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quinta-feira, outubro 24, 2013

A Oração é anterior à Missão

Por T. Zambelli



Li/escutei uma frase esta semana que espero nunca mais esquecer:
"A história de missões é uma história de oração respondida." -- Samuel Zwemer

Essa frase me liga diretamente às palavras de Jesus, segundo Mateus (9.36-39): Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.  Então disse aos seus discípulos: "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.  Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara". (grifo meu)

É comum dizermos "a obra é do Senhor." O que não é comum, é cristãos, depois de lerem o texto sagrado, simplesmente conversarem com o Pai: "Senhor, envie trabalhadores para Sua seara." Não me refiro às orações fervorosas ou piedosas (que aprecio). Refiro-me simplesmente a um diálogo com o Pai, o dono da obra, dono da seara. Nem esse simples diálogo parece ser comum entre aqueles que reconhecem as Escrituras como o veículo especial de comunicação de Deus para com Suas criaturas feitas à Sua imagem e semelhança, que nos ensina, antes de ir ou enviar, pedir ao Pai.

Espero que eu e você, possamos, sem vãs repetições, mas com um coração genuinamente desejoso e verdadeiro, frequentemente (entenda diariamente) dialogar com o Pai para que envie mais trabalhadores para uma seara (mundo) que tem:
  • 7.000 grupos não alcançados dos 16.000 existentes;
  • Mais de um bilhão de pessoas que não conhecem um cristão que pode lhe dizer sobre o Evangelho de Cristo;
  • 1/3 que nunca sequer ouviu este Evangelho, poder de Deus para salvação de todo que crê (Rm 1);

"Pai, envie mais trabalhadores, por favor."

terça-feira, janeiro 22, 2013

Uma oração: livrai-nos do mal


Certa vez, depois de uma breve reflexão sobre a frase "livrai-nos do mal" da oração conhecida como "Pai Nosso," Reinaldo Bui sugeriu a seguinte oração:

"Senhor, livra-me do mal de atentar para uma proposta de satisfação legítima mas que não proceda de Ti; de achar que sou melhor do que os outros; de pensar em satisfazer o meu desejo antes de atender a necessidade de um irmão; de não obedecer ou não honrar a Tua vontade; de analisar o mundo e as situações de acordo com as minhas conveniências. Livra-me do mal, Senhor, da infidelidade, do orgulho e do preconceito para com os que ainda não te conhecem; de perder tanto tempo e dinheiro com o que não tem valor; de julgar segundo as aparências; de não me importar em conhecer para entender e esclarecer. Livra-me do mal das falsas motivações; das dissimulações; do dolo e da mentira oportuna. Livra-me do mal da maledicência; da indiferença; da insatisfação com o que o Senhor me dá; da conformidade com a violência reinante; da impaciência com tudo e com todos; de minhas atitudes pedantes; da minha falta de atenção com os necessitados; de responder antes de pensar; de demonstrações iracundas; de reações coléricas. Livra-me do mal da falta de domínio próprio; de fraquejar na fé em momentos de dificuldade; de confiar mais na minha força do que na Tua Palavra; de falar o que não devo; do mal da murmuração; da procrastinação; da desistência; de me acovardar em tempos difíceis; da amargura e do rancor; do pensamento vingativo. Livra-me do mal da soberba; da presunção; da malícia; da calúnia; da inveja; da avareza; de difamar um irmão para me sentir superior; do cinismo; da impureza; das discussões; de dividir o Corpo com minhas opiniões. Livra-me do mal de achar que posso Te controlar; de não olhar para o Senhor como deveria; de pensar que sou merecedor ou que tenho algum mérito em mim mesmo. Livra-me do mal de sequer atentar para a inclinação soberba da minha carne; de não confiar em Ti; de dar preferência a ensinos e tradições humanas; de não considerar e não compreender a Tua magnitude e o Teu poder; de querer que o Senhor esteja às minhas ordens para satisfazer a minha vontade. Livra-me Senhor do mal."

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Alguns passos para vencer a tentação de não orar

Reinaldo Bui escreveu:

Há uma tendência natural em nossa carne a não orar. Muitas vezes limitamos nossa vida de oração a poucos segundos antes das refeições, ao despertar e ao deitar-se à noite... Isto quando lembramos! Precisamos a todo custo vencer a tentação de permanecer nesta letargia espiritual. Dr. John Rice propõe os seguintes passos:
  1. Procure dedicar um pouco de tempo, ainda bem cedo, todos os dias, para orar e meditar na Palavra de Deus. Quanto mais cedo melhor. Um bom horário pela manhã seria antes de comer. Um grande missionário tinha o seguinte lema: Sem Bíblia, sem café da manhã.
  2. Crie o hábito de orar até alcançar paz com relação ao problema ou a dificuldade que esteja passando. Frequentemente não obtemos resposta a uma oração em um mesmo dia.
  3. É preciso separar tempo para orar sobre os problemas que nos sobrevêm.
  4. Deixe de formalidade e permita que a oração seja uma conversa simples com Deus. Cada crente deveria dizer, muitas vezes por dia: "Senhor, pequei nisso... me perdoe"; ou "Senhor, me ajude a saber o que dizer a esta pessoa!" Ou ainda: "Senhor ajuda-me na solução dessa dificuldade." Faça da oração um detalhe importante da sua vida, junto com os demais.
  5. Procure seguir os exemplos da Bíblia e seus ensinos sobre a oração. Leia, por exemplo, o salmo 55 e veja que em sua angústia Davi buscava o SENHOR: Eu, porém, clamo a Deus e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã, e ao meio dia choro angustiado, e Ele ouve a minha voz. (Salmo 55.16-17)

quinta-feira, agosto 16, 2012

E nos dedicaremos à oração e ao ministério da Palavra (Atos 6.4)

Por T. Zambelli

O título deste post está em Atos 6.4. Eis o contexto:

Naqueles dias, crescendo o número de discípulos, os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica, porque suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimento. Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: "Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra". Tal proposta agradou a todos. (At 6.1-5a NVI)

Nesta semana, meu pastor, Fernando Leite, chamou-me à atenção com a seguinte pergunta: "quando os apóstolos escolheram pessoas para lhes ajudar, qual foi o objetivo?"

A resposta é clara no texto. Os apóstolos de Jesus (os Doze - v.2) corriam o risco de negligenciar o ministério da palavra de Deus, ou seja, o serviço do ensino/proclamação das Escrituras/da Verdade. Por isso, eles escolheram sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria para que os apóstolos pudessem se dedicar à oração e ao ministério da palavra.


Em suma, homens piedosos foram encarregados para servir às mesas para que os Doze pudessem se dedicar à (1)oração e ao (2)ensino da Palavra.

Ao olhar para este texto noto uma simples, porém profunda aplicação: como líder, tenho me dedicado corretamente à oração? Tenho me dedicado corretamente ao ministério da Palavra?

Caro amigo líder em sua igreja local, você tem se dedicado à oração? E ao ensino das Escrituras? Oro agora para que cada líder em sua comunidade eclesiástica, à semelhança do texto bíblico, possa se dedicar mais à oração e ao ministério da Palavra - não negligencie isto!

terça-feira, junho 12, 2012

Para quem tem dificuldade de orar

Por Maurício Zágari

Li outro dia uma frase atribuída a John Piper em que ele diz que escatologicamente a grande função das redes sociais será provar ao chegarmos diante de Deus que todos tivemos tempo para orar e não o fizemos. Curiosa e verdadeira a sua afirmação. Não adianta dizermos que não temos tempo para trocar uma ideia com nosso Pai se passamos uma a duas horas por dia no twitter ou no Facebook. Não sejamos hipócritas: a maioria dos cristãos que não oram o faz por pura preguiça ou porque prioriza outras coisas: Internet, o seriado predileto, o jogo de futebol ou mesmo o(a) namorado(a).

Mas há aqueles que até gostariam de orar, querem muito se disciplinar nisso mas se perdem nas orações, o pensamento viaja, não sabem o que dizer e uma série de outras questões. “Como devo orar?”, se perguntam. A verdade é que há inúmeras maneiras corretas de praticar o religare com o Pai. Mas vou deixar aqui, a título de sugestão para quem tem dificuldades, o modo que adotei para mim. Pode ser que ajude ou pelo menos lance uma luz que te aponte caminhos.

Mas, antes disso, só uma consideração: muitas igrejas põem a oração como uma espécie de posto de gasolina para ter poder. Daí o surgimento de frases como “muita oração, muito poder. Pouca oração, pouco poder”. O que e um equívoco: oração não é um canal de obtenção de poder, mas um momento de intimidade com o Pai. Imagine se seu filho, cônjuge, namorada(o) ou melhor amigo chegasse até você e dissesse: “Vim conversar com você não para matar as saudades, saber como você está e contar como foi meu dia, mas só para pegar um dinheiro emprestado”. Chato, não? Com Deus é a mesma coisa. Deus não quer que você se achegue a Ele para obter poder, isso é ser interesseiro. Ele que que você vá até Ele pelo prazer de estar em sua companhia. Com a Cruz de Cristo o véu do templo se rasgou para que nós, seus filhos, tivéssemos um relacionamento direto com o Pai. Tivéssemos intimidade. Os benefícios da oração são a consequência dessa relação. Não é porque queremos benefícios que vamos orar, é porque oramos que recebermos benefícios.