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segunda-feira, março 19, 2012

Capelania Evangélica Hospitalar: mais um Alvo da Crescente Cristofobia

Por Thomas Tronco

Os três primeiros séculos da era cristã foram marcados por incontáveis morticínios de cristãos, principalmente nas arenas romanas, mortos por animais ferozes, por fogo e por instrumentos de tortura. No quarto século, as perseguições cessaram, mas não o ódio ao cristianismo. Sempre que surge oportunidade, o mundo aponta suas armas para a igreja, para as Escrituras e para tudo que esteja ligado ao Deus-homem que morreu na cruz para remissão de pecados.
 
A “bola da vez” é a Associação de Capelania Evangélica Hospitalar (ACEH). Esse ministério teve início em 1983 e é presidido pela capelã Eleny Vassão de Paula Aitken, atuando em mais de 130 hospitais espalhados por vários Estados brasileiros e até fora do Brasil, 13 países ao todo. Os hospitais que contam com esse ministério são mais bem conceituados por terem a visão do cuidado integral ao paciente, seus familiares e profissionais da saúde. Diante dos leitos, o trabalho desses capelães é a dar ouvidos, confortar e encorajar, ajudando o enfermo a lutar pela vida com esperança em Deus e na medicina. Também é oferecido aconselhamento espiritual e apoio emocional, tanto ao paciente e seus familiares, como aos profissionais da saúde (www.capelania.com). Resumindo, é um trabalho que envolve atividade missionária, misericórdia genuína e amor incondicional.

Apesar disso, essa associação tem recebido ataques que nada mais são que uma demonstração cristofóbica e inconstitucional do pior tipo. Por meio de mentiras e de intenções bastante questionáveis e egoístas, os nobres e desprendidos capelães têm sido difamados e afrontados, não porque ataquem as escolhas dos pacientes, mas por amá-los, evidenciando que tipo de amor Cristo ensinou aos seus discípulos.

Para ser sincero, ataques como esse me levam a pensar se devemos mesmo manter a demonstração de amor pelas pessoas que nos perseguem. Contudo, esse pensamento logo cede lugar a outro: o de que Cristo nos advertiu de tal perseguição e ódio por parte do mundo e, mesmo assim, nos ordenou amar. Logo em seguida, lembro-me que essa atividade amorosa, com prejuízo próprio, é uma tradição cristã. O historiador Eusébio de Cesareia (263-340) conta de uma praga avassaladora que ocorreu em Alexandria, cuja virulência e propagação é descrita como “acima de toda a esperança”, a qual acometeu mais pagãos que cristãos. Diante disso, ele conta qual foi a ação da igreja cristã:

“De fato, a maior parte de nossos irmãos, pelo exercício do grande amor e da afeição fraternal, não se poupando, mas ligando-se uns aos outros, estavam constantemente supervisionando os doentes, ministrando em suas necessidades sem temor e sem parar e, curando-os em Cristo, partiam mui docemente com eles. Ainda que contraíssem dos outros a doença, tomando-a dos vizinhos, voluntariamente, por sucção, extraíam suas dores. Muitos, também que haviam curado e fortalecido a outros, morreram, transferindo a morte deles para si próprios e exemplificando de fato aquela expressão corrente que antes só parecia uma forma de polidez: eles estavam de fato, em sua morte, como os ‘marginalizados de todos’. Os melhores de nossos irmãos, de fato, partiram desta vida dessa maneira, alguns de fato presbíteros, alguns diáconos e, do povo, os que eram extremamente elogiáveis. De modo que essa própria forma de morte, com a piedade e a fé ardente que a acompanhava, parecia só um pouco inferior ao próprio martírio. Eles pegavam os corpos dos santos com as mãos nuas e sobre o peito, limpavam-lhes os olhos e, fechando-lhes os lábios, carregavam-nos sobre os ombros e compunham-lhes os membros, abraçavam-nos, seguravam-nos e preparavam-nos decentemente lavando-os e vestindo-os e em breve eles mesmos participavam da recepção dos mesmos ofícios. Aqueles que sobreviviam sempre seguiam os que iam adiante deles. Entre os pagãos era exatamente inverso. Eles repeliam os que começavam a adoecer e evitavam os amigos mais chegados. Eles os lançavam às ruas meio mortos ou jogavam-nos, quando mortos, sem sepultamento, evitando toda comunicação e participação na morte, coisa impossível de evitar com todas as precauções e cuidados” (Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, VII:XXII, Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 269).

Desse modo, como crentes em Cristo, nossa tarefa é continuar a amar quem nos odeia (Mt 5.44; Lc 6.35) e brilhar ao mundo a luz de Cristo (Mt 5.16). No tocante à capelania evangélica, nossa tarefa é continuar amando aqueles que sofrem sem esperança e clamar a Deus que abençoe nossos nobres irmãos capelães e defenda a Associação de Capelania Evangélica Hospitalar. Esses irmãos se afadigam e são difamados na posição de representantes da igreja de Cristo. Nada mais justo e próprio que sejamos seu suporte e fonte de consolo e encorajamento. Afinal, somos um só corpo, um corpo que luta junto, sofre junto e junto chegará ao céu para habitar para sempre ao lado do nosso supremo Capelão.

* Ajude assinando a petição pública em favor da ACEH (clique aqui).

quarta-feira, março 14, 2012

Ataque ao evangelho nas capelanias evangélicas

Por Eleny Vassão 

Eleny Vassão
A ACEH – Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, na pessoa da Capelã Evangélica Eleny Vassão de Paula Aitken,  através das Capelanias Evangélicas do Centro de Referência (CRT-AIDS) e Treinamento em DST-AIDS e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo,  estão sendo atacadas com acusações difamatórias por militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais  e Travestis).

O ataque é feito  através dos artigos e comentários na Internet: “A HOMOFOBIA (INSTITUCIONAL) NOSSA DE CADA DIA”, de autoria do  Sr. Claudio Celso Monteiro Jr. e de outro, de autoria do Sr. Ricardo Aguieiras, intitulado “FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO INVADE HOSPITAIS BRASILEIROS”.  O último atinge também a Igreja Presbiteriana do Brasil e é feito a partir de um trecho do livro “A Missão da Igreja Frente a AIDS”, de autoria de Eleny, publicado há quase 20 anos pela Editora Cultura Cristã.  As denúncias contemplam  também acusações de “homofobia”, atendimento espiritual de maneira invasiva e sérias falhas em questões de biossegurança.

O texto é ratificado através de acusações verbais levadas às Diretorias destes Hospitais pela Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania da cidade de São Paulo.

Cabe à Igreja Evangélica e à Sociedade Brasileira se manifestar, tanto em defesa deste ministério nos hospitais com uma história de 30 anos de atuação em mais de 200 hospitais brasileiros e em 13 outros países, como também em defesa  da liberdade de pensamento e expressão, da verdade e da apresentação do Evangelho em nosso país.   Dentro de poucos dias toda a Igreja Brasileira experimentará esta perseguição e violação aos Direitos de liberdade de pensamento, crença e expressão, se não reagir com agilidade e firmeza à agressão e ousadia destes grupos. “Para o triunfo do mal só é preciso que os homens de bem não façam nada” (Edmund Burke).  

O Artigo 5º da Constituição, em seu caput, afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade. A mesma Constituição afirma que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.  A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948,  expressa em seu Artigo 18 que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.  O Artigo 19 diz que toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. Veja, no link abaixo, com que ousadia eles se organizam e lutam por aquilo que chamam de “seus direitos”,  enquanto limitam o direito dos outros.

Veja no link o relatório: http://migre.me/8fVgP              

Escreva para: elenyvassao@gmail.com; mariaclara@crt.saude.sp.gov.br;

“...agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra...”   Atos 4:29