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segunda-feira, dezembro 02, 2013

A Teologia do Sofrimento: Enfrentando a adversidade

Por Gavin Levi Aitken

“Um letreiro na parede de uma sala de aula do primeiro grau dizia: A vida é a professora mais implacável. Primeiro dá a prova e depois a lição. Provavelmente, este truísmo foi esquecido pela maioria dos alunos que estudaram naquela sala de aula. Da mesma maneira, muitos cristãos não se dão conta, ou se esquecem, de que as experiências da vida cristã, sejam elas árduas ou não, tendem a ser seguidas por um entendimento das lições que a experiência quer nos ensinar” (John MacArthur Jr., em O poder do sofrimento).

Tem sido interessante observar o fundo histórico de cada aluno que participou do Curso de Visitação Hospitalar. De uma maneira ou de outra, cada um passou por tamanha adversidade, ou na vida pessoal ou na vida familiar. Muitos têm vindo para o curso, creio eu, em busca de respostas para a sua própria situação.

Sei, de experiência própria, que meu interesse neste assunto veio em consequência de uma grande perda sofrida em minha própria vida alguns anos atrás. Com a perda de minha esposa, depois de 35 anos de namoro, noivado e casamento, eu e a minha filha passamos a examinar esta questão em busca de soluções.

As lições aprendidas naquela ocasião, e desde então, muito me marcaram. Espero conseguir passar, pelo menos, a essência daquilo que parece formar a teologia bíblica do sofrimento. Estas informações serão valiosas para o visitador que procura passar para o enfermo uma mensagem de esperança.

Nunca tinha parado para pensar antes na origem, na fonte de nossas adversidades. Fiquei muito deprimido em saber que, segundo a noção popular, a adversidade é sempre a consequência do pecado cometido por nós ou por causa de atividades puramente satânicas. O importante é observar o advérbio“sempre” na frase já mencionada.

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sexta-feira, setembro 06, 2013

Morar junto com a namorada minimiza as chances de um divórcio?

Por T. Zambelli



Tenho certeza que todos que leram a pergunta deste post, interessaram-se por saber a resposta. Mas deixe-me questioná-lo: você realmente acreditaria numa resposta sem antes compreender como ela foi alcançada?

É notório que muitos jovens acreditam e "argumentam que morar junto com a namorada ou namorado antes de se casar aumenta a probabilidade de acertar na escolha do cônjuge. Ajuda o par a descobrir se é compatível antes de dar o salto final. é uma forma de averiguar se a outra pessoa é capaz de mantê-lo interessado, se a atração é forte o suficiente."[1]

Deixe-me então lhes dar a resposta. Segundo pesquisa feita nos EUA, país que influencia pomposamente a cultura brasileira, pelo National Marriage Project (Projeto Nacional de Casamento), em 2002, "há indícios consideráveis de que os casais que moram juntos antes do casamento apresentam maior probabilidade de se separar depois do casamento. [2] 

"Não há um consenso para explicar o porquê disso. Para alguns, a experiência de coabitação ensina maus hábitos que são prejudiciais depois do casamento. Outros teorizam que os indivíduos que optam por morar juntos antes do casamento apresentam características diferentes dos indivíduos que não o fazem e, portanto, são essas as características, e não a coabitação em si, que causam o rompimento da união mais adiante. (...) Não obstante as causas, o desejo e a escolha de morar juntos diminuem a probabilidade de um futuro casamento sólido."[3]

Sugiro a todo que leiam The State of Our Unions: 2002 - Why men won't commit, artigo em PDF e em inglês, para, inclusive, compreensão de outros assuntos que envolvem o tema casamento.

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[1] Timothy Keller. O significado do casamento. Vida Nova, 2012, p.28.
[2] David Popenoe & Barbara Dafoe Whitehead, The State of Our Unions: 2002 - Why men won't commit. Acesse em National Marriage Project, p.23.
[3] Timothy Keller. O significado do casamento. Vida Nova, 2012, p.28-29, nota de rodapé.

quarta-feira, agosto 21, 2013

Por que as mulheres amam os cafajestes?

O título pode ser forte. No entanto, a verdade é que quando o coração começa a bater, muitas moças se envolvem rapidamente e a razão não encontra espaço. A mulher desprevenida cai na armadilha da paixão e encontra desculpas e racionalizações para se entregar a alguém que não teme ao Senhor. Gabrielle Pickle dá os retratos do insensato e do sábio de acordo com Provérbios, e incentiva a mulher cristã a guardar o seu coração para se guardar de um relacionamento doloroso. Um artigo para as adolescentes e jovens, e suas conselheiras.

Por que as mulheres amam os cafajestes?
Gabrielle Pickle

“Ela está doida?!”” — exclamei em total desespero diante daquilo que eu assistia na televisão. “”As mulheres podem agir de maneira tão absurda. No instante em que o nosso coração é seduzido, ligamos o interruptor da tolice!”

No enredo de um filme antigo de espionagem, que costumava passar na televisão, uma moça de sanidade questionável namorava um bandido. Naturalmente, ela recusava admitir que ele fosse de fato um bandido, pois ele não era totalmente mau e ela o amava. Quando as autoridades a confrontavam com provas das várias namoradas que ele tinha, ela negava o fato e dizia: “Não, ele me ama de verdade. Não há outra. Ele não pode deixar a esposa por causa dos filhos, mas ele me ama de verdade””. As autoridades ajudaram essa moça e sua família a escapar de perigos e ofereceram proteção. No entanto, ela não conseguia se afastar do homem que amava. Chegou a recusar a proteção policial, colocando sua família em perigo para se encontrar com o bandido. Quando os dois reataram o relacionamento, ele tentou matá-la porque ela era a única testemunha de um crime. As autoridades agiram, prenderam o bandido e salvaram a sua vida. Em lugar de agradecer, ela atacou um dos policiais, irada porque eles a separaram de seu namorado. Ela ignorou a infidelidade, as atividades criminosas e a tentativa de lhe tirar a vida. Tudo isso porque ela gostava do rapaz.

Por mais louca que aquela moça possa parecer, eu me identifico com ela. Não, eu nunca namorei um bandido, mas já ignorei comportamentos contrários à Bíblia, já racionalizei a ultrapassagem de sinais vermelhos nos relacionamentos e risquei itens da minha “lista” porque o rapaz que era objeto do meu apego emocional não tinha aquelas qualidades.

Como mulheres, quando o nosso coração é seduzido, a tendência é perdermos o senso de lógica. Mesmo que essa não seja a nossa experiência, no mínimo todas nós conhecemos mulheres que se envolvem com homens mentirosos e agressivos. Elas se apaixonam e dizem a si mesmas que eles têm potencial para mudar, que elas podem ajudá-los a mudar e, então, acreditam em suas mentiras porque estão ligadas emocionalmente a eles.

Por que isso acontece? Com o amor de uma mulher, vem uma confiança resoluta. Deus criou a mulher para ser a auxiliadora do homem, o que inclui apoiá-lo nas grandes lutas e confiar nele acima de tudo. Não há nada que capacite mais um homem do que a confiança e o apoio resolutos de sua esposa. Um conselheiro conjugal respeitado observou que “um homem normalmente não alcança um patamar de respeito acima daquele que sua esposa tem por ele”. O amor, a confiança e o apoio de uma mulher é algo bom, planejado por Deus para fortalecer o relacionamento conjugal. O problema é que as mulheres, com frequência, entregam-se emocionalmente a um homem antes que o casamento seja nem mesmo mencionado. Esta é uma das razões por que as Escrituras reforçam a importância de guardar o coração. “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida.” (Pv 4.23).


  • Quem é o cafajeste? … … Provérbios o chama de insensato, tolo, louco
  • O insensato não teme a Deus - (Sl. 53.1)
  • O insensato é arrogante, ignora a instrução, o ensino e o conselho de pessoas piedosas - (Pv. 1.7)
  • O insensato é complacente com o pecado em sua vida (uma segurança falsa em si mesmo) - (Pv 1.32)
  • O insensato tem palavras que não são confiáveis (ele é dado a mentira, calúnia e mexerico) - (Pv 10.8, 10, 14, 18, 18:6-7)
  • O insensato não honra seus pais - (Pv 10.1, 15.5, 15.20, 17.21, 17.25)
  • O insensato tem prazer no pecado, diverte-se com ele – (Pv 10.23)
  • O insensato é impetuoso e irresponsável - (Pv 14.16)
  • O insensato é irritadiço e se envolve em contendas - (Pv 14.17, 20.3)
  • O insensato não aprende com seus erros - (Pv 17.10)
  • O insensato tem muitos pensamentos para expor, mas não estão fundados na sabedoria das Escrituras - (Pv 18.2)
  • O insensato confia em si mesmo – (Pv 28.26)


Recupere o seu coração
Se você leu a lista acima e percebeu que está namorando um homem insensato, está noiva, apaixonada ou interessada por ele, a Bíblia é muito clara. Se você não está casada com ele, você deve terminar o relacionamento. Ponto final. Se o rapaz ou homem não está seguindo a Cristo, ele não é uma boa influência em sua vida. Logo ele começará a fazer com que você abaixe o seu padrão de acordo com o dele, se é que ele já não o fez. “Não se deixem enganar: As más companhias corrompem os bons costumes (” 1Co. 15.33). Ele pode se dizer cristão ou até ser um líder de estudo bíblico ou parte da equipe de liderança de uma igreja − mas se o comportamento dele não honra a Deus, você não deve se unir a ele.

Por empatia, posso sentir o pânico que brota na sua garganta à medida que você lê esses versículos bíblicos. Sei que apenas o pensamento de terminar com o rapaz faz com que você passe mal. Sei que você não consegue imaginar como irá lidar com a falta dele ou como será o seu futuro sem ele. Mas ao pedir que você termine este relacionamento, Deus procura poupar você, filha querida dele, de muita dor de cabeça e de consequências negativas no futuro. Provérbios adverte: o companheiro de um insensato sofrerá dano. “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos insensatos se tornará mau” (Pv 13.20). Obedeça agora e confie em Deus para curar o seu coração arrebentado.

>> Continue a leitura em Conexão Conselho Bíblico.

Nota do editor: fui incentivado a colocar este post. De fato, a pergunta é interessante e, segundo minha experiência e o compartilhar de algumas amigas, o título deste e-mail reflete uma triste realidade. Veja um post que ratifica a afirmação e tenta explicar de um paradigma horizontal: http://www.casalsemvergonha.com.br/2012/04/17/as-7-coisas-que-a-mulher-gosta-no-cafajeste/

sexta-feira, julho 26, 2013

Os conselheiros também precisam de esperança

Por Ken Longo

A esperança é essencial no processo de aconselhamento. Em poucas palavras, o aconselhamento bíblico poderia ser apresentado como o processo de dar esperança e ajuda das Escrituras para influenciar uma mudança que glorifica a Deus.

Normalmente, pensamos no conselheiro que dá esperança ao aconselhado a partir das Escrituras. Mas o que dizer sobre o nível de esperança no próprio coração do conselheiro? É difícil dar esperança se você mesmo não a tem. O conselheiro, certamente, precisa ter esperança para poder ser usado como um instrumento para dar esperança.

Às vezes, a situação de aconselhamento está tão carregada de pecado que até mesmo a esperança do conselheiro enfraquece. Isso já aconteceu comigo. Se você já teve muitas oportunidades de aconselhar, é provável que esta tenha sido sua experiência uma vez ou outra também. Pouco tempo atrás, eu estava almoçando com um conselheiro veterano que respeito muito. Depois de descrever um casamento confuso, no qual há pecados graves cometidos por ambas as partes, ele resumiu seu pensamento dizendo: “Isso nunca vai funcionar!”.

Não nos iludamos. Os conselheiros necessitam de esperança também.

Os pecados que enredam os aconselhados e desencorajam os conselheiros
Uma passagem das Escrituras que o Espírito tem usado para me dar esperança ao começar um processo aconselhamento é 1 Coríntios 1.1-9. Estes versos tornam-se mais úteis quando consideramos o contexto da carta como um todo. Os pecados daquela igreja são alguns dos mesmos pecados que enredam os nossos aconselhados. Dentro da igreja de Corinto, havia pecados graves expostos:
(1) conflitos não resolvidos – 1.10, 11;
(2) arrogância orgulhosa – 4.18;
(3) perversão sexual, que incluía relações com parentes – 5.1;
(4) processo judicial de um membros da igreja contra outro: 6.6, 7;
(5) desordem e bebedice durante a refeição comunitária por ocasião da ceia do Senhor – 11.20, 21;
(6) falta de conhecimento de Deus, resultando em comportamento pecaminoso – 15.34.

Não são estes alguns dos mesmos pecados que fazem nosso quociente de esperança baixar tanto que ele pode ir a zero quando nos concentramos em vê-los em nossos aconselhados?

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segunda-feira, junho 17, 2013

Ouvindo em casa

Por Tedd Tripp


Quão bem você se comunica? A maioria de nós dará uma resposta tendo em vista nossa habilidade de

apresentar nossos pensamentos e ideias de uma forma convincente. No entanto, gostaria de sugerir que a mais fina arte da comunicação em nossa vida familiar não é o expressar de nossas ideias. É entender os pensamentos e as ideias de outras pessoas na família.

Este é um tema recorrente no livro de Provérbios. "O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior". (Provérbios 18:2). A preocupação de um tolo em uma conversa é colocar para fora o que está dentro dele. Mesmo quando não está falando, ele não está realmente ouvindo. Ele está formulando o que dirá em seguida. Seu próximo voleio na conversação não é devolver a bola que você passou, mas passar uma nova bola.

Todos nós já fomos tolos em nossas conversas. Anos atrás, tive uma conversa com meu filho antes de dormir. Eu tinha que dizer algo. Ele logo percebeu que teria que ouvir. No final do meu monólogo, eu disse: "Bom, fico feliz que tivemos essa oportunidade de conversar. Eu vou orar e depois você pode dormir". Depois de alguns minutos, ele bateu na porta do meu quarto: "Pai, você disse que ficou feliz que nós tivemos uma boa conversa. Eu só quero ressaltar que eu não disse nada". Eu fui um tolo naquela noite. Eu poderia ter tido uma verdadeira conversa. Poderia ter feito boas perguntas. Tudo o que queria dizer poderia ter sido dito em um contexto de fazer meu filho falar abertamente. Ao invés disso, não encontrei prazer algum em compreendê-lo; eu estava interessado apenas em expressar a minha opinião.

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segunda-feira, junho 03, 2013

Como ser cheio do Espírito Santo?


Como ser cheio do Espírito Santo? Preciso fazer alguma coisa para isso? Existe alguma parte que cabe ao cristão neste processo? Devo orar? Devo esperar como os discípulos fizeram? Devo esperar uma situação de crise na qual Deus irá provar minha fé e, se for aprovado, receberei a plenitude do Espírito? A plenitude do Espírito é algo para apenas alguns cristãos? Um cristão cheio do Espírito Santo é a exceção ou a regra?

Não faz muito tempo que me tornei pai pela primeira vez. Por isso, recentemente eu estava pensando sobre como a gravidez é algo extraordinário. Ter uma vida dentro de nós. Que coisa fantástica! Durante a gravidez de minha esposa pude sentir a criança se mexendo dentro dela, colocando a mão sobre sua barriga. Quando isso acontecia ficava maravilhado: “existe uma vida aqui dentro!”

Mas uma coisa é certa, esta vida, mesmo sendo pequena, opera grandes transformações na mãe. No começo, quando os hormônios começaram a agir, minha esposa ficou bastante emotiva. Até mesmo coisas simples a faziam chorar! Além disso, outras mudanças ocorreram no organismo dela. O seu cabelo ficou mais bonito, o seu organismo passou a funcionar com mais regularidade e até as dores de cabeça que tinha quase todos os dias diminuíram muito.

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quinta-feira, fevereiro 14, 2013

O amor realmente tudo crê?

Por Ed Welch
O amor realmente tudo crê?

Esta é uma pergunta difícil: o ensino que o amor "tudo crê" (1Coríntios 13.7, NVI). O que isso significa exatamente? Sempre devemos acreditar no que os outros dizem? Deve os pais crerem em seus filhos, apesar de todas as evidências que eles estão mentindo? Não pode ser isso. Nós também somos chamados a sermos "prudentes como as serpentes" (Mt 10.16) e "testar tudo" (1 Ts. 5.21).

Então, o que vamos fazer com esse versículo?

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quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Uma alternativa para educar seu filho ao invés que controlar todos os detalhes de sua vida

Por Julie Lowe

Como pais, muitas vezes lutamos com esta realidade: quanto mais velhos nossos filhos ficam, mais pesadas se tornam suas decisões. Nós também percebemos que existe uma grande quantidade de mal no mundo do qual queremos proteger nossos filhos. Diante destes fatos, os pais muitas vezes são tentados a controlar tudo minimamente, um esforço para evitar más decisões dos filhos. Os pais podem ter boas intenções, mas podem tornar-se arbitrários quando conduzido pelo medo. Como conselheiro, quero pais que se concentram em ajudar os seus filhos a crescer tomando boas decisões independentemente. Em última análise, queremos que as crianças tenham duas coisas que caminham lado a lado:
  • Sábio discernimento: a habilidade de saber se o que ocorre num dado momento é bom ou mau.
  • Bom caráter: desenvolvimento de convicções bíblicas e integridade para que boas decisões sejam feitas em alegria, mesmo quando os pais não estão presentes.
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segunda-feira, dezembro 31, 2012

Você conhece o amor?

Ao longo de quase 30 anos de experiência profissional como terapeuta de casais e de famílias, não foram poucas as vezes em que me deparei com casais em processo de separação, com a seguinte alegação para o término do relacionamento: “Eu não (o/a) amo mais!”.

Nossa sociedade, sob o lema “você precisa ser feliz”, inculca nas mentes a máxima hedonista de que a felicidade é resultado de um bem-estar pessoal, individual e exclusivo. Na maioria das vezes, para o mundo assentado sobre o capital, isso se traduz em conforto material e acúmulo de bens; parece absurda a ideia de uma felicidade relacional, interpessoal e inclusiva. Assim, se vive o matrimônio como uma “república conjugal”, onde se dividem espaços, tarefas e deveres financeiros, e se desfruta do prazer no uso sexual do outro -- mas não se constrói a ideia do “reino do nosso”.

Lamentavelmente, o modelo individualista está muito presente entre os casais cristãos. E a ideia de se buscar a felicidade por meio desse modelo logo resulta na eliminação de tudo que possa causar desconforto ou ser empecilho -- inclusive o cônjuge. Justificam-se separações e divórcios com a ideia de que “não existe mais amor”. Entretanto, perguntamos: o que é o amor? Brenson Lazán afirma:

a psicologia e a psiquiatria, ciências a princípio dedicadas a estudar a conduta humana e suas disfunções, parecem reticentes ao considerar o amor como um termo de investigação ou interesse. A palavra amor simplesmente não é aceita nos meios científicos. [...] No princípio do século, Sigmund Freud se negou a tratar o tema, dizendo que não possuía suficiente conhecimento para fazê-lo. [...] Todavia algumas correntes psicológicas têm chegado ao outro extremo: o cientificismo. Em uma revista de psiquiatria, um autor comentou que o amor é: “Um estado alterado de consciência que tem rasgos marcados de psicose temporal; um estado mental indefinível, incontrolável e irracional”.1

Os dicionários trazem definições vagas para o termo, que variam da ideia de compaixão à da libido. A Bíblia, em suas várias traduções, apresenta 32 palavras distintas entre hebraicas, gregas e aramaicas para “amor”. Assim, quando alguém fala que “acabou o amor” eu fico pensando a que essa pessoa realmente se refere.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Cristo traz esperança a todo e qualquer problema pessoal e interpessoal concebível

Concordo com a convicção da CCEF (Christian Counseling & Education Foundation) sobre a abrangência do aconselhamento bíblico:
"Estamos convencidos de que Cristo traz esperança a todo e qualquer problema pessoal e interpessoal concebível. Ainda mais, acreditamos que as ações redentoras e as palavras do Pai, do Filho e do Espírito em nosso favor sempre falam tanto dos problemas aparentemente mundanos, quanto dos problemas extremamente complexos que fazem parte da condição humana decaída." (Fonte: http://goo.gl/2wzdN)

É minha oração e também meu trabalho, pedir ao Pai que conduza Seus filhos na compreensão da suficiência das Escrituras.

Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2Tm 3.16-17).



sexta-feira, novembro 16, 2012

Ídolos do Coração

Por Ivis Fernandes

Algo que pode intrigar muitos estudiosos da Palavra de Deus é como o povo de Israel pôde envolver-se com a idolatria mesmo testemunhando tão de perto a ação divina. Logo após contemplar as grandes realizações de Deus ao livrá-los da escravidão do Egito, o povo abandonou ao Senhor e se envolveu na adoração de um bezerro de ouro (Gn 32). Como Israel poderia cometer tamanha loucura? Parece algo extremamente difícil de entender e aceitar. Corre-se o risco de pensar que hoje nunca faríamos nada semelhante a isso.

Contudo, quando analisamos a Palavra de Deus mais atentamente, vemos que também os cristãos podem cair no mesmo erro, embora de uma forma um pouco distinta. Dificilmente veríamos um autêntico cristão prostrado diante de uma imagem. Porém, infelizmente, está se tornando cada vez mais comum observarmos crentes presos a hábitos pecaminosos escravizadores. A idolatria acontece no seu interior. Pessoas se prostram diante de ídolos que colocam em seus corações, adoram-nos e satisfazem os seus desejos.

A idolatria ainda persiste em nossos dias. Contudo, teremos uma visão limitada se entendermos que ela está restrita apenas à adoração de imagens feitas por pagãos. Existe um número cada vez maior de idólatras nas igrejas. O problema é que muitos ainda não se deram conta disso. É preciso entender este problema à luz das Escrituras, de modo que a igreja possa prestar um auxílio eficaz no combate a este pecado tão abominável aos olhos do Senhor.

Apesar da adoração a imagens e outros deuses ser uma prática igualmente abominável diante de Deus, nosso foco está voltado para a idolatria do coração. Isso se deve a três motivos básicos. O primeiro deles é que, nos evangelhos, vemos que Jesus voltou-se para o coração do homem, preocupado não apenas com as ações em si, mas com o interior humano. O segundo refere-se ao fato de que todo comportamento pecaminoso (inclusive a adoração de imagens) está ligado ao coração e, desse modo, a transformação deve partir daí. Além disso, o terceiro motivo refere-se ao fato de que, como já mencionamos, o principal problema dos cristãos em nossos dias não está tão ligado à idolatria de imagens quanto à idolatria do coração.

O presente estudo parte do pressuposto de que se está abordando um cristão. Apenas a graça de Deus manifestada em Cristo torna possível qualquer tipo de transformação genuína e duradoura. Desse modo, caso o indivíduo em busca de ajuda não seja cristão, é necessário um pré-aconselhamento, que foca o evangelho.

Este trabalho se propõe a compreender biblicamente a idolatria do coração, que se manifesta em muitos e distintos tipos de pecado. A compreensão do pecado sob a forma de ídolos do coração auxilia o conselheiro bíblico a ajudar pessoas que lutam contra seus pecados. Conforme afirma David Powlison:

“se quisermos ajudar as pessoas a volver os olhos e ouvidos para Deus, devemos saber bem quais os deuses alternativos que clamam por atenção. Essas forças e influências não determinam e nem desculpam o nosso pecado. Mas nutrem, canalizam, e exacerbam nossa pecaminosidade em determinadas direções. Freqüentemente são influências atmosféricas, invisíveis, inconscientes. O arrependimento consciente começa a florescer quando eu vejo tanto as minhas distorções quanto as distorções que me são impingidas pelas outras pessoas.” (grifo nosso).

Não se trata, contudo, de um estudo exaustivo. Os limites deste trabalho permitem apenas uma visão panorâmica sobre o assunto, traçando linhas gerais, que consistem numa introdução ao tema. Além disso, seria excessiva pretensão querer resumir em poucas páginas a complexidade do coração pecaminoso do homem, ao qual foram dedicados muitos volumes redigidos por pessoas competentes e profundamente conhecedoras do assunto.

Entretanto, isso não significa que o coração humano não possa ser compreendido de forma objetiva e simples. Por trás da complexidade e variedade de expressões pecaminosas, que são fruto da singularidade de cada ser humano, existem fundamentos gerais, comuns a todas as pessoas. Nas palavras de Jay Adams:

Abaixo dos estilos variados de pecado existe muito em comum. (...) Os estilos (combinações de pecados e evasões) são peculiares de indivíduo para indivíduo; porém, abaixo desses estilos ficam os temas comuns. O trabalho do conselheiro consiste em descobrir esses temas abaixo das individualidades .

Este trabalho se propõe a buscar compreender estas linhas gerais, que estão por trás de todo comportamento pecaminoso, fazendo isso da perspectiva das Escrituras. Não negligenciamos, entretanto, a perspectiva secular e humanista e nem mesmo o ponto de vista daqueles que buscam conciliar a Palavra de Deus com a palavra de homens. Apesar destas vertentes terem sido analisadas durante o processo de pesquisa, pouca atenção é dedicada a elas, pois a ênfase principal do trabalho é compreender o que a Bíblia diz sobre o assunto.

Também buscaremos identificar qual é o caminho que conduz à idolatria, de modo a podermos seguir o caminho inverso, de acordo com a orientação das Escrituras, e eliminar os ídolos, utilizando uma fórmula bíblica para entendê-los e tratá-los. Além disso, esta pesquisa se propõe a apresentar estudos de casos bíblicos, nos quais serão verificadas as questões do coração, nos moldes propostos por este trabalho. Por fim, apresentaremos alguns elementos práticos para o aconselhamento bíblico, bem como perguntas a serem utilizadas no momento do aconselhamento e também tarefas práticas, que poderão ser dadas ao aconselhado com vistas a representarem uma forma de ajudá-lo a praticar os princípios bíblicos sobre o tema, e assim livrar-se de práticas pecaminosas.




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quinta-feira, novembro 01, 2012

A psicologia é compatível com o cristianismo?

Os vídeos abaixo foram postados por Augustus Nicodemus em O Tempora, O Mores. Em Todah Elohim os vídeos estão num padrão maior que o post original.

Parte 1



Parte 2

quinta-feira, outubro 11, 2012

Dicas para pais e mães com crianças no culto

Por Ivonete Silva Porto
Título original: Lugar de criança é no culto

O culto acabara de começar, mas Mariana, de três anos, estava inquieta. A mãe confusa não sabia o que fazer. Se “prendesse” a menina no colo, ela chorava; se a deixasse solta, ela corria por todo o ambiente. Sônia até pensava em não trazer mais Mariana para os cultos, já que, em sua opinião, ela não entendia nada e ainda atrapalhava as outras pessoas.

Situações como essas são muito comuns. Não sou mãe, ainda não passo por isso, mas tenho acompanhado as crianças na igreja e lidado com pais que, domingo após domingo, lidam com esse tipo de drama. Como agir em situações assim? A Escritura é nossa fonte de autoridade e, com base em seus princípios, eis algumas dicas que podem ajudá-lo a entender a importância da participação da criança no culto e nas atividades da igreja.

Primeiramente, entenda que a criança é parte do corpo de Cristo. Em algumas denominações ela é considerada até membro da igreja, ainda que não participe da ceia (membro não comungante). A Bíblia ordena que cerimônias próprias do povo de Deus sejam feitas diante das crianças, e sejam aproveitadas como instrumento de ensino (Êx 12.24-27). Então, de início, já está descartada essa possibilidade de não levá-la, mesmo que ela ainda não tenha compreensão total de algumas dessas verdades.

Há algumas medidas que podem ser tomadas antes, durante e depois do culto ou atividade na igreja.

Antes

Antes de sair, você pode se programar para conversar com seu filho, ou fazer isso enquanto se vestem. Mesmo que ele seja um bebezinho, você pode repetir frases como: “Vamos levar o bebê para a igreja, para adorar a Deus.”

Se ele já for maior, explique para ele que na igreja a gente agradece a Deus, junto com outras pessoas, por tudo que ele é e faz. Se ele já souber ler, você pode ler um texto falando sobre a importância da comunhão. Nessas fases já dá para explicar que não vai ser possível ficar levantando toda hora para ir ao banheiro ou beber água, que devemos fazer silêncio na hora em que o pastor estiver falando, etc.

Assim, a criança já vai preparada para o culto. É provável que, ao chegar na igreja, você tenha de repetir novamente algumas dessas orientações. Criar filhos é um trabalho de paciência e dedicação.

(Nota do editor do iPródigo: Outra boa maneira de preparar as crianças é a realização regular do culto em casa. Com o tempo, mesmos os mais novos percebem que estão participando de uma versão maior do culto familiar ao entrarem no salão da igreja e, se foram ensinados a comportarem-se, farão o mesmo no culto público)

Durante

Tente chegar à igreja um pouco mais cedo. Às vezes é difícil, mas o ideal é que você leve seu filho para beber água e ir no banheiro, antes do culto. Ao criar esse hábito saudável, seu filho pode reproduzí-lo por toda vida.

O ideal é que a criança participe do culto adulto em qualquer idade, e que no culto tenha cânticos e uma palavra voltada para ela. Mas, algumas igrejas optam por ter uma programação separada. Em qualquer uma das realidades, o fato é que em algum momento surgirá o grande desafio de permanecer com o seu filho no meio dos adultos.

Deixe-o sempre perto. Dependendo da idade, ele vai pedir para sentar com os coleguinhas. Evite. Sentado com você é mais fácil controlá-lo: pedir pra fazer silêncio, cuidar para que ele não corra, etc.

Se for pequenininho e chorar, enquanto o segura em seus braços, seja firme. Não o tire imediatamente do local. Muitas crianças, mesmo as mais fofinhas, usam o choro como manipulação. Sabem: “Se eu chorar, me tirarão daqui”. E quando você sai, faz exatamente o que ele queria.

Muitas vezes, as mães ficam embaraçadas, pois alguns irmãos começam a olhar esquisito. Entenda que o choro do seu filho também é pedagógico para esses irmãos, eles precisam aprender que a igreja é um corpo e que as crianças fazem parte dele. Precisamos de paciência, amor e compreensão para viver como corpo. Quando o choro de uma criança incomoda o nosso conforto é que precisamos demonstrar essas virtudes.

Não há problema em levar papéis, lápis ou um brinquedo silencioso, quando seu filho for pequeno. Conheço caso de crianças entre 4 e 5 anos, que mesmo brincando ou desenhando perto dos pais, perguntavam depois sobre coisas que o pastor havia falado na pregação. Pensamos que a criança não está prestando atenção, ou que não entende, porque ela não capta como um adulto a totalidade do culto, mas isso não significa que não absorva nada.

Se o seu filho já souber ler, é muito importante que ele participe do culto inteiro, junto com os adultos! Auxilie-o a achar os textos bíblicos e a prestar atenção nas letras dos cânticos e hinos.

Muitos pais dão ofertas para que os filhos depositem no gazofilácio no momento do ofertório. Isso é muito saudável. Você pode também conversar com seu filho sobre o significado dos atos do culto. Geralmente as crianças tem muitas dúvidas sobre a ceia, sobre o batismo. Explicar cada um desses itens, o ajudará a entender mais a necessidade de reverência e a importância da adoração.

Depois

Após o culto, ensine seu filho a cumprimentar as pessoas, a conversar. Muitos pais saem logo que termina a programação. Os momentos após o culto solene são de estreitamento de laços. Os adultos ficam conversando e geralmente as crianças ficam brincando. Esse é um dos poucos momentos livres que o seu filho tem para consolidar as amizades cristãs, com outras crianças da igreja.

Aqui é necessário equilíbrio. Fique, mas não fique tempo demais. O seu filho precisa aprender a amar a igreja, mas se ele passa muito tempo lá, a ponto de ficar irritadiço, querendo ir pra casa, não é legal. Esse é um conselho especial para pastores. Não deixem seus filhos com fome durante horas após o culto ou EBD, por causa de reuniões e outras tarefas, principalmente se forem muito pequenos, ou se não tiverem como ir pra casa a não ser com você.

Em casa, procure conversar com seu filho sobre o culto: “Como foi o culto, filho? Você lembra do que o pastor disse?”. Se ele já for maior você pode explorar bem esse momento perguntando: “Teve alguma palavra que o pastor falou que você não entendeu? Qual cântico que você mais gostou de cantar hoje?”. Penso que esse é o tipo de momento que pode permanecer na família para sempre, compartilhar do que Deus falou no culto, e de como podemos responder diante disso.

Por fim, evite falar mal do culto, ou da igreja na frente do seu filho. Ensine-o desde criança que vamos a igreja prestar, e não assistir, um culto. Deus deve ser o centro e não nossos gostos pessoais ou a maneira como nos sentimos.

Sei que essa não é uma tarefa fácil. Mas você precisa entender que, ao lhe dar um filho, Deus lhe deu uma vocação especial, de pai ou de mãe. O mesmo Deus que providenciou a salvação em Cristo Jesus, providenciará também todos os recursos necessários para criarmos nossos filhos a fim de glorificá-lo. E Ele providencia perdão também, quando somos omissos, preguiçosos ou impacientes na educação dos nossos pequenos.

Coloque diante dele suas dificuldades e seus pecados e agradeça por fazermos parte do corpo de Cristo e podermos cultuá-lo, independente da nossa idade.

Fonte: iPródigo

segunda-feira, setembro 24, 2012

Duas dicas sábias para alunos inteligentes

Por T. Zambelli

Minha maior motivação em escrever este artigo é poder ajudar os alunos inteligentes a serem também alunos sábios. Talvez nem todos, à priori, percebem que existe uma diferença entre sabedoria e inteligência.

Enquanto inteligência é a capacidade de lidar com diferentes níveis de problemas, sabedoria é a habilidade para lidar de forma prática as dificuldades reais do cotidiano. Enquanto uma pessoa inteligente enxerga a solução de um problema matemático/lógico, a pessoa sábia prevê situações baseada em seu conhecimento e suas experiências do dia a dia. Enquanto uma pessoa inteligente é dotada de informações históricas sobre um dado assunto, a pessoa sábia aplica a história no presente e planeja o futuro. Enquanto o inteligente garante boas notas na escola, o sábio administra seu tempo de estudo e lazer com objetivos que vão além de um boletim escolar.

Enfim, inteligência e sabedoria não são a mesma coisa, no entanto, é fato que ambas se comunicam e permutam significados. 



Ao observar a Palavra de Deus, quais são os exemplos de pessoas inteligentes que você se recorda?

Apolo é alguém que rapidamente me vem à mente. Acredito que ele é um exemplo indubitável de pessoa inteligente, veja:

Enquanto isso, um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, chegou a Éfeso. Ele era homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Fora instruído no caminho do Senhor e com grande fervor falava e ensinava com exatidão acerca de Jesus, embora conhecesse apenas o batismo de João (Atos 18.24-25).
O texto informa algumas características sobre Apolo:
  • Era judeu, apesar de seu nome ser referência a um deus grego. Os judeus prezavam por uma boa educação.
  • Natural de Alexandria, que era uma cidade egípcia, fundada por Alexandre, o grande, e construída por Dinócrates, o mesmo arquiteto do templo de Diana. O texto do AT em grego, a versão dos setenta (LXX), foi produzido em Alexandria. Apolo possivelmente usufruiu do potencial educativo de Alexandria, um ambiente favorável à boa educação.
  • Era um homem culto e tinha grande conhecimento das Escrituras. Devemos entender que Escrituras significava o Antigo Testamento. O texto bíblico afirma que ele era culto (ou eloquente - logios) e poderoso (dunatos) nas Escrituras. Em outras palavras, tinha muita habilidade com o Antigo Testamento (um conhecimento profundo – NTLH).
  • Instruído no caminho do Senhor. Apolo havia sido catequizado (literalmente) no caminho do Senhor, possivelmente por um mestre ou seus pais. Seu aprendizado ocorreu de acordo com as Escrituras.
  • Ele falava e ensinava com grande fervor – isso é uma expressão para dizer que ele falava e ensinava com entusiasmo. Veja Rm 12.11: Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor.
  • (Falava e ensinava) com exatidão (akribos) – exatamente, acuradamente e diligentemente são sinônimos para esta palavra. A NTLH diz: seu ensinamento a respeito de Jesus era correto.

Todas essas são características que apontam para alguém privilegiado, de boa inteligência. No entanto, Apolo tinho um conhecimento limitado sobre a vida e obra de Jesus. Lucas registrou que embora ele falasse e ensinasse com exatidão sobre o Messias, ele somente conhecia o batismo de João (18.25). Isso não comprometia a inteligência de Apolo, mas seguramente ele precisava ser exposto ao problema, à deficiência de não ter toda a informação que precisava para ensinar seu público com mais exatidão.

Foi por reconhecer esta limitação que Priscila é Áquila, irmãos na fé, convidaram o inteligente Apolo para sua casa. Lá eles lhe explicaram com mais detalhes, com mais exatidão ainda acerca daquele que é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14.6), o Salvador Jesus (Atos 18.26).

As dicas sábias

Alunos inteligentes têm boa memória e uma grande facilidade para aprender. Geralmente eles possuem vasto conhecimento em diversas faculdades intelectuais. Por essa razão também, algumas vezes esses alunos percebem com facilidade as falhas de seus professores - sabemos que eles são passíveis de erros. Algumas vezes o professor tem alguma informação equivocada sobre um assunto; outras vezes o professor ensina somente uma perspectiva sobre o tema, quando seria importante falar das outras. Às vezes o aluno inteligente percebe que o professor não preparou adequadamente a aula e às vezes, a prufundidade abordada pelo professor é insuficiente para este tipo de aluno. São várias as razões que podem tornar o professor repreensível para o aluno inteligente.

Mesmo sendo o professor sujeito a legítima repreensão, existe uma forma adequada para se fazer. Infelizmente, ainda mais num tempo que o respeito pelo professor é ainda menor, vários destes inteligentes alunos tornam-se inadequados na forma de repreendê-los. Eles desembainham suas afiadas línguas e atacam com aspereza e diversas vezes arrogância a fragilidade do professor. Mesmo que por vezes suas motivações estejam corretas, a forma (o como) e o tempo (o quando) que decidem fazê-lo é inapropriado e revelam uma atitude desaprovada por Deus e/ou sem a sabedoria divina.

O texto bíblico mostra que Apolo logo começou a falar corajosamente na sinagoga (18.26). Ao ouvi-lo, Priscila e Áquila logo reconheceram a falha no ensino de Apolo: ele somente conhecia o batismo de João. Eles estavam dispostos e disponíveis para preencher a lacuna no conhecimento de Apolo sobre a vida e obra de Jesus Cristo. Assim, como diz o texto inspirado, Priscila e Áquila convidaram-no para ir à sua casa e lhe explicaram com mais exatidão o caminho de Deus (18.26 - grifo meu).

Este nobre casal do primeiro século foi muito sábio em, ao ouvir a mensagem de Apolo, não atrapalhá-lo ou admoestá-lo enquanto se pronunciava. Ao invés disso, chamaram-lhe à parte para mostrar que aquilo que ele já sabia com exatidão podia ser ampliado, aperfeiçoado em quantidade. Apolo pôde, depois de escutar a Priscila e Áquila, proclamar sobre Cristo com mais exatidão ainda. Lucas deixou claro, no final do capítulo, que ele refutava vigorosamente os judeus em debate público, provando pelas Escrituras que Jesus é o Cristo (18.28 - grifo meu).

Dica 1
É verdade que o texto não diz que Apolo foi repreendido, que reconheceu seu erro e por isso, calou-se e aprendou o que deveria. Apolo não precisava de repreensão. Este é um dos problemas que causam os alunos inteligentes: eles julgam que o professor precisa ser admoestado para fazer melhor a sua parte, quando, na verdade, os professores precisam ser incentivados a (por exemplo) pesquisar melhor, compartilhar uma fonte mais confiável ou ensinar com uma didática mais compreensível. Pessoas sábias usam bem as palavras para inspirar pessoas a se desenvolverem.

Dica 2
Seguramente a sinagoga não era o local apropriado para ensinar Apolo. Tampouco era o momento adequado. Priscila e Áquila tiveram a sabedoria de falar com ele num lugar e tempo oportunos.

Talvez o lugar e o momento para o seu caso não sejam a sua casa. Talvez, para você, seja o intervalo das aulas no corredor da escola. Talvez, ainda, seja ao lado da sala dos professores ou no pátio do estacionamento. Não há necessidade de embarassar o professor com questões ou comentários na frente de outras pessoas. Além disso ser falta de sabedoria, pode ser entendido (se de fato não for) como falta de respeito.

Conclusão
Caros alunos inteligentes, sejam sábios. Avaliem suas motivações e atitudes em classe. Use sua inteligência para incentivar o professor e os alunos ao seu redor. Antes de apontar o suposto erro  do professor, converse com ele sobre suas percepções a respeito da aula e do conteúdo. Se necessário e possível, convide-o para um café da manhã para dialogarem sobre o assunto. Lembre-se, ações sábias são também reflexo de sua comunhão com Deus. A inteligência que Ele lhe deu também deve ser instrumento para glorificá-lO. Use sua inteligência com sabedoria!

Que Ele cresça e eu dimuinua, essa é minha oração.



terça-feira, agosto 07, 2012

Você sabe ser humilde?


No trato de uns com os outros, cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça. (1 Pedro 5.5)


A humildade não é natural. No entanto, quando Jesus nos salva e nos enche com Seu Espírito, começamos a mudar. Isso não acontece automaticamente. Custa-nos esforço. Mark Altrogge reuniu sete sugestões para nos vestirmos de humildade:

Ouça os outros
E enquanto você estiver ouvindo, não fique pensando na próxima coisa que irá dizer. Se você tem o hábito de interromper continuamente com “Mas… Mas… Mas”, isso indica, com muita probabilidade, que você não costuma ouvir. Enfiar os dedos nos ouvidos e disparar um “Ah-bla-bla-bla-bla-bla” também não é um sinal muito bom de que você está ouvindo.

Seja aberto a aprender
Um sinal de que você não é aberto a aprender é quando você não vê a hora que a outra pessoa pare de lhe dizer algo. Você fica pensando: “Eu sei isso, eu sei isso …. sim, eu já sei isso… Eu já sei tudo o que você vai me dizer”.

Não culpe os outros pelos seus pecados
Veja, eu não teria me exaltado se você não tivesse me olhado daquele jeito. Eu não teria ficado com raiva se você não tivesse revirado os olhos. Sabe, quando alguém faz isso enquanto fala comigo, minha raiva sobe de forma incontrolável. Na verdade, você é culpado pela minha raiva. Você é quem pecou.”

>> Leia mais em Conselho Bíblico.




segunda-feira, julho 16, 2012

Vídeos sobre Aconselhamento Bíblico

Cristiano Scuciatto fez uma página em seu blog com vários vídeos disponíveis na internet sobre Aconselhamento Bíblico.

Não perca a oportunidade de aprender mais!

sexta-feira, julho 13, 2012

O que os conselheiros não bíblicos não falam?

Por David Powlison

Todo conselheiro tem uma mensagem. Ele traz uma mensagem, uma teoria que pesa a casualidade e o contexto, uma proposta para a cura, um objetivo que define a prosperidade da humanidade.

Qual a diferença da mensagem de um conselheiro bíblico? Considere simplesmente o que conselheiros que não são bíblicos não dizem:

Eles nunca mencionam o Deus que tem um nome: YHWH, Pai, Jesus, Espírito, Todo-Poderoso, Salvador, Consolador.
They never mention the God who has a name: YHWH, Father, Jesus, Spirit, Almighty, Savior, Comforter.

Eles nunca mencionam que Deus esquadrinha todos os corações, que todo ser humano vai se curvar para prestar contas no final para cada pensamento, palavra e ação, escolha, emoção, crença e atitude.
They never mention that God searches every heart, that every human being will bow to give final account for each thought,word, deed, choice, emotion, belief and attitude.

Eles nunca mencionam a pecaminosidade e o pecado, que a humanidade obsessiva e compulsivamente transgride contra Deus.
They never mention sinfulness and sin, that humankind obsessively and compulsively transgress against God.

Eles nunca mencionam que o sofrimento é significativo dentro dos propósitos de Deus de misericórdia e julgamento.
They never mention that suffering is meaningful within God’s purposes of mercy and judgment.

Eles nunca mencionam Jesus Cristo. Ele é um insulto permanente para a auto-estima e auto-confiança, para a auto-suficiência, estratégias de auto-salvação, auto-justiça e para acreditar em mim mesmo.
They never mention Jesus Christ. He is a standing insult to self-esteem and self-confidence, to self-reliance, to selfsalvation schemes, to self-righteousness, to believing in myself.

Eles nunca mencionam que Deus realmente perdoa pecados.
They never mention that God really does forgive sins.

Eles nunca mencionam que o Senhor é o nosso refúgio, que é possível andar pelo vale da sombra e da morte e não temer mal algum.
They never mention that the Lord is our refuge, that it is possible to walk through the valley of the shadow of death and fear no evil.

Eles nunca mencionam que os fatores biológicos e experiências pessoais existem para a providência e propósitos do Deus vivo, que a natureza e o cultivo encontram a responsabilidade moral, mas não têm importância [trunfam] na intenção da responsabilidade.
They never mention that biological factors and personal history experiences exist within the providence and purposes of the living God, that nature and nurture locate moral responsibility but do not trump responsible intentionality.

Eles nunca mencionam a nossa propensão para retribuir o mal com o mal, como as dificuldades nos tentam a se preocupar, desesperar, amargurar, inferiorizar, resmungar e escapar.
They never mention our propensity to return evil for evil, how hardships tempt us to worry, despair, bitterness, inferiority, grumbling and escapism.

Eles nunca mencionam a nossa propensão para retribuir o bem com o mal, como felicidades nos tenta à auto-confiança, à ingratidão, ao direito, à presunção de superioridade e à ganância.
They never mention our propensity to return evil for good, how felicities tempt us to self-trust, ingratitude, self-confidence, entitlement, presumption, superiority and greed.

Eles nunca mencionam que os seres humanos foram criados para se tornarem adoradores conscientes, que se curvam em profundo senso de necessidade pessoal, quem levantam as mãos para receber os dons do corpo e sangue de Cristo e as vozes em canções do coração.
They never mention that human beings are meant to become conscious worshipers, bowing down in deep sense of personal need, lifting up hands to receive the gifts of the body and blood of Christ, lifting voices in heartfelt song.

Eles nunca mencionam que os seres humanos estão destinados a obedecer à vontade de Deus e não aos nossos próprios desejos.
They never mention that human beings are meant to obey God’s will, not our own wishes.

Eles nunca mencionam que os seres humanos foram criados para viver missionalmente, usando dons dados por Deus para promover o reino de Deus e Sua glória.
They never mention that human beings are meant to live missionally, using God-given gifts to further God’s kingdom and glory.

Eles nunca mencionam que o poder para mudança não está dentro de nós.
They never mention that the power to change does not lie within us.

Fonte: CCEF Now Volume 2 Digital 2012, page 4.

sexta-feira, julho 06, 2012

O que é aconselhamento?

Por David Powlison

Primeiro, o que é aconselhamento? De um modo geral, do ponto de vista de Deus, aconselhamento é tão amplo como toda palavra que procede de cada boca. Palavras comunicam valores, atitudes e intenções que intrinsecamente influenciam ou buscam influenciar outros. "A boca fala do que está cheio o coração", quer seja para o bem ou o mal, certo ou errado. No nível mais profundo, todas as interações humanas são essencialmente interações de aconselhamento. O aconselhamento, então, é sábio ou tolo. Algumas palavras são torpes, destrutivas, enganosas, desnutridas (Ef 4:29); outras palavras são construtivas, oportunas, verdadeiras, amorosas, que dão graça (Ef 4:15, 29). Não há palavras que sejam neutras.

Original: First, what is counseling? Broadly speaking, from God’s point of view, counseling is as broad as every word that proceeds from every mouth. Words communicate values, attitudes and intentions that intrinsically influence or seek to influence others. “The mouth speaks out of what fills the heart,” whether it be for good or evil, right or wrong. At the deepest level, all human interactions are essentially counseling interactions. Counseling, then, is either wise or foolish. Some words are rotten, destructive, misleading, unnourishing (Eph 4:29); other words are constructive, timely, true, loving, grace-giving (Eph 4:15, 29). No words are neutral.

Fonte: CCEF Now Volume 2 Digital 2012, page 3.