quinta-feira, março 31, 2011

A fundamental importância da presença dos pais na primeira infância

Click here if you only know English.

Versão issuu (click).

Se alguém não cuida de seus parentes, e especialmente dos de sua própria família, negou a fé e é pior que um descrente (1Tm 5.8 - NVI).

Caro leitor,

tenho colocado em meu blog inúmeros artigos que não são de minha autoria. Isso porque acredito que eles podem contribuir com seu relacionamento com Deus.

Demorei muito tempo para traduzir o artigo abaixo. Em primeiro lugar porque não tenho o inglês que gostaria. Em segundo, porque meu português precisa ser várias vezes revisto. Em terceiro, porque as questões de meu trabalho nem sempre me deixam tempo para outras questões como esta, que não são mais nem menos importantes do que tenho feito.

Sem prolongar, queria dizer que de todos os artigos de meu blog, acredito ser este um dos mais importantes. É meu sonho que ele chegue a cada pai e mãe que fala português ou inglês, sejam eles cristãos ou não, para que nunca se esqueçam do dever que tem para com seus filhos e a importância que é estar ao lado deles especialmente na primeira infância. Eis o alerta: cuide de seu filho! Você pode ser instrumento deste sonho que não quero que seja somente meu. Espero que entenda plenamente depois de ler este artigo. Boa leitura!


Por James Dobson, Ph.D.

Queridos amigos,

saudações de todos nós de Focus on the Family. Espero que vocês estejam curtindo estes últimos dias de verão antes das várias responsabilidades que a primavera nos traz. Nosso ministério vai bem, embora, sendo bem honesto, nós poderíamos fazer um bom uso de uma pequena ajuda financeira. Se você pode providenciar esta assistência, nós seguramente ficaríamos contentes com este empurrãozinho. Jim Daly, nosso presidente e CEO junto de todo time ministerial ficariam aliviados em ter este apoio.

Mas sobre o assunto desta carta... Você sabe que de todos os assuntos que me interessa, criança é o assunto que está no topo da lista. Eu devotei grande parte de minha vida profissional ao bem-estar delas, primeiramente como um jovem professor, em 1960, depois como um psicólogo escolar e administrador, depois como pesquisador e professor em um grande hospital para crianças e desde 1977, em meu papel em Focus on the Family. A maior parte de meus livros é sobre crianças. Obviamente, eu amo crianças! Amo tudo sobre elas, e este é o porquê de eu ter feito meu doutorado sobre o desenvolvimento da criança na University of Southern California. Foi uma corrida recompensadora.

Eu digo isso para expressar minha preocupação constante à esta geração de crianças, especialmente durante os primeiros anos da infância. Muito depende de suas relações com suas mães e pais, que é uma questão que eu discuto com sagacidade em meu livro, Bringing up Boys. Eu desejo que cada pai, cada avô e cada professor esteja ciente do estudo que eu compartilho no capítulo “Mães e Filhos,” porque sérios equívocos estão acontecendo, equívocos que possuem implicações para toda a vida das crianças, tanto de meninos quanto de meninas.

Com isso em mente, deixe-me compartilhar uma parte de minha obra que foca mães e o vital papel que elas exercem. Se você não tem mais crianças, talvez possa passar esta carta adiante para alguém que tenha. Isso pode fazer uma diferença enorme na preciosa vida de um menino ou menina.

terça-feira, março 29, 2011

O ‘Outro Deus’ do Teísmo Aberto

Por Thomas Tronco

O recente tsunami no Japão mais uma vez levantou a questão: onde estava Deus na hora da tragédia? Essa pergunta ecoa todas as vezes em que tragédias ocorrem. Se estoura uma guerra, “onde estava Deus que não a impediu?”. Se barrancos desabam sobre as casas, “por que Deus permitiu tal coisa?”. Se um terremoto devasta uma região ou até um país, “como pode um Deus bom existir se coisas ruins acontecem?”.
A questão é antiga. O profeta Habacuque se viu diante desse dilema. Os israelitas estavam sob o prenunciado juízo de Deus. O Senhor, que durante séculos avisou, repreendeu e aguardou com paciência pelo arrependimento do povo, finalmente enviou a eles a devida consequência do seu pecado. Entretanto, o fez pelas mãos de um povo cruel que agiu com injustiça. Assim eles são descritos: “Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa [...] Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade” (Hc 1.6,7). Se essa descrição não deixa claro que o “direito” e a “dignidade” que os babilônicos criavam eram bem “questionáveis”, o v.9 arremata a questão afirmando: “Eles todos vêm para fazer violência”. Diante disso, a pergunta de Habacuque a Deus soa de maneira muito natural aos olhos humanos: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).
O medo de Habacuque, ao que parece, era notar que Deus não era tão amoroso ou justo como ele sabia ser. Era um “nó” que não se desatava na mente do profeta. Era a tensão entre aquilo que ele cria e aquilo que ele via. E ele não foi o único a questionar o Senhor diante do sofrimento. Jó, muito tempo antes, ao sofrer com os ataques de satanás que lhe custaram os bens, os filhos e, finalmente, a saúde, também se viu diante do mesmo dilema.. Discordando da ideia de que sua calamidade seria uma punição, diz Jó a Deus: “Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem? São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem, para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado? Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão” (Jó 10.4-7). O receio de Jó é sofrer um tratamento da parte de Deus sob critérios imperfeitos comuns nos homens e não em um Deus sábio e justo.
Essa “aparente” injustiça e falta de amor sempre exigiu uma resposta e os servos do Senhor sempre se esmeraram em oferecê-la de modo a preservar a perfeição, a santidade e a bondade do Senhor como descritas nas Escrituras.. Esse tipo de defesa recebe o nome de teodiceia.. Muitos foram os homens que se renderam a isso. Como, com o passar do tempo, as tragédias não deixaram de existir, ainda hoje há pessoas que tratam a questão e defendem que, mesmo diante das maiores catástrofes, o Senhor eterno é Deus santo e bom. Contudo, nos últimos tempos, alguns autonomeados “advogados” do Senhor criaram um tipo de defesa “às avessas”. Em lugar de afirmarem, como os defensores do passado, que, ainda que Deus tome decisões duras, elas fazem parte de um plano bom daquele que é perfeito e soberano, tais rábulas dizem que Deus não é culpado pelas tragédias simplesmente porque “nada teve a ver com elas”.. Dizem que ele não as orquestrou e que nem sequer sabia que aconteceriam.. Defendem que, caso soubesse, certamente as evitaria. Para eles, somente assim agiria um Deus que é bom e amoroso.. Esse tipo de argumentação recebeu o nome, no meio teológico e eclesiástico, de “teísmo aberto”.
Apesar de o teísmo aberto ter a intenção de defender a bondade de Deus diante do problema do mal e do sofrimento do homem, sua extrema ingenuidade teológica ataca tantos pilares da sã doutrina que não sobra sequer um barraco daquilo que deveria ser, na verdade, um palácio imponente.. A falta de visão das implicações de suas afirmações faz com que tais “doutores”, desejando ministrar vitamina à igreja contemporânea, injetem um veneno letal em suas veias..
Um dos motos criados pelos defensores do teísmo aberto foi a expressão “outro Deus”. A intenção de tal expressão é transmitir a ideia de que a personalidade de Deus defendida pela igreja de tradição histórica, embasada nas Escrituras, não seria, de fato, a expressão de Deus como ele realmente é. Para o teísmo aberto, a visão clássica do Senhor da igreja é resultado de equívocos, cuja consequência é uma igreja alienada do amor de Deus, desconhecedora da liberdade e opressora dos seus seguidores. Essa é, certamente, uma acusação bem séria que exige análise e resposta. Uma coisa é certa: a expressão “outro Deus”, ainda que infeliz nas bases da sua tese, representa a enorme disparidade entre a igreja histórica e os teístas abertos e no campo da “Teologia Própria” – área da teologia que enfoca a pessoa de Deus. Um dos dois grupos realmente crê em “outro Deus”.
Para tratar a questão, é preciso analisar o “outro Deus” proposto pelo teísmo aberto. Apesar de ser um sistema que possui muitos contornos, há algumas afirmações que são fundamentais na divergência entre a teologia ortodoxa e o teísmo aberto.


‘Deus se limita por amor’
Artigos e entrevistas disponíveis na Internet apontam para o fato de que as bases do teísmo aberto não são análises de textos bíblicos que tratam o assunto em questão, mas reflexões pessoais e resistências a conceitos e respostas teológicas ao problema do mal. Assim, pode-se constatar que o pensamento parte de frases negativas como “não consigo crer em um Deus que mate ou que condene” e, também, de questões positivas como “o que significa ‘Deus é amor?’”. Ainda que a inaptidão de alguém em aceitar certa realidade não seja, nem de longe, fator para desacreditá-la, a pergunta sobre o amor de Deus é tremendamente válida e deve ser respondida. O problema não está na pergunta, mas nos pressupostos que guiam a resposta. Artigos publicados dão conta de que proponentes do teísmo aberto iniciaram tal resposta a partir do seguinte pressuposto: “Deus é amor quando dá ao homem liberdade plena”.
Esse pressuposto, criado no íntimo de tais pensadores, foi estendido a implicações de ordem prática. O pensamento progrediu mais ou menos assim: “Se Deus ama o homem, dá a ele liberdade. Liberdade para quê? Certamente, para ditar os rumos da sua vida. Logo, Deus deve conceder tal liberdade não apenas de modo aparente, mas de fato. Para isso, ele não determina o que irá acontecer nem no presente, nem no futuro. Logo, Deus se abstém de exercer a soberania sobre o homem. Contudo, se Deus não controla a história, mas conhece o futuro, essa liberdade que dá é ilusória, pois tudo que o homem fizer sempre vai levá-lo ao mesmo destino. Portanto, para Deus ser de fato amor, ele não somente deve deixar de ser soberano, mas deve deixar, também, de ser onisciente. Desse modo, Deus se limita por amor..
Essa é uma construção filosófica interessante, mas que não tem qualquer fundamento nas Escrituras para subsistir. Na verdade, essa afirmação existe a despeito do ensino bíblico. Para se ter uma visão melhor sobre esse pensamento filosófico e sua relação com a Palavra de Deus, é preciso analisar as duas principais afirmações do teísmo aberto: “Deus não controla a história” e “Deus não conhece o futuro”.

domingo, março 27, 2011

Adultos que romantizam a idade jovial não traz favor algum aos jovens

Pelo título desta mensagem você já deve ter percebido que é uma tradução (livre). Li um artigo na revista WORLD (Março de 2010, por Janie B. Cheaney) e resolvi compartilhar um pouquinho da leitura, que alías, eu já conhecia a ideia por outro artigo: filmes trazem o perigo de pessoas acreditarem que um verdadeiro amor somente é real quando baseado numa "estória" romântica (utópica da mídia). A autora do artigo cita o livro The Catcher in the Rye e seu repercussão entre os adolescentes. Depois disso fala da prática...
Por que alguns adultos romantizam um tempo da vida que quase ninguém quer reviver? Claro que a adolescência tem suas alegrias, mas estes dias podem ser melhor resumidos como "tapado no universo."(...) A sociedade vive igualmente confusa com os adolescentes, deixando que eles dirijam com 16 anos, mas não permitindo alugar um carro antes dos 23. Encorajam atividade sexual através de diversão e roupas, mas desencorajando-os com os programas de abstinência, celebrando a alienação jovial na literatura, mas deplorando tudo isso dentro da sala de aula - diz Janie.
Ela também cita que recentes pesquisas neurológicas mostram que o córtex pré-frontal e seus ramos às outras partes do cérebro não estão completas até a idade de 25 anos.* Juízo toma tempo para desenvolver e adolescentes, de acordo com as palavras de Janie, tendem a impedir a sabedoria.

Cuidar do caráter e atitude dos jovens não é obrigação do estado, mas dos pais. Que todos os pais lembrem-se sempre disso! Como um pai tem compaixão de seus filhos... (Sl 103.13.1)

*Sugiro que o leitor deste post estude o significado de criança no texto bíblico, pois pode ajudar a compreender a questão que a autora cita do que pesquisas revelam. Um pouco sobre isso: נַ֫עַר (na’ar) é a palavra que traduz criança no texto bíblico, mas que se associa também com outras faixas etárias que o nosso conceito português de criança não tem. Tal palavra também indica um moço ou jovem (25 anos da pesquisa?). Seu conceito também está ligado, além de tempo cronológico,  com maturidade. -- Uma tradução moderna poderia ser a palavra “moleque” que tem sentido pejorativo. Uma criança ou jovem moleque apresenta muita insensatez (Pv 22.15)

quarta-feira, março 23, 2011

Barnum: dinheiro como...

Money is a very excellent servant, but a terrible master.

(Tradução) Dinheiro é um excelente servo, mas um terrível mestre (ou senhor).

-- P. T. Barnum

segunda-feira, março 21, 2011

O Envenenangelho

Por Pablo Massolar
Recebido por e-mail

Cansei de ser “evangélico”! Sei que está em moda dizer isto, mas não digo por causa da moda, como quem vai sendo manobrado como massa, mas sim por causa do nó na garganta mesmo, do aperto no peito e da triste constatação do imenso engano que cegou a igreja evangélica espalhada por todos os lados. Graças a Deus nunca fui “gospel”, mas ser “evangélico” não diz mais o que deveria dizer e não representa tudo o que Deus me chamou para ser Nele em amor e Graça e que está para muito além das portas das igrejas (com “i” minúsculo). Meu lugar, e o convite que recebi, é para ser do Reino e deste privilégio não abro mão.

O que digo certamente será combatido pelos “santos”, pelos “homens de ‘deus’”, por “pastores” e “gente da visão”. Serei chamado de “perturbador da fé”, “insubordinado”, “sem fé”, “sem aliança”, “sem cobertura”, dirão que estou causando escândalo ou coisas semelhantes a estas, mas assumo o que estou dizendo com a convicção de quem não vai pular do barco naufragando, mas que tem a vontade firme na rocha de ganhar a quantos conseguir, dentro e fora do barco, com minha pregação simples, sem arranjos, sem perversão e o mais sincera/verdadeira possível.

Estou enojado e farto de Atos (feiticeiramente) Proféticos, Teo-loteria da Prosperidade, declarações esquizofrênicas de autoridade, coberturas espirituais e recados dados por um “deus” que nunca cumpre o que promete e muda de idéia e direção como quem troca de sapato. Apóstolos, pastores e bispos que subiram no pináculo do templo e se fazem mediadores entre “deus” e os homens tentando fazer-se iguais a Deus, dizendo o que seu rebanho pode ou não pode fazer, julgando o servo alheio, sob a pena de não ordenar mais a bênção de “deus” aos seus discípulos através de sua autoridade. Campanhas de promoção barata e tentativas algemadas de lotar templos com gente que vem enganada e enganando-se, tentando frustradamente, de todos os jeitos, alcançar a inalcançável oração para a qual Deus não disse “amém”, mas que o “profeta” declarou que aconteceria. É gente que lê e ouve o Evangelho, mas leva pra casa e para o coração o envenenangelho.

Há lugar firme na rocha! Mas estes loucos teimam em construir suas casas/templos na areia. Negaram a cruz, afirmando não haver nela salvação suficiente, inventando quebras humanas de maldições hereditárias e uma santidade apenas moral/sexual/farisaica, sem ética e sem caráter, sem verdade de vida no Evangelho. Não crêem que a armadura de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, a couraça da justiça, o cinturão da verdade e o calçado do evangelho da paz são equipamentos dados gratuitamente a todos os que crêem, até mesmo aos mais pequeninos na fé e não somente a uma “elite sacerdotal” detentora de uma “revelação nova”.

Denuncio estes lobos enganadores, raça de víboras, envenenadores do Evangelho que, não se contentando em mudar apenas uma vírgula ou til da revelação, perverteram todo o sentido da Palavra, ensinando doutrinas perversas que nada tem a ver com o Caminho/Boa Nova anunciada em Jesus, o Filho de Deus.

Não creio, de modo algum, em um “deus” que só age ou me livra do mau/mal se eu orar/verbalizar/declarar/profetizar meu pedido. Eu creio em um Deus que ouve minhas orações, sim! Todas elas. Muito antes delas me virem aos lábios. Ele me livra de vales da sombra da morte que eu nem imagino que se levantaram contra mim e vou andando em fé.

Meu Deus não se apresenta em “shows da fé”, não faz politicagem, não dá “jeitinho”, não me abençoa só porque sou fiel, mas em Graça e amor me reconciliou com Ele, sem merecimento algum, sem justiça própria, mas justificado mediante a fé Naquele que por mim se entregou mesmo sendo eu um pecador.

Os cantores de Deus não estão nos palcos das TVs, não lotam auditórios, nem ginásios, não são performáticos, mas estão cantando e louvando a Deus dentro das prisões, no silêncio do seu quarto louvando somente a Deus. Não buscam seu próprio interesse de vender mais CDs, não são idólatras de sua própria imagem.

É triste ver tantos amigos, colegas de ministério, gente querida e de Deus, mas que estão fascinados e tentados pela possibilidade de transformar as pedras em pães, de jogar-se do pináculo do templo e venderem suas almas ao principado deste século de sucesso, holofotes e aplausos. Minha oração é para que estes se arrependam e creiam no Evangelho. Abandonem o envenenangelho pregado por interesses pessoais, medidos em números e não na verdade de Deus produzida em amor. Por favor voltem ao Evangelho!

Há um lugar de liberdade e vida pacificada, plenificada, renovada todos os dias. Sem trocas, sem barganha, sem modificar ou acrescentar nada à Palavra revelada em Jesus, nem mesmo as novas interpretações e revelações exclusivíssimas que alguns falsos mestres e falsos apóstolos dizem ter recebido. O caminho antigo ainda é o Novo e Vivo Caminho em Deus. O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo é nossa garantia irrevogável que (todas) as nossas maldições e dores foram levadas sobre Ele. Está dito! Está escrito! Quem ouvirá? Quem vai crer em nossa pregação?

O Deus que disse “arrependam-se e creiam no Evangelho” te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

sábado, março 19, 2011

Charles Ryrie: A organização dos anjos

Excelente colocação prática:

Os anjos e demônios são organizados, mas os cristãos (individualmente e em grupo), muitas vezes, acreditam que não precisam organizar-se. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata da luta contra o mal. Os cristãos, às vezes, sentem que devem "andar sozinhos" ou esperar vitórias sem qualquer organização, preparação e disciplina. Isso também é válido quando se trata de promover o bem. Há ocasiões em que os cristãos perdem o melhor que poderiam ter por não planejar nem organizar suas boas obras.

-- Charles Ryrie
(Teologia Básica, Mundo Cristão, 2004)

sexta-feira, março 18, 2011

A fé cristã entre os indígenas

Pequeno indígena Wai-wai
Carlos Justino Terena, conseguiu o que para muitos antropólogos é impossível: tornou-se evangélico sem deixar de ser índio. Integrante de uma das principais nações indígenas do Brasil, os Terenas, ele faz parte de um povo bem evangelizado. Dos quase 18 mil indivíduos da etnia, que vivem em aldeias ne região de Aquidauana (MS), quase todos são crentes. Os índios que ainda não se converteram conhecem o evangelho, quer dizer foram evangelizados. Prósperos se comparados a outras tribos que vivem praticamente na miséria, os Terenas se destacam pela organização e modo de vida. Segundo Carlos Terena, nas suas aldeias não existe fome e todos trabalham. "Tem gente que diz que somos mais sabidos que os Xavantes ou os Caiapós, por exemplo. Mas a grande diferença foi a chegada do evangelho.

O fenômeno de tão expressiva conversão ao cristianismo, sem paralelo em nenhum outro dos aproximadamente 250 povos indígenas brasileiros, tem origem centenária, Mais precisamente, em 1905, quando chegaram às terras dos Terenas os primeiros missionários britânicos. Numa época em que não se falava em treinamento transcultural ou princípios antropológicos, o sucesso da missão pioneira que levou praticamente toda tribo aos pés de Cristo, pode ser explicado como um milagre, como conta Carlos Terena: "Meu tataravô, que era pajé da aldeia, recebeu uma revelação sobrenatural de que o nosso povo deveria seguir os ensinos dos missionários brancos que viriam". A fascinante história, que atravessa as gerações, esta sendo contada por ele em um livro.

Hoje o povo terena tem igreja própria, liderança local e até um seminário teológico voltado entre outras coisas ao evangelismo entre os indígenas. Ao contrário do que se pensa, diz Carlos Terena, não é fácil um índio evangelizar outro índio: "como somos de nações e tribos diferentes, trata-se de uma missão transcultural". Apesar disso, enfatiza, é um erro levar o índio ao abandono de sua tradição cultural. Para ele a fé cristã não descaracteriza a natureza do indígena se pregada e assimilada de forma consciente.

Fonte: Conplei
Transcrito da Revista Eclésia, edição 102

quarta-feira, março 16, 2011

T. Zambelli: novo coração

Há um bom tempo escrevi uma frase... Achei neste mês:

Preciso de um novo coração para não me orgulhar nos antigos erros e deixar de lado os risos que não mais existem.

-- T. Zambelli

terça-feira, março 15, 2011

O filho prófugo

Por Marcos Granconato

Se eu fosse um mestre ao estilo de Jesus, contaria aos meus discípulos a seguinte parábola:

Havia uma mulher que tinha vários filhos. Certo dia, um deles decidiu estudar a história da mãe a fim de saber o que se passara com ela ao tempo da juventude. Em suas investigações, o moço descobriu que, tanto na infância como na juventude, sua mãe fora protegida por vários soldados que, com coragem e até à custa da própria vida, a defenderam de homens perversos que, com astúcia e crueldade, tentaram matá-la.

Prosseguindo na análise dos relatos antigos, o curioso filho ficou sabendo que, em tempos mais recentes, quando sua mãe já era uma mulher madura, inimigos terríveis mais uma vez se levantaram contra ela. Esses inimigos, porém, não eram violentos nem sanguinários. Antes, dedicavam-se a difamar a boa senhora dizendo que seu marido, agora ausente, na verdade nunca existira. Também a ridicularizavam, lançavam-lhe impropérios e atribuíam a ela os mais terríveis males da sociedade dos seus dias. De fato, diziam ser por causa dela que o mundo era tão ruim e estimulavam as pessoas a cuspir na boa senhora quando a vissem.

Terminada sua pesquisa, o filho refletiu acerca dos soldados antigos e, surpreendentemente, disparou: “Que péssimos soldados foram aqueles. Como puderam ser tão rigorosos a ponto de não respeitarem os agressores de minha mãe? Quanta rispidez e intransigência! Não é de estranhar que, tendo tais soldados por perto quando menina, minha mãe hoje seja, às vezes, tão rígida!”

Em seguida, o filho pensou nos difamadores de sua mãe, aqueles que tinham divulgado mentiras sobre ela em tempos mais recentes. Seu parecer chocou a todos: “Que homens magníficos foram eles! Que clareza de mente! Que perspicácia em perceber as falhas não só da minha mãe, mas também dos meus irmãos! E que visão nova e magnífica sobre meu pai! Daqui pra frente vou basear todas as minhas ideias no que esses gênios escreveram. Eles é que foram os verdadeiros amigos de meu pai!”

Ouvindo isso, os irmãos do jovem disseram aflitos: “Como podes tu dizer essas coisas? Tu que foste criado no seio de mãe tão honrosa, por meio de quem recebeste a própria vida? E como podes te insurgir contra a memória de soldados tão valorosos que, com sangue, suor e lágrimas, demonstraram tanto amor e cuidado por nossa mãe menina? Tu falas como um doido, tanto mais quando aplaudes justamente aqueles que, com suas mentiras, tentaram destruir não só o nome da nossa mãe, mas até a lembrança do nosso pai debaixo do céu.”

O jovem, porém, respondendo disse: “Vós nada sabeis! Sois intransigentes e radicais como aqueles malignos soldados do passado. Vossas palavras estão cheias de veneno e vossos olhos não podem ver, pois estais cegos. Vossas antigas formas de pensamento, tolices que vos foram inculcadas desde cedo em nossa casa, impedem que enxergueis a verdade ensinada pelos sábios críticos dessa velha caduca e cheia de deformidades que vós ainda chamais de mãe. Se, pois, não podeis suportar o que para mim é cristalino como a água, eis que vos digo o seguinte: doravante, buscarei outra mãe. Ficai vós, como meninos mimados, junto dessa senhora que, para mim, de nada mais serve.”

E, tendo dito isso, partindo, foi.

Quando ouvissem essas coisas, talvez meus discípulos dissessem: “Pastor, explica-nos a parábola do filho prófugo”. Então, eu responderia: “Vós sois assim tão tardios para entender? Atendei, pois, ao significado da parábola: a velha senhora é a Palavra de Deus, o verdadeiro evangelho proclamado pela santa igreja; os soldados são os pais da igreja e os reformadores do século 16; os críticos da mulher são os filósofos seculares mais recentes como Spinoza, Marx, Freud, Nietzsche e Sartre; o filho rebelde são os cristãos de hoje que adotam abordagens teológicas pós-modernas; os outros filhos são os que permanecem comprometidos com a Palavra e são chamados de fundamentalistas radicais pelos mestres pós-modernos. Ora, sempre que um cristão se insurge contra os defensores do Evangelho, admirando os inimigos da fé e buscando sabedoria neles, tal pessoa rompe com o cristianismo histórico e passa a buscar outros evangelhos, desonrando o Pai”.

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!

segunda-feira, março 14, 2011

John Piper: nós existimos para...

We exist to spread a passion for the supremacy of God in all things for the joy of all peoples.

(Tradução) Nós existimos para espalhar uma paixão pela supremacia de Deus em todas as coisas, para a alegria de todos os povos.

-- John Piper

quarta-feira, março 09, 2011

Ovelhas que Precisam de Um Pastor

Por Emidio Viana

E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência
Jeremias 3:15

É de se estranhar porque muitos pastores estão embarcando na onda do humanismo, buscando conhecimento da psicanálise com o intuito de ser um conselheiro capacitado para ajudar suas ovelhas e de maneira geral o povo de Deus, na resolução de seus problemas.

Buscar tal conhecimento é olvidar que Jesus Cristo tem recursos inesgotáveis para satisfazer as mais profundas necessidades emocionais e espirituais do seu povo. Buscar tal conhecimento seria como se esses estivessem proclamando de forma altissonante: A Bíblia é “insuficiente”. Ela não tem resposta para todos os nossos problemas e anseios mais profundos!. “Durante os últimos dez anos têm surgido um grande número de clínicas psicológicas evangélicas. Embora a maioria delas reivindique oferecer aconselhamento bíblico, quase todas ministram, meramente, psicologia secular camuflada com terminologia espiritual. Além disso, elas estão tirando o aconselhamento bíblico do seu lugar próprio, a igreja, condicionando os cristãos (e pastores) a se verem como incompetentes para aconselhar”1. Se olharmos boa parte da literatura que aborda o papel do conselheiro cristão, na íntegra não defende a plena suficiência das Escrituras. Adota o integracionismo, que é a junção da Bíblia com a psicologia. Esse material é usado como livro-texto em diversos seminários e cursos de pós-graduação infiltrando o letal humanismo na igreja de Jesus Cristo.

Para os pastores e conselheiros integracionistas há um inter-relacionamento entre Deus e o humanismo. Veja o que Roger F. Huurding, autor do livro integracionista A ÁRVORE DA CURA, Ed Vida Nova, nos apresenta. “... gostaria de manifestar a minha gratidão a colegas das áreas assistenciais, que estimularam a reflexão e o debate sobre a inter-relação entre teologia e a psicologia”2. Só que para apoiar esse sofisma o autor não tem credenciais de Deus e sua Palavra, que é a nossa diretriz para todo pensamento e comportamento correto. Em contra partida, fico abençoado com a tenacidade de servos de Deus como Dave Hunt e T.A . Mcmahon, que combatem veementemente essa linha de aconselhamento. Em seu abençoado livro A SEDUÇÃO DO CRISTIANISMO, há uma advertência contra essa onda letal que tem invadido muitas Igrejas.

“Variações dessa psicologia se infiltraram na Igreja, nas escolas cristãs e seminários porque pastores e outros líderes aceitaram a alegação de que ela é científica e neutra. A maioria dos crentes não consegue reconhecer que o cristianismo e a psicoterapia são dois sistemas religiosos rivais e irreconciliáveis. A união dos dois como “psicologia cristã” cria um jugo desigual que introduz na igreja a influência sedutora da psicologia secular”3. Muitos crentes estão sendo orientados a melhorar sua auto-estima, pais a desenvolver a auto-estima de seus filhos, jovens desenvolvendo a filosofia do amor-próprio. “Você só precisa amar e aceitar a si próprio como você é. Você precisa se perdoar, eu mereço.... Apesar da Bíblia não ensinar o amor-próprio , a auto-estima, o valor-próprio ou a auto-realização como virtudes, recursos ou objetivos, um grande número de cristãos de hoje têm sido enganados pelo ensino do pró-ego da psicologia humanista. Ao invés de resistirem à sedução do mundo, eles submetem a cultura do mundo. ... Na área do ego, dificilmente se pode perceber a diferença entre o cristão e o não-cristão, exceto que o cristão afirma ser Deus a fonte principal de sua auto-estima, auto-aceitação, auto-valorização e valor próprio”4. Todos esses sofismas fazem parte do “kit da felicidade” a qual o mundo oferece juntamente com o que está sendo proposto no aconselhamento cristão e em muitos púlpitos através de mensagens psicologizadas. A Bíblia entra como um “PLACEBO”: se funciona, amém! caso contrário, se aplica as técnicas não bíblicas da psicologia.

Certo dia escutei de um pastor o seguinte conselho para suas ovelhas: “O pastor fulano agora é também psicanalista, se alguém deseja ajuda psicológica o endereço de seu consultório é: rua ...” Será que os conselheiros bíblicos estão em extinção? Será que as ovelhas precisam de verdadeiros servos de Deus, ou de militantes usurpadores do papel do pastor segundo o coração de Deus? Ou estamos desconfiados da eficácia da Palavra de Deus? “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” Hb 4:12. Continuo crendo na plena suficiência das Escrituras, e que Deus tem respostas para as nossas mais profundas contusões emocionais. “A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos”Salmos 19:7-8.

Seria bom que os conselheiros cristãos parassem e refletissem: Não há harmonia entre Bíblia e psicologia. Louvo a Deus pelo surgimento da ABCB: Associação Brasileira de Conselheiros Bíblicos, que procura capacitar pastores e líderes com a Palavra de Deus. Não com Freud e a Pscanálise, ou Alfred Alder e a Psicologia Individual, ou Viktor E. Frankl e a Logoterapia, ou Carl Rogeres e a Psicoterapia Centrada no Cliente, ou Abraham Maslow e a Psicologia da Autoatualização, ou B.F. Skinner e o Behavorismo Radical. Homens desprovidos de Deus e sua Palavra. “Não tenho dúvida quanto ao fato de que a obra de aconselhamento deve ser realizada eminentemente por ministros e outros cristãos cujos dons, treinamento e vocação de modo especial os qualificam e os solicitam a que se dêem a essa obra”5, Conselheiro capaz pg. 249. Gostaria de terminar esse artigo deixando como sugestão alguns livros que podem ajudar o conselheiro bíblico:

  • Autoconfrontação, Um manual de Discipulado em Profundidade, John C. Broger (Distribuido pela Editora Batista Regular),
  • Conselheiro Capaz, Jay E. Adams, Ed. Fiel.
  • O Manual do Conselheiro Cristão, Jay Adams, Ed. Fiel.
  • Nossa Suficiencia em Cristo, John F. MacArtr, Jr. Ed. Fiel. A
  • Sedução do Cristianismo, Dave Hunt e T.A. McMaahon, Ed. Chamada da Meia Noite.
  • Os Fatos Sobre Auto-Estima e Psicologia, John Ankerberg e John Weldon, Ed. Chamada da Meia Noite.

Notas:
1 Macarthur Jon F. Nossa Suficiência em Cristo, SP, Fiel, . 1995, Pg, 47
2 Hurding F. Roger. Modelos de Aconselhamento e de Psicoterapia, SP, Ed. Vida Nova, 1988, Pg 17
3 Hunt Dave E. Mcmahon A T. A Sedução do Cristianismo, RS, Chamada da Meia-Noite, Pg 33
4 Martin e Bobgon Deidre. Revista Chamada Da Meia-Noite, Pg. 13, Fevereiro 1999
5 Adams E. Jay. O Manual Do Conselheiro Cristão, SP, Ed. Fiel, Pg. 249, 1994

segunda-feira, março 07, 2011

A igreja está cheia de hipócritas?

Por R. C. Sproul


Há 30 anos, meu colega e amigo íntimo Archie Parrish, que naquela época liderava o programa de Evangelismo Explosivo (EE) em Fort Lauderdale, veio até mim com um pedido. Ele percebeu que, nas centenas de visitas evangelísticas feitas pelas equipes do EE, havia um registro das respostas que as pessoas davam nas discussões sobre o Evangelho. Eles coletaram as questões e objeções mais frequentes que as pessoas levantavam sobre a fé cristã, e agrupou essas perguntas ou questionamentos nas 10 mais frequentemente feitas. Dr. Parrish perguntou se eu poderia escrever um livro respondendo a essas objeções, para ser usado em sua missão. Esse esforço resultou no meu livro Objections Answered, agora entitulado Reason to Believe. Entre as 10 objeções mais levantadas estava a objeção de que a igreja está cheia de hipócritas. Naquela época, o Dr. D. James Kennedy a respondeu dizendo: “Bem, sempre há lugar pra mais um”. Ele alertou as pessoas que, caso encontrassem uma igreja perfeita, elas não deveriam congregá-la, pois isso a estragaria.

O termo hipócrita vem do mundo do teatro grego. Era usado para descrever as máscaras que os atores usavam ao dramatizar certos papéis. Ainda hoje, o teatro é simbolizado pelas máscaras gêmeas da comédia e da tragédia. Na antiguidade, certos atores atuavam em mais de um papel, e eles identificavam seu personagem ao segurar uma máscara em frente ao rosto. Essa é a origem do conceito de hipocrisia.

Mas a acusação de que a igreja está cheia de hipócritas é claramente falsa. Embora nenhum cristão alcance a medida perfeita da santificação nesta vida, e que nós todos lutemos com o pecado constantemente, isto não justifica o veredito de hipocrisia. Um hipócrita é alguém que faz coisas que ele afirma não fazer. Observadores externos da igreja cristã veem pessoas que professam ser cristãs e veem que elas pecam. Uma vez que veem o pecado na vida dos cristãos, se apressam em julgar que, portanto, esses cristãos são hipócritas. Se uma pessoa diz não ter pecado e então se mostra pecadora, certamente essa pessoa é hipócrita. Mas o simples fato de um cristão demonstrar que é pecador não o condena como hipócrita.

Essa lógica invertida funciona mais ou menos assim: Todos os hipócritas são pecadores. João é um pecador; portanto, João é um hipócrita. Qualquer pessoa que conheça as leis da lógica sabe que esse silogismo não é válido. Mas se simplesmente mudarmos a acusação de “a igreja está cheia de hipócritas” para “a igreja está cheia de pecadores”, aí seríamos rápidos em nos declarar culpados. A igreja é a única instituição que eu conheço que exige o reconhecimento de ser pecador para alguém tornar-se membro. A igreja está cheia de pecadores porque a igreja é o lugar onde pecadores que confessam seus pecados encontram redenção de seus pecados. Então, neste sentido, simplesmente porque a igreja está cheia de pecadores não se justifica a conclusão de que ela está cheia de hipócritas. Novamente: toda hipocrisia é pecado, mas nem todo pecado é o pecado da hipocrisia.

Quando observamos o problema da hipocrisia na época do Novo Testamento, vemos mais claramente expresso nas vidas daqueles que clamavam ser mais justos. Os fariseus eram um grupo de pessoas que, por definição, se enxergavam como separados da pecaminosidade normal das massas. Eles começaram bem, procurando uma vida de piedade e submissão devotadas à Lei do Senhor. Entretanto, quando seu comportamento falhou em alcançar seus ideais, eles começaram a abraçar o fingimento. Eles fingiam que eram mais justos do que eles eram. Usavam uma fachada externa de justiça, o que servia simplesmente para mascarar a corrupção radical de suas vidas.

Embora a igreja não esteja cheia de hipócritas, não há dúvidas de que a hipocrisia é um pecado que não está limitado ou restrito aos fariseus do Novo Testamento. É um pecado que os cristãos devem combater. Um alto padrão de comportamento reto e espiritual foi proposto para a igreja. Nós frequentemente somos envergonhados por nossas falhas em alcançar esses objetivos altos, e somos inclinados a fingir que alcançamos um ponto mais alto de justiça do que realmente conseguimos. Quando fazemos isso, colocamos a máscara de hipócrita e estamos debaixo do julgamento de Deus sobre esse pecado em particular. Quando nos encontramos enrascados neste tipo de fingimento, um alarme deve tocar em nossas mentes, a fim de que corramos de volta para a cruz e para Cristo, e entendamos onde nossa verdadeira justiça reside. Devemos encontrar em Cristo não uma máscara que esconde nossa face, mas um verdadeiro guarda-roupas, que são a Sua justiça. De fato, é somente debaixo da veste que é a justiça de Cristo, recebida pela fé, que qualquer um de nós pode ter esperança de permanecer diante de um Deus santo. Vestir pela fé os trajes de Cristo não é um ato de hipocrisia. É um ato de redenção.

Fonte: iProdigo

domingo, março 06, 2011

Amar a Quem?

Por Milton Jr.

Em nossos dias a palavra “amor” tem perdido o seu sentido e isso ocorre porque a compreensão sobre ela é equivocada. Um poeta secular, ao falar sobre esse assunto, expressa sua compreensão dizendo que o amor não é imortal, posto que é chama, mas deve ser infinito enquanto durar. Juntemos a isso um agravante que é a compreensão também errônea sobre o alvo do amor. Muito temos ouvido falar sobre a necessidade do amor próprio e de como o homem deve cultivá-lo.

A Escritura, porém, caminha na contramão de tudo isso. Vemos no Evangelho que, ao ser questionado por um intérprete da Lei sobre qual seria o grande mandamento, Jesus respondeu que o principal era amar a Deus de todo o coração, alma e entendimento e que o segundo era amar ao próximo como a si mesmo. Disse mais ainda: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas” (Mt 22.40). Devemos notar que Jesus não fala em momento algum de amor próprio, ainda que muitos tentem enxergar no texto este “terceiro mandamento”.

Isto não está no texto por uma simples razão: o homem, por natureza, já se ama demais e não precisa ser estimulado a se amar mais ainda. Jesus parte do princípio de que esse amor por si mesmo já existe. As palavras de Paulo corroboram esse pensamento. O apóstolo afirma: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida” (Ef 5.29).

Quando a Escritura menciona o amor próprio, trata-o como um problema: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas (amantes de si mesmos na versão Revista e Corrigida de Almeida)” (1Tm 3.1,2), afirma Paulo a Timóteo. Devemos sempre agir de forma bíblica, e, para isso, precisamos entender o que a Escritura ensina sobre o amor e o que ela requer que façamos. Somos alvo do amor maior, o amor do Senhor demonstrado na cruz do Calvário, e, por isso, podemos e devemos amá-lo da forma correta, colocando-o em primeiro lugar em nossas vidas e também dispensando esse amor ao próximo.

Segundo Paulo, “o amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (1Co 13.4-8). Esse amor deve ser sem hipocrisia (Rm 12.9), cordial, fraternal, preferindo o próximo em honra (Rm 12.10), edificante (1Co 8.1), demonstrado de fato e de verdade (1Jo 3.18).

Deixemos de lado o que o mundo nos ensina sobre o amor egoísta (amor próprio) e vivamos o amor bíblico, por Deus e pelo próximo, para a glória daquele que nos amou primeiro.

Fonte: Conselheiro Bíblico

sexta-feira, março 04, 2011

O carnaval está acabando?

Por Xyko Motta

Minha família sempre gostou muito do Carnaval. Desde criança eu ia aos bailes. Cresci e continuei indo.

Quando eu era moço nós morávamos em um apartamento na Francisco Glicério (aqui em Campinas) e era naquela avenida que se realizavam os desfiles das Escolas de Samba e Blocos. Meus amigos vinham até lá para ficarmos vendo o desfile da varanda e beber, beber ... Lá pelas 11 horas íamos para o baile para brincar, namorar e beber, beber ... Eu bebia em demasia todas as 4 noites do Carnaval, e durante o dia passava muito mal. Enjoo, dor de cabeça, tontura. Era horrível.

Em um determinado ano resolvi experimentar passar aqueles 4 dias de folia sem beber. Quer saber de uma coisa? Me diverti muitíssimo mais!

Aí no ano seguinte, resolvi experimentar aqueles 4 dias sem o Carnaval. Foi extremamente mais prazeroso!! Foi quando descobri que não gostava, e ainda não gosto, dessa festa.

Mas por que não gosto? Porque, obviamente, é só coisa que não presta que tem ali. Eu “ia meio que no embalo”. Sempre fui e sempre achava que tinha que ir. Então ia.

Certa vez um rapaz me falou que “o Carnaval para ele era sagrado”, ele tinha que ir. Chamei-o de lado e pedi que ele não usasse o termo “sagrado”, para não misturar as coisas. O Carnaval não tem nada de sagrado, muito pelo contrário, é mundano e demoníaco.

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:15-17)

O Carnaval é o mundo se apresentando descaradamente. Me preocupam mais as suas manifestações sutis e disfarçadas fora desse período. O Carnaval, como a “festa da carne”, anda mais fantasiado durante o ano inteiro do que nos 4 dias de reinado do Rei Momo. Os Retiros de Carnaval deveriam durar pelos outros 361 dias do ano.

Mas o que vemos é um constante desfile.

Como “Comissão de Frente”, vem o alcoolismo fantasiado de Beber Socialmente. Depois vem a ala da grosseria fantasiada de Sinceridade e Transparência. Em seguida tem o destaque da desonestidade fantasiada de Sinal de Inteligência. A promiscuidade, semi-nua, aparece em seguida fantasiada de Aproveitar a Vida. A futilidade vem fantasiada de Etiqueta. O bloco chamado de Valores é composto por pessoas tais como o Desamor, a Desunião, o Desprezo aos Outros, etc..., todos fantasiados de atores de novela. Encerrando o desfile vem o carro alegórico chamado Religião, cujo destaque lá em cima é a hipocrisia, com uma deslumbrante fantasia de Espiritualidade.

Fonte: Blog do Xyko

quinta-feira, março 03, 2011

Colocando a Confissão de Fé em Prática

Por Milton Junior
Milton C. J. Junior é capixaba, bacharelou-se em teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano “Rev. José Manoel da Conceição”, em São Paulo, e atualmente pastoreia a Igreja Presbiteriana do Brasil em Praia do Canto – Vitória – ES. É casado com Poliana V. V. Coutinho.

O divórcio entre a profissão de fé e a prática é algo, infelizmente, muito comum no meio evangélico. Professamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, que ela é infalível e inerrante, que a temos como única regra de fé e prática, mas, na prática, não são poucas as vezes que deixamos de ouvir a voz de Deus pela Escritura para dar ouvidos a outras vozes.

O divórcio entre a profissão de fé e a prática é algo, infelizmente, muito comum no meio evangélico. Professamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, que ela é infalível e inerrante, que a temos como única regra de fé e prática, mas, na prática, não são poucas as vezes que deixamos de ouvir a voz de Deus pela Escritura para dar ouvidos a outras vozes.

Não é de hoje que o homem tenta entender os motivos do seu comportamento, sentimento e atitudes. A literatura secular é abundante e no decorrer da história podemos notar várias propostas sempre conflitantes umas com as outras. Como exemplo temos: Freud e sua proposta de que os problemas de comportamento são causados porque os instintos (Id) são barrados por imposição social (superego); Skinner e sua afirmação de que a causa dos problemas é um condicionamento deficiente e errado, ou seja, o meio determina o que a pessoa é; e ainda Carls Rogers e seu entendimento de que os problemas são causados porque o homem teve sua potencialidade impedida, já que para ele o homem é auto-suficiente.

O problema de cada uma dessas propostas é o pressuposto humanista e a afirmação de que o homem tem tudo, nele mesmo, para entender e resolver seus problemas. Muito tempo antes de qualquer uma dessas propostas, a Escritura já ensinava que a causa dos problemas do homem é a sua rebelião contra Deus (Rm 1 – 3). O primeiro dos cinco pontos do Calvinismo afirma que o homem é totalmente depravado. Isso quer dizer que a queda afetou a vontade, o coração, a mente e o corpo do homem.

Só pode haver um entendimento correto sobre a vontade, o comportamento e as atitudes a partir das Escrituras. Só há solução para esses problemas colocando em prática o que o Senhor nos ensina pela Palavra. Qualquer tentativa de solução para os problemas do homem que não leve em conta a Escritura é mero paliativo. Será então que não há nada fora das Escrituras que seja necessário à solução dos problemas de comportamento humano? Concordo com MacArthur que afirma: “Útil, talvez. Necessário, não. Se são necessários, estão na Escritura. Doutro modo, Deus nos haveria deixado em falta do que precisamos; e isso seria inimaginável. A sabedoria humana ocasionalmente coincide com a verdade. Até um relógio parado está certo duas vezes por dia. Mas isso é um desempenho pobre, se comparado à Escritura que é verdadeira em todas as suas declarações e suficiente para a vida e o crescimento da igreja” (MacArthur, Nossa suficiência em Cristo, p. 102).

O apóstolo Pedro nos dá base para pensar desta forma quando escreve: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude (2Pe 1.3). O autor da epístola aos Hebreus fornece apoio a esse entendimento. No capítulo 4 versículo 12 ele afirma: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”

Coloquemos, portanto, em prática a nossa profissão de fé. Que a Palavra bendita do Senhor seja de fato nossa regra de fé e prática e que, ao invés de ouvir as muitas vozes que têm proposto soluções humanas para os problemas, continuemos a crer que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sl 19.7a).

quarta-feira, março 02, 2011

Crente sofre dobrado

Por Alexandre Mendonça
Pastor da IPBE, João Pessoa.

Um técnico em dedetização explicou a dinâmica dos desratizadores,(venenos para ratos). Ele disse que o mais seguro veneno para matar ratos é o que permite que o animal coma dele várias vezes e atraia outros roedores para o banquete. O veneno vai matando não só o primeiro animal guloso, mas os seus companheiros.

Há muito veneno de rato sendo partilhado nas livrarias e meios de comunicação sob o rótulo ou propaganda de “Palavra de Deus”. Normalmente eles fazem uso dos atributos de Deus para massificar promessas personalizadas que Deus não necessariamente fez as pessoas para atender a seus interesses.

No “telemarketing da fé” oferecem-se uma vida de boa saúde certa, abundância, riqueza, prosperidade, sucesso e felicidade. Estas ofertas vão oferecidas na forma de frases de impacto assim: “Você nasceu para vencer!”; “Você nasceu para ser grande!”; “Você foi criado para ser um campeão na vida!”; “Deus quer que você viva em abundância!”; “Deus quer lhe conceder os desejos do seu coração!”; “Deus está fazendo as coisas virarem em seu favor!”; “Deus fez de você cabeça, e não cauda!”

Não é de se estranhar que este tipo de discurso atraia a tantos em nossos dias. O preço para alcance deles é quase nenhum para seus admiradores. Como a maioria das pessoas fariam tudo para ter esse mapa da mina, acreditar nessas promessas é pacificador e balsâmico para alma. Esquecem-se estes que Jesus disse: ...onde estiver o teu tesouro, ai estará o teu coração.” Mateus 6.1 O que cada um precisa julgar é aonde estão postos os valores de nosso coração? Nas bênçãos de Deus? Ou no Deus das bênçãos?

Ao dizer que crente sofre dobrado parto da constatação bíblica de duas realidades anunciadas por Jesus a quem fosse filho de Deus. ...para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Mateus 5.45 No inicio do ano de 2011 a tragédia das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro prova que Deus literalmente faz cair chuva sobre justos e injustos,porque tanto gente piedosa como gente ruim foi vitimada naquele desastre natural. A segunda realidade que nos faz concluir que o crente sofre em dobro é porque além dele estar sujeito a tudo que acontece a qualquer ser humano Jesus ainda disse que o mundo o odiaria: Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. João 15.19

É verdade que a bíblia diz: Agrada-te do Senhor, e Ele te concederá os desejos do teu coração. Salmo 37.4 Mas ao refletir nesse salmo não devemos concluir que Deus nos dará tudo o que quisermos e desejarmos, as caprichosas bênçãos materiais que se possa almejar, mas sim, que quando nos agradamos do que Deus tem para nos dar,o nosso coração deseja as coisas de Deus, e por isso Ele concede os desejos de um coração que se alegra em desejar Ele e não coisas.