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terça-feira, novembro 15, 2011

Provérbios são promessas?

Por Jay Adams

Encontro sempre pessoas que indagam sobre as “promessas” do livro de Provérbios. Você sabe, aquelas “promessas” que parecem dizer: Se você temer a Deus e viver de maneira agradável a Ele, você terá vida longa, paz com seus inimigos e assim vai… Muitos dizem: “Eu conheço uma pessoa para quem essas promessas não se tornaram realidade”. 

Qual é a resposta a essa objeção? Simplesmente esta: “Não se trata de promessas”.

Então, o que elas são? Olhe com cuidado e veja que são observações. Elas não dizem “Se você fizer isso e aquilo, então Deus vai fazer isso e aquilo outro. Em vez disso, dizem: “Um homem fez isso e aquilo, e então Deus fez isso e aquilo outro”.

Nem todos os provérbios obedecem essa forma. No entanto, do capítulo dez em diante do livro de Provérbios, você encontra vários capítulos nos quais cada versículo corresponde a esse padrão. Eu os chamo de versículos “para sua informação” – PSI. Eles fornecem informações sobre como as coisas funcionam normalmente na providência de Deus, mas não fazem promessas. Leia-os como “versículos PSI”, e você não terá dificuldade com eles!
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Fonte em português: Conselho Bíblico
Fonte: Institute for Nouthetic Studies
Original: FYI

quarta-feira, julho 20, 2011

Dinheiro e Possessões em Provérbios

Por Kevin DeYoung
Recebido por e-mail
Fonte: Editora Fiel

O livro de Provérbios é um ótimo ponto de partida para desenvolvermos uma teologia bíblica sobre possessões materiais. Para iniciantes, há muitos versículos sobre este assunto. E, o que é mais importante, há várias linhas diferentes de ensino sobre o assunto. Se você começasse por Gênesis, poderia concluir que Deus sempre faz seu povo prosperar. Se começasse por Amós, poderia pensar que todas as pessoas ricas são opressoras. Mas Provérbios examina riqueza e pobreza sob vários ângulos. E, porque Provérbios é um livro de máximas gerais, os princípios que encontramos nos provérbios são mais facilmente transferíveis ao povo de Deus em diferentes épocas e lugares.

Recentemente, num domingo à noite, dei à minha congregação dez princípios extraídos de Provérbios sobre dinheiro e possessões materiais. Não quero apresentar todo o sermão aqui, mas achei que valeria a pena alistar, pelo menos, os pontos principais. Talvez eu possa apresentar os detalhes posteriormente.

Darei os pontos em ordem de quanto o livro de Provérbios diz sobre um princípio específico. Essa maneira de apresentá-los terminará com os temas mais importantes.

Dez princípios sobre dinheiro e possessões extraídos de Provérbios

1. Há extremos de riqueza e pobreza que oferecem tentações singulares à que vivem nesses extremos (Pv 30.7-9).
2. Não se preocupe em acompanhar o estilo de vida de seus amigos e vizinhos (Pv 12.9; 13.7).
3. Os ricos e os pobres são mais semelhantes do que pensam (Pv 22.2; 29.13).
4. Você não pode dar mais do que Deus (Pv 3.9-10; 11.24; 22.9).
5. A pobreza não é agradável (Pv 10.15; 14.20; 19.4).
6. O dinheiro não lhe pode dar segurança final (Pv 11.7; 11.28; 13.8).
7. O Senhor odeia aqueles que ficam ricos por meio de injustiça (21.6; 22.16, 22-23).
8. O Senhor ama aqueles que são generosos para com o pobre (Pv 14.21, 31; 19.7; 28.21).
9. Trabalho árduo e boas decisões levam geralmente a maior prosperidade (Pv 6.6-11; 10.4; 13.11; 14.24; 21.17, 20; 22.4, 13; 27.23-27; 28.20).
10. O dinheiro não é tudo. Não satisfaz (Pv 23.4-5). É inferior à sabedoria (Pv 8.10-11, 18-19; 24.3-4). É inferior à justiça (Pv 10.2; 11.4; 13.25; 16.8; 19.22; 20.17; 28.6). É inferior ao temor do Senhor (Pv 15.16). É inferior à humildade (Pv 16.19). É inferior a bons relacionamentos (Pv 15.17; 17.1).

Chegando a conclusões delicadas e achando a Cristo

Você não pode entender o ponto de vista bíblico sobre o dinheiro se não está preparado para aceitar diversas verdades mantidas em tensão.

Você talvez obtenha mais dinheiro se trabalhar bastante e for cheio de sabedoria. Mas, se toda a sua preocupação é obter mais dinheiro, você é um grande insensato.

O dinheiro é uma bênção da parte de Deus, mas você será mais abençoado se o der.

Deus lhe dá dinheiro porque ele é generoso; mas ele é generoso com você para que você seja generoso com os outros. E, se você é generoso em dar seu dinheiro, Deus será, provavelmente, mais generoso com você.

É sábio economizar dinheiro, mas não pense que o dinheiro lhe dá verdadeira segurança.

Riqueza é mais desejável do que pobreza, mas a riqueza não é tão boa quanto justiça, humildade, sabedoria, bons relacionamentos e o temor do Senhor.

Em 1 Coríntios 1.30-31, lemos que Cristo é para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. O dinheiro não pode lhe dar qualquer das coisas que você necessita essencialmente. Não pode torná-lo santo. Não pode torná-lo justo. Não pode salvá-lo de seus pecados. A riqueza é um sinal de bênção, mas é também uma das maiores tentações porque seduz você a gloriar-se em si mesmo. O dinheiro promete ser a sua dignidade e promete torná-lo auto-suficiente. Ele o convida a gloriar-se em outras coisas ou em outras pessoas, exceto no Senhor.

Portanto, dinheiro é totalmente uma questão de fé. Creia que fazer coisas à maneira de Deus é o melhor caminho para você. Creia que, se você der seu dinheiro, Deus pode dá-lo de volta. Creia que o dinheiro pode ser bom. Mas não ouse crer que ele é tudo. O dinheiro é um dom de Deus, mas os dons de que você realmente precisa só podem ser achados em Deus.

domingo, janeiro 16, 2011

Como mandar os filhos para o inferno?

Por Steve M. Schissel

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv. 22:6)

O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo sempre, ligada a ele.

O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo, revela um sentido diferente. Salomão aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase ensinar poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22:15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19:18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo.” Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22:6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22:6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tira-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.
Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22:6, está uma pressuposição da maior importância: Como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas conseqüências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Nunca é uma honra a Deus que Seu povo fale de Sua soberania de modo a desobrigá-los de suas responsabilidades. Somos levados a crer pelas Escrituras que podemos e devemos ter uma influência tal sobre nossos filhos que não é incomum que ela os conduza à salvação, com a bênção de Deus e o suporte da comunidade da aliança, conforme Gn 18: 16-19; 1 Tm 3: 4,5; Tt.1:6 e também 2 Tm. 3: 14,15.

Assim sendo, devemos saber que nossa ação ou inação bem pode conduzi-los à condenação. E, se falhamos em ouvir os avisos e a direção de Deus encontrados por toda a Escritura, no último dia não seremos autorizados para suplicar pelos decretos de Deus em nossa defesa!

Visto que o inferno é a eterna e atormentadora separação de Deus e do conforto, alguém poderia pensar que o mais fervoroso desejo de um pai seria educar seus filhos, rigorosa e conscientemente, para que escapassem da perdição e achassem refúgio e plenitude de vida em Deus através de Cristo e da aliança. Ainda assim, muitos são os que parecem considerar isto como sendo muito trabalhoso. Para aqueles tão completamente perversos a ponto de serem indiferentes à questão, eu apresento um método para fazer com que isto seja uma certeza. Aqui, através de 18 meios bem fáceis de seguir, está a fórmula comprovada de como mandar seus filhos para o inferno:

1) Crie seu filho para buscar seu próprio caminho. Ignore com todo seu coração o que J. C. Ryle aconselha em The Duties of Parents (Os Deveres dos Pais):
“Se você for educar seus filhos corretamente, então, em primeiro lugar, eduque-os no caminho em que devem andar e não no caminho em que eles escolheriam. Lembre-se: crianças nascem com uma inclinação decidida para o erro, e portanto, se você permitir que escolham por si mesmas, elas certamente escolherão errado”.

A mãe não pode dizer o que seu frágil infante será ao crescer: alto ou baixo, fraco ou forte, sábio ou tolo; ele pode ser qualquer uma destas coisas ou nenhuma delas, pois elas são incertas. Mas uma coisa a mãe pode dizer com certeza: ele terá um coração corrupto e pecador. É natural para nós portar-nos mal. “A estultícia”, diz Salomão, “está ligada ao coração da criança” (Pv. 22:15). “A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”(Pv. 29:15). Nossos corações são como a terra que pisamos; deixe-a abandonada e certamente produzirá ervas daninhas.

Se então, você for lidar de modo sábio com seu filho, não deve deixá-lo sujeito a sua própria vontade. Pense por ele, julgue por ele, aja por ele, do mesmo modo que você faria por uma pessoa fraca e cega; mas, pelo amor de Deus, não o entregue aos seus próprios gostos e inclinações voluntariosos. Não devem ser suas preferências e desejos que são consultados. Ele ainda não sabe o que é bom para sua mente e alma, mais do que o que é bom para seu corpo. Não o deixe decidir o que ele deve comer, o que ele deve beber, e como ele deve se vestir. Seja consistente, e lide com a mente dele da mesma maneira. Eduque-o no caminho que é bíblico e correto e não do jeito que ele imagina.

Se você não pode decidir-se a este primeiro princípio da educação cristã, é inútil continuar lendo. A vontade própria está perto de ser a primeira coisa que se manifesta na mente da criança, e precisa ser sua primeira resolução, resistir a ela.

Ignore este conselho se você for colocar seu filho rumo à destruição, e ao invés disto, ensine-lhe auto-estima positiva; ensine-o que o maior amor está dentro dele e que o mundo, de fato, gira ao seu redor”.

2) Nunca o discipline corporalmente. Os provérbios que sugerem punição corporal, são bárbaros e ultrapassados. Nós somos civilizados. Nós temos o Ano da Criança! Nós erguemos nossas consciências, não palmatórias! Provérbios 13:24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” está errado. Ignore-o. O 22:15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”, também. E esqueça 23:13-14 “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. Se você for tentado a discipliná-los corporalmente, tente estas desculpas: a) “Eu apanhei quando criança e não quero bater nos meus filhos”. Claro, que é o mesmo que dizer “Minha mãe era gorda, por isso eu não alimento meus filhos”; b) É contra a lei; c) Minha sogra não gosta disso. Seja criativo e pense em outras desculpas; você achará fácil criá-las.

3) Quase tão proveitoso quanto nunca discipliná-los é discipliná-los corporalmente insensata e/ou severamente. A correção bíblica é amorosa, firme e controlada. Excesso de correção bíblica o conduziria à outra direção.

4) Esta é a favorita de muitos pais: nunca use a Escritura na correção. Nunca explique para seus filhos qual é a vontade de Deus sobre o assunto. Não tome Deuteronômio 6: 4-9 literalmente (“Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”).

5) Nunca admita que você está errado. Se você deseja que seus filhos cresçam descorteses e hostis, nunca os deixe vê-lo humilhado ou aceitando correção. Nunca lhes peça desculpas; nunca reprima seu orgulho.

6) Seja hipócrita. Esta é boa para lembrar. Ensine-os através das suas ações, que suas palavras não têm valor para você.

7) Instrua-os para escolher sua própria religião. Afinal, você não pode forçá-los a crer.

8) Não ore com eles ou por eles, pública ou privadamente. Se você precisa de uma desculpa, lembre que eles acharam graça de você da primeira vez que você tentou. Normalmente isto é suficiente para fazê-lo desistir.

9) Evite cantar salmos e hinos com seus filhos. Mas se por alguma razão você achar que deve, nunca lhes explique o sentido.

10) Responda cada pergunta religiosa com “Porque nós sempre fizemos assim”. Este é um dos meios mais eficazes de convencê-los que o cristianismo é meramente uma tradição e não a Verdade.

11) Não os previna sobre evolução ou outros mitos populares. Não os informe sobre heresias da história ou suas modernas iterações. Não lhes fale nada sobre teologias antagônicas e o porquê as igrejas ortodoxas as rejeitam.

12) Deixe-os expressarem-se de qualquer modo que escolherem, seja no seu jeito de vestir, no jeito que usam seu cabelo ou no seu linguajar. As novidades sempre devem ser seguidas. Se eles desejam tatuagens ou vários piercings, relaxe e aproveite. Não interfira. Afinal a vida é deles. E nunca olhe aquilo que eles lêem. Eles têm direitos, você sabe. Você não lê os boletins da ACLU (União Americana para Liberdades Civis)?

13) Não os faça trabalhar por nada. O amor, apesar de tudo, deve ser incondicional, certo? Então, lhes dê tudo e não espere nada. (Isto é exatamente o que você obterá).

14) Desde a infância, use uma linguagem simples ao falar com eles. Não espere que alcancem a maturidade e eles satisfarão suas expectativas!

15) Não os abrace ou beije ou lhes faça cócegas, e seja muito parcimonioso com respeito a lhes dizer que os ama. Evite por completo, se possível. Afinal, isto não é muito másculo.

16) Deixe-os mentir sem sofrer punição. Prove com isto que a verdade tem pouco valor em sua casa.

17) Deixe-os desperdiçar tempo, a esmo e sem propósito. Prive-os daquela idéia puritana que descansamos bem para melhor trabalhar. Tente incutir neles a moderna noção que trabalho existe a fim de custear nossa diversão nos fins de semana; damos duro para podermos “badalar”!

18) Mantenha a TV sempre ligada, especialmente durante os comerciais. Este é o meio mais fácil e certo de guiar seus filhos para o inferno. Pense! Ela pode ser pode ser o terceiro (e o único realmente presente) "pai" delas, e a sua melhor amiga. Duas horas na igreja aos domingos não terão um papel eficiente na formação do caráter delas, quando confrontadas com 25 horas de televisão. Todo absoluto, de qualquer fonte, será “relativizado” para sempre. A televisão tem sido a melhor amiga do diabo, então a deixe possuir a sala de estar e a cozinha também. Se possível, deixe-a ligada durante o jantar, assim ela pode reivindicar, sozinha, o título de senhora e mediadora da verdade em sua casa.

Se você seguir estes 18 passos, há pouca dúvida de que seu filho estará entre aquela população infernal.
Mas eu, particularmente, penso que você rejeitará toda esta horrenda insensatez acima e se curvará a mais solene responsabilidade que Deus já lhe deu: Ser pai e mãe. Se Deus nos concede a aptidão de conduzir nossas crianças à perdição, porque alguém duvidaria que Ele nos dá a habilidade, a responsabilidade, na verdade, o privilégio, de conduzi-los ao céu? Se nós fielmente seguirmos Seu método de criação de crianças da aliança, elas estarão entre a população celeste por toda a eternidade. Que incentivo à fidelidade!

A aliança continua por gerações, mas ela continua junto ao caminho da fidelidade, não o da presunção. Nós temos incomparavelmente grandes e preciosas promessas da parte de Deus, bem como admoestações. Ele nos exorta que não fazer nada é a coisa errada. Ensine a criança em seus próprios caminhos, e quando ela for velha, não se desviará dele. Mas Ele promete que fazer a coisa certa ocasionará a uma colheita de promessas cumpridas. Ouça Deus meditando consigo mesmo concernente a Seu amigo Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (Gênesis 18:19).

Esta promessa é para você e para seus filhos, e para tantos quantos o Senhor, nosso Deus, vier a chamar. É uma promessa com condições; que alegria é cumpri-las, visando a recompensa a que elas conduzem! Amém.

domingo, dezembro 27, 2009

Vara: Instrumento Divino da Disciplina

Ontem vi uma reportagem que mais uma vez me entristeceu. A forma do Criador educar Sua criatura mais uma vez negligenciada por aqueles que se dizem peritos em educação, mas que na verdade nunca se atentaram ao verdadeiro manual de instrução humano. Em pauta, a questão da disciplina física aos filhos.


>> Veja este post no novo layout de Todah Elohim (clique).

quinta-feira, agosto 20, 2009

Olhe!

Olhe para trás!
Veja os obstáculos que você já superou.
Veja quanto você já aprendeu nesta vida e quanto já cresceu.

Olhe para frente!
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair.
Estabeleça metas, tenha planos e prossiga com firmeza.

Olhe para dentro!
Conheça seu coração e analise seus projetos;
Mantenha puros seus sentimentos.
Não deixe que o orgulho, a vaidade e a inveja dominem seus pensamentos e seu coração.

Olhe para o lado!
Socorra quem precisa de você.
Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles que o cercam.

Olhe para baixo!
Não pise em ninguém...
perceba as pequenas coisas e aprenda a valorizá-las.

Olhe para cima!
Há um Deus maior do que você, que te ama muito e tem todas as coisas sob seu controle.

Olhe para Deus!
Perceba a profundidade, a riqueza e o poder da bondade divina.
Sinta esse Deus que olha por você todos os dias da sua vida!

Autor desconhecido por mim

Quanto melhor é adquirir a sabedoria do que o ouro! E mais excelente, adquirir a prudência do que a prata!
Provérbios 16:16

quarta-feira, julho 29, 2009

Quem é Seu Amigo?

Certa vez um soldado disse ao seu tenente:
- Meu amigo não voltou do campo de batalha. Senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
- Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado,ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando o cadáver de seu amigo.
O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens!
- Diga-me, valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro que sim, senhor!!!
- Quando o encontrei ele ainda estava vivo e pôde me dizer, "tinha certeza que você viria!"



Autor desconhecido por mim

Não abandones o teu amigo, nem o amigo de teu pai...
Pv 27.10a

domingo, dezembro 14, 2008

John Chrysostom: Os Bens de Nossas Crianças


We take care of our possessions for our children. But of the children themselves we take no care at all. What an absurdity is this! Form the soul of thy son aright, and the rest will be added hereafter. 


(Tradução) Nós tomamos contas de nossas posses pelas nossas crianças, mas das crianças mesmo nós nem tomamos conta. Que absurdo é isso! Forme a alma de vosso filho corretamente e o descanso será doravante adicionado.

-- John Chrysostom




Esta frase me recorda duas passagens em especial de Provérbios

22.6; Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.

29.17; Discipline seu filho, e este lhe dará paz; trará grande prazer à sua alma.

quinta-feira, setembro 11, 2008

Provérbios 32

Durante meu tempo no Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) em 2006, fui desafiado por um querido professor para escrever o capítulo 32 do livro de Provérbios. Como assim? Ele simplesmente disse para selecionar um versículo de cada capítulo de Provérbios e então juntá-los. Este foi um excelente exercício para que eu tentasse memorizar cada versículo escolhido dos 31 capítulos do livro e pensasse mais sobre as coisas que tem mais chamado à minha atenção no momento.

Abaixo a tabela com meu capítulo 32 de Provérbios, que não é a mesma da época de quando estive no SBPV, pois dois anos depois, minha vida já mudou significativamente, bem como alguns de meus focos e maturidade.

Pv 32.1-31 de setembro 2008 de Zambelli:

Passagem

Texto (NVI)

Reflexão

Pv 1.23

Se acatarem a minha repreensão, eu lhes darei um espírito de sabedoria e lhes revelarei os meus pensamentos.

Devo ter um coração humilde e acatar as disciplinas provenientes de Deus, pois meu desejo é conhecer os pensamentos do SENHOR (cf. 3.11-12).

Pv 2.6

Pois o SENHOR é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento.

Somente terei acesso à sabedoria se procurar pelo único acesso a ela: a revelação de Deus.

Pv 3.14-15

pois a sabedoria é mais proveitosa do que a prata e rende mais do que o ouro. É mais preciosa do que rubis; nada do que você possa desejar se compara a ela.

Meu maior desejo de posse deve ser a sabedoria. Ela é sem comparação financeira com qualquer coisa que eu venha ou possa ter (cf. 4.7)

Pv 4.14-15

Não siga pela vereda dos ímpios nem ande no caminho dos maus. Evite-o, não passe por ele; afaste-se e não se detenha.

Por mais convidativo que seja o caminho dos maus, Provérbios me exorta para estar atentamente longe de tal procedimento.

Pv 5.3-4

Pois os lábios da mulher imoral destilam mel; sua voz é mais suave que o azeite, mas no final é amarga como fel, afiada como uma espada de dois gumes.

Devo lembrar-me constantemente que o prazer sexual pleno eu tenho com minha amada esposa, com quem sempre me alegrarei.

Pv 6.23

Pois o mandamento é lâmpada, a instrução é luz, e as advertências da disciplina são o caminho que conduz à vida;

"A VIDA" tem seu caminho traçado na Bíblia, a mim dependendo somente estudá-la e vivê-la.

Pv 7.4

Diga à sabedoria: "Você é minha irmã", e chame ao entendimento seu parente;

Devo tratar a sabedoria e o entendimento com intimidade, e isso requer que eu os conheça bem.

Pv 8.13

Temer o SENHOR é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso.

A sabedoria personificada diz o que é temer o SENHOR. Procedimentos pecaminosos não são simplesmente tolerados por ela.

Pv 9.10

O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento.

A passagem chave de Provérbios (cf. 1.7) me mantém alerta sobre o pré-requisito da sabedoria: temor ao SENHOR.

Pv 10.17

Quem acolhe a disciplina mostra o caminho da vida, mas quem ignora a repreensão desencaminha outros.

A disciplina conduz ao caminho reto, mas a exortação ignorada propicia outros a serem influenciados pelo erro do indisciplinado.

Pv 11.12

O homem que não tem juízo ridiculariza o seu próximo, mas o que tem entendimento refreia a língua.

Ridicularizar alguém é demonstração de falta de entendimento.

Pv 12.16

O insensato revela de imediato o seu aborrecimento, mas o homem prudente ignora o insulto.

Ignorar o insulto e agir com zelo e paciência em uma discussão demonstra prudência.

Pv 13.8

As riquezas de um homem servem de resgate para a sua vida, mas o pobre nunca recebe ameaças.

A riqueza pode trazer vários benefícios, mas a pobreza evita males que o rico não tem condições de evitar.

Pv 14.15

O inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa.

Devo, ao invés de simplesmente aceitar idéias ou crer em aparentes fatos, observar as evidências e traçar um plano cuidadosamente. Este provérbio me lembra 1Ts 5.21.

Pv 15.3

Os olhos do SENHOR estão em toda parte, observando atentamente os maus e os bons.

Temor ao SENHOR é a expressão que resume este versículo. Devo sempre me lembrar que Aquele que infinitamente me ama, tem olhado meus procedimentos e é capaz de me disciplinar (Hb 12.6).

Pv 16.6

Com amor e fidelidade se faz expiação pelo pecado; com temor do SENHOR o homem evita o mal.

A segunda parte do provérbio me chama muito à atenção, visto que "mostro-me de fato como sou quando estou sozinho".

Pv 17.16

De que serve o dinheiro na mão do tolo, já que ele não quer obter sabedoria?

Percebo que muitos provérbios chamam à atenção do leitor para dizer que não há nada mais valioso do que a sabedoria. Devo buscá-la e utilizar meus recursos para isso também!

Pv 18.17

O primeiro a apresentar a sua causa parece ter razão, até que outro venha à frente e o questione.

Já vivenciei isto algumas vezes. Por isso, este trecho me lembra em ser cuidadoso para não tomar juízo antes de ouvir ambas as partes.

Pv 19.27

Se você parar de ouvir a instrução, meu filho, irá afastar-se das palavras que dão conhecimento.

Prestemos sempre atenção nas instruções para que não nos afastemos das palavras que dão conhecimento.

Pv 20.7

O homem justo leva uma vida íntegra; como são felizes os seus filhos!

Agora que serei pai, desejo mais ainda ser uma pessoa exemplar, em especial aos meus filhos, que refletirão em muito o meu ser.

Pv 21.23

Quem é cuidado no que fala evita muito sofrimento.

Zelo é, ao meu ver, uma palavra intrínseca a muitos provérbios, inclusive este, que mostra o devido procedimento daquele que fala.

Pv 22.9

Quem é generoso será abençoado, pois reparte o seu pão com o pobre.

A generosidade humana será retribuída com a generosidade divina, Suas bênçãos.

Pv 23.12

Dedique à disciplina o seu coração, e os seus ouvidos às palavras que dão conhecimento.

Devo aplicar (ARA) meu coração (mente, vontade, Inteligência) e meus ouvidos especificamente ao ensino (ARA) que dá conhecimento.

Pv 24.19-20

Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos ímpios, pois não há futuro para o mau, e a lâmpada dos ímpios se apagará.

Devo sempre me lembrar que, em última instância, o mau pagará pelo seu mau. Que eu não tenha inveja de maldade dos ímpios.

Pv 25.6-7

Não se engrandeça na presença do rei, e não reivindique lugar entre os homens importantes; é melhor que o rei lhe diga: "Suba para cá!", do que ter que humilhá-lo diante de uma autoridade. O que você viu com os olhos

Devo tomar todo o cuidado de não desrespeitar líderes publicamente para que pessoas vejam o que conheço e me imponham como líder ao lado dos homens importantes.

Pv 26.22

As palavras do caluniador são como petiscos deliciosos; descem saborosos até o íntimo.

Ao ler este provérbio, lembrei-me das inúmeras vezes que ri em função de uma comédia que na verdade, deveria me fazer triste pela explícita pecaminosidade do homem.

Pv 27.6

Quem fere por amor mostra lealdade, mas o inimigo multiplica beijos.

Tenho de entender que as exortações que recebo são de pessoas que possivelmente me amam. Além disso, devo ter mais iniciativa em mostrar minha leal amizade através de admoestações.

Pv 28.13

Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.

Apesar de Deus saber tudo o que fazemos (Pv 15.3), precisamos reconhecer e abandonar o nosso pecado para obtermos misericórdia.

Pv 29.23

O orgulho do homem o humilha, mas o de espírito humilde obtém honra.

Humildade é o fundamento de honra para o homem. Sem ele, a essência da honra é injuriada.

Pv 30.5-6

Cada palavra de Deus é comprovadamente pura; ele é um escudo para quem nele se refugia. Nada acrescente às palavras dele, do contrário, ele o repreenderá e mostrará que você é um mentiroso.

A palavra de Deus é eternamente imaculada. Este provérbio me faz desejar memorizar mais as Escrituras para que minha língua não seja culpada de dizer o que Ele nunca disse.

Pv 31.8-9

Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados.

Apesar do texto se dirigir à realeza, ele me ensina a ser justo e em especial, tomar à frente de causas que prejudicam aos pobres. Ajudá-los a defender suas causas.

Incentivo todos a um dia colherem as preferidas pepitas de cada capítulo e fazer o seu Provérbio 32.

terça-feira, agosto 19, 2008

Breve Aspectos Introdutórios de Provérbios

Na igreja onde eu congrego, fazemos, durante a semana, uma divisão de grupos nos lares que chamamos de koinonia, a palavra grega para o substantivo "comunhão" em português. O atual tema tratado em nossa koinonia é o livro de Provérbios.

Por isso, gostaria de deixar aqui, alguns rápidos pontos sobre este tão prático livro bíblico.


Autoria e Data
O livro é na verdade uma coletânea de escritos de diferentes sábios, apesar de levar o nome de "Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel", que realmente parece ser o autor de grande parte destes provérbios (1Rs 4.32). Os subtítulos encontrados nesta obra evidencia a compilação: 1.1; 10.1; 22.17; 24.23; 25.1; 30.1; 31.1.

Não há uma data exata que possa ser atribuída ao livro, mas creio, em função de argumentos que não serão discutidos aqui, que o livro tenha sido escrito entre o séc. X e VIII antes do nascimento de nosso salvador Jesus de Nazaré. Vale lembrar que o séc. X foi o apogeu deste tipo de literatura em Israel com a presença do rei-sábio.

É possível que a data de compilação para o livro seja a época de Ezequias, quando houve um grande reavivamenteo religioso e literário em Israel.


Mensagem
Segundo o teólogo Carlos Osvaldo Cardoso Pinto, a mensagem do livro de Provérbios pode ser sintetizada da seguinte forma:

"O plano moral de Deus para uma vida regrada precisa ser abraçado em atitude de reverente obediência a Yahweh por aqueles que aspiram a uma vida significativa como indivíduos e como membros de uma sociedade pactual."


Importante Questão
É notório que Provérbios é um livro pouco pregado nas igrejas em geral. Ele serve muito mais como um "tapa-buracos" de idéia que muitas vezes circundam o perigo da não contextualizaçao. Algumas dificuldades interpretativas salientam isso e sem ser exaustivo, creio que:
  • os provérbios que conflitam com a realidade contemporânea nos desanima;
  • o conteúdo aparentemente só "secular" à verdade teológica nos leva a questionamentos sem respostas;
  • alguns provérbios desafiam os fiéis à Palavra de Deus em função das políticas educacionais e às vezes legais de nossa sociedade moderna (cf. 23.13).

Por isso, se não entedermos o objetivo do livro como um todo, podemos muitas vezes ser seduzidos por falsos ensinos como a própria teologia da prosperidade. O livro de Provérbios não é um compêndio de promessas absolutas, mas um guia de princípios gerais.

As máximas de Provérbios não são promessas absolutas, mas princípios gerais baseados na observação cuidadosa da experiência humana (Hill e Walton).

Muitas das máximas proverbiais devem ser reconhecidas como diretrizes gerais, não como observações absolutas; não são promessas couraçadas (Buzzel).

Se não tivermos como pano de fundo esta verdade sobre a intenção do livro e da própria característica literário de um provérbio, posso garantir que a leitura deste prático livro será no mínimo, muito frustrante para você.

Fontes:
Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento por Carlos Osvaldo Pinto (Ed. Hagnos).
Apostila de aula: Provérbios, andando em sabedoria por David Merkh (SBPV - 2006).