foi assim na vida de Jesus. Em áreas não-morais, ele se identificava com pecadores (comia com eles, ia para suas festas de casamento, pescava com eles.) Mas ele traçou uma linha em áreas morais-e não foi influenciado pelos padrões de vida daqueles ao seu redor. Fazia parte de sua cultura, sem ser contaminado por ela. Confesso que não é fácil achar este equilíbrio! A luta é constante, e a tentação de cair para um lado ou outro existirá sempre.
O segredo é também a moral da fábula: O cristão precisa achar equilibro para estar no mundo, sem permitir que o mundo esteja nele.*Não sejamos crentes gaviões, atacando e criticando o mundo ao redor, esperando que as pessoas se comportem como cristãos, quando não têm a capacitação do Espírito de Deus. *Não sejamos cristãos águias, distantes, isolados, aquém dos problemas e do dia-a-dia do "povão". Senão, nunca vamos alcança-los.*Não sejamos papagaios, em nada diferentes do mundo, e por isso, em nada atraentes para ele. Vivamos, sim, como estrangeiros na terra. Não será fácil, pois ninguém gosta de ser diferente. Mas a recompensa está "fora deste mundo".
Fonte: Palavra e Família
segunda-feira, dezembro 13, 2010
Carta Natalina aos Meus Vizinhos - 2010
Abaixo a carta que eu escrevi aos meus vizinhos. Meu intuito é fazê-los pensar acerca do Natal e criar uma "pulga atrás da orelha" para que queiram saber mais sobre Jesus Cristo.
Colega morador,
Mais um final de ano se aproxima, momento em que muitos de nós fazemos uma avaliação de nossas passadas atitudes e recomeçamos a pensar nos alvos para o próximo ano. Não sei quanto a você, mas várias das promessas que eu fiz para 2010 ficaram somente nas palavras. Pretendo, para o próximo ano, ser mais fiel às minhas palavras. (Será que sou capaz?)
Antes do ano ter seu último dígito mudado (2010 para 2011), há um feriado praticamente internacional. Acredito que são poucas as nações que não celebram o Natal. Árvores são enfeitadas, famílias se juntam, crianças cantam, luzes piscam e presentes são trocados. Mas é isso que significa celebrar o Natal? Perdão pela aparente falta de sensibilidade, mas tais características não fazem parte da essência do Natal.
Para entender melhor o que quero dizer, preciso explicar o que é essência. Imagine um elefante... Dificilmente você imaginará um elefante sem tromba, porque a tromba faz parte da essência do elefante. Você deve tê-lo imaginado numa cor próximo ao cinza e com quatro patas. O tamanho da orelha de seu elefante possivelmente foi irrelevante (ou menos importante), pois isso não traz à tona o que faz de seu elefante ser realmente um elefante. Complicado? O que eu quero dizer é que a essência do Natal não precisa ter troca de presentes, árvore enfeitada, ou tampouco luzes piscando. Na essência da celebração do dia 25 de dezembro é necessário, para que o Natal seja Natal, a presença do nome Jesus Cristo.
Como criatura de Deus eu não posso negar que Sua Palavra (a Bíblia) é o fundamento para que eu enxergue da forma correta sobre o Criador. Nela está um depoimento, possivelmente uma canção de um judeu do primeiro século desta era; ele fala sobre Jesus Cristo:
Nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude, e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz. Antes vocês estavam separados de Deus e, na mente de vocês, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se afastarem da esperança do evangelho, que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu.
(Colossenses 1.16-23a; os grifos são meus)
Não pretendo fazer com que seu Natal seja menos iluminado, com menos ou nenhuma canção. Tampouco é meu objetivo que em sua casa (apartamento) não tenha um banquete com seus amados. Meu objetivo é que, mesmo com tudo isso, seu Natal não seja somente um feriado, mas de fato o Natal. Foi por isso que selecionei algumas partes do texto acima (em negrito), mesmo querendo, na verdade, falar dele todo.
A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é o Criador. Tudo que existe foi feito por Ele e para Ele. Além de ter criado, Jesus Cristo é quem mantém a criação. Por causa dEle tudo que existe permanece existindo, porque é Ele quem assim o faz. O Natal é um bom dia para relembrarmos disso, possivelmente um bom dia para compartilharmos isso. Claro, no fundo eu espero que todos reconheçam isso diariamente. É como o dia das mães... Mesmo sendo ele somente um dia no ano, a mãe deve ser sempre reconhecida pelo seu exercício durante todo o ano (eu penso).
O texto bíblico também nos ensina que nós podemos ser inimigos de Deus. Na verdade, essa é nossa primeira condição para com Ele. Essa condição é mudada quando depositamos fé naquilo que Jesus fez: morreu por todos nós, fazendo-nos santos. O mesmo judeu que escreveu o texto acima disse: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2.8-9). Essa é a ÚNICA FORMA de você deixar de ser inimigo de Deus e começar a fazer parte de Sua família (leia João 1.12 – Nós somos feitos filhos de Deus quando cremos em Jesus.)
Espero que seu Natal seja verdadeiramente um Natal. Que a sua celebração natalina envolva a essência do verdadeiro Natal: Jesus Cristo. Feliz Natal!
A Bíblia nos ensina que Jesus Cristo é o Criador. Tudo que existe foi feito por Ele e para Ele. Além de ter criado, Jesus Cristo é quem mantém a criação. Por causa dEle tudo que existe permanece existindo, porque é Ele quem assim o faz. O Natal é um bom dia para relembrarmos disso, possivelmente um bom dia para compartilharmos isso. Claro, no fundo eu espero que todos reconheçam isso diariamente. É como o dia das mães... Mesmo sendo ele somente um dia no ano, a mãe deve ser sempre reconhecida pelo seu exercício durante todo o ano (eu penso).
O texto bíblico também nos ensina que nós podemos ser inimigos de Deus. Na verdade, essa é nossa primeira condição para com Ele. Essa condição é mudada quando depositamos fé naquilo que Jesus fez: morreu por todos nós, fazendo-nos santos. O mesmo judeu que escreveu o texto acima disse: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2.8-9). Essa é a ÚNICA FORMA de você deixar de ser inimigo de Deus e começar a fazer parte de Sua família (leia João 1.12 – Nós somos feitos filhos de Deus quando cremos em Jesus.)
Espero que seu Natal seja verdadeiramente um Natal. Que a sua celebração natalina envolva a essência do verdadeiro Natal: Jesus Cristo. Feliz Natal!
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