segunda-feira, janeiro 31, 2011

Luis Fernando Veríssimo(?): BBB - Pura Verdade

Observação importante: recebi um e-mail dizendo que este artigo não foi escrito pelo Veríssimo. Veja o link! De qualquer formas as reflexões que ele traz à tona são ótimos!

Não costumo postar este tipo de coisa, mas acho que acrescentará bastante aos irmãos em Cristo que perdem seu tempo com BBB. Ah, Fernando Veríssimo, até onde eu saiba, não é filho de Deus e ainda assim percebe claramente os valores deste programa "global" (veja Rm 2).

Por L. F. Veríssimo

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.

Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?

São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..

Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.

Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.

E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!

Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.

Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Henri Nouwen - Meu conhecimento, minha barreira

I often wonder if my knowledge about God has not become my greatest stumbling block to my knowledge of God.

(Tradução) Muitas vezes me pergunto se o meu conhecimento acerca de Deus não se tornou o meu maior obstáculo para o meu conhecimento de Deus.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Centralidade do Evangelho

Por Tim Charllies

Pouco tempo atrás um leitor deste blog escreveu-me com uma questão bastante interessante. Eis o que ele perguntou: Estou procurando uma orientação sobre uma coisa. Estou à procura de livros sobre ser “Centrado no Evangelho”. Eu sei que é um chavão novo e realmente tem me intrigado bastante. Eu sou um cristão de longa data, mas sou novo a esta ideia de “Centrado no evangelho”. Não me interpretem mal, eu amo Jesus, as Escrituras e Evangelho, mas eu nunca tinha realmente ouvido falar e nem compreendo realmente o que significa ser “centrado no evangelho”.

Na minha igreja nós conversamos muito sobre “vidas Centradas no Evangelho”, ou “vidas centradas na Cruz”, sobre como aplicar o evangelho às situações da vida. Então me deixe compartilhar um pouco da minha experiência sobre o que isso significa realmente. No final eu vou oferecer algumas sugestões para leitura adicional. Eu sinto que sou muito mais um estudante que um professor nessa área, então eu dependerei em grande parte o que outros já disseram.

Eu adoraria saber a origem do termo “centrado no evangelho”. Embora eu não possa produzir qualquer prova de onde veio, minha sensação é que ela surge de uma combinação de vários fatores: os escritos de C.J. Mahaney e Jerry Bridges juntamente com a ênfase de organizações como CCEF e Desiring God. De alguma forma, se você misturar esses homens e essas organizações, acho que vai acabar encontrando essa ênfase na centralidade do evangelho. Talvez alguém possa oferecer uma história mais profunda da frase.

Evangelho

A primeira coisa que precisamos fazer é definir evangelho. Em nossa igreja nós temos uma forma conveniente de fazer isso usando uma mão e que todas as crianças entendem. Tenho certeza que você poderia ir até praticamente qualquer criança na igreja, perguntar “o que é o evangelho?” e ouvir essa resposta: “Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou”. Quando falamos sobre isso durante os cultos, nós acompanhamos um pouco de ação. Começamos com um punho fechado e com cada uma das cinco primeiras palavras abrimos um dedo. “Cristo…morreu … pelos… nossos… pecados”. Então, com a mão aberta, a levantamos e dizemos “e ressuscitou!” E isso é o evangelho. É claro que o evangelho pode ser tão simples como essas sete palavras ou tão complexo como muitos volumes de textos teológicos. Mas a essência do evangelho está ali: Jesus Cristo foi condenado à morte como propiciação pelos nossos pecados e foi ressuscitado para a vida.

Centrado no Evangelho

Viver uma vida centrada no evangelho é simplesmente viver de tal modo que este evangelho seja central. Assim, quando qualquer tipo de situação surgir podemos dizer, “Como o evangelho se aplica a esta situação?” Quando eu estou lidando com um pecado particular ou uma tentação, eu posso perguntar: “Como posso aplicar o Evangelho a este pecado?” Quando Estou confuso sobre criação de filhos, posso perguntar: “O que o Evangelho me diz sobre a minha tarefa de paternidade?” A realidade fundamental da vida cristã é esta: Cristo morreu por nossos pecados e foi ressuscitado. Assim, todo o resto flui para fora do evangelho e que cada pergunta seja respondida em referência a ela.

Eu gosto de frases como essa de Joe Thorn: “A vida centrada no evangelho é aquela em que o cristão experimenta uma crescente dependência pessoal do evangelho para protegê-lo de confiar em seu próprio desempenho religioso e ser seduzido e dominado pelos ídolos”

Joe aponta quatro frutos de uma vida centrada no evangelho:

Confiança (Hb 3:14; 4:16)

Quando o evangelho é central em nossas vidas, temos confiança diante de Deus – não por causa das nossas realizações, mas por causa da expiação de Cristo. Nós podemos nos aproximar de Deus sabendo que ele nos recebe como seus filhos. Nós não permitimos que os nossos pecados nos prendam em culpa e desespero, mas sua presença em nossa vida nos obriga a fugir constante a Cristo pela graça que restaura o nosso espírito e nos dá força.

Intimidade (Hb 7:25, 10:22, Tg 4:8)

Quando o evangelho é central em nossas vidas, temos e mantemos intimidade com Deus, não por causa de nossa atuação religiosa, mas por causa do ministério sacerdotal de Jesus. Sabemos que Jesus é o nosso mediador diante de Deus Pai e nos deu perfeita paz com Deus por meio de seu sacrifício que nos permite aproximar de Deus com a expectativa ansiosa de receber graça, e não julgamento.

Transformação (2 Co 3:18;. 1 Ts 5:23;. 2 Ts 2:13).

Quando o evangelho é central em nossas vidas, experimentamos transformação espiritual, não apenas uma melhoria moral, e essa mudança não acontece por nossa força de vontade, mas pelo poder da ressurreição. Nossa esperança de nos tornarmos aquilo que Deus planejou e deseja não está em nos esforçarmos mais, mas em confiar mais – confiar em sua verdade e no Espírito para nos santificar.

Comunidade (Hb 3:12, 13; 10:25; 2 Tm 3:16, 17)

Quando o evangelho é central em nossas vidas, desejamos e encontramos unidade com outros crentes na igreja local, não por causa de uniformização cultural, mas por causa da nossa fé comum e Salvador comum. É dentro desta comunidade de aliança, se a própria comunidade for centrada no evangelho, que nós experimentamos o tipo de companheirismo que reconforta os aflitos, corrige os rebeldes, fortalece os fracos e encoraja os desanimados.

Se uma pessoa ou igreja é centrada no evangelho, quer dizer que há outras coisas em torno das quais ela não está organizada. Não é centrada na tradição (como, talvez, igrejas fundamentalistas possam ser), não é centrada no pragmatismo (como igrejas em crescimento são muitas vezes), não é culturalmente centrada como são tantas igrejas hoje. É o evangelho que fica no centro da igreja ou do crente.

Então, na minha experiência, um cristão centrado no evangelho é simplesmente o cristão que está sempre olhando para o evangelho como o poder de mudança, que está mantendo o evangelho como ponto de referência. Não importa a situação, ele está olhando para o evangelho e perguntando: “Como o evangelho se aplica a isto?”

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

domingo, janeiro 16, 2011

Como mandar os filhos para o inferno?

Por Steve M. Schissel

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)

O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.

O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.
Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.

Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!

Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:

1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Ignore com todo seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):
“Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.

A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.

2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).

5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.

7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.

10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!

15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!

18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) "pai" delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.
Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!

A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).

Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.

quinta-feira, janeiro 13, 2011

Boas perguntas para melhor considerar o casamento

Por John Piper

Em cada uma destas seções um item que eu não listei poderia ser acrescentado, a saber, “Como você lida e vive com diferenças? Como você decide o que pode continuar sendo diferente sem colocar em risco o relacionamento?” Então, à medida que você lida com cada subtítulo, inclua este na discussão.

Teologia
  • O que você acredita sobre… tudo?
  • Talvez seja bom ler uma confissão de fé* para ver onde cada um está em várias doutrinas bíblicas.
  • Descubra como você forma suas opiniões. Qual é o processo de raciocinar-crer? Como você lida com a Bíblia?

Adoração e devoção
  • Quão importante é a adoração comunitária? E outras participações na vida da igreja?
  • Quão importante é fazer parte de um pequeno grupo de prestação de contas ou de apoio mútuo?
  • Qual é a importância da música na vida e na adoração?
  • Quais são suas práticas devocionais diárias pessoais? Oração, leitura, meditação, memorização.
  • Como seria, mais ou menos, a devoção da nossa família? Quem vai liderar nisso?
  • Nós estamos fazendo isso agora de uma forma apropriada: orando juntos sobre nossas vidas e o futuro, lendo a Bíblia juntos?

Marido e esposa
  • Qual é o significado da liderança e submissão na Bíblia e no nosso casamento?
  • Quais são as expectativas sobre situações onde um de vocês pode estar a sós com alguém do sexo oposto?
  • Como serão compartilhadas as tarefas da casa: limpar, cozinhar, lavar a louça, jardinagem, manutenção do carro, consertos, comprar comida e outras coisas domésticas?
  • Quais são as expectativas para quando estivermos juntos?
  • O que é uma noite não-especial ideal?
  • Como você entende quem inicia e quão frequentemente o sexo é iniciado?
  • Quem cuida do talão de cheques – ou teremos dois?

Crianças
  • Se e quando, devemos ter crianças? Por quê?
  • Quantas?
  • Com que diferença de idade?
  • Nós consideraríamos adotar?
  • Quais são os padrões de comportamento?
  • Quais são as formas apropriadas de discipliná-los? Quantas palmadas antes que eles… O que quer que seja?
  • Quais são as expectativas de tempo gasto com eles e que horas eles vão para a cama?
  • Que sinais de afeição você vai mostrar a eles?
  • E a escola? Escola em casa? Escola cristã? Escola pública?

Estilo de vida
  • Ter uma casa ou não? Por quê?
  • Que tipo de vizinhança? Por quê?
  • Quantos carros? Novos? Usados?
  • Visão de dinheiro em geral. Quanto para a igreja?
  • Como você faz decisões sobre dinheiro?
  • Onde você vai comprar roupas: Lojas de departamentos? Promoções? Um pouco de cada? Por quê?

Entretenimento
  • Quanto dinheiro devemos gastar em entretenimento?
  • Com que frequência vamos sair pra comer? Onde?
  • Que tipo de férias são apropriadas e úteis para nós?
  • Quantos brinquedos?** Moto, barco, cabana?
  • Devemos ter uma televisão? Onde? O que é adequado assistir? Quanto?
  • Quais são os critérios para cinema e teatro e DVD? Quais vão ser nossas instruções para as crianças?

Conflito
  • O que te deixa zangado?
  • Como você lida com sua frustração ou raiva?
  • Quem deve levantar um assunto que é incômodo?
  • E se nós discordarmos ambos sobre o que deve ser feito E se é ou não algo sério?
  • Iremos para a cama com raiva um do outro?
  • Qual é sua visão sobre conseguir ajuda de amigos ou conselheiros cristãos?

Trabalho
  • Quem é o principal provedor?
  • A esposa deve trabalhar fora? Antes das crianças? Com as crianças em casa? Depois das crianças?
  • O que você pensa sobre creches?
  • O que determina onde vamos morar? Emprego? Emprego de quem? Igreja? Família?

Amigos
  • É bom fazer coisas com amigos, mas sem o noivo, ou sem o cônjuge?
  • O que vocês vão fazer se um de vocês realmente gosta de sair com certas pessoas e o outro não gosta?

Saúde e doença
  • Você tem, ou você teve alguma doença ou problema físico que poderia afetar nosso relacionamento? (Alergias, câncer, distúrbio alimentar, doença venérea, etc.)
  • Você acredita em cura divina? Como a oração se relaciona com o cuidado médico?
  • Como você pensa a respeito de exercícios e alimentação saudável?
  • Você tem algum hábito que afeta negativamente a saúde?

Traduzido por Daniel TC | iPródigo
Notas do Tradutor:
* – O artigo original sugere a Desiring God Affirmation of Faith. Eu sugiro dar uma olhada em alguma destas confissões aqui.
(**) – No original, o autor coloca como exemplos de brinquedo um trenó (snowmobile), barco e cabana (cabin).

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Precisamos falar mais sobre pirataria

Por Creuse Santos
Originalmente com o título Pirateandologia

O objetivo desse artigo é um pouco técnico e maçante, mas extremamente esclarecedor e necessário. Portanto, querido leitor que se interessa por uma vida cristã ética, faça um esforço para lê-lo.

O que é pirataria? Basicamente segundo a lei, é tirar o lucro de uma de outra pessoa. Quer dizer, um artista trabalhou, escreveu uma música, entrou no estúdio (que por sinal é pago) passou horas gravando, trabalhando junto com outros músicos que usam instrumentos musicais caríssimos (e que são pagos) com técnicos de som (que também são pagos) pois têm que manter a tecnologia caríssima do estúdio, etc... Depois, o produto desse trabalho é industrializado, são feitas capas de CD´s, DVD´s, paga-se um artista seja ele fotógrafo, pintor ou desenhista para fazer a capa os cartazes, etc... Contrata-se uma agência de publicidade que é paga para fazer a divulgação do artista, as rádios cobram o “jabá”, uma quantia de dinheiro, para tocar as músicas do artista. Ai se paga figurinistas, técnicos de iluminação, bailarinos, carregadores, montadores, e tudo o que é necessário para se produzir um show e assim por diante, e uma parte de tudo isso, é pago pela venda de CD´s e DVD´s. Daí, alguém, que não trabalhou, copia o CD ou DVD em uma mídia de baixa qualidade, bem barata, e sai por ai vendendo ou alugando, tirando o lucro que é de toda essa rede de trabalhadores que produziu o CD ou DVD. Isso também é igual, com filmes, livros, etc... Isso é pirataria.

Sim, os preços de CD´s e DVD´s ainda são muito alto, mas, ninguém é obrigado a ouvir certo artista, nem a comprar o CD ou DVD no dia do lançamento. Eu só compro CD em promoção, tenho uma coleção de CD´s considerável, todos originais, e a maioria deles comprados por menos de R$ 15,00 (quinze reais), alguns divididos em até 3 vezes de R$ 5,00 (cinco reais) no cartão. Às vezes, espero um ano quando o preço abaixa porque o artista lançou outro disco, vou lá e compro o antigo com o preço baixíssimo. Além disso, existem os sebos de CD´s e DVD´s usados onde os preços são bem baixinhos.

As grandes locadoras de vídeo, quando é lançamento de um filme, compram uma enorme quantidade de cópias, depois que o filme sai da prateleira de lançamentos essas cópias são liquidadas a preços baixíssimos. Já comprei DVD original por R$ 9,00 (nove reais) numa dessas liquidações. Ninguém precisa comprar um CD ou DVD na hora do lançamento para ter cultura. Além disso, hoje em dia muitos artistas já vendem as músicas individualmente, uma a uma, pela internet com um preço de R$ 1,00 (um real) por música. Pode-se comprar uma por mês até completar o disco ou só as que você gostar.

O que não é pirataria e o que a lei permite? Em primeiro lugar, se você compra um CD, DVD ou até mesmo um livro, você tem o direito de fazer uma cópia para uso pessoal. Quero destacar, para: “USO PESSOAL”. Isso não é pirataria. No entanto, essa cópia não pode ser fonte de lucro para você, quer dizer, não pode ser alugada, vendida, ou cobrado ingresso para assisti-la. Mas pode ser emprestada para um amigo. Isso não é pirataria.

Também não é pirataria locar um DVD na locadora e copiá-lo. Pela lei, quando você está locando um DVD, está comprando o direito de assisti-lo. É como se fosse um consórcio, onde cada locador é em parte dono daquele vídeo, pois pagaram parte de seus direitos, sendo assim, podem copiá-lo. Porém, não é ético pegar essa cópia e sair fazendo outras cópias e distribuir para amigos. Ontem mesmo, aluguei um DVD que não tive tempo de assistir, fiz uma cópia e devolvi o DVD para a locadora, mais tarde, assisti o DVD, e deletei o filme do computador. Isso não é pirataria.

A mesma coisa vale para um livro. Se você compra um livro, mas não quer riscá-lo, marcá-lo, etc... Não é errado fazer um xerox para marcar, riscar, manusear, enfim, para não estragar o original. Porém, tirar xerox de livro que você não comprou é errado, é crime, é pirataria. Vender a cópia depois de usá-la também é anti-ético.

Uma outra coisa, interessante sobre software (programas) de computador é que eles têm prazo de validade, depois de 5 anos eles viram domínio público e podem ser usados gratuitamente por qualquer cidadão, caso do Office XP 2002 que estou usando, baixado do site da própria Microsoft.[1] Ainda sobre software, normalmente a licença desses software é para instalação em dois computadores, sendo que podem ser comprados em parceria entre duas pessoas, o que barateia o custo do programa pela metade.

Alguns argumentam que a industria fonográfica é mercenária, abusiva, que é ela quem mais lucra com os CD´s etc... E sim, isso é verdade, e mais, elas têm todo o direito de cobrar o quanto quiserem pelo que produz. Vivemos num mundo capitalista, graças Deus, e nesse mundo vende quem quer a quanto quer e como quer a quem está interessado e tem condições de comprar.

Por exemplo, eu para escrever esse artigo passei mais de uma semana pesquisando sobre as leis, lendo artigos, vendo vídeos, gastei dinheiro com internet banda larga, com a manutenção de meu computador, investi meu tempo, enfim, esse artigo é fruto do meu trabalho, se eu quisesse vendê-lo por R$ 1.000,00 (mil reais), eu posso, pois ele é meu. Acho que a informação que está nele é valiosa e posso fazer isso. Eu duvido que alguém pague isso por ele (por isso publico de graça, rsrs...), mas aí, já é outra coisa. Você pode achar que ele não valha nem R$ 0,1 (um centavo), pode achar que sou estou exagerando o preço, que a informação é importante e que outras pessoas deveriam lê-la, mas o artigo continua sendo meu e eu tenho o direito de cobrar o quanto eu quiser por ele, e as pessoas têm o direito de comprá-lo ou não.

O fato é que no capitalismo qualquer um tem liberdade de fazer, de criar, de produzir e de cobrar o quanto bem entender para dar acesso a isso, é seu direito, isso é liberdade... E viva a liberdade!

Dessa forma, a questão não é que o pobre não tenha possibilidade de acessar a cultura, tem muito favelado que gasta R$ 100,00 (cem reais) de cachaça e cigarro por mês. A questão é sim que as pessoas querem o que elas querem, quando querem e como querem, mesmo que seja da maneira errada. Muitos que têm dinheiro pra comprar um CD ou DVD original, compram piratas. Para mim, 90% da questão da pirataria no Brasil não é por causa do bolso, mas do coração ganancioso e corrupto do ser humano.

[1] Nota do editor: data questionada.

sábado, janeiro 08, 2011

Exegese e escatologia em Marcos 13.14-23 (Parte 2)

Por Tiago Abdala

13. ... (15) quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa; (16) e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. (17) Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! (18) Orai para que isso não suceda no inverno. (19) Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá. (20) Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.

A segunda parte do texto bíblico, em análise, desta série (1o. Artigo) nos informa que a grande tribulação virá de forma tão iminente e brusca que “pegará” muitos de surpresa, a ponto de que os que estiverem em cima de suas casas, talvez dormindo ou realizando alguma atividade (os telhados eram planos e muito do dia-a-dia ocorria ali), precisarão fugir, deixando tudo para trás, sem levar nada consigo (v. 15). Da mesma forma, os que estiverem trabalhando no campo precisarão fugir, sem sequer levar consigo sua capa, para se aquecerem durante a noite fria nas montanhas (v. 16). Grávidas e mulheres que amamentarem encontrarão maior dificuldade pela urgência da fuga e a necessidade de correrem com seus bebês (v. 17). O inverno na Palestina é uma estação de muita chuva, em que os rios transbordam e os caminhos, enlameados, tornam-se quase intransitáveis (v. 18). Este será um momento de tribulação intensa, sem igual em época alguma (v. 19; cf. hai hemerai ekeinai thlipsis com v. 24), mas já prevista por Jeremias e Daniel, como um momento que antecederia a salvação de Israel e o fim dos tempos (Jr 30.7ss; Dn 12.1ss).

Digno de nota é que ambas as profecias do AT são um prenúncio de tribulação intensa, especialmente, sobre a nação de Israel. A profecia do Senhor Jesus parece se apoiar nesta perspectiva, pois, faz referência especificamente aos moradores da Judéia (v. 15), cujo clima no inverno dificultaria, em muito, a fuga (v. 18), e fala de uma tribulação enorme que antecederá um momento de poderosa salvação para os seus eleitos (vv. 19, 24-27).

Outro paralelo textual, que não pode ser deixado de lado, é a descrição encontrada no livro de Apocalipse, capítulo 12, em que uma mulher que representa a nação de Israel (Ap 12.1 com Gn 37.9-11; Ap 12.5 com Rm 9.1-5) foge de uma perseguição promovida pelo próprio Satanás (vv. 6, 13-14), quando pouco tempo lhe restava, antes de ser vencido (Ap 12.12; cf. 19.19 – 20.3).

Nada disso foge da providência divina, que cuida e se preocupa com seus eleitos (v. 20), uma expressão tanto para Israel (1 Cr 16.13; Sl 105.43; Is 65.9, 15) quanto para gentios salvos e participantes da Nova Aliança (1 Pe 1.1; 2 Tm 2.10; Cl 3.12). Foi Deus quem determinou a brevidade deste período, a fim de salvar Seu povo de tal tribulação. A soberania divina, todavia, não anula a responsabilidade destes eleitos de orarem e clamarem pela misericórdia de Deus num período de tamanha provação (v. 18).

Adolf Pohl questiona o fato de que, se Marcos 13.14-23 trata sobre a grande tribulação, por que o texto não apresenta esta tribulação alcançando o mundo inteiro? (POHL, p. 372). Mas ele ignora um detalhe do verso 20, que diz que, caso tais dias não fossem abreviados, “toda a carne não se salvaria” (ouk esothe pasa sarx), sendo que “toda carne” (pasa sarx) é uma expressão bíblica para indicar a humanidade em sua totalidade (cf. Lc 3.6; Gl 2.16; 1 Pe 1.24). 

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Exegese e escatologia em Marcos 13.14-23 (Parte 1)

Por Tiago Abdala

Em textos passados, no Fundamentalismo e Reforma, observei que os acontecimentos descritos pelo Senhor Jesus em Marcos 13.1-13 se relacionavam não com eventos necessariamente ligados ao término dos tempos, mas à destruição do templo, em 70 A.D., e ao todo do período da igreja, precedente à grande tribulação e à vinda de Cristo. A partir do verso 14, o Senhor Jesus parece descrever eventos ligados aos finais dos tempos. Primeiramente, porque o texto fala sobre uma tribulação tamanha, tal qual não houve antes e nunca haveria igual (v. 19). Além disso, o verso 24 nos dá uma chave para interpretar os acontecimentos, pois, naqueles dias, após aquela tribulação, a vinda do Senhor Jesus ocorreria (en ekeinais tais hemerais metá ten thlipsin ekeinen - vv. 24-26). Assim, interpretar os acontecimentos como apenas ligados aos acontecimentos da guerra dos judeus e a eventual queda de Jerusalém, entre 66-70 A.D., é desconsiderar os dados do próprio texto.

Um dos acontecimentos ligados à grande tribulação final é o aparecimento do abominável da desolação, uma expressão originada no profeta Daniel (Dn 9.27; 11.31; 12.11cf. Mt 24.15) e que se relaciona ao término dos sacrifícios no templo e a profanação deste. Há uma relação desta expressão de Daniel com o que ocorreu na época dos Macabeus, em 167 a.C. (1 Mc 1.54-59; 6.7), quando um representante de Antíoco Epifânio ergueu um altar pagão sobre o altar de bronze do templo e sacrificou uma porca ali, em homenagem ao deus Zeus (cf. Dn 11). Mas, sabemos que esta profecia não se limita apenas a este acontecimento, já que Jesus fez referência a ela como algo a ocorrer no futuro.

Há uma disputa acirrada entre os comentaristas quanto ao momento do cumprimento desta profecia de Jesus. Vários dizem ter tal anúncio se cumprido durante a revolta judaica, entre 66-70. Alguns dizem que o “abominável da desolação” é a invasão do exército romano em Jerusalém e a destruição por eles do templo, no ano 70 A.D (ver HURTADO, NICB, p. 215-217). Outros dizem que isso ocorreu quando os zelotes instituíram Fani, um homem primitivo, como sumo-sacerdote e o fizeram entrar no santo dos santos (ver POHL, p. 372-373).

O grande problema com estas interpretações é que elas não levam em conta, o suficiente, as indicações, dos versos 19 e 24, de que estes acontecimentos se relacionavam com o fim dos tempos e que a expressão “mas” (), em 13.14, aponta para um contraste entre os acontecimentos de 4-13 e os de 14-23.

Daniel, também, relaciona o aparecimento do “abominável da desolação” com o final dos tempos, quando o povo de Deus será purificado por Ele e, então, liberto (Dn 12.1-3, 9-12). Além disso, o apóstolo Paulo menciona uma cena muito semelhante, quando o Anticristo se assentará no “santuário de Deus” e reivindicará para si a própria divindade, mas será destruído pela vinda do Senhor Jesus (2 Ts 2.3-4, 7-10). Este último texto se assemelha muito com a cena de Marcos 13, que fala do “abominável da desolação” se colocando “no lugar em que não deve” (v. 14) e, logo após a tribulação de tais dias, o Senhor Jesus vindo para salvar seu povo (vv. 24-26).

O sinal claro, então, dos fins dos tempos não é, necessariamente, guerras ou terremotos, ou fomes ou falsos profetas. Mas, sim, a revelação do Anticristo e sua profanação do templo de Deus, em Jerusalém. Qualquer alarde desvinculado disso é jogar tempo fora e perder de perspectiva a nossa missão (vv. 9-11).

quarta-feira, janeiro 05, 2011

11 dicas para fazer de 2011 o ano da educação financeira

Por Reinaldo Domingos
Educador financeiro e autor dos livros Terapia Financeira e O Menino do Dinheiro, Presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira.

1. Faça uma planilha com todos os gastos (por 30 dias), onde devem constar até mesmo passeios, lanchinhos, gorjetas, etc;

2. Coloque em sua planilha os valores típicos de início de ano, como IPTU, IPVA, material escolar. Também não esqueça gastos como presentes, aniversários, licenciamento de veículo, viagens, dentre vários outros;

3. Coloque em seu orçamento mensal a parcelas das despesas do fim de 2010 (parcelas no cartão, gastos com presentes, crediários, etc), caso tenha, também coloque valores de dívidas e outros parcelamentos feitos, assim verá que o dinheiro disponível para iniciar 2011 será menor e se controlará melhor;

4. Estabeleça os sonhos (objetivos) e prazos para realizá-los (esses podem ser de curto, médio e longo prazo), depois os coloque em seu orçamento mensal de 2011 os valores que terá que poupar para atingi-los;

5. Acredite, cortando pequenos gastos que não contabilizamos no nosso cotidiano e outros supérfluos, é possível destinar parte de seus rendimentos (de 10% a 20%) para começar a poupar, sempre atrelando essa poupança a um sonho ou objetivo;

6. Seja o mais objetivo possível na hora de comprar, focando simplesmente no que é necessário. As ofertas são muitas, por isso faça sempre uma lista das necessidades, pesquise e evite ir às compras com crianças;

7. Evitar a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito, essas são armadilhas para o desequilíbrio financeiro, em função dos altos juros. Assim, uma medida é, se possuir mais de um cartão quebre os que menos usar e negocie as taxas existentes, também peça para que seja retirado o limite do cheque especial;

8. Negociar é um dos segredos para ajustar a vida financeira, isso deve ocorrer na hora de comprar, mas, principalmente, na hora de pagar as dívidas. Os juros para esse último caso são muito altos, assim, negocie, você quer pagar e o credor quer receber, tenha isto em mente e reduza os valores e os juros. Importante, sempre estabeleça parcelas que caibam em seu orçamento;

9. Tenha uma conversa franca com toda família, sobre a situação financeira, debatendo e decidindo os rumos a serem tomados. A maior dificuldade na hora do controle financeiro é a falta de diálogo, pois, em função disto ocorrem gastos indevidos e também desavenças em função do dinheiro;

10. Em caso de dinheiro aplicado, não resgate na primeira dificuldade financeira, antes é necessário estabelecer uma estratégia para utilização do dinheiro, pois, na maioria dos casos, gastar reservas fará com que passe de investidor para endividado. Procure combater a causa do seu endividamento e não o efeito;

11. Gastar não é sinônimo de felicidade, assim, lembre-se que estar próximo de quem se ama não tem preço. Em vez de valorizar o consumo, valorize mais a troca de sentimentos.

Recebido por e-mail

segunda-feira, janeiro 03, 2011

"Deus me disse..."

Por Mark Dever
Pastor da Capitol Hill Baptist Church e diretor executivo do ministério 9Marks

Eu fiquei perplexo (o que não acontece muitas vezes). Certo homem me disse que seu supervisor havia designado a ele a tarefa de elaborar um plano para a plantação de uma nova igreja, e que quando ele orou sobre isso, Deus o instruiu para usar as palavras de Cristo. Deixe-me esclarecer. Ele contou que Deus ordenara que em seu planejamento para essa nova igreja, ele deveria consultar, refletir e citar apenas palavras que Jesus havia dito.

Esse homem era um empregado de tempo integral em uma organização cristã. Era evidentemente cristão. Além disso, ao contrário de outros empregados dessa organização, tinha um mestrado em teologia. Obtido em um seminário evangélico. Lá ele foi, como nós imaginamos, treinado cuidadosamente sobre a Bíblia e sobre teologia. Também devemos imaginar que ele trabalhou de alguma forma liderando uma igreja local, já que agora ocupava uma posição de muita responsabilidade. Foi essa pessoa que estava diante de mim e me disse com sincera piedade e sinceridade verdadeira que Deus o ordenou a consultar apenas as palavras de Cristo quando estivesse planejando uma nova igreja.

Se você já foi ao circo e viu aquela típica entrada dos palhaços, em que um carro minúsculo surge no meio do palco, e de dentro dele sai uma porção de palhaços que logo se espalham pelo meio da platéia causando risadas e até alguns sustos, você tem alguma idéia do que aconteceu na minha cabeça quando eu ouvi isso. Mas sem a parte engraçada. “Jesus mencionou a igreja explicitamente apenas duas vezes!”, pensei. “Há mais de 20 outros livros no Novo Testamento que são cartas com instruções a igrejas!”, pensei. “Quem foi que te deu tanta responsabilidade?”, pensei. “O que foi que te ensinaram no seminário?”, pensei. “Como foi que Deus te disse isso?”, pensei. “O que mais ‘Ele’ falou?”, pensei.

E tinha mais. Eu não disse nada, em parte pela surpresa, em parte pelo medo do que eu pudesse dizer. Após algumas perguntas respondidas com grunhidos, decidi dizer alguma coisa simples sobre como havia outros livros do Novo Testamento que o Espírito de Cristo inspirou particularmente para direcionar igrejas, e que eu esperava que ele também levasse em conta, e logo dei um jeito de sair dali. Espero que minha surpresa diante disso tudo não tenha ficado muito evidente.

Situações como essa – e muitas outras – que aconteceram nos últimos anos que me encorajou a refletir sobre a importância da doutrina da suficiência da Escritura. Essa doutrina foi um dos pontos fundamentais da Reforma Protestante. Uma das maiores disputas entre Roma e os Reformadores era se Deus havia de fato prometido que continuaria provendo instruções inspiradas e inerrantes através de Pedro e seus sucessores. Roma afirmava que era isso que Jesus havia ensinado em Mateus 16. Os reformadores negavam isso, dizendo que, pelo contrário, a Escritura por si só era suficiente para instrução, mediante a iluminação de nossas mentes pelo Espírito Santo. Eles ensinaram que as Escrituras são claras e suficientes. Questões importantes seriam claras ao entendimento, não obscuras. E as Escrituras, se vistas como um todo, seriam suficientes para nossa necessidade de orientação divina. Existem muitas outras questões relacionadas a isso, mas o que devemos levar em conta aqui é simplesmente que as Escrituras são suficientes.

Enquanto o protestantismo Evangélico como um todo continuou a ensinar assim – margeado pela declaração de autoridade da igreja de Roma e a tradição pela direita, e declarações subjetivas de autoridade da “luz interior” de cada um pelos Quakers pela esquerda – surgiu outro pensamento em meio ao evangelicalismo. Mais em nossa vida prática do que na teologia escrita, surgiu a idéia de que a Palavra escrita de Deus deve se tornar a Palavra de Deus a nós pessoalmente por meio de algum tipo de poderoso encontro com ela ou com seu significado. Isso não acontece em meio à leitura de textos sobre divindade, como muitos teólogos Neo-Ortodoxos como Karl Barth imaginavam, mas prática comum e corriqueira. Lembro-me de outro amigo que participou de um grupo evangélico de estudantes, onde ficaram por duas horas cantando, orando sinceramente e clamando que Deus falasse com eles, enquanto por todo esse tempo suas Bíblias ficaram fechadas em seus assentos. Esse é o problema que a prática do “Deus me disse” com a suficiência da Escritura. E se nossos pastores e líderes não entendem que a Escritura é suficiente, não devemos nos surpreender os membros de nossas igrejas, em uma sincera busca pela verdade, forem até Roma, de um lado, ou ao subjetivismo liberal, do outro, buscando algum tipo de autoridade que seja suficiente. Os Mórmons, em particular, se aproveitam da fraqueza dos evangélicos nesse ponto de terem pouca instrução a respeito da suficiência da Escritura.

Essa questão é vital para nós pastores, particularmente se formos pastores que valorizam a centralidade da exposição bíblica em nosso ministério. Um entendimento da suficiência da Escritura é o contexto em que afirmamos, mantemos e praticamos a centralidade da Escritura na vida da igreja.

Vinte anos atrás, em meio à enxurrada de escritos sobre a inerrância da Escritura, pouco foi escrito sobre a suficiência da Escritura. Ela apareceu em escritos sobre a visão dos Reformados sobre a Escritura. Então você podia ler um grande artigo de R. C. Sproul, “Sola Scriptura: Crucial ao Evangelicalismo”, no livro Os Fundamentos da Autoridade Bíblica, editado por James Montgomery Boice. Mais recentemente, Wayne Grudem escreveu um capítulo muito bom sobre a suficiência da Escritura em sua Teologia Sistemática. As últimas páginas são dedicadas às aplicações práticas da doutrina, e há muita sabedoria nelas. Ele afirma claramente que “quando estamos enfrentando problemas de genuína importância em nossa vida cristã, devemos buscar a Escritura com a confiança que Deus nos proverá orientação através dela para o nosso problema”.

Se vamos nos comprometer com o pastoreio das ovelhas, levando-as à Palavra de Deus, devemos estar aptos a responder o que significa a suficiência das Escrituras. Devemos saber, considerar, explicar e ensinar que as Escrituras são suficientes. Eu sei que elas são. Deus me disse:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Timóteo 3.16-17)

Fonte: Iprodigo
Traduzido por Filipe Schulz

domingo, janeiro 02, 2011

26 razões para parar com a pornografia

Por Jay Dennis

As seguintes consequências são o que acontece quando um cristão vê pornografia. A lista cobre uma grande área dos resultados negativos que a pornografia tem sobre um homem que é seguidor de Jesus.
  1. Alienação de Deus. Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.
  2. Cega você para as consequências. Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos com sua esposa, seus filhos e outros. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.
  3. Cria expectativas irrealistas. Os homens começam a pensar que toda mulher deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento com sua esposa deve ser.
  4. Distorce sua visão do sexo. A pornografia te faz acreditar que o sexo é somente para o prazer do homem e que as mulheres são simplesmente objetos a serem usados, ao invés de criações de Deus que devem ser honradas e respeitadas.
  5. Nunca é o bastante. A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.
  6. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida. Você se torna escravo de seus pensamentos pecaminosos que levam a atos pecaminosos.
  7. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.
  8. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia. Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.
  9. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.
  10. Ameaça seu relacionamento com sua esposa ou futura esposa (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.
  11. Te mantém em um ciclo de autodestruição. A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O pecado te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.
  12. Lascívia – lascívia sexual pecaminosa – te leva a atos sexuais pecaminosos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.
  13. Mascara a verdadeira ferida. Você está procurando a cura e torna as coisas piores.
  14. Nunca é uma experiência neutra. Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.
  15. Objetifica as mulheres. A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade do homem de ver uma mulher mais velha como uma figura materna, uma mulher da mesma idade como uma irmã e uma mulher mais nova como a figura de uma filha.
  16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.
  17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com Satanás e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em sua vida, sempre haverá uma batalha. É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.
  18. Permanece em sua mente para sempre. Satanás mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria pecaminosa e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.
  19. A vergonha entra em sua vida. Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é. A pornografia traz vergonha. Deus nunca traz vergonha. Satanás sempre traz vergonha.
  20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.
  21. Abre a porta para todo pecado sexual. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertida e abuso sexual.
  22. Viola mulheres. Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza mulheres.
  23. Um convite para olhar para outras mulheres.
  24. Extingue a verdade. A pornografia promove a mentira. Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras. Você se torna uma mentira viva.
  25. Te liga a uma imagem. Você fica preso e ligado à imagem ao invés de sua esposa ou futura esposa se você é solteiro.
  26. Fecha seus lábios para o louvor a Deus, falar sobre sua fé, contar aos outros como eles podem experimentar Deus.
Fonte: Iprodigo
Traduzido por Josaías Jr