segunda-feira, novembro 29, 2010

Joseph Dillow: A Recompensa de Deus

God rewards us according to our works but not because of them.

(Tradução) Deus nos recompensa de acordo com nossas obras, mas não por causa delas (grifo meu).

Joseph C. Dillow
The Reign of the Servant Kings

sábado, novembro 20, 2010

Prefácio de Ageu, Zacarias e Malaquias

Por Eugene Merril
Escrito por ele para seu comentários no livro dos três profetas em questão.

Os livros de Ageu, Zacarias e Malaquias, escritos como estavam no período pós-exílico de Israel, foram destinados, entre outras finalidades, para levar esperança a um povo cuja vida nacional, e até mesmo pessoal, tinha sido abalada pela destruição de Jerusalém pela Babilônia, bem como também pela destruição do Templo e a subsequente deportação de grande parte da população judaica. Essa esperança não estava centrada apenas no retorno dos exilados e a restauração de sua comunidade religiosa e política, mas antes de tudo, na promessa de um redentor escatológico messiânico e governante.

As razões supracitadas fazem estes breves escritos proféticos particularmente relevantes e benéficos para os modernos cristãos, pois assim eles podem ver a fidelidade de Deus à Sua aliança para com Seu povo, uma fidelidade apresentada na vinda de Jesus Cristo, levando seus corações a depositar confiança de que o Deus que restaurou Israel tempos atrás também pode restaurá-los em tempo de declínio espiritual e tragédia pessoal. Esta tem sido a minha experiência, pelo menos, como eu tenho sido confrontado com o poder e a presença do Deus de Israel e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. O empreendimento de um comentário nestes livros já provou ser mais do que uma simples tarefa. Ao invés disso, ele se transformou em uma oportunidade de eu lembrar com frescor a forma da perfeição dos propósitos eternos de Deus.

Fonte: Bible.org

domingo, novembro 14, 2010

A Importância da Presença da Mãe

O vídeo abaixo foi apresentado pelo Fantástico no dia 14/11/2010.





Seria muito difícil eu ser exaustivo em dizer as várias razões das mães deixarem seus filhos por causa do trabalho. Reconheço que muitas delas precisam trabalhar porque o pai é ausente no lar. Reconheço que, às vezes, é porque o pai não tem um salário que se ajusta com as verdadeiras necessidades do lar. Algumas vezes as mães querem trabalhar por uma questão de auto-estima ou porque não consegue ficar em casa com seu filho o dia todo (digo isso porque já ouvi estes dois exemplos). Algumas vezes escolhem trabalhar porque as despesas com o luxo contido no lar e fora dele são grandes demais. Outras vezes porque a saída do emprego para criar seu filho possivelmente não a permitirá voltar quando ele ou ela já deixar de ser uma criança. (Etc.)

Quando vi a reportagem do Fantástico, pensei: lá vai mais uma artimanha do Inimigo para fazer com que muitas mães tenham sua consciência sedada. Não duvido dos resultados da pesquisa americana, mas não sei se concordo com a conclusão ou interpretação dos dados (segundo a reportagem; não tive acesso à pesquisa original). Frases como "o sentimento que dá é que você está abandonando seu filho" ou "é sempre uma opção difícil ter de ir trabalhar tendo filho pequeno" são tão reais quanto soam. Por outro lado, a frase "o cérebro da criança reage da mesma maneira quando recebe um abraço ou um telefonema da mãe" pode muito bem enganar a muitas mães, que começarão a gastar mais créditos telefônicos porque acharão que assim suprirão com uma falta ("a gente se sente acalentada," disse uma mãe no vídeo). O fato da experiência mostrar que um determinado hormônio é igualmente liberado quando a criança recebe um telefone ou abraço, é o mesmo que eu dizer, como já ouvi, que chocolate é tão bom quanto sexo porque liberam o mesmo hormônio quando "degustados."

Veja o que Deus, através de Moisés, falou para todo povo de Israel que estava às portas de entrar na terra prometida: Ouça, ó Israel: O SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR. Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões (Deuteronômio 6.4-9 NVI).

Você consegue perceber o foco presencial do educador na vida de seus filhos? Sabe que essa é uma orientação de Deus, o Criador? Você percebeu, no vídeo, o pedido da criança que tinha a mãe como secretária: "não mamãe, fica aqui hoje." Acredito que várias mães que lerão este artigo poderiam responder positivamente ao clamor desta menina, mas preferem, por "n" razões, ir ao trabalho.

São milhões de desculpas dadas diariamente. Mães com bons, médios e fracos argumentos. Mães que têm de colocar na balança seu trabalho e seu filho. Não quero e posso julgar todos os casos. Sei que Deus pode e fará. O que eu sei eu digo: "mais vale uma mãe em casa do que duas telefonando."

Uma Vida Voltada para Deus

Por John Piper

O que significa ser um cristão? Charles Hodge, um dos grandes teólogos reformados do século XIX, achou a resposta neste texto: “É ser constrangido por um senso do amor de nosso divino Senhor, de tal modo que Lhe consagramos nossa vida”.

Ser um cristão não significa apenas crer, de coração, que Cristo morreu por nós. Significa “ser constrangido” pelo amor demonstrado nesse ato. A verdade nos pressiona. Ela força e se apropria; impele e controla. A verdade nos cerca, não nos deixando fugir. Ela nos prende em gozo.

Como a verdade faz isso? Paulo disse que o amor de Cristo o constrangia por causa de um julgamento que ele fazia a respeito da morte: “Julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. Paulo se tornou cristão não somente por meio da decisão com base no fato de que Cristo morreu pelos pecadores, mas também por meio do sábio discernimento de que a morte de Cristo foi também a morte de todos aqueles em favor dos quais Ele morreu.

Em outras palavras, tornar-se um cristão é chegar a crer não somente que Cristo morreu por seu povo, mas também que todo o seu povo morreu quando Ele morreu. Tornar-se um cristão é, primeiramente, fazer esta pergunta: estou convencido de que Cristo morreu por mim e de que eu morri nEle? Estou pronto a morrer, a fim de viver no poder do amor dEle e para a demonstração da sua glória. Em segundo lugar, tornar-se um cristão significa responder sim, de coração.

O amor de Cristo nos constrange a responder sim. Sentimos tanto amor fluindo da morte de Cristo para nós, que descobrimos nossa morte na morte dEle — nossa morte para todas as lealdades rivais. Somos tão dominados (“constrangidos”) pelo amor de Cristo, que o mundo desaparece, como que diante de olhos mortos. O futuro abre um amplo campo de amor.

Um cristão é uma pessoa que vive sob o constrangimento do amor de Cristo. O cristianismo não é meramente crer num conjunto de doutrinas a respeito do amor de Cristo. É uma experiência de ser constrangido por esse amor — passado, presente, futuro.

Entretanto, esse constrangimento surge de um juízo que fazemos sobre a morte de Cristo: “Quando Ele morreu, eu morri”. É um julgamento profundo. “Assim como o pecado de Adão foi, legal e eficazmente, o pecado de toda a raça, assim também a morte de Cristo foi, legal e eficazmente, a morte de seu povo.” Visto que nossa morte já aconteceu, não temos mais condenação (Rm 8.1-3). Isto é a essência do amor de Cristo por nós. Por meio de sua morte imerecida, Cristo morreu nossa morte bem merecida e abriu o seu futuro como o nosso futuro.

Portanto, o juízo que fazemos sobre a sua morte resulta em sermos constrangidos pelo amor dEle. Veja como Charles Hodge expressou isso: “Um cristão é alguém que reconhece a Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo, como Deus manifestado em carne, que nos amou e morreu por nossa redenção. É também uma pessoa afetada por um senso do amor deste Deus encarnado, a ponto de ser constrangida a fazer da vontade de Cristo a norma de sua obediência e da glória de Cristo o grande alvo em favor do qual ela vive”.

Como não viver por Aquele que morreu nossa morte, para que vivamos por sua vida? Ser um cristão é ser constrangido pelo amor de Cristo.

Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.

Fonte:

quarta-feira, novembro 10, 2010

Jonas 2 - Resumo

Dentro do peixe Jonas clama a Deus, que o escuta. Na iminência de morte, Deus o salva (1-7). Seu reconhecimento pelo ato divino lhe conduz a cantar e oferecer sacrifício pela gratidão (9a). Ele traz à luz que ídolos usurpam a misericórdia de quem é devida (8) e ratifica o cumprimento de sua promessa a Yahweh, aquele que providencia salvação (9-10).


Com uma ordem, o peixe vomita Jonas em terra firme (11).

Jonas 1 - Resumo

Jonas recebeu uma expressa ordem de Deus para pregar contra a cidade de Nínive, pois sua maldade já havia subido até a presença de Yahweh (1-2). Todavia Jonas decidiu fugir da presença de Deus de navio, em direção a Társis (3). Yahweh, porém, impediu que o plano de Jonas sucedesse, soprando um forte vento sobre o mar, fazendo com que os marinheiros temessem por suas vidas. Eles clamavam cada um por seu próprio Deus e tomavam providências práticas para manutenção do navio (4-5a).

Enquanto isso, Jonas, que dormia profundamente, foi acordado pelo capitão, que solicitou que ele clamasse a seu Deus pela vida de todos (5b-6). Sem saber o porquê de um mar tão violento, os marinheiros decidiram tirar sortes para descobrir o responsável do caos. Jonas foi o apontado (7). Inquirido pela tripulação (8), ele respondeu: sou hebreu, adorador de Yahweh, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra (9). Apavorados, os marinheiros queriam saber o que Jonas havia feito e como deveriam proceder para que o mar se acalmasse, visto que sabiam que ele fugia de Yahweh, pois o profeta já havia contado isso a eles (10-11). Jonas respondeu somente como acalmar o mar. Disse que deveria ser jogado para fora do navio, pois entendia que por causa dele a tempestade afetava a todos (12).

Os misericordiosos marinheiros não queriam tirar a vida de Jonas. Então se esforçaram por voltar à terra, mas o mar ficava ainda mais violento (13). Ao notar que a única saída era jogar Jonas ao mar, eles suplicaram a Yahweh por perdão da decisão que tomaram (14). Assim que o profeta foi lançado ao mar, as águas se aquietaram e os homens adoraram a Yahweh com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos (15-16).

A providência divina para salvação de Jonas chega inesperadamente: um grande peixe o engole. Dentro dele o profeta fica por três dias e três noites (17).

segunda-feira, novembro 08, 2010

William Temple: Contribuição à Salvação

I can contribute nothing to my own salvation, except the sin from which I need to be redeemed.

(Tradução) À minha salvação eu consigo contribuir com nada, exceto pelo pecado do qual eu preciso ser redimido.

-- William Temple

domingo, novembro 07, 2010

O Melhor Ginecologista do Mundo

Recebi a mensagem abaixo por e-mail e achei valioso deixar no blog.

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...

O médico então perguntou:
- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou:
- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...

A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime.
- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

O crime é exatamente o mesmo!

quinta-feira, novembro 04, 2010

O mito da compatibilidade no casamento

Por Phil Smidt

Minha esposa e eu não poderíamos ser mais diferentes. Uma história envolvendo nosso filho mais velho mostra um pouco da nossa dinâmica matrimonial. Ao dirigir pela cidade na época que ele tinha apenas 3 anos, um semáforo o levou a me perguntar o que significava a luz amarela. “Filho”, comecei, com o melhor da minha voz sábia e paternal, “a luz amarela significa ‘avance com cautela’”.

Ele quis testar essa teoria, então fez a mesma pergunta para minha esposa no dia seguinte, quando estavam os dois no carro. “Filho”, ela informou, gesticulando com as mãos para enfatizar, “a luz amarela significa ‘pisa fundo no acelerador!’”. Veja bem, minha esposa precisa ir a muitos lugares. Rapidamente. Eu prefiro ir com calma e apreciar a vista.

Dicionário: Harmonia gera compatibilidade.

O dicionário Webster define compatibilidade como “a capacidade de viver em harmonia”. Nossa cultura valoriza muito a compatibilidade no casamento, mas o senso comum é que você precisa achar a pessoa certa para alcançar isso. Se você encontrar a pessoa certa, a harmonia reinará naturalmente.
Bíblia: Graça gera compatibilidade

A Bíblia, entretanto, ensina que casamentos harmoniosos não são nada naturais. Desde que o pecado apareceu (Gênesis 3), os relacionamentos são naturalmente desgastados e prejudicados. Mas o Evangelho nos dá a esperança para viver em paz com os outros conforme Jesus reconstrói os relacionamentos. Nos focamos mais nos outros do que em nós mesmos (Romanos 15.5).

Então, o que a Bíblia fala especificamente sobre compatibilidade no casamento? Um verdadeiro cristão deve se casar com um verdadeiro cristão (2 Coríntios 6.14; 1 Coríntios 7.39). É só isso, mas isso diz muito.

Ao invés de procurar um par compatível, cristãos são instruídos a se casarem e se tornarem um par compatível. Isso requer a graça e a transformação de Jesus – boas notícias para aqueles que já se casaram e tem lutado para viver em unidade com seus cônjuges.

5 coisas que não garantem a compatibilidade, mas podem ajudar

Olhemos com cuidado essas cinco maneiras práticas em que casais podem crescer em intimidade entre si ao lutarem pela unidade.

1. Lembrem-se do que vocês apreciam e admiram um no outro

Provavelmente aquelas qualidades ainda estão lá, mas você permitiu que o pecado e o egoísmo aparecessem e turvassem sua vista.

Claro, Jen me frustra às vezes. Mas quando eu paro e penso nas idéias criativas e espontâneas dela, seu lindo sorriso, seu olhos e em seu caráter piedoso, fica muito difícil permanecer rancoroso e amargurado.

2. Lembre-se que Deus não planeja transformar sua esposa à sua imagem e semelhança.

Eu amo o fato de que eu e Jen somos tão diferentes. Isso é, até que começamos a discordar. Então fico me perguntando “por que ela não vê isso como eu vejo?”.

Verdade seja dita, eu odiaria me casar comigo. Mas no calor do momento, eu me convenço de que ela precisa se conformar à minha imagem, esquecendo que Deus promete conformá-la à imagem dele.

3. Seja atencioso

Muitas vezes me deixo levar pelas ocupações da vida e esqueço de tomar um tempo diário para me conectar com a Jen. Quando lembro de intencionalmente mandá-la um SMS, dar um abraço ou perguntar como o dia dela foi, ela sabe que eu estava de fato pensando nela.

4. Seja agradecido

É necessária uma intervenção sobrenatural do Espírito Santo para sermos gratos. Nossa tendência é nos compararmos e reclamarmos. “Seja agradecido” é um mandamento bíblico, não uma sugestão ou algo que só precisamos fazer no natal.

Em uma viagem pelo leste de Washington, eu perguntei a Jen pelo que nós deveríamos ser gratos, como casal. Três horas depois, ainda estávamos respondendo, quando atravessamos a fronteira do estado.

5. Orem juntos

Deus fará o melhor em seu casamento quando vocês estão orando. A oração mosta nossa necessidade de Deus e nossa adoração a Ele.

Jen e eu precisamos lutar para arranjarmos tempo para orar juntos como casal. Fique atento, o inimigo odeia quando você ora com seu cônjuge.

Fonte: Iprodigo
Traduzido por Filipe Schulz