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terça-feira, janeiro 21, 2014

A consagração de pastoras: a liderança no Antigo Testamento

Por Mark Ellis

Embora os feministas possam encontrar migalhas para defender o igualitarianismo, quando examinamos a liderança no Antigo Testamento, descobrimos que a preponderância é marcada por liderança masculina imposta, aprovada e promovida por Deus. Este vídeo apresenta cinco áreas de liderança masculina no AT, inclusive uma analise do ministério de Déborah como juíza.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

A consagração de pastoras: a liderança masculina e Gênesis 1-3

Por Mark Ellis

Os feministas declaram que a liderança masculina é idêntica com a dominação machista, o resultado da queda. Este vídeo demonstra que a liderança masculina--ou a violação da mesma--é um tema principal do trecho, ambos antes e depois da queda.


A consagração de pastoras e Gênesis 3

Por Mark Ellis

Como o relato da queda do ser humano em Gênesis 3 pode explicar as origens e motivações para a consagração de mulheres como pastoras.



domingo, janeiro 19, 2014

Um apelo veemente - consagração de pastoras

14 de janeiro, 2014

Mark e Diane Ellis
Mesmo que eu seja um estrangeiro ensinando teologia no Brasil, sob os auspícios de uma junta de missões, eu não me vejo como um "missionário". No esquema do ministério, conforme estabelecido pelo Apóstolo em Efésios 4, há evangelistas – os verdadeiros missionários que são chamados a levar o Evangelho para onde este nunca foi ouvido, os pastores–líderes que são chamados a dedicar suas vidas ao cuidado e supervisão de igrejas locais, e por último, os mestres – aqueles que dedicaram suas vidas ao estudo e ensino da Palavra de Deus. E assim como "zelo pela casa de seu pai" consumiu o Senhor Jesus Cristo, penso que o "zelo pelos perdidos" consome os corações dos evangelistas, "o zelo pela Igreja" consome os corações de pastores, e "zelo pela Palavra" consome o coração dos mestres. E confesso que o que realmente consome meu coração é o zelo pela Palavra de Deus. Como aconteceu com Ezequiel, a Palavra de Deus é como mel para mim!

No entanto, eu sou um estrangeiro, um hóspede "em casa alheia". Eu reconheço que, apesar de viver no Brasil há quase 20 anos e ter conquistado o direito de receber a honra da cidadania brasileira, para a maioria dos brasileiros sempre serei um americano. E mesmo que o foco do meu ministério seja ensinar a teologia e as Escrituras e não a evangelização e o plantio de novas igrejas, para a maioria dos brasileiros sempre serei um missionário. E, para alguns brasileiros, ser um missionário americano não é nada menos do que um estigma indelével. Por isso, realmente esforço-me ao máximo para me comportar de modo a não ofender meus anfitriões, especialmente em determinadas áreas de divergência.

A maioria das áreas em que discordo da média dos batistas brasileiros não tem a ver com assuntos essenciais. Eu sou um pré-milenista, e a os batistas brasileiros são, em sua maioria, amilenistas. Tudo bem! Eu sou indiferente quanto ao debate entre Calvinismo e Arminianismo, enquanto a maioria dos batistas brasileiros questiona se um calvinista pode ser batista! Acho que devemos usar pão ázimo na Ceia do Senhor, e que as pessoas devem ser batizadas no mesmo dia em que eles confiam em Cristo como seu único e suficiente salvador. Reconheço, no entanto, que essas diferenças não são suficientemente importantes para diferir de meus irmãos brasileiros. Então, eu raramente menciono minha escatologia, silenciosamente esmago meu pão durante a Ceia do Senhor, e sempre batizei as pessoas que tinha levado a Cristo, assim que elas sentiram que estavam dispostos para tanto.

Existem, todavia, algumas diferenças por cima das quais não se pode passar, porque ao contrário de usar pão fermentado na ceia ou esperar para batizar o novo crente, porque têm a ver com questões que são claramente tratadas na Palavra de Deus. Claro, em alguns casos algumas pessoas vão levantar a questão de como interpretar este versículo ou aquele, mas na maioria dos casos, o significado dos textos relevantes foi acordado entre os cristãos por toda a história da Igreja, até os anos recentes. Na maioria dos casos, o problema não é que esses textos bíblicos sejam obscuros. O problema é que são muito claros. E repudiar tais práticas é repudiar a própria Palavra de Deus! E em momentos assim, a minha lealdade a Jesus Cristo e meu zelo para com Sua Palavra superam o meu desejo de ser um hóspede educado na casa brasileira. Naquele momento, eu devo ser um servo fiel na casa de Deus.

Quais possivelmente poderiam ser essas questões? Elas incluem, por exemplo, a injunção bíblica que os cristãos nunca deveriam levar outros cristãos ao tribunal, e, apesar da declaração clara a este respeito na Palavra de Deus (I Coríntios 6.1-11), houve um pastor que ameaçou me processar porque não gosta do meu ensino! Faz poucos anos que um grupo de mulheres queria processar a Ordem dos Pastores. Não faltam exemplos de irmãos batistas rejeitando essa ordem apostólica, claramente ensinada na Palavra de Deus. E o que foi que ofendi o pastor que queria me processar? É que ousei ensinar o único significado histórico e contextual do que significa ser um "homem de uma mulher" (I Timóteo 3.2), o primeiro requisito para ser um pastor– que se um pastor se divorciou e se casou de novo ele tem duas alianças com duas mulheres e é desqualificado do ministério – o entendimento deste texto desde a igreja primitiva, e aceito pelos reformadores e por todos os batistas até que a igreja ficou infectada com a febre do divórcio, que agora domina as nossas culturas–seja a americana, seja a brasileira. E por final, inclui-se a questão da ordenação de mulheres como pastoras, um ato que viola a Palavra de Deus de Gênesis 2 a I Pedro 5.

Durante quase toda a minha carreira, guardei minhas opiniões em silêncio, exceto em algumas poucas exceções notáveis, e algumas conversas privadas. Por quê? Porque estas rejeições da Palavra de Deus foram feitas em bases individuais. Agora, porém, que um órgão oficialmente reconhecido pela Convenção Batista Brasileira, a Ordem dos Pastores Batistas Brasileiros, já está promovendo a ordenação de homens com alianças com duas esposas e a ordenação de mulheres, e sabendo que esta apostasia acabará por infectar as igrejas batistas do Brasil, tornando-as ainda mais suscetíveis a atos de apostasia ainda maiores, como a aceitação do homossexualismo, não posso mais ficar em silêncio, pois eu também devo comparecer perante o tribunal de Cristo, e também precisarei responder por aquilo que fiz ou deixei de fazer quando a Convenção Batista Brasileira entrou na rota de apostasia.

1. O propósito desse ensaio é tratar mais desvios práticos do que doutrinários, embora estes desvios práticos impliquem a apostasia de rejeitar das Escrituras como nossa regra de fé e prática. Mas como professor de teologia, e tendo muitas conversas teológicas com pastores, professores e alunos, garanto que desvios doutrinários, como universalismo, e rejeição da morte expiatória de Cristo, a rejeição do castigo eterno no lago de fogo e a defesa de homossexualismo, estão ativos e vivos entre nós. Tive uma conversa aberta no meio do refeitório com um aluno, no que ele abertamente defendeu o homossexualismo, entre outros assuntos. Também declarou sua intenção para enganar o concilio para ser ordenado como pastor batista e assumir o pastoreio de uma igreja batista para promover sua teologia.

Essas palavras são fortes demais, ou talvez exageradas? Fortes, sim, mas exageradas, não. São palavras apoiadas e defendidas pela história da Igreja. Eu amo a História da Igreja. É uma fonte de encorajamento. É uma fonte de advertência. No Século XVI, o racionalismo bateu com violência à porta do Cristianismo, e os batistas gerais da Inglaterra abandonaram a Fé Apostólica e escorregaram para o arianismo e apostasia, e acabaram morrendo como denominação. No Século XVII, os batistas particulares caíram na heresia do hipercalvinismo, e também foram reduzidos quase a ponto de desaparecerem. No Século XVIII, a alta crítica foi vomitada pela Alemanha e foi aceita pelos batistas ingleses, que tinham acabado de ser renovados pelo Primeiro e Segundo Avivamentos Evangélicos. Sob o impacto da crítica radical, os batistas britânicos abandonaram as doutrinas apostólicas da expiação, do inferno, da inspiração das Escrituras e da doutrina batista de que a Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. E hoje, o pastor da maior igreja batista na Inglaterra, Stephen Chalke, é um ávido defensor dos homossexuais, do casamento homossexual, e da ordenação de pastores homossexuais. No Século XIX, o liberalismo bateu à porta das convenções batistas americanas. A Convenção Batista do Norte aceitou o liberalismo, e hoje é uma igreja apóstata que nega a fé batista histórica e ordena mulheres e homossexuais como pastores. Tem hoje um quarto do tamanho que tinha quando ainda era uma instituição evangélica. Está morta, e desaparecendo. Por seu turno, na mesma época, a Convenção Batista Sulista, a “mãe” da CBB, declarou seu compromisso com a fé batista histórica numa declaração de fé muito semelhante à da Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira, e cresceu a ponto de se tornar a maior denominação evangélica nos Estados Unidos, com 16 milhões de membros, e a denominação que envia o maior número de missionários no mundo. E a história também aconteceu entre os presbiterianos, os metodistas e os reformados. Qualquer igreja que abandona a fé histórica, apostólica, protestante e evangélica está destinada à apostasia e à morte. Isso não é nada menos do que revela a advertência de Paulo aos gentios crentes em Romanos 11, quando ele destacou um outro povo que abandonou a fé, os judeus:

“17 Se alguns ramos foram cortados, e você, sendo oliveira brava, foi enxertado entre os outros e agora participa da seiva que vem da raiz da oliveira, 18 não se glorie contra esses ramos. Se o fizer, saiba que não é você quem sustenta a raiz, mas a raiz a você. 19 Então você dirá: “Os ramos foram cortados, para que eu fosse enxertado”. 20 Está certo. Eles, porém, foram cortados devido à incredulidade, e você permanece pela fé. Não se orgulhe, mas tema. 21 Pois se Deus não poupou os ramos naturais, também não poupará a você. 22 Portanto, considere a bondade e a severidade de Deus: severidade para com aqueles que caíram, mas bondade para com você, desde que permaneça na bondade dele. De outra forma, você também será cortado”. (NVI)

Por favor, prestem muita atenção aos versículos 20 a 22. Deus não tem qualquer dívida ou obrigação para com a Convenção Batista Brasileira. Se abandonarmos a fé apostólica, Deus não vai nos poupar. Ele vai cortar-nos, e levantar um outro povo mais fiel para tomar o nosso lugar. Assim como os luteranos e reformados tomaram o lugar da Igreja Católica apóstata no Século XVI, e os batistas e os metodistas tomaram o lugar das igrejas luteranas e reformadas apóstatas no Século XVIII, Deus não vai poupar a Convenção Batista Brasileira se seguir certos líderes na rejeição da Palavra de Deus. Ele prometeu que vai nos cortar, e enxertará outros de modo que recebam a bênção que temos abandonado. Ele não poupou a geração que morreu no deserto. Ele não poupou a geração que foi para o cativeiro em 586 a.C. Ele não poupou a geração que rejeitou a Cristo, e foi destruída em 70 d. C. Ele também não vai nos poupar, se não permanecermos firmes.

Eu sei que escrevi de forma ousada e franca, e que é muito provável que tenha ofendido alguém com minhas palavras, e estou antecipando “push back” forte e feroz. Por favor, acredite em mim quando digo que não é minha intenção ofender. Às vezes eu me identifico muito com o apóstolo Paulo, não porque seja de alguma forma parecido com este grande santo da Igreja “cujas sandálias não sou digno de levar,” mas porque algumas das minhas experiências são paralelas com as dele. Paulo também era um estrangeiro pregando e ensinando numa outra cultura, e como escreveu aos Coríntios: “Quanto a mim, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus. Pois decidi nada saber entre vocês, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado. E foi com fraqueza, temor e com muito tremor que estive entre vocês” (I Coríntios 2.1-3). E como o Apóstolo, desejo que “minha mensagem e minha pregação não consistam de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistam de demonstração do poder do Espírito”. Eu acho que como Paulo, alguém poderia dizer de mim que “as cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível”! (II Coríntios 10.10) Também, escrevo essa missiva sabendo que poderia muito bem acabar com o meu ministério no Brasil, fechando quaisquer portas que estejam abertas para que eu ministre a Palavra entre meus irmãos batistas brasileiras. Mas também como Paulo, venho humildemente diante de meus irmãos batistas brasileiros, e pleiteio junto a eles como o Apóstolo Paulo escreveu anonimamente aos judeus de Jerusalém, “Irmãos, peço-lhes que suportem a minha palavra de exortação; na verdade eu lhes escrevi brevemente” (Hebreus 13.22 ) .

Na próxima semana, os pastores da Convenção Batista Brasileira estarão à beira de uma decisão monumental, a decisão de continuar a seguir a Palavra de Deus como sua única regra de fé e prática, ou seguir a nossa cultura e a onda de feminismo que está varrendo os nossos dois países. Eu desafio pastores que são fiéis a Deus e à Sua Palavra a (1) chegarem cedo, pois o plano é votar sobre este assunto no primeiro instante, antes que a maioria dos pastores possa chegar e se organizar, e (2) falarem a verdade em amor mas sem medo. Digo isso porque certamente os feministas serão destemidos. Aqueles que desejam ouvir uma defesa evangélica da doutrina bíblica da liderança masculina, por favor, procurem os vídeos que estou postando tanto no Facebook quanto no YouTube.

Encerro essa missiva com duas palavras de exortação, uma tirada do Apóstolo Paulo, a outra de Moisés. O Apóstolo escreveu:

“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que alguém  semear, isto também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos (Gálatas 6.7-9).

E no final de sua vida, Moisés exortou o povo de Israel com estas palavras:

“Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, ou morte e destruição. Pois hoje lhes ordeno que amem o SENHOR, o seu Deus, andem nos seus caminhos e guardem os seus mandamentos, decretos e ordenanças; então vocês terão vida e aumentarão em número, e o SENHOR, o seu Deus, os abençoará na terra em que vocês estão entrando para dela tomar posse. Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que, sem dúvida, vocês serão destruídos. Vocês não viverão muito tempo na terra em que vão entrar e da qual vão tomar posse, depois de atravessarem o Jordão. Hoje invoco os céus e a terra como testemunhas contra vocês, de que coloquei diante de vocês a vida e a morte, a benção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o SENHOR, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a Ele. Pois o SENHOR é a sua vida (Deuteronômio 30.15-20).

Escrito com amor sincero por meus irmãos (e irmãs!) brasileiros,

Dr. Mark A. Ellis
II Timóteo  2.22–3.5
Tiago 3.13-18

A consagração de pastoras e Gênesis 2

Por Mark Ellis

Gênesis 2 apresenta o propósito de Deus para a criação do homem, a criação da mulher, e o relacionamento entre os dois. Argumenta-se que estes propósitos são permanentes e têm implicações importantes para a consagração de mulheres como pastoras.

sexta-feira, janeiro 10, 2014

As Mulheres Devem Servir como Pastores?

Por Dorothy Kelley Patterson
Publicado pelo Centro de Pesquisas Teológicas
www.BaptistTheology.org

© Direitos Autorais 2006, Dorothy Kelley Patterson



O Modelo Bíblico


3 Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo. 4 Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça. 5 Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada. 6 Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu. 7 Pois o homem, na verdade, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. 8 Porque o homem não proveio da mulher, mas a mulher do homem; 9 nem foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, a mulher por causa do homem. 10 Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos. 11 Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher (1 Corintios 11:3-11).

Nesta passagem, o apóstolo Paulo demonstra que a posição relativa entre os homens e as mulheres é semelhante à estrutura hierárquica dentro da Divindade: “Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo” (v. 3) . O Pai planejou a nossa redenção, o Filho executou o plano, e o Espírito revelou esse plano para nós. O lar é a metáfora primária utilizada para descrever a relação entre Cristo e sua Igreja, e não se pode separar o lar cristão e a igreja na ordem divina porque os princípios básicos são os mesmos.

Complementarianismo —aqueles que aceitam tanto as diferenças de igualdade e de benefícios entre homens e mulheres sustentam que o homem e a mulher foram criados iguais à imagem de Deus (Gn 1:27-28); eles são iguais em sua posição em Cristo (Gl 3:28 ); e eles são igualmente responsáveis perante Deus (1 Pe 3:7). No entanto, se a igualdade de personalidade e posição em Cristo mandatos uniformidade eo apagamento das diferenças na função e papel para os crentes, então as relações dentro do Trindade da Divindade pode tornar-se enganosa ou errônea.

Continue a leitura com o arquivo em PDF - Download (clique).

sexta-feira, outubro 04, 2013

A Receita do Pastor bem sucedido

Por Paul Tripp



Estou convencido de que muitos dos problemas no ambiente pastoral resultam de uma definição nada bíblica dos ingredientes essenciais do sucesso para o ministério. É claro que muitos futuros candidatos esperam uma "vibrante caminhada com o Senhor", mas essas palavras ficam geralmente desfiguradas através de um processo que faz poucas perguntas nesta área e espera grandes respostas. Estamos realmente interessados em conhecimento (teologia correta), capacidade (boa pregação), filosofia ministerial (edificação da igreja), e experiência (é o seu primeiro pastorado?). Já ouvi de líderes da igreja, em momentos de crise pastoral, dizer muitas vezes: "Não conhecemos o homem que contratamos."

O que significa conhecer o homem? Significa saber qual é a verdadeira condição do seu coração - até onde seja possível. Do que ele realmente gosta, e o que despreza? Quais são suas esperanças, sonhos, temores? Quais são os desejos profundos que o entusiasmam ou o paralisam? O que ele pensa de si mesmo? Até que ponto está aberto à confrontação, a critica e ao encorajamento? Até que ponto está comprometido com a santificação?

Até que ponto está aberto às tentações, fraquezas e fracassos? Até que ponto está preparado para ouvir e condescender com a sabedoria dos outros? Ele considera o ministério pastoral um projeto comunitário? Tem um coração manso, submisso? É simpático e hospitaleiro, é um pastor e está disposto para com aqueles que estão sofrendo? Que qualidades de caráter sua esposa e filhos costumam usar para descrevê-lo? Ele aplica a si mesmo as suas pregações? Seu coração se comove e sua consciência costuma se entristecer quando olha ara si mesmo no espelho da Palavra? Até que ponto sua vida devocional é robusta, consistente, alegre e vibrante?

O seu ministério flui com a emoção de sua comunhão devocional com o Senhor? Ele se atém a padrões elevados, ou se acostuma com a mediocridade? É sensível à experiência e às necessidades das pessoas que o ajudam no ministério? Personifica o amor e a graça do Redentor? Ignora pequenas ofensas? Está pronto a perdoar? É crítico e costuma julgar os outros? Que diferença ele apresenta entre o pastor na igreja e o marido e pai em casa? Ele cuida do seu físico? Intoxica-se com a mídia ou a televisão? Como ele completaria esta sentença: "Se ao menos eu tivesse..........."? Que sucesso tem no pastoreio da congregação que consiste da sua família?

A Verdadeira Condição do Coração do Pastor

O ministério do pastor nunca é apenas formado por sua experiência, conhecimentos e capacidade. Sempre se trata da verdadeira condição do seu coração. Na verdade, se o seu coração não estiver bem colocado, o conhecimento e a capacidade o tornam perigoso.

Os pastores geralmente lutam para encontrar uma comunhão viva, humilde, dependente, celebratória, adoradora, meditativa com Cristo. É como se Jesus tivesse abandonado o edifício. Há todo tipo de conhecimento e capacidade de ministério, mas parece divorciado de uma comunhão viva com o Cristo vivo e sempre presente. Toda esta atividade, conhecimentos e capacidade parecem receber combustível de outro lugar. O ministério se torna chocantemente impessoal. Contém conteúdo teológico, capacidade exegética, compromissos eclesiásticos e avanços institucionais. É uma preparação para o próximo sermão, atender o próximo item da agenda, e cumprir os requisitos de abertura da liderança. Trata-se de orçamentos, planos estratégicos e parcerias de ministério.

Nenhuma dessas coisas é errada em si mesma. Muitas delas são essenciais. Mas nunca devem constituir fins em si mesmos. Nunca deveriam ser a máquina que impele o veículo. Devem todas expressar alguma coisa mais profunda no coração do pastor.

O pastor deve estar interessado, deslumbrado, apaixonado pelo seu Redentor de maneira que tudo o que pensa, deseja, escolhe, decide, diz e faz é impelido pelo amor a Cristo e a segurança do repouso no amor de Cristo. Ele deve se expor regularmente, humilhar-se, assegurar-se e repousar na graça do Redentor. Seu coração deve amolecer dia a dia pela comunhão com Cristo de maneira que se torne um servo-líder amoroso, paciente, perdoador, encorajador e doador. Suas meditações sobre Cristo, sua presença, suas promessas e suas provisões não devem ser sobrepujadas por suas meditações sobre como fazer o seu ministério funcionar.

Proteção Contra Todos os Outros Amores

Apenas o amor a Cristo pode defender o coração do pastor contra todos os outros amores que têm o potencial de seqüestrar o seu ministério. Apenas a adoração a Cristo tem o poder de protegê-lo de todos os ídolos sedutores do ministério que sussurram aos seus ouvidos. Apenas a glória do Cristo ressuscitado vai guardá-lo da glória pessoal que tenta e destrói o ministério de tantos.

Apenas Cristo pode transformar um seminarista graduado, arrogante, materialista em um doador humilde e paciente da graça. Apenas gratidão profunda por um Salvador sofredor pode transformar um homem em servo sofredor no ministério. Apenas um quebrantamento diante do seu próprio pecado pode desenvolver graça para com indivíduos rebeldes entre os quais Deus o chamou para ministrar. Apenas quando sua identidade estiver firmemente enraizada em Cristo você poderá descobrir a liberdade de buscar a identidade no seu ministério.

Devemos ter o cuidado de definir capacidade ministerial e maturidade espiritual. Há o perigo de se pensar que os seminaristas formados que foram bem treinados e bem instruídos estão preparados para o ministério, ou achar que conhecimento, atividade e capacidade para o ministério é maturidade espiritual pessoal. A maturidade é uma coisa vertical que se expressa horizontalmente numa variedade extensa. A maturidade se refere ao relacionamento com Deus que resulta em uma vida sábia e humilde. A maturidade do amor a Cristo expressa-se no amor ao próximo.

A gratidão pela graça de Cristo se expressa na graça para com os outros. A gratidão pela paciência e o perdão de Cristo capacita-nos a sermos pacientes e perdoadores. A experiência diária da salvação do evangelho dá-nos paixão pelas pessoas que estão experimentando a mesma salvação. É a terra em que o verdadeiro sucesso ministerial se desenvolve.

Fonte: Editora Fiel

sexta-feira, maio 31, 2013

Tendo um coração exercitado na ganância (2Pe 2.14)

Por T. Zambelli

Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.

É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.

O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).

A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa "ginásio." Tais pessoas "malham" (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
"A ideia aqui é que essas pessoas fizeram isso o seu estudo e tinham aprendido as maneiras pelas quais os homens poderiam ser induzidos a participar com o seu dinheiro sob pretextos religiosos. Devemos sempre estar atentos quando os declarados professores religiosos proporem algo que tenha muito a ver com dinheiro. Embora devamos estar sempre prontos para ajudar toda boa causa, devemos nos lembrar que os homens sem escrúpulo e indolentes muitas vezes assumem a máscara da religião para que possam praticar suas artes na credulidade dos outros, e que seu verdadeiro objetivo é a obtenção de seus recursos, não para salvar suas almas." (CD-ROM E-Sword. Albert Barnes' notes on the bible.)
Não me surpreende ver tantas pessoas em igrejas lideradas por professos cristãos que possuem tão evidente a característica do profissionalismo em ganância. Eles são convincentes e não necessitam de muito para seduzir pessoas a ofertarem em prol de suas ambições egoístas (ou demoníacas), apesar de disfarçadas (como geralmente são as tentações).

É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).

Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.

Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.



segunda-feira, abril 01, 2013

Três expectativas para um líder cristão

Há algum tempo publiquei em Todah Elohim, por partes, o artigo Três Expectativas para um Líder Cristão em 1 e 2 Timóteo.

Eu agora o adiciono aqui no formato proporcionado por issuu.com. O material foi adicionado à página de recursos de Alicerce Bíblico.


quinta-feira, agosto 16, 2012

E nos dedicaremos à oração e ao ministério da Palavra (Atos 6.4)

Por T. Zambelli

O título deste post está em Atos 6.4. Eis o contexto:

Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento. Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: "Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra". Tal proposta agradou a todos. (At 6.1-5a NVI)

Nesta semana, meu pastor, Fernando Leite, chamou-me à atenção com a seguinte pergunta: "quando os apóstolos escolheram pessoas para lhes ajudar, qual foi o objetivo?"

A resposta é clara no texto. Os apóstolos de Jesus (os Doze - v.2) corriam o risco de negligenciar o ministério da palavra de Deus, ou seja, o serviço do ensino/proclamação das Escrituras/da Verdade. Por isso, eles escolheram sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria para que os apóstolos pudessem se dedicar à oração e ao ministério da palavra.


Em suma, homens piedosos foram encarregados para servir às mesas para que os Doze pudessem se dedicar à (1)oração e ao (2)ensino da Palavra.

Ao olhar para este texto noto uma simples, porém profunda aplicação: como líder, tenho me dedicado corretamente à oração? Tenho me dedicado corretamente ao ministério da Palavra?

Caro amigo líder em sua igreja local, você tem se dedicado à oração? E ao ensino das Escrituras? Oro agora para que cada líder em sua comunidade eclesiástica, à semelhança do texto bíblico, possa se dedicar mais à oração e ao ministério da Palavra - não negligencie isto!

terça-feira, maio 08, 2012

Três expectativas para um líder cristão em 1 e 2 Timóteo (parte 5/5)

Por T. Zambelli

Há muito tempo eu dividi o artigo em quatro partes para colocar em Todah Elohim. Todavia nunca havia colocado a quinta.

O motivo para isso foi porque o final do artigo, quando eu escrevi, era uma referência pessoal, uma resposta à pergunta: que tipo de ministério é o meu?

Compartilho aqui alguns pontos do que eu havia escrito. Todavia, cabe a cada um escrever, baseado na Palavra de Deus, o tipo de ministério que exerce no Reino de Deus. Sugiro que você compartilhe isso com alguém maduro, em especial, com as pessoas da liderança de sua igreja.
  • Há motivos para eu acreditar que Deus me quer na liderança da igreja, mas os sinais não são garantias de que isso seja verdade;
  • Tenho uma notária preocupação com a especificidade de meu ministério. Sou parte do corpo de Cristo e quero fazer bem o que eu fui designado por Ele para fazer.
  • Quero ter todos os pré-requisitos preenchidos de forma inexorável para servir no Reino.
  • Em minha avliação, encontro-me aquém do que Deus espera para alguém que exerce o papel de liderança.
  • Aprecio a academia, mas minha paixão por ela não indica que eu tenha as capacidades necessárias para participar dela.
  • Percebo-me como alguém mais pragmático, mas que zela pelo fazer baseado na compreensão correta do texto bíblico.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Caráter e reputação

Por William Hersey Davis



"As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação.
A verdade na qual você crê determina o seu caráter.
Reputação é o que pensam a seu respeito.
Caráter é quem você é.
Reputação é a sua fotografia.
Caráter é a sua face.
A reputação fará de você rico ou pobre.
O caráter fará de você feliz ou infeliz.
Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia de seu funeral.
Caráter é o que anjos falam de você perante o trono de Deus."

Copiado de LIDÓRIO, Ronaldo. Liderança e Integridade. Ed. Betânia, p.14.

Lembre-se sempre disso: Deus avaliará seu caráter!

quinta-feira, outubro 06, 2011

Estatísticas sobre os pastores e suas dificuldades

Retirado do Blog "Pastoreando Multidões"
Título original: "Razões porque você deve orar pelo seu pastor"


Algumas pessoas pensam que exercer o ministério pastoral é fácil. Talvez elas não entendam a complexidade do cumprimento de tão árdua tarefa. Na verdade, muitos não sabem a responsabilidade e a pressão que o ministério exerce na vida do pastor. Para piorar a situação, a Igreja do Senhor não trata de seus pastores como devia. Infelizmente conheço inúmeros casos de pastores marcados por igrejas intransigentes, que exigem de seus líderes atitudes sobre-humanas, levando-os a exaustão espiritual.

Uma pesquisa feita nos Estados Unidos afirma que cerca de 90% dos pastores estão trabalhando entre 55 a 75 horas por semana. O percentual de esgotamento está no máximo, com somente 50% dos pastores cumprindo seus anos de trabalho como pastor. A pesquisa também afirma que mais de 50% dos graduados nos seminários deixam o ministério depois de 5 anos. Mais de 1200 pastores a cada mês deixam o ministério devido a tensão ou situações relacionadas com a igreja, assuntos familiares ou falha moral.

O divórcio entre os ministros subiu em mais de 65% nos últimos 20 anos. Cerca de 94% dos ministros sentem a pressão de ter que ter uma “família perfeita”. Pesquisas revelam que 71% dos pastores dizem que estão tendo problemas financeiros. Cerca de 67% das esposas de pastores dizem que não estão satisfeitas com seu matrimônio e 33% dos casamentos pastorais sofrem de tensões causadas pela quantidade de trabalho.

Mais de 90% dos pastores levam para casa “bagagem mental e emocional do trabalho ministerial. Dados confirmam que 75% dos pastores dedicam menos de uma noite por semana a seu cônjuge e amizades. Cerca de 80% dos pastores crêem que o ministério afetou suas famílias de uma maneira negativa. 70% dizem que não têm alguém que consideram como amigo mais chegado e 97% dizem que não foram preparados adequadamente para enfrentar assuntos que encontram na igreja. Com uma realidade como esta, mais do que nunca, precisamos orar pelos nossos pastores.

E você? De que forma tem lidado com seu pastor? Em suas orações você tem lembrado dele? E se você fosse pastor? Gostaria de ter uma ovelha como você? Pense nisso!

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Enviei um comentário para a pessoa que colocou este artigo no ar no site de origem. Infelizmente não há fonte da pesquisa e assim que eu souber, colocarei junto a este post.

quarta-feira, agosto 24, 2011

Como Evitar Desequilíbrios Religiosos

Por Arthur W. Pink

Vigilância, oração, autodisciplina e aquiescência inteligente aos propósitos de Deus são indispensáveis para qualquer progresso real na santidade. Existem certas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos nos podem conduzir ao erro, a um erro tão grande que leva à própria deformação espiritual. Por exemplo:

1. Quando, em nossa determinação de nos tornarmos ousados, nos tornamos atrevidos. Coragem e mansidão são qualidades compatíveis; ambas eram encontradas em perfeitas proporções em Cristo, e ambas brilharam esplendidamente na confrontação com os seus adversários. Pedro, diante do sinédrio, e Paulo, diante do rei Ágripa, demonstraram ambas essas qualidades, ainda que noutra ocasião, quando a ousadia de Paulo temporariamente perdeu o seu amor e se tornou carnal, ele houvesse dito ao sumo sacerdote: "Deus há de ferir-te, parede branqueada". No entanto, deve-se dar um crédito ao apóstolo, quando, ao perceber o que havia feito, desculpou-se imediatamente (At 23.1-5).

2. Quando, em nosso desejo de sermos francos, tornamo-nos rudes. Candura sem aspereza sempre se encontrou no homem Cristo Jesus. O crente que se vangloria de sempre chamar de ferro o que é de ferro, acabará chamando tudo pelo nome de ferro. Até o fogoso Pedro aprendeu que o amor não deixa escapar da boca tudo quanto sabe (1 Pe 4.8).

3. Quando, em nossos esforços para sermos vigilantes, ficamos a suspeitar de todos. Posto que há muitos adversários, somos tentados a ver inimigos onde nenhum deles existe. Por causa do conflito com o erro, tendemos a desenvolver um espírito de hostilidade para com todos quantos discordam de nós em qualquer coisa. Satanás pouco se importa se seguimos uma doutrina falsa ou se meramente nos tornamos amargos. Pois em ambos os casos ele sai vencedor.

4. Quando tentamos ser sérios e nos tornamos sombrios. Os santos sempre foram pessoas sérias, mas a melancolia é um defeito de caráter e jamais deveria ser mesclada com a piedade. A melancolia religiosa pode indicar a presença de incredulidade ou pecado, e, se deixarmos que tal melancolia prossiga por muito tempo, pode conduzir a graves perturbações mentais. A alegria é a grande terapia da mente. "Alegrai-vos sempre no Senhor" ( Fp 4.4).

5. Quando tencionamos ser conscienciosos e nos tornamos escrupulosos em demasia. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa auto-tortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum à toda raça humana), pregando o "meio-termo áureo", o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

Fonte: Editora Fiel
Recebido por e-mail

quarta-feira, julho 06, 2011

Três expectativas para um líder cristão em 1 e 2 Timóteo (parte 4/5)

Por T. Zambelli

As exigências de Paulo a Timóteo

Paulo sabia que Timóteo caminhava na trilha de Deus e tinha potencial, talentos e dons, para se estabelecer na igreja como modelo, mestre e mentor. Não foi por menos que essas foram algumas das exigências do apóstolo ao seu filho na fé, com quem tem duas cartas de orientação canônicas.

Tais exigências vão além de Timóteo, fazendo-nos, leitores das cartas 2.000 anos depois, questionar se também não devemos acatar as exigências de Paulo às nossas vidas, com especial atenção àqueles que lideram ou desejam liderar. É a visão deste autor que nos atentemos ao texto e extraiamos o que deve ser observado pelo crente do século XXI sem que distorçamos a verdade do texto bíblico.

Fato é que há valores inegociáveis expressos diversas vezes nas cartas a Timóteo. Competência, caráter e compaixão são bons exemplos disso.

Expectativas de Paulo em relação à liderança cristã

Paulo compreendia que Timóteo era um jovem capaz de exercer a liderança cristã à semelhança de si mesmo. Paulo almejava que Timóteo desempenhasse papéis que são fundamentais para o crescimento da igreja. De uma forma semelhante, o escritor de tantas cartas neotestamentárias também deixa no texto sagrado suas expectativas para com as pessoas que exerceriam liderança no seio da igreja. Entre estas expectativas, reconhecidamente ele buscava crentes com competência, caráter e compaixão.

Competência

Uma pessoa competente, na prática, é alguém que desempenha algum encargo com excelentes eficiência e eficácia. No campo das ideias, é alguém altamente conhecedor de um assunto. Em várias passagens, Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, mostra que um bom líder deve buscar ser sempre competente.

Todo líder deve ter características básicas para exercer tal posição. Ter a disposição de hospedar, aptidão para ensinar e administração familiar são fundamentais (1Tm 3.2,4) para aquele que almeja o episcopado (1Tm 3.1). Todas essas são características visíveis para que a igreja perceba se a pessoa tem condições, ou seja, competência para o cargo que deseja. Não obstante, o candidato não deve ser recém-convertido (1Tm 3.6), sendo antes experimentado (1Tm 3.10). A razão é clara e expressa no texto bíblico: para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação em que caiu o Diabo (1Tm 3.6).

São várias as passagens que o escritor foca as competências do ensino, ordem e exortação: ordene e ensine estas coisas (1Tm 4.11); dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino (1Tm 4.13); Dê-lhes estas ordens, para que sejam irrepreensíveis (1Tm 5.7); Ensine e recomende essas coisas (1Tm 6.2); Ordene... Ordene-lhes... (1Tm 6.17-18); Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina (2Tm 4.2); roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas... (1Tm 1.3); obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade (2Tm 2.15). Todo líder deve saber ensinar, repreender e dar ordens sempre que necessário. Estas são características inegociáveis para liderar os filhos de Deus à santidade.

O ensino de um bom líder não tem conteúdo qualquer. Seja diligente nessas coisas; dedique-se inteiramente a elas, para que todos vejam o seu progresso. Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem (1Tm 4.15,16). O próprio ensino está intrínseco à vida do pregador, que guarda a sã doutrina imaculada em seu coração, mas também a confia a homens que saberão igualmente compartilhá-las: Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo (1Tm 6.14); Timóteo, guarde o que lhe foi confiado (1Tm 6.20); E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros (2Tm 2.2); Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu (2Tm 3.14).

Paulo combateu o bom combate (2Tm 4.7) e diz para Timóteo fazer o mesmo: Timóteo, meu filho, dou-lhe esta instrução, segundo as profecias já proferidas a seu respeito, para que, seguindo-as, você combata o bom combate (1Tm 1.18); Combata o bom combate da fé (1Tm 6.12). Na realidade, todo cristão que zela por este título (cristão) e especialmente por esta função (líder), deve estar ciente da batalha e preparado para a guerra que tem como cabeça e vencedor Jesus Cristo. Nesta peleja todo crente deve buscar a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão (1Tm 6.11). Essa busca é mais uma competência do homem, devendo ser ela notória na vida dos líderes.

A busca também deve ser por conhecimento: Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis (2Tm 3.1). Sem a informação que a Palavra de Deus dá, haverá pouca eficiência tanto no ensino, como no proceder do líder. No caso, não haverá reconhecimento do tempo de Deus e o proceder do homem que em nada é capaz de agradar a Deus (Rm 3.11-12). Ademais, como ele será capaz de exortar seus irmãos na fé se não poderá distinguir entre o certo e errado que a Palavra de Deus revela? Não pode haver negligência nos estudos, tampouco no dom ou dons que Deus dá àqueles que são dEle: Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros (1Tm 4.14).

Em suma, tudo que for da alçada do cristão, que seja feito (Ec 9.10). Deus sem dúvida tem uma direção específica para cada um de seus filhos. Se assim não fosse, não seríamos diferentes membros no Corpo. 2Timóteo 4.5 conclui a competência que um cristão deve exercer: Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.

Caráter

A bíblia portuguesa traduz δοκιμὴν algumas vezes como “caráter aprovado” (cf. Fp 2.22-ARA; Rm 4.5-NVI). O dicionário da Bíblia Almeida diz que caráter é o “conjunto de qualidades boas.” Segundo o dicionário Webster, caráter “é as qualidades peculiares, impressas por natureza ou hábito em uma pessoa.” O caráter de uma pessoa torna-se visível por suas corriqueiras ações, especialmente aquelas tomadas sobre estresse. Se o dicionário Webster estiver certo quanto ao caráter ser algo da natureza, podemos concluir que sem a mão de Deus no processo de edificação ele dificilmente pode ser mudado.

Entretanto Deus quer que tenhamos o caráter dEle e Paulo, através de seus inspirados escritos nos mostra muitas vezes o que Ele espera e contribui em nós.

Reconhecer a própria identidade é o primeiro passo para o agir de Deus na transformação do caráter. Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior (1Tm 1.15). Se não nos vemos como agentes passíveis de pecado, mesmo que já justificados, acabamo-nos por desperdiçar bênçãos e motivos para orar e desfrutar da comunhão com Deus.

O crente deve ser aprovado por Deus: Procure apresentar-se a Deus aprovado (2Tm 2.15). O líder tem que preencher certos requisitos de caráter para desempenhar a função de liderança: É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, moderado, sensato, respeitável, não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo (1Tm 3.2,3,7). A diaconia, que também exerce liderança na igreja, não deve ser nem mais nem menos santa do que os bispos ou presbíteros: Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos. Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa (1Tm 3.8-9). Tal exigência de caráter não se restringe ao homem, mas é também especificada em alguns detalhes à mulher: As mulheres igualmente sejam dignas, não caluniadoras, mas sóbrias e confiáveis em tudo (1Tm 3.11). Suas vestimentas são levadas em conta: da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras (1Tm 2.9). Sua compreensão no papel de mulher e esposa também reflete seu caráter, que não deve ser machista, tampouco feminista: A mulher deve aprender em silêncio, com toda a sujeição (1Tm 2.11). Num culto público ela deve reconhecer seu lugar e importância: Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio (1Tm 2.12).

Um crente de (bom) caráter sabe que brigar não é uma opção: Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente (2Tm 2.24). Isso não torna o crente um covarde, pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio (2Tm 1.7), tampouco parcial, como quem a si próprio se beneficia: procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo (1Tm 5.21). Ele sempre se destacará como um exemplo em áreas relevantes dentro do Reino de Deus: Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (1Tm 4.12). Ao mesmo tempo que ele se afasta da imoralidade, ele se aproxima do Ser moral.

O caráter de alguém que busca a Deus demonstra respeito aos chefes, todos os que estão sob o jugo da escravidão devem considerar seus senhores como dignos de todo o respeito (1Tm 6.1) e suporta os mais variados sofrimentos em detrimento do rei Jesus: Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus (2Tm 2.3). Gratidão transborda no coração de uma pessoa de (bom) caráter: tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos (1Tm 6.8), mesmo quando aos olhos de muitos ele parece miserável.

Enfim, tais homens de caráter são dignos de levantar suas mãos aos céus e dizer a Deus: “estou limpo.” Eles oram por seus adversários e se preocupam com a condição de seus corações: Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem discussões (1Tm 2.8). As próprias palavras de Paulo concluem a utilidade e necessidade de uma condição pura perante Deus e os homens, num reino onde, enquanto aqui na terra, há cidadãos celestes de bom e mau caráter: Numa grande casa há vasos não apenas de ouro e prata, mas também de madeira e barro; alguns para fins honrosos, outros para fins desonrosos. Se alguém se purificar dessas coisas, será vaso para honra, santificado, útil para o Senhor e preparado para toda boa obra (2Tm 2.20-21).

Compaixão

Ninguém nunca teve mais compaixão que o próprio Cristo. Tendo Jesus como alvo inequívoco, Paulo também sugere que todos os crentes sejam compassivos e apresentem misericórdia, mesmo quando diante, por exemplo, de instruções exortativas: o objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera (1Tm 1.4).

Ser misericordioso, ou demonstrar compaixão é, à priori, refletir a misericórdia do próprio Deus que por razões exclusivas de Sua parte, escolheu-nos à vida eterna: Mas por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna (1Tm 1.16). A escolha divina não nos libertou de dificuldades na terra, mas nos garantiu que quando vivêssemos piedosamente seríamos perseguidos: fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (2Tm 3.12). Todo crente deve orar por toda gente, isso significa os parentes, amigos, adversário, chefes e reis! Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens (1Tm 2.1).

A compaixão que Deus espera do crente, especialmente do líder cristão, também reflete no zelo pelo idoso, não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos (1Tm 4.1) e pureza pelas idosas e moças, as mulheres idosas, como a mães; e as moças, como a irmãs, com toda a pureza (1Tm 4.2). As viúvas que tem real necessidade não podem ser negligenciadas e neste quesito, Paulo chama à atenção das mulheres: Se alguma mulher crente tem viúvas em sua família, deve ajudá-las (1Tm 5.16); Trate adequadamente as viúvas que são realmente necessitadas (1Tm 4.3).

A falta de compaixão aos próprios familiares é visto como algo pior que a apostasia, tamanha falta que é: Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente (1Tm 5.8). Um coração insensato à necessidade humana alheia desqualifica a fé do cristão e por consequência, prejudica o ministério da Igreja em proclamar as virtudes do Reino de Jesus Cristo.

sexta-feira, julho 01, 2011

Três expectativas para um líder cristão em 1 e 2 Timóteo (parte 3/5)

Por T. Zambelli

Paulo como mentor

Segundo o dicionário virtual Dicio, Mentor é um “autor intelectual; responsável pela idealização ou pelo planejamento de alguma coisa, para cuja execução influencia o comportamento de outrem.” Paulo sem dúvida foi alguém notório na arte do mentoreamento.

Paulo e Barnabé formavam uma dupla digna de muito elogio. Eles trabalharam juntos e foram capazes de conduzir muitas pessoas ao conhecimento do Messias. Lucas, autor de Atos, escreveu: durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos (At 11.25). Os dois comissionados, Paulo e Barnabé, também indicaram crentes aptos à liderança em várias igrejas: Paulo e Barnabé designaram-lhes presbíteros em cada igreja; tendo orado e jejuado, eles os encomendaram ao Senhor, em quem haviam confiado (At 14.23). Depois da separação de Marcos no time missionário, Paulo era reconhecidamente o líder da equipe, visto a forma como Lucas descreve a equipe: Paulo e seus companheiros... (At 13.13). Como líder e companheiro de equipe, Paulo possivelmente foi um ótimo mentor a Barnabé, que inclusive exortou este último quando necessário: os demais judeus também se uniram a ele nessa hipocrisia, de modo que até Barnabé se deixou levar (Gl 2.13).

Barnabé foi apenas uma das várias pessoas mentoreadas por Paulo. São muitos os nomes que Paulo cita em algumas de suas cartas, possivelmente vários deles tiveram o privilégio de ser influenciados pelo grande mentor Paulo: Epêneto, Maria, Andrônico, Júnias, Amplíato, Urbano, Estáquis, Herodião, Narciso, Trifena, Trifosa, Rufo, Filólogo, Júlia, Nereu e muitos outros. Estes são exemplos somente da carta aos romanos (cap. 16).

Timóteo indubitavelmente foi mentoreado por Paulo. Ele trilhou juntamente do apóstolo por muitos lugares e pôde observar muito bem o proceder do mentor. Paulo, quando reconheceu que Timóteo estava pronto, enviou-o para que o jovem fosse mestre na igreja de Corinto: Por essa razão estou lhes enviando Timóteo, meu filho amado e fiel no Senhor, o qual lhes trará à lembrança a minha maneira de viver em Cristo Jesus, de acordo com o que eu ensino por toda parte, em todas as igrejas (1Co 4.17). Mas Paulo não queria que Timóteo fosse apenas mestre.

Timóteo como mentor

A segunda epístola de Paulo a Timóteo nos dá indícios de que o apóstolo sabia que sua vida estava próxima do final (cf. 2Tm 4.6). Ele não podia deixar nada fora de sua carta que não fosse extremamente importante ao jovem mestre Timóteo, mas que antes ainda, fosse extremamente importante à Igreja: E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros (2Tm 2.2)

O depósito (παραθήκην) que Paulo havia somente dito para Timóteo antes guardar (cf. 1Tm 6.20; 2Tm 1.14), agora ele pede para confiar (παράθου) a homens fiéis (πιστοῖς ἀνθρώποις), pessoas capazes (ἱκανοὶ) de também continuar o ciclo de ensinar a outros. Sobre estes homens fiéis, John Gill disse:
“tais não apenas receberam a graça de Deus e são simplesmente verdadeiros crentes em Cristo, mas são homens de grande retidão e integridade, que em posse da Palavra de Deus, falarão corajosa e fielmente, não retendo nada que os impeça de lucrar, mas declara todo o aconselhamento de Deus, sem qualquer mistura nem adultério. ”

É notório que Paulo especifica muito bem o público para o qual Timóteo deveria confiar (transmitir na ARA) o que havia ouvido de seu mentor. O crescimento saudável da igreja também depende disso e Paulo reconhecia que Timóteo tinha as virtudes de um mentor.

quinta-feira, junho 30, 2011

Três expectativas para um líder cristão em 1 e 2 Timóteo (parte 2/5)

Por T. Zambelli

Paulo como mestre

Além de se apresentar como modelo a ser imitado, Paulo também reconhecia ser um mestre, “cujo trabalho é de instruir homens, particularmente os gentios, a quem ele especificamente foi enviado, para proclamar as doutrinas da vida eterna, a ressurreição e incorruptibilidade final do corpo humano. Em resumo, a salvação do corpo e alma dos homens por Cristo Jesus.” O apóstolo reconhecia que era o próprio Deus quem lhe dera o ofício de mestre: Deste evangelho fui constituído pregador, apóstolo e mestre (2Tm 1.11 – grifo meu; cf. 1Co12.28).

Um genuíno mestre (διδάσκαλος) é alguém verdadeiramente capaz de ensinar a outros. No caso de Paulo, especialmente os gentios, mas não exclusivamente: Para isso fui designado pregador e apóstolo (Digo-lhes a verdade, não minto.), mestre da verdadeira fé aos gentios (1Tm 2.7 – grifo meu; cf. Ef 3.7-8). Sempre que o apóstolo chegava a uma nova cidade, ele visitava a sinagoga e lá ficava até que era expulso (ex.: At 18.4-8). Então sua atenção era focada no público não judeu.

Todo mestre tem sua área de domínio. O professor (ou mestre) Paulo especificou a sua: a Palavra de Deus. Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês, e completo no meu corpo o que resta das aflições de Cristo, em favor do seu corpo, que é a igreja. Dela me tornei ministro de acordo com a responsabilidade, por Deus a mim atribuída, de apresentar-lhes plenamente a palavra de Deus, o mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora foi manifestado a seus santos. A ele quis Deus dar a conhecer entre os gentios a gloriosa riqueza deste mistério, que é Cristo em vocês, a esperança da glória (Cl 1.24-27 – grifo meu).

Era tarefa do apóstolo apresentar todo o conteúdo do Evangelho. Isto é que significa plenamente (πληρῶσαι) no texto bíblico. Um bom professor sabe como administrar o conteúdo a ser ensinado e o tempo necessário para a boa explanação. Em alguns locais Paulo permaneceu mais tempo do que em outros, razão nem sempre explícita na Bíblia, mas que ele sabia o porquê.

Timóteo podia testificar da realidade e da eficácia do ensino de Paulo

Timóteo era companheiro de Paulo. Estavam juntos em várias cidades para pregar a respeito de Jesus, o Filho de Deus (1Co 1.18-19): Filipos, Tessalônica, Beréia e Corinto, por exemplo. O jovem sem dúvida passou tempo suficiente com seu mestre para observar e internalizar suas virtudes. O próprio apóstolo, convicto de seu bom caminhar com Deus, reconhece ter tido Timóteo como testemunha de seu proceder em prol do Reino de Deus: Mas você tem seguido de perto o meu ensino, a minha conduta, o meu propósito, a minha fé, a minha paciência, o meu amor, a minha perseverança as perseguições e os sofrimentos que enfrentei, coisas que me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra (2Tm 3.10-11a). Todos estes bons valores de Paulo eram diametralmente opostos ao que homens como descritos no início de 2Tm 3 são apresentados. São estes os valores:

• Ensino (διδασκαλίᾳ): Paulo, como todo bom mestre, era um exímio expositor da Palavra de Deus. Timóteo sabia que de sua boca saía apenas o conteúdo do genuíno Evangelho, sem escoriações no conteúdo soteriológico.

• Conduta (ἀγωγῇ): Paulo era eticamente correto; vivia o que pregava. Ele inclusive sabia que Timóteo podia testemunhar seu proceder aos coríntios (1Co 4.17).

• Propósito (προθέσει): O apóstolo aos gentios disse: Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus (At 20.24).

• Fé (πίστει): Paulo caminhava com Deus de acordo com sua fé, que também era ensinada aos gentios e judeus: Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo para levar os eleitos de Deus à fé e ao conhecimento da verdade que conduz à piedade (Tt 1.1).

• Paciência (μακροθυμίᾳ): Paulo ensinava que longanimidade devia ser parte da essência do cristão, como fruto do Espírito (Gl 5.22) e vestimenta do novo ser (Cl 3.12).

• Amor (ἀγάπῃ): Paulo sabia que um genuíno amor é sem hipocrisia (Rm 12.9).

• Perseverança (ὑπομονῇ): um sinônimo de paciência, cuja compreensão de Paulo não ficava somente em palavras: mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente (Rm 8.25).

• Perseguições (διωγμοῖς): Paulo suportou diversas perseguições e Timóteo era testemunha disso.

• Sofrimentos (παθήμασιν): Paulo, o apóstolo, sofreu singularmente pela causa do Reino (2Co 11.16-33).

• (Coisas) quais me aconteceram (οἷα μοι ἐγένετο): Como exemplos, ...provocando perseguição contra Paulo e Barnabé, os expulsaram do seu território (At 13.50b) e ...apedrejaram Paulo e o arrastaram para fora da cidade, pensando que estivesse morto (At 14.19).

Timóteo pôde observar o ministério paulino de muito perto. Ao falar sobre a palavra grega (um verbo) que traduz tem seguido de perto (παρηκολούθησας) Hendriksen afirma que “o verbo implica que Timóteo havia realmente tomado Paulo como um modelo, e que, além disso, o havia ouvido com grande interesse quando relatava suas experiências, em algumas das quais (por exemplo, as ocorrido em Listra) o próprio jovem estivera intimamente envolvido.” 

O mestre Paulo, que vivia o que pregava, o real conteúdo da mensagem bíblica, também orientou seu pupilo Timóteo que agisse assim.

Timóteo como mestre

Paulo exige que Timóteo ordene e ensine estas coisas (1Tm 4.11; veja também 1Tm 6.2,17). 

“Ele deve ordenar coisas tais como: ‘rejeitar mitos profanos e de velhas senis’, ‘Exercite-se [e a outros] para o viver piedoso’ (v.7). Ordens tais como essas se aplicam não só a Timóteo pessoalmente, mas a todos os presbíteros, sim, e ainda a todos os cristãos. É provável que a expressão ‘essas coisas’, em conexão com ‘ordene’, se refira também a mandamentos implícitos, tais como: ‘nunca rejeite o que Deus destinou ao uso, mas participe dele com ações de graça’ (vv.3,4); ‘Nutra-se [e a outros] das palavras da fé e da sã doutrina’ (v.6); ‘Confie no Deus vivo e em sua promessa a todos os eu vivem piedosa e o aceitam com fé genuína” (vv. 8,9). Timóteo deve ensinar coisas como ‘a apostasia está chegando na forma de ascetismo’ (vv.1-3); ‘esse erro é um insulto a Deus e à sua criação’ (vv.4,5); ‘um ministro excelente é aquele que se alimenta da sã doutrina que ele transmite a outros’ (v.6); ‘o benefício que advém da vida piedosa transcende aquele que resulta do treinamento físico’ (vv.8-10).”

Todo mestre deve se empenhar em ordenar e ensinar em ordem de se fazer conhecido, com a autoridade de Cristo, o conteúdo da Palavra de Deus para o procedimento de uma vida santa. Paulo também disse: até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino (1Tm 4.13):

• Leitura pública (ἀναγνώσει): A palavra grega pode ser tanto uma leitura privada quanto pública, mas parece mais lógico que seja uma referência à leitura pública, como sugere a tradução portuguesa. Numa época onde os textos impressos eram escassos, a leitura pública era a melhor forma de propagar o ensino. Um mestre deve ser capaz de pregar.

• Exortação (παρακλήσει): A palavra grega não tem o sentido de repreensão, mas de aconselhar, animar e encorajar. Todavia, isso inclui a advertência, como por exemplo, num erro moral. Um bom mestre igualmente sabe conduzir propriamente as pessoas ao sentimento e a atitude correta, de acordo com a Palavra de Deus.

• Ensino (διδασκαλίᾳ): Paulo, como todo bom mestre, era um exímio expositor da Palavra de Deus. Timóteo sabia que de sua boca saía apenas o conteúdo do genuíno Evangelho, sem escoriações no conteúdo soteriológico..

Aos olhos de Paulo, Timóteo era capaz de, como ele, ser um bom mestre, alguém apto de pregar, exortar e ensinar o conteúdo bíblico, a verdade para a compreensão do propósito divino ao criar homens e mulheres segundo à Sua imagem e semelhança.

quarta-feira, junho 29, 2011

Três expectativas para um líder cristão em 1 e 2 Timóteo (parte 1/5)


Introdução

É inquestionável para qualquer genuíno cristão que Paulo, depois de nascer de novo, exerceu uma vida cristã com a qualidade de um exemplar filho de Deus. Ele mesmo disse a Timóteo: Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé (2Tm 4.7). Paulo é indubitavelmente alguém a quem devemos olhar e imitar (cf. 1Co 11.1), visto que seus esforços, desde a compreensão dada por Deus sobre Ele e sobre si, foi prosseguir para o alvo de seu chamado celestial (Fp 3.14) de ser um ministro entre os povos: ...fui designado pregador e apóstolo (digo-lhes a verdade, não minto), mestre da verdadeira fé aos gentios (1Tm 2.7).

Enquanto entre os homens, o exemplar Paulo, apóstolo do Senhor Jesus Cristo, marcou sua vida e a de outros de diversas formas. Aliás, ele ainda faz isso através de seus preservados e inspirados escritos para diversas igrejas e pessoas de sua época. Ele foi incontestavelmente um eminente modelo, um exímio mestre e um espetacular mentor.

Paulo como modelo

Segundo dois dicionários virtuais da língua portuguesa, modelo significa aquilo que serve para ser imitado. Como figura de linguagem, é coisa ou pessoa que merece ser imitada, ou seja, exemplo. De fato, Paulo era um exemplo de seguidor de Cristo, alguém que tinha a vida em total sujeição ao chamado celestial (At 20.24).

O pai

O apóstolo aos gentios tinha confiança em sua integridade. Ele apontava para si e dizia: suplico-lhes que sejam meus imitadores (1Co 4.16). Sua convicção era como a de um piedoso pai, que realmente era (cf. 1Co 4.15), e que reconhecia ser o melhor ter seus filhos o imitando do que a qualquer um outro. Ele suplicava (παρακαλῶ) aos seus filhos do Evangelho que fossem seus imitadores (μιμηταί), pois ele mesmo era imitador de Cristo: Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo (1Co 11.1).

O evangelista

À igreja de Tessalônica, Paulo disse: Pois vocês mesmos sabem como devem seguir o nosso exemplo, porque não vivemos ociosamente quando estivemos entre vocês (2Ts 3.7). Paulo vivia e pregava corriqueiramente acerca Reino de Deus: Irmãos, certamente vocês se lembram do nosso trabalho esgotante e da nossa fadiga; trabalhamos noite e dia para não sermos pesados a ninguém, enquanto lhes pregávamos o evangelho de Deus (1Ts 2.9 – grifo meu). Paulo é alguém que firmemente podemos ter como modelo de pessoa que administrava bem o seu tempo, especialmente no que tange a proclamação do Evangelho. Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades (Cl 4.5). 

Para os tessalonicense Paulo também reafirma sua convicção de obreiro aprovado por Deus:
Irmãos, vocês mesmos sabem que a visita que lhes fizemos não foi inútil. Apesar de termos sido maltratados e insultados em Filipos, como vocês sabem, com a ajuda de nosso Deus tivemos coragem de anunciar-lhes o evangelho de Deus, em meio a muita luta. Pois nossa exortação não tem origem no erro nem em motivos impuros, nem temos intenção de enganá-los; ao contrário, como homens aprovados por Deus para nos confiar o evangelho, não falamos para agradar pessoas, mas a Deus, que prova o nosso coração (1Ts 2.2-4 – grifo meu; cf. 2Co 10.18).

O orientador

Apesar de num primeiro momento a proclamação do Evangelho ter sido árdua em Filipos, a mensagem frutificou. Quando Paulo escreve sua carta à igreja dos filipenses (60-61 a.D), ele encoraja seus irmãos em Cristo à promoção do Evangelho, com algumas poucas palavras de correção, todavia gentis. Para tal promoção do Evangelho, Paulo mais uma vez se usa como exemplo a ser imitado: Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês. (Fp 4.9 – grifo meu).

Paulo, ao pedir que os filipenses pusessem em prática o que ele mesmo lhes ensinou, vai além da teoria. Ao contrário do canto do hipócrita “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço,” Paulo pede ao seu público que colocasse em prática a doutrina instruída, o que os corações e mentes absorveram, o que eles ouviram privada ou publicamente e o que eles observaram dele. Paulo se mostra como exemplo holístico, um orientador a ser seguido, ciente que se assim eles também fizessem, ou seja, se a Paulo eles imitassem, eles poderiam ter certeza da presença de Deus, a fonte da genuína paz no meio deles.

Sobre esta passagem Albert Barnes escreveu: “O pregador é o intérprete da vida espiritual e deveria ser um exemplo disso.” Robertson questionou: “Quão poucas são as pessoas destes dias que podem encorajar outros a imitar tudo o que eles viram nelas, aprenderam delas, e ouviram delas?” Paulo conhecia a Deus e conhecia a si mesmo. Seus ensinos não eram somente verdade em suas palavras. Ele era capaz e verdadeiro ao apontar para si mesmo e se mostrar como um professor irrepreensível. Ele conhecia seus esforços para ser como Jesus Cristo. Ele sabia que crescia em Deus. Sua convicção não se tornava verdade à medida que ele depositava mais fé nela, mas ela era a própria verdade: Paulo é um modelo de cristão a ser seguido!

Timóteo como modelo 

Não foi por menos que ele também exigiu de Timóteo, seu verdadeiro filho na fé (1Tm 1.2), que fosse exemplo para que outros cristãos o imitassem: Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza (1Tm 4.12).

Ninguém sabe ao certo a idade exata de Timóteo neste momento de sua vida. Vincent acredita que ele tinha entre 38 e 40 anos. O autor de The People’s New Testament escreveu que ele tinha entre 35 e 38 anos. “Segundo Irineu, a primeira etapa da vida abarca trinta anos e se estende até os quarenta (Against Heresies, II.xxii). Segundo essa fonte, Timóteo ainda era ‘um jovem’.” Fato é que o pupilo de Paulo era muito mais novo que o apóstolo, como também era em relação aos presbíteros da igreja. De qualquer forma, a ordem era para que Timóteo soubesse lidar com o desprezo que possivelmente sofreria pela sua idade no cargo em que ocupava.

A resposta de Timóteo ao possível desprezo não deveria se basear na autoridade que lhe era direito. Paulo ordena que seu verdadeiro filho na fé fosse um padrão (ARA), um exemplo (τύπος) para os fiéis, possivelmente para que sua liderança fosse ratificada pela sua maturidade em Cristo e não pela posição na igreja. Para isso, Paulo cita cinco áreas:

• Na palavra (λόγῳ): Timóteo deveria ser um exemplo na forma e conteúdo de suas conversas. Um bom líder deve manter sua língua sobre controle (Tg 3.2) e reconhecer que más conversações são perigosas (1Co 15.33). Adam Clarke argumenta que este item também faz referência à didática do jovem e tira como lição: “Ensine nada além da verdade de Deus, pois nada além salvará almas.” 

• No procedimento (ἀναστροφῇ): a palavra grega pode ser traduzida por modo de vida, conduta, comportamento, ou postura. Ela se refere às atitudes visíveis. Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria (Tg 3.13 – grifo meu). Pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento (1Pe 1.15 ARA, grifo meu; também 1Pe 2.12).

• No amor (ἀγάπῃ): “no profundo apego pessoal a seus irmãos e uma genuína preocupação por seu próximo (inclusive seus inimigos), buscando sempre a promoção do bem-estar de todos” (cf. 1Co 13).

• Na fé (πίστει): “Em todo tempo, em todas as provações, exponha-se aos incrédulos pelo seu exemplo, como eles devem manter uma firme confiança em Deus.” 

• Na pureza (ἁγνείᾳ): a mesma palavra é usada por Paulo um pouco depois nesta mesma carta: Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos; as mulheres idosas, como a mães; e as moças, como a irmãs, com toda a pureza (1Tm 5.1-2). A ideia era para que Timóteo se mantivesse debaixo da lei moral de Deus, santo, imaculado, provável e especialmente no que tange a imoralidade sexual.

Enfim, Paulo tinha uma expectativa que Timóteo buscasse ser exemplo para os outros cristãos como o próprio apóstolo o era, com a convicção correta.