sábado, dezembro 31, 2011

Você tem lido a Bíblia?

Por Carlos Ferolla
Membro da IBR Atibaia
 
Hoje em dia, ouvimos muitas “novidades” nas pregações da Bíblia. Porém, grande parte dessas pregações, apesar de conter a Palavra de Deus, não lhe é totalmente fiel. Algumas até contêm sutis acréscimos, distorções e mentiras (2Jo 9; 2Pe 2.1).

Por que pessoas mal-intencionadas insistem em distorcer a Palavra de Deus? Não seria mais fácil simplesmente divulgarem suas próprias ideias sem envolver a Bíblia? A resposta é: NÃO! Não é tão fácil difundir ideias ou opiniões pessoais. É mais fácil distorcer a Palavra de Deus. Por quê? Porque ela tem autoridade e tais pessoas pretendem dar às suas próprias ideias a autoridade e a credibilidade que só a Bíblia tem. Desse modo, muitos se aproveitam das dificuldades naturais da interpretação de certos textos para lhes deturpar o significado (2Pe 3.16).

Como a própria Bíblia prevê, não só iam surgir pregadores que deturpariam a Palavra de Deus, mas também muitos ouvintes se deixariam enganar (2Tm 4.3,4). O principal motivo de tantas pessoas se deixarem levar pelas heresias é o desconhecimento das Escrituras. Infelizmente, essas pessoas se entretêm com vários tipos de ocupação — assistir à tevê e navegar na Internet, por exemplo. Podemos, sim, nos envolver com tais atividades, mas, quando elas ocupam todo o nosso dia e não nos sobra tempo para ler a Bíblia e, às vezes, nem mesmo para orar, aí é hora de reorganizar nossa agenda e dar o devido peso a cada atividade de acordo com sua importância.

Muita gente quer compensar a falta de estudo bíblico com leituras de livros cristãos. O hábito de ler é muito importante e existem ótimos livros. Entretanto, a leitura desses livros não substitui o estudo da Bíblia. Conheço muitos crentes que já leram diversos livros “evangélicos” e foi justamente por meio desses livros que passaram a crer em heresias e praticá-las. Certamente, se tivessem se dedicado mais ao estudo da Bíblia, assim como se dedicaram aos livros, não seriam levados por esses enganos.

A igreja é fundamental para auxiliar os leitores da Bíblia a compreendê-la. Nesse sentido, a escola bíblica dominical (EBD) exerce um papel insubstituível. Infelizmente, já ouvi todo tipo de desculpas de crentes para não frequentarem a EBD: “Tenho de preparar o almoço”; “é o único dia em que posso dormir até mais tarde”; “tenho de jogar futebol”, entre outras.

A única maneira de discernir entre a verdade da Palavra de Deus e as mentiras e distorções pregadas atualmente é conhecer plenamente a essência da Palavra de Deus (Ef 4.13,14). O apóstolo Paulo elogia os crentes de Bereia não só por o ouvirem com “toda a avidez”, mas principalmente por confrontarem seus ensinos com as Escrituras (At 17.11). A Bíblia nos ensina a ser estudiosos e a meditar nos preceitos do Senhor dia e noite (Sl 1.2; Sl 119.15,16).

Você tem sido aplicado no estudo da Bíblia? Tem reservado um tempo diário para a leitura da Palavra de Deus? Tem frequentado a EBD? Está preparado para discernir biblicamente o que lê e o que ouve? Não? Cuidado, você pode ser enganado!

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Batalha Espiritual (Áudio)

Para aqueles que prezam por uma boa palavra, o áudio aqui disponível é seguramente uma boa opção para qualquer pessoa que tem o genuíno desejo de conhecer mais sobre o tema "Batalha Espiritual."

Autoria: Augustus Nicodemus

Clique na figura abaixo para começar o download:


... ou baixe através do Sugar Sync (clique) - recomendado!

Fonte: Ordem dos pastores batistas (subsecção de Campinas)

quarta-feira, dezembro 28, 2011

Quem manipula quem? O problema da abordagem comportamental

Por Milton Jr.

Toda cidade tem um doido, desses que vivem pela rua e que são conhecidos por todos, virando até lenda em alguns casos. Pois um desses era constantemente motivo de chacota. A razão? Todos os dias ele passava na frente de um bar onde um grupo de amigos parava para beber. E era sempre a mesma história, cada dia um deles oferecia ao doido uma nota de 10 reais e uma moeda de 1 real para que escolhesse. E não é que o doido sempre escolhia a moeda, para a satisfação dos envolvidos na história, que explodiam em risadas?! Foram mais de 2 meses assim até que um dia um dos amigos disse ao doido: “Você é muito burro! A nota de 10 reais vale mais que a moeda de 1” – e emendou: “Você não sabe disso? Escolha a nota!!!” O doido com muita tranquilidade respondeu que não, e o que questionava perguntou o porquê, ouvindo logo a resposta: “É que se eu escolher a nota acaba a brincadeira.”
 
A piada é engraçada (pelo menos eu acho) e nos remete ao título do texto: quem manipula quem? Em um artigo anterior abordei o problema de focar na mudança de comportamento e demonstrei que isso é ineficaz se queremos ajudar nossos irmãos em seu processo de santificação e conformidade à imagem do Redentor. O maior problema do foco na mudança de comportamento é que acaba por formar “fariseus”, mas há outro problema que será abordado aqui e que eu chamo de “círculo de manipulação”.

Um caso comum
Pense na história de Fernando e Joana. Eles são casados e ambos são membros de uma igreja protestante há alguns anos. São engajados no trabalho da sua comunidade e muito responsáveis em suas atribuições. Porém, em seu lar, os conflitos só aumentavam. Joana cuidava do trabalho de casa, da criação dos filhos e desejava ter a ajuda de Fernando em alguns afazeres domésticos.

Entretanto, o desejo de ser ajudada, que não é mal em si mesmo, acabou por se tornar uma exigência. Ela começou a entender que precisava daquilo para ser feliz e como seu marido não lhe dava a ajuda que queria ela o julgava (“ele é um péssimo marido”) e o punia. A forma que encontrou para punir o marido era recusar-se a ter relacionamento sexual com ele. 

O que temos aqui é um bom desejo que se tornou um péssimo senhor. A partir do momento em que Joana pune o seu marido porque este não fez o que ela achava que ele deveria fazer, ela demonstra que está sendo controlada pelo seu desejo e, em termos bíblicos, isso se chama idolatria. É fácil perceber quando um bom desejo se torna um ídolo, basta verificar se pecamos para conseguir o que queremos ou se pecamos porque não conseguimos o que queremos, mas, apesar da facilidade, aqueles que estão obedecendo ao “mau senhor” geralmente não se dão conta. Aqui entra em cena a figura do conselheiro bíblico, que deve levar o aconselhado a enxergar essa situação.[1]

O círculo de manipulação
Ao privar Fernando do relacionamento sexual, além de punir o marido, Joana conseguia também manipulá-lo para fazer o que ela queria, ou seja, ajudar nos afazeres domésticos. 

Fernando, por sua vez, satisfazia o desejo da sua esposa ajudando-a com a louça, porém o fazia porque estava interessado mesmo era em sua satisfação sexual, revelando também estar sendo controlado pelo seu desejo.

Ele descobriu também como manipular sua esposa. Quando queria sexo, se tornava o melhor marido do mundo, pois sabia que à noite seria satisfeito. Ela, por sua vez, achava que o manipulava punindo-o com a falta de sexo. A pergunta do título deve ser lembrada aqui: Quem está manipulando quem?

Na verdade, o círculo de manipulação acaba por escravizar e transformar ambos, marido e mulher, em simples marionetes manipuladas pelo ídolo. É o mau desejo que faz com que eles “funcionem” desta forma e mostra que eles estão servindo a um mau senhor. 

Esse círculo de manipulação pode causar a falsa impressão de que as coisas vão bem, afinal de contas o marido agora ajuda nos afazeres diários, e a esposa não briga mais nem se nega a relacionar-se com o esposo. 

Bastará, porém, que o marido perca o interesse pelo sexo, que é quem está governando sua vida, ou que a esposa entenda que “merece” um marido que faça muito mais do que simplesmente ajudar nos afazeres domésticos para que os conflitos retornem. A solução equivocada será novamente punição da esposa para manipulação até que o marido entenda como virar o jogo para conseguir o que quer da esposa. É um círculo sem fim.

Quebrando o círculo, pelo poder de Deus
Como vimos, a abordagem comportamental gera um círculo vicioso no qual os envolvidos se enganam achando que estão controlando o comportamento alheio, quando na verdade estão também escravizados por seus próprios desejos, que se tornaram “maus senhores”.

Para que Fernando e Joana resolvam de forma efetiva os conflitos, é necessário lidar com eles de forma bíblica.

Tiago afirma em sua epístola que as guerras e contendas acontecem por causa dos prazeres que fazem guerra em nossa carne (Tg 4.1). Ele afirma ainda que o homem não recebe o que pede em razão de o pedido ser para esbanjar nos prazeres da carne (4.3). Após isso acusa, então, os crentes de serem infiéis (adúlteros na ARC). Isso quer dizer que até a oração, quando direcionada pelos “desejos da carne”, constitui-se um ato de infidelidade. Tiago explica isso de forma clara ao afirmar que a amizade do mundo constitui-se uma inimizade contra Deus (4.4). Podemos resumir isso dizendo que os nossos conflitos com o próximo têm como causa o nosso conflito (infidelidade) com Deus, quando em vez de nos submetermos a ele somos escravizados por nossos desejos.

Tiago não estava falando nenhuma novidade. Seu irmão, o nosso Senhor Jesus Cristo, já havia dito que, onde está o nosso tesouro, ali estará também o nosso coração (Mt 6.21). Isso quer dizer que aquilo que entendermos ser o mais importante será o que controla a nossa vida. Isso fica claro quando observamos as palavras anteriores onde ele ordena a não ajuntar tesouros na terra, mas a procurar ajuntar tesouros no céu. 

Quando estamos dominados por nossos desejos, estamos “fabricando” um falso deus. Essa é a razão de Paulo afirmar aos coríntios que apesar de todas as coisas serem lícitas, ele não se deixaria dominar por nenhuma delas (1Co 6.12). A razão correta a nos motivar deve ser sempre a glória de Deus, como também ensina Paulo: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).

Diante disso, se o casal quiser quebrar o “círculo de manipulação”, deverá tomar algumas atitudes:

1. Reconhecer a idolatria do coração
Fernando e Joana devem primeiramente entender que estão sendo “movidos” e “direcionados” não pelo Senhor, mas por seus próprios desejos, que constituem os seus “tesouros”, e isso é idolatria. No caso de Joana o ídolo era o “desejo de ser ajudada”, e no de Fernando, o “desejo pelo sexo”. 

Esses desejos que não são maus em si, como já foi afirmado, tornaram-se falsos deuses. Eles fizeram falsas promessas de alegria: “Se você tiver um marido mais prestativo será mais feliz”; “se você tiver realização sexual será mais feliz” e para alcançar essa alegria Fernando e Joana estavam pecando um contra o outro, tentando “controlar” um ao outro pela manipulação.

Sem o reconhecimento de que o problema está no coração, que está adorando um falso deus, qualquer mudança será mero paliativo.

2. Confessar o pecado e rejeitar os falsos deuses
Não basta, porém, reconhecer que estão sendo idólatras. Verificado o fato de que estão sendo controlados por um falso deus, Fernando e Joana devem confessar o pecado de buscar satisfação e alegria fora do Senhor. Devem também abandonar os ídolos, dando ouvidos à voz de Deus, que ordena: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3). A idolatria é uma grande ofensa a Deus, mas em Cristo Jesus há redenção. João afirma que, “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça” (1Jo 1.9).

Além de confessar o pecado contra o Senhor, eles devem também confessar o pecado de tentar controlar um ao outro. Após a confissão do pecado contra o próximo, há ainda mais a fazer.

3. Submeter-se às ordenanças do verdadeiro Senhor
A evidência do arrependimento será uma nova disposição no relacionamento com Deus e com o próximo. A Escritura ordena não somente parar de pecar, mas também assumir uma nova postura. Aos colossenses Paulo explicou isso usando a metáfora do despir e vestir. Ele ordenou aqueles irmãos a terem uma nova postura porque haviam se “despido do velho homem” e se “revestido do novo homem” segundo a imagem daquele que os criou (Cl 3.9-10). 

Fernando e Joana deveriam, então, obedecer à vontade de Deus em relação ao casamento. O matrimônio, conforme estabelecido na Escritura, é uma instituição que visa à satisfação do outro. Não poderia ser diferente, pois o apóstolo Paulo afirma categoricamente que o amor não busca os seus próprios interesses (1Co 13.5).

Desta forma, as ordenanças no casamento são sempre em relação ao outro. Paulo ordena ao marido que ame sua esposa, e à esposa que se submeta ao marido, mas não diz para um cobrar do outro (apesar de gostarmos de cobrar do outro, mesmo que não façamos o que nos é ordenado). Se cada cônjuge se esforça para cumprir aquilo que lhe é exigido, há um casamento harmonioso e que glorifica a Deus.

No caso dos pecados específicos, tratados neste artigo, Joana deveria se relacionar sexualmente com o marido ou abster-se disso somente de acordo com aquilo que a Palavra ensina e não para manipulá-lo, a fim de fazer dele um marido mais prestativo.

Quando escreveu aos Coríntios, Paulo deixou claro que o casal não deve privar um ao outro do relacionamento sexual. A razão apresentada é que isso é “devido” ao outro e que o corpo do marido pertence à mulher, da mesma forma que o dela pertence ao marido. A única razão para privar o cônjuge do relacionamento sexual seria a dedicação à oração, mas somente com mútuo consentimento e com a orientação de novamente se ajuntarem para que Satanás não tente por causa da incontinência (1Co 7.1-7).

Fernando, por sua vez, também deveria colaborar com sua esposa nos afazeres domésticos (perdoem-me, machões), mas não em troca de sexo. A motivação correta deve ser o entendimento de que, por ser herdeiro com ela da mesma graça de vida, precisa viver a vida comum do lar, com discernimento e, tendo consideração para com a mulher como parte mais frágil, tratá-la com dignidade (1Pe 3.7). 

4. Entender que só há satisfação plena e verdadeira no Senhor
Por último, ambos, Fernando e Joana, devem entender que a satisfação e alegria verdadeiras só podem ser encontradas no Senhor. Não dependemos de pessoas ou circunstâncias, pois temos tudo aquilo de que necessitamos em Cristo Jesus. Paulo compreendeu muito bem isso e pôde afirmar: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4.11-13).

Creio não ser uma inferência indevida dizer também “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação... com um marido que me ajuda ou com um marido que não me ajuda; tendo ou não tendo satisfação sexual”.

Entender isso será de suma importância porque, ainda que um dos cônjuges não mude a sua postura, o que não é incomum, não haverá motivos para desespero, crises, brigas, pois a satisfação e a alegria estarão sendo buscadas na fonte correta, no Redentor Jesus Cristo. “Nele o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome” (Sl 33.21).

Conclusão
Quando se entende que a alegria e satisfação dependem daquilo que se pode encontrar em pessoas, seja nelas mesmas, seja naquilo que podem dar, sempre haverá frustrações e conflitos, porque pessoas sempre frustrarão as nossas perspectivas, principalmente porque, na maioria das vezes, esperamos mais do que elas podem dar.

Ao invés de manipular pessoas a fim de conseguir o que você quer, peça ao Senhor que sonde o seu coração por meio da Palavra, arrependa-se por estar confiando nas falsas promessas dos ídolos e volte o seu coração para o Redentor.

Entendendo que a plenitude de alegria e satisfação só podem ser encontradas no Senhor, teremos motivos de sobra para nos regozijar e exultar nele, não dependeremos de circunstâncias e, ainda que venhamos a sofrer por fazer sua vontade, podemos estar certos de que somos bem-aventurados (1Pe 3.14).

[1] Sobre esse assunto, leia o artigo do Jônatas Abdias, “Ensaio sobre a minha cegueira: o objetivo do aconselhamento bíblico”

Fonte: Mente Cativa

terça-feira, dezembro 27, 2011

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Ensaio sobre a minha cegueira: o objetivo do aconselhamento bíblico!

Por Jônatas Abdias

É claro que o título é inspirado no livro que virou filme “ensaio sobre a cegueira”. O filme trabalha algumas questões ligadas à ética ou falta dela, quando a visão é roubada da humanidade. Depois do filme, comecei a duvidar que, em terra de cego, quem tem olho é rei…

Neste últimos dias, tive que ficar privado parcialmente do dom da visão! As leves lesões nas córneas, causadas pelo uso (constante e provavelmente incorreto) das lentes de contato, me privaram de seu desfrute. Por alguns dias, até que um exame real pudesse ser feito e os óculos confeccionados, fui forçado a encarar dias de pouca visão e algumas limitações… o que me permitiu meditar e pensar um pouco sobre o que minha condição poderia me ensinar diante de Deus! Minhas reflexões sobre a minha “cegueira” geraram as seguintes ideias sobre o aconselhamento bíblico, que espero sirvam para edificar que você que faz aconselhamento bíblico. Ei-las:

A cegueira do aconselhado 

A miopia não permite nitidez. O míope enxerga como que através de um vidro estilhaçado. Ficar sem enxergar corretamente me fez pensar naqueles que se achegam para aconselhamento. Ele até que vê a situação, mas de um modo completamente equivocado. Basicamente, o míope não enxerga de longe. Exatamente como o aconselhado que se aproxima em busca de ajuda. Sua situação configurou-se por sua miopia espiritual. Ele enxerga pouco, e só de perto, não consegue ver adiante, ver além! Não olha para o futuro, não ergue os olhos para antever os efeitos de suas reações exageradas, pecaminosas e pouco edificantes. Pior ainda: mesmo que erguesse os olhos para o alto, não veria a Deus e como sua pessoa, caráter e obras estão ligadas à situação, pois é míope! Os efeitos aparecem, como as canelas roxas de quem não viu a mesa de centro na sala, e vão até acidentes mais graves de quem não viu os que as palavras fizeram ao coração ferido. Sua reação à situação formada, por não ser biblicamente orientada, é incorreta, causando os conflitos que o trazem ao aconselhamento. Me lembro de quando descobri que era míope, lembrança que não se apaga da memória: voltando da escola, à noite, dei sinal para o ônibus. Os colegas que estavam no ponto de ônibus comigo perguntaram se eu não iria para casa àquela noite. Eu respondi que iria para casa, sim! Então eles perguntaram de novo: “por que então você vai pegar esta ônibus que vai para outro lugar?” Foi quando que percebi que há muito eu não lia o nome do local para onde o ônibus se dirigia, mas me guiava pelo seu formato, o que acabou por me enganar naquela noite… o formato era igual, mas o veículo caminhava para lugar diferente!

Quando o aconselhado chega, ele acha que está indo para o lugar correto, porque não enxerga os detalhes de como sua situação vivencial tem relação e referencia com Deus e seu relacionamento com Ele. Enxergar Deus num problema pode ser um enorme desafio para alguém que é míope, mesmo após ter contato com alguém que sabe de sua situação. Contudo, ainda que todos nós manifestemos em grande medida a cegueira que o pecado nos lega, há esperança: Deus não está longe de cada um de nós, onde a vista não alcança(At 17:27 ARA). Saber que há um Deus que possa ser visto em nossa condição míope traz esperança, pois este mesmo Deus que está lá é o Deus que vai curar esta cegueira!

Paulo experimentou fisicamente a sua e a nossa realidade espiritual. Por ser um perseguidor voraz e dedicado, não “viu” que perseguia a Cristo, até que Ele se mostrou a ele no caminho para Damasco. Assim é ao procura por ajuda: não enxerga que seu real problema esteja ligado diretamente à Cristo ou à cruz, até que, pela ministração da Palavra, Jesus se mostra e redime o aconselhado.

A cegueira parcial do crente

O crente precisa de aconselhamento? Esperemos um momento… esta não é uma pergunta legítima. Ao gabinete de aconselhamento não apresentam-se somente incrédulo cegos, mas crentes míopes. Uma pergunta melhor seria: como devemos entender este fato, de que crentes também apresentam cegueira, ainda que parcial?

É bom lembrar que a cegueira do crente está praticamente curada, mas como a santificação é um processo progressivo, e em certa medida depende dos exercício piedosos particulares, o crente pode manifestar alguns “graus” de miopia espiritual. Afinal, a boa obra que começou em nós, ainda não está terminada, mas está em vias de… (Filipenses 1.6).

O crente se mete em enrascadas parecidas com as dos incrédulos, e cabe ao conselheiro corrigir o foco do crente apontando-o para a cruz. O mito de que o crente, por sê-lo, não enfrenta mais problemas, ou que estes acabarão quando sua conversão for genuína, é um mito que ignora a condição terrível em que o pecado nos coloca, seu poder profundamente corruptor e o ambiente contaminado em que habitamos.

Lentes corretivas

A figura das Escrituras como um espelho através do qual se enxerga bem, que é usada por Tiago é bastante conhecida. Podemos incluir, também, a figura de lentes corretivas, pois com as Escrituras “enxergamos as mãos de Deus na criação”. Sem elas o grau de miopia é tão expressivo que alguns chegam a crer que o mundo, que carrega as impressões digitais de seu Autor, não passa do um fruto aleatório de forças impessoais. As Escrituras Sagradas corrigem nossa visão de mundo, dão a maneira correta de interpretar a vida; são as lentes através das quais se vê a realidade!

O conselheiro não pode pensar que ele mesmo é o espelho ou a lente através do qual a realidade será vista. Esta seria uma visão Rogeriana da situação. Para Carl Rogers sim, o conselheiro é a lente que lê e interpreta a realidade para o aconselhado. Para o cristão, esta lente é a Palavra de Deus. É ela que é a luz que ilumina os olhos (Salmo 19.8) e ao mesmo tempo é a lâmpada para os pés vacilantes pisarem altaneiramente (Salmo 119.105). Assim como as lentes que carrego nos óculos, a Bíblia que é carregada no coração corrige nossa maneira de ver e interpretar o mundo e os eventos à nossa volta. Com as Escrituras em mãos, o conselheiro é capaz de ver e fazer ver quem dele se aproxima. Como o oftalmologista fez comigo no exame de vistas, Deus nos faz perceber as trevas em que o mundo está mergulhado, para em seguida nos direcionar para a luz, que ilumina a todo homem.

O “trabalho” do conselheiro bíblico

O trabalho do conselheiro não é fazer ver, mas jogar luz no ponto correto! O único capaz de conceder o dom da visão é Jesus Cristo, o conselheiro participa deste ministério, mas confia na ação sobrenatural, graciosa e soberana do Maravilhoso Conselheiro!

Devo confessar que o escuro é mais confortável quando estou sem lentes ou óculos. Deve ser por isso que as trevas chamam mais a atenção dos cegos e míopes! O conselheiro que assim percebe a condição do aconselhado providencia pela luz da Palavra o caminho seguro, que não vai falhar; sobre o qual o aconselhado poderá trilhar e encontrar vida e esta em abundância!

Este é o motivo pelo qual o conselheiro busca com tanta avidez manejar bem a Palavra da verdade! Quem expressou isto muito bem foi Paul D. Tripp: “Um dos efeitos trágicos da queda é a cegueira pessoal do coração. É um efeito universal e um dos fatores que fazem o aconselhamento bíblico ser tão difícil” (Coletâneas de Aconselhamento Bíblico, Vol.2 – Abrindo Olhos Vedados, pág. 30).

Somos, na condição de conselheiros bíblicos, instrumentos usados por Deus para que o aconselhado enxergue o próprio Deus na situação, e sob Sua luz, aproxime-se dele. Em outras palavras, o missão do conselheiro bíblico não é resolver o problema, mas apresentar a Deus ao aconselhado… é participar do gracioso ministério que dá “vista aos cegos”!

Enxergando de novo!

Ver não depende tão somente da luz, mas da habilidade presente nos olhos.

Uma parte do ministério de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, consistia em “dar vistas aos cegos”. Jesus em seu ministério o fez tanto física quanto espiritualmente, em cumprimentos às profecias entregues no passado com respeito ao seu ministério messiânico: “Guiarei os cegos por um caminho que não conhece, fá-los-ei andar por veredas desconhecidas; tornarei as trevas em luz perante eles, e os caminhos escabrosos, planos. Estas coisas farei, e jamais os desampararei” (Is. 42.16).

Você pode fazer parte deste ministério também, você pode dar vista aos cegos! Mais uma vez, cito o Dr. Tripp, que acuradamente o disse: “A cegueira espiritual é sempre um elemento presente no processo de aconselhamento e, como conselheiros bíblicos, precisamos estar preparados para lidar com ela”. Acontece que nem sempre a esperamos! Num outro post falarei sobre presumir; mas se há algo que o conselheiro pode, e me atrevo a dizer “deve” presumir, é a presença desta triste miopia espiritual no rebanho, nas pessoas ao seu redor: “Os aconselhados contam conosco para penetrar seu mundo com uma perspectiva divina que os ajuda a vencer a própria cegueira espiritual” (Coletâneas de Aconselhamento Bíblico, Vol.2 – Abrindo Olhos Vedados, pág. 40).

O ministério a que o conselheiro bíblico é chamado não é o de revolvedor de problemas! O conselheiro bíblico não dá solução aos problemas do aconselhado, mas é o Instrumento do Redentor para apresentar o Deus de toda luz ao aconselhado preso em sua cegueira, pra que, no conhecimento deste Deus, conhecendo-o e amando-o, aproxime-se do Senhor, fonte da qual jorra todas as soluções para todos os problemas! 

terça-feira, dezembro 20, 2011

Uma vez perdida a eternidade...

Até os existencialistas reconhecem...

Uma vez perdida a eternidade, não faz muita diferença se isso demorar muitas horas ou muitos anos.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Jesus, the Way, the Truth, and the Life (John 14.6)

Gostei e compartilho:


Nunca se esqueça (ou aprenda agora): Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Tenha certeza que ninguém chega ao céu sem Ele..

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Baseado em que? (Baseado Na Palavra)

Música de Salomão do Reggae
Segundo rápida pesquisa na net

Achei a canção abaixo muito boa. Ela pode chamar à atenção de várias pessoas que ainda não conhecem "o barato" que dá fazer parte da família de Deus, "barato" este que vem pelo conhecimento de Sua Palavra.





Letra

Eu embarquei nessa viagem,
É tanta onda que eu nem sei!
Barraca, fogueira, grama molhada
E a rapaziada!

Um chegado me pede um baseado
Eu pergunto a você
Baseado em quê?
Por que eu tô baseado na Palavra
E Nela eu viajo!!!

Você diz que doidera é baseado...
Doidera é abrir o mar com um cajado!
Botar ácido na boca é muito fácil...
João comia gafanhoto!

Você quer viajar com cogumelo...
Ver guinomo na janela pendurado
Elias viajou na oração
Fez pegar fogo no molhado!!!

Então para com essa doidera
Se baseia na Videira!
Se liga na Palavra que é a Verdadeira
Que eu tô ficando viciado!
Doidão, então!

Você diz que vida fácil é ter dinheiro
Vende drogas pra fazer sua riqueza
Já passou por uma agulha o camelo
E o rico ficou de bobeira!

Você gosta de pegar onda chapado
Mas chapado vive só tomando vaca!
Enquanto a mula falava com Balaão
Jesus andava sobre as águas!!!

Refrão

Você já me narrou sua viagem
Tira onda com essa onda de gandáia
Se tu quer "kaya"? Caia na real!
A melhor Onda é a Palavra!!!

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Um sermão de Natal

Na manhã de domingo, 21 de dezembro de 1856, Charles Spurgeon pregou um sermão para preparar a sua igreja  para o Natal intitulado “Going Home”, e o objetivo da mensagem era a de encorajar cada membro da sua congregação a humildade, sabedoria, e devidamente encontrar oportunidades para compartilhar seu testemunho pessoal com a família e amigos.

Spurgeon se tornou pastor da Igreja New Park Street, em abril de 1854. Naquele tempo a igreja tinha 232 membros. No Natal de 1856, a adesão subiu rapidamente para 4.000. Um grande número de cristãos recém-convertidos precisavam ser preparados para o seu regresso a casa para o Natal.

O texto de Spurgeon sermão foi retirado do relato dramático de Jesus a cura do endemoninhado geraseno em Marcos 5:1-20. Spurgeon focou sua atenção na comissão de Jesus para o homem depois que ele foi curado: “Vai para casa com seus amigos e lhes dizer o quanto o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti” (v. 19).

Depois de explicar a transformação radical da vida do endemoninhado por Cristo e sua comissão para ir para casa, Spurgeon comissionou sua igreja a voltar para casa. No restante do sermão de Spurgeon desenvolve vários aspectos práticos que gostaria de dividir com os leitores do Teologando. O que segue são alguns excertos retirados da mensagem que foram ligeiramente modificados e reorganizados para facilitar a leitura.

Bom Proveito!

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Going Home: Um sermão de Natal

C.H. Spurgeon
21 de dezembro de 1856
A história do endemoninhado
Esse pobre coitado, sendo possuído por uma legião de espíritos malignos tinham sido levados para algo pior do que a loucura. Fixou sua casa entre os túmulos, onde residiu por dia e noite, e era o terror de todos os que passavam. As autoridades tentavam conter ele, ele tinha sido preso com grilhões e correntes, mas, no paroxismo de sua loucura, ele havia rasgado as cadeias de separar, e quebrou os grilhões em pedaços.

Tentativas foram feitas para recuperá-lo, mas ninguém podia subjugá-lo. Ele foi pior que as feras, para que elas possam ser domesticados, mas sua natureza feroz não renderia. Ele era um sofrimento para si mesmo, pois ele seria executado em cima das montanhas, de noite e dia, chorando e gritando de medo, ferindo-se com as pedras afiadas, e torturar seu pobre corpo da maneira mais terrível.

Jesus Cristo passara por ele, e dissera: “Sai dele” e o homem foi curado em um instante.  Então, ele caiu aos pés de Jesus, ele se tornou um ser racional, um homem inteligente, e ainda mais, um convertido ao Salvador.

A comissão do endemininhado
Fora a gratidão ao seu libertador, ele disse: “Senhor, eu te seguirei aonde quer que vá. Eu serei seu companheiro constante e teu servo, permita-me assim a ser“[Marcos 05:18].
Não“, disse Cristo, “estima a sua motivação, é um agradecimento a mim, mas se você mostrar a sua gratidão, vai para casa com seus amigos e lhes dizer das grandes coisas que o Senhor fez por você, e como Ele teve compaixão de ti. “

O Natal é ideal para compartilhar o evangelho com amigos e familiares.
A verdadeira religião não rompe os vínculos de relação familiar. A verdadeira religião raramente usurpa o que sagrado – quase disse instituição divina - a instituição chamada LAR. Ele não separam os homens de suas famílias, nem os torna estrangeiros a seus parentes…

O cristianismo faz um marido um marido melhor, faz uma mulher de uma esposa melhor do que era antes. Não me livra de meus deveres como um filho,  mas faz-me um filho melhor, bem como pais melhores. Em vez de enfraquecer o meu amor, dá-me motivo para o meu carinho, e aquele que eu amava antes, meu pai, agora eu amo como meu irmão e colega de trabalho em Cristo Jesus; ela, a quem eu reverenciava como minha mãe, eu agora o amor como a minha irmã no pacto da graça, para ser meu para sempre no estado que está por vir…

Da minha parte, eu gostaria que houvesse 20 dias de Natal no ano, pois é raro que os jovens possa se reunir com seus amigos; Raramente eles podem estar unidos como família feliz … Eu amo-os como uma instituição familiar, como um dos dias mais esplendorosos da Inglaterra, o grande sábado do ano, quando o arado repousa em seu sulco, quando o barulho do negócio é silenciado, quando o mecânico e o homem de trabalho vão descançar sobre a relva verde da terra feliz.

Destinam-se a compartilhar a história da graça de Deus em sua vida.
É para ser um relato de experiência pessoal: “Vai para tua casa, e dizer-lhes quão grandes coisas o Senhor fez por ti e como teve misericórdia de ti.

Você não deve ir para casas para pregar. Você não pegará temas doutrinários e discorrer sobre eles, e se esforçar para trazer pessoas para suas opiniões e sentimentos peculiares. Você não irá para casa com os muitos ensinamentos que você tem aprendido nos últimos dias, e tentar ensinar a estes. Você não está indo pra casa para defender o que acredita, mas o que você sentiu, o que você realmente conhece por você mesmo, não as grandes coisas que você leu, mas as grandes coisas que o Senhor fez por você, não só o que você já viu feito na grande congregação, e como grandes pecadores que se convertem a Deus, mas o que o Senhor fez por você. E esta marca:nunca há uma história mais interessante do que aquilo que um homem diz sobre si mesmo ….

Vá para casa, meu jovem, e conte a história do pobre pecador, Vá para casa, jovem, abra seu diário [de registro das ações de Deus na sua vida] e apresente a seus amigos as histórias da graça. Diga-lhes das grandes obras da mão de Deus que ele operou em você de sua graça e amor soberano imerecido. Faça disso uma história em torno de Sua livre graça entre sua família.

Ao partilhar, nós edificamos os cristãos
Se você quiser fazer o coração de sua mãe pular dentro dela, e fazer seu pai feliz, se você gostaria de fazer sua a irmã que te mandou tantas cartas feliz , que às vezes você lê debaixo de um poste, com o cachimbo na boca- ir para casa e diga à sua mãe que seus desejos são realizados, que suas orações foram ouvidas, que você não vai mais incomodá-la sobre a sua classe de escola dominical, e não rirá dela, porque ela ama o Senhor, mas que você vai com ela para a casa de Deus, por que você ama a Deus. …

Você não pode imaginar a cena, quando o pobre endemoninhado  mencionado no texto voltou para casa… Ele tinha sido um louco furioso, e quando ele veio e bateu na porta, você não acha que você vê seus amigos chamando um ao outro em medo, “Oh! lá está ele de novo “, e a mãe subindo as escadas e trancando todas as portas, porque seu filho tinha voltado que estava delirando louco, e os pequeninos chorando porque sabia que ele tinha sido antes, como ele cortou-se com pedras, porque ele estava possuído por demônios. E você consegue o retrato da sua alegria, quando o homem disse: “Mãe! Jesus Cristo curou-me, deixe-me, eu não sou nenhum lunático agora “!

Ao compartilhar alcançamos amigos e familiares perdidos.
Eu ouço um de vós dizer: “Ah! Sir, queira Deus que eu volte para casa e encontre amigos piedosos! Mas quando eu voltar para casa eu vou para o pior dos lugares, para a minha casa está entre aqueles que nunca sconheceram a Deus e, consequentemente, nunca oraram por mim, e nunca me ensinaram nada sobre o céu “.
Vá para casa com eles, e dizer-lhes, e não para torná-los felizes, pois, muito provavelmente,vão ficar com raiva de você, mas dizer-lhes para a salvação de suas almas. Espero que, quando você estiver contando a história de que Deus fez por você, que eles sejam conduzidos pelo Espírito a desejarem a mesma misericórdia sobre eles.

Esteja atento para compartilhar sua história pessoalmente.
Não conte esta história para seus amigos ímpios quando estão todos juntos, pois eles vão rir de você. Leve-os um a um, quando você pode conversar com eles sozinho, e começar a contar sua história a eles, e ntão eles o ouvirão seriamente… Você pode ser o meio de levar um homem a Cristo, que já ouviu a Palavra e apenas riu , mas que não consegue resistir a uma admoestação gentil.

Não espere que essa conversa seja fácil.
Porque eu ouvi muitos de minha congregação diz: “Sir, eu poderia apresentar essa história para qualquer um antes do que eu pudesse contar aos meus amigos. Eu  até poderia me tornar o seu assiste, e dividir com você algo do que eu provei e estudando a Palavra de Deus; mas eu não poderia dizer o mesmo ao meu pai, nem minha mãe, nem meus irmãos, nem minhas irmãs”

Supere este medo, compartilhando para honrar o seu Salvador.
Eu sei que você  O ama, eu tenho certeza que você, que você tem provas que Ele o ama. Você não pode pensar do Getsêmani e do seu suor de sangue, ne Golgota e no Cristo mutilado, esfolado pelo chicote. Você não pode pensar do Calvário e as suas mãos e pés perfurados, sem amá-lo, e é um forte argumento quando eu digo para você, para seu bem, vá para casa e dizer-lhes. Se Cristo fez muito por você, você não pode evitar, você deve dividir com eles o evangelho.

Partilhe a sua história com gratidão a Deus.
Nenhuma história é mais diga de ser ouvida do que uma história de gratidão. A história desse pobre hoera era uma história de um homem grato. Eu sei que era grato, porque  ele disse: “Eu te direi quão grandes coisas o Senhor fez por mim.”, Ele sempre pensa que o que Deus fez por ele é extremamente bom e extremamente grande.
Compartilhe sua história com humildade.
Deve ser um conto contado por um pobre pecador que se sente não ter merecido o que ele recebeu. Oh! quando contamos a história de nossa própria conversão, gostaria de tê-lo feito com profundo pesar, lembrando o que costumava ser, e com grande alegria e gratidão, lembrando o quão pouco nós merecemos essas coisas. Por que, então, meus olhos começaram a ser fontes de lágrimas, aqueles ouvintes que balançaram a cabeça começou a clarear, e eles escutaram, porque estavam ouvindo algo que o homem sentiu-se e que eles reconheceram como sendo fiel a ele, se que não era verdade para eles.

Conte a sua história, meus ouvintes, como pecadores perdidos. Não vá para sua casa, e caminhar em sua casa com um ar arrogante, como que a dizer: “Aqui está um santo vir para casa os pobres pecadores, para dizer-lhes uma história“. … Não se intrometa sobre aqueles que são mais velhos, e mas conte a sua história, humildemente, não como um pregador, mas como amigo e como um filho.

Compartilhe sua história com verdade – não a embeleze.
Não diga mais do que você sabe; não conte a experiência de John Bunyan, quando você deveria dizer a sua própria. Não diga a sua mãe que você sentiu o que só Rutherford sentiu. Diga-lhes nada mais do que a verdade. Conte sua experiência verdadeiramente, pois do mesmo modo que umamosca é capaz de estragar toda um pote de pomada, uma declaração mentirosa que você fizer pode estragar tudo.

Conte a sua história de modo sério.
Deixe que vejam você dizer isso. Não fale sobre religião, você não fará nenhum bem se o fizer. Não faça trocadilhos sobre os textos. Não cite a Bíblia por meio de brincadeira. Se você fizer isso, você pode falar até que é burro,  mas você não farábem algum, se lhes der a oportunidade de rir de si mesmo e das coisas sagradas. Apresente sua história com dignidade….

Talvez quando você está contando a história de um dos seus amigos dirão: “E daí?” E sua resposta será: “Pode não ser uma grande coisa para você, mas é para mim. Você diz que é pouco para se arrepender, mas eu não ache isso, é uma coisa grande e preciosa para ser levado a conhecer-me como um pecador, e confessá-lo, você diz que é uma coisa pouco ter encontrado um Salvador. Se você tivesse encontrado ele também, você não pensaria que  é pouco. Você acha que é pouco o peso que perdi das minhas costas, mas se você tivesse sofrido com ele, e carregadoo seu peso como eu, por muitos anos, que você iria pensar que há pouca coisa para ser emancipado e livre, através de uma visão da cruz. “

Não negligencie suas devoções pessoais durante o Natal.
Quando você está em casa para o Natal, não deixe ninguém ver seu rosto antes que Deus já o tenha visto. Levante cedo, e desfrute de Deus, e se seus amigos não são convertidos, peça a Deus por eles, e então você vai achar mais fácil o trabalho de lutar com eles por Deus.

Descançe no auxílio do Espírito Santo para compartilhar.
Não tenha medo, só pense no bem que você pode possivelmente fazer. Lembre-se: aquele que salva da morte uma alma encobriu uma multidão de pecados, e ele deve ter estrelas em sua coroa para sempre e sempre. … Deixe sua confiança no Espírito Santo seja total e honesta. Não confie em si mesmo, mas não tenha medo de confiar nele. Ele pode dar-lhe as palavras. Ele pode aplicar essas palavras ao seu coração, e assim permitir que você “ministrar graça aos ouvintes” [Efésios 4:29].

Lembre-se que essa história que você compartilha durante as férias é a história que estará eternamente em seus lábios.
Quando formos para casa para os nossos amigos no Paraíso, o que iremos fazer?

Primeiro vamos nos aproximar do abençoado trono em que Jesus senta-se, tirar a coroa e lançá-lo aos seus pés, e coroá-lo Senhor de tudo. E quando tivermos feito isso, qual será nosso próximo emprego? Vamos contar aos abençoados no céu o que o Senhor fez por nós, e como teve misericórdia de nós.

E qual história será anunciada no céu? Será o coro natalinos dos anjos? Sim, deve ser, afinal foi usado lá antes. Jesus mesmo já disse: “Quando ele vier para casa, ele reuniráos amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Regozijai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha que se havia perdido“.

Pobres ovelhas, quando serão reunidos em, você não vai contar como seu pastor lhe procurou e encontrou você? Você não vai sentar no gramado campinas do céu, e contar a história de sua própria redenção? Será que você não conversar com seus irmãos e irmãs, e dizer-lhes como Deus vos amou e vos trouxe aqui?

Talvez você diga: “Vai ser uma história muito curta.” Ah! Seria se você podesse escrever agora. Um livro pequeno pode ser o todo da sua biografia, mas lá em cima quando sua memória deve ser aumentado, quando a sua paixão deve ser purificado, e seu claro entendimento, você vai achar que o que era apenas um livreto na terra, será um volume enorme céu. Você irá contar uma longa história da  graça de Deus E eu acho que quando você parar para deixar outro diga seu conto, e depois outra e depois outra, você vai, finalmente, depois de ter estado no céu durante mil anos, sair e exclamar: “ó santos, eu tenho algo mais para dizer. ” Mais uma vez eles vão dizer a seus contos e, novamente, você vai interrompê-los com” Oh, querida, eu tenho pensado mais um caso de misericórdia entrega de Deus. “E então você vai continuar, dando-lhes temas de músicas, encontrá-los o material para a trama ea urdidura de sonetos celeste

sexta-feira, dezembro 09, 2011

Isso não é submissão!

Submissão é um assunto que sempre causa certo desconforto, em especial quando se trata de submissão a autoridades que não honram a Deus com seu procedimento nem se mostram amáveis para com aqueles que lhes estão sujeitos.

Em Dynamic Submission to Ungodly Authority [Submissão dinâmica a autoridades que não temem a Deus], Brad Hambrick considera 1Pedro 2.13-25, um texto escrito com o propósito de ensinar aos cristãos que viviam em diversas regiões da Ásia Menor como deveriam interagir com as autoridades (v. 13). Resumimos aqui o artigo de Brad Hambrick, que destaca três aspectos que NÃO caracterizam a submissão bíblica.


1. A submissão não é neutra nos valores. Ela não diz que o errado é certo. Ela não se aplica a atividades criminosas. Pedro afirma o propósito para o qual a autoridade foi instituída – “punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem” (v. 14). Embora os leitores de Pedro estivessem possivelmente debaixo de autoridades que não praticavam o bem, é evidente que Pedro não diz que a autoridade está acima da lei de Deus. Não se deve, por exemplo, aplicar esta passagem para deixar de denunciar a atividade criminosa de alguém em posição de autoridade. “Estar sujeito” não inclui “ficar silencioso”. O conhecimento da função da autoridade requer, na verdade, justamente o oposto.


2. A submissão não é passiva. Ela não silencia diante do erro. O objetivo da submissão é silenciar a ignorância e insensatez (v. 15) daqueles que exercem poder sem o pleno temor a Deus. Pedro não quer silenciar seus leitores; ele ensina como Deus quer usá-los como instrumento para silenciar as autoridades abusivas. É importante notar que Pedro não corrompe a definição de “bem”. Ele não diz: “Façam tudo aquilo que as autoridades quiserem. Consintam com o erro. Satisfaçam às autoridades para que vocês se protejam da melhor forma possível”. Esta mentalidade não vence o mal com o bem (Rm 12.21). Ela permite que o mal defina o bem e finge que o mal é certo. Pela prática do bem diante do mal, o verdadeiro bem conforme definido por Deus, é possível no mínimo emudecer a ignorância dos insensatos.


3. A submissão não é aceitação sem entendimento. Ela não resulta de repressão, mas de liberdade (v. 16). Pedro não equipara a submissão, mesmo a submissão a uma autoridade que não honra a Deus, à perda de liberdade. É útil, aqui, definirmos a liberdade de que Pedro fala. Trata-se da capacidade que temos em Cristo para buscar o que realmente importa na vida: viver ativamente como servo de Deus, para cumprir o propósito dEle, em temor a Ele.


Qual o proveito de aprender o que a submissão não é? Somos encorajados à pratica de uma submissão corajosa, com uma missão definida: servir a Deus. A autoridade que não atua no temor a Deus não nos rouba essa missão nem a capacidade de realizá-la.


Diante de uma autoridade que não honra a Deus com seus atos, nosso objetivo deve ser perseverar em fazer o bem – ou seja, expressar em nossa atitude e procedimento o caráter de Cristo, capacitados pela graça e pela vida de Cristo em nós – e contagiar com o bem a nossa esfera de influência. O mal não vence por ter a supremacia. O mal vence quando contagia. Da mesma forma, o bem não é derrotado por estar em aparente desvantagem. O bem vence quando contagia.


Fonte: Conselho Bíblico

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Disciplinas Espirituais

Por D. A. Carson

Há quase duas décadas, escrevi um artigo intitulado "Quando a espiritualidade é espiritual? Reflexões Sobre Alguns Problemas de Definição". Aqui, eu gostaria de analisar um aspecto deste tema.

A estrutura mais ampla da discussão precisa ser lembrada. "Espiritual" e "espiritualidade" se tornaram palavras notoriamente indistintas. No uso comum, elas quase sempre têm conotações positivas, mas raramente o significado delas se encaixa na esfera do uso bíblico. Pessoas acham que são "espirituais" porque têm certas sensibilidades estéticas, ou porque sentem algum tipo de conexão mística com a natureza, ou porque adotam uma versão altamente personalizada de uma das muitas religiões. (Mas "religião" tende a ser uma palavra de conotações negativas, enquanto "espiritualidade" tem conotações positivas.)

No entanto, nos termos da nova aliança, a única pessoa "espiritual" é aquela que tem o Espírito Santo, derramado sobre indivíduos na regeneração. A alternativa, na terminologia de Paulo, é ser "natural" – meramente humano – e não "espiritual" (1 Co 2.14). Para o cristão cujo vocabulário e conceitos sobre este tema são moldados pelas Escrituras, somente o cristão é espiritual. E, por uma extensão óbvia, aqueles cristãos que mostram virtudes cristãs são espirituais, porque essas virtudes são fruto do Espírito. Aqueles que são meras "crianças em Cristo" (1 Co 3.1), se estão verdadeiramente em Cristo, são espirituais, porque são habitados pelo Espírito, mas sua vida pode deixar muito a desejar. Apesar disso, o Novo Testamento não designa os cristãos imaturos como não espirituais, como se a categoria "espirituais" fosse reservada apenas para os mais maduros, a elite dos eleitos. Isso é um erro muito comum da tradição de espiritualidade da Igreja Católica Romana. Nesta, a vida espiritual e as tradições espirituais estão frequentemente ligadas com fiéis que desejam ir além do que é comum. Essa vida "espiritual" é muitas vezes ligada com ascetismo e, às vezes, com misticismo, ordens de freiras e monges e uma variedade de técnicas que vão além do cristão comum.

Devido ao amplo uso das palavras da família de "espiritual", muito além do Novo Testamento, a linguagem de "disciplinas espirituais" tem se estendido, igualmente, a arenas que tendem a deixar preocupados aqueles que amam o evangelho. Em nossos dias, as disciplinas espirituais podem incluir leitura da Bíblia, meditação, adoração, doar dinheiro, jejuar, solidão, comunhão, obras de beneficência, evangelização, dar esmolas, cuidado da criação, escrever diários, obra missionária e mais. Pode incluir votos de celibato, autoflagelação e cantar mantras. No uso popular, algumas dessas supostas disciplinas espirituais são totalmente divorciadas de qualquer doutrina específica, cristã ou não. Elas são apenas uma questão de técnica. Essa é a razão por que, às vezes, as pessoas dizem: "Quanto à sua doutrina, comprometa-se, por todos os meios, com as confissões evangélicas. Mas, no que diz respeito às disciplinas espirituais, volte-se para o catolicismo ou, talvez, para o budismo". O que é universalmente admitido pela expressão "disciplina espiritual" é que essas disciplinas têm o propósito de aumentar a nossa espiritualidade.

No entanto, à luz da perspectiva cristã, não é possível alguém aumentar sua espiritualidade sem possuir o Espírito Santo e submeter-se à sua instrução e ao seu poder transformadores. As técnicas nunca são neutras. Estão sempre carregadas de pressuposições teológicas, frequentemente não reconhecidas.

Como devemos avaliar essa maneira popular de abordar as disciplinas espirituais? O que devemos pensar sobre as disciplinas espirituais e sua conexão com a espiritualidade definida pelas Escrituras? Algumas reflexões introdutórias:

(1) A busca do conhecimento direto e místico de Deus não é sancionado pelas Escrituras; é, também, perigoso em várias maneiras. Não importa se esta busca é realizada, digamos, no budismo (embora budistas instruídos provavelmente não falem sobre "conhecimento direto e místico de Deus" – as duas últimas palavras talvez precisem ser omitidas) ou na tradição católica, à maneira de Julian de Norwich. Nenhum desses exemplos reconhece que nosso acesso ao conhecimento do Deus vivo é mediado exclusivamente por Cristo, cuja morte e ressurreição nos reconciliam com o Deus vivo. Buscar o conhecimento direto e místico de Deus é anunciar que a pessoa de Cristo e sua obra sacrificial em nosso favor não são necessárias para o conhecimento de Deus. Infelizmente, é fácil alguém deleitar-se em experiências místicas, prazerosas e desafiadoras em si mesmas, sem conhecer nada do poder regenerador de Deus, alicerçado na obra da cruz de Cristo.

(2) Devemos perguntar o que nos garante incluir algum item numa lista de disciplinas espirituais. Para os cristãos que têm algum senso da função reguladora das Escrituras, nada, certamente, pode ser reputado como uma disciplina espiritual se não é mencionado no Novo Testamento. Isso exclui não somente a autoflagelação, mas também o cuidado da criação. Esta última é, sem dúvida, uma coisa boa que devemos fazer; é parte de nossa responsabilidade como administradores da criação de Deus. Mas é difícil pensarmos em uma base bíblica para que entendamos essa atividade como uma disciplina espiritual – ou seja, uma disciplina que aumenta a nossa espiritualidade. A Bíblia fala muito sobre oração e guardar a Palavra de Deus em nosso coração, mas diz muito pouco sobre o cuidado da criação e o cantar mantras.

(3) Algumas das coisas incluídas na lista são levemente ambíguas. Em um nível, a Bíblia não diz nada sobre escrever diários. Por outro lado, isto pode ser apenas uma designação conveniente para referir-se a autoexame cuidadoso, contrição, leitura bíblica meditativa e oração sincera. E o hábito de fazer registros em um diário para fomentar essas quatro atividades não pode ser descartado da mesma maneira como temos de rejeitar a autoflagelação.

O apóstolo declarou que o celibato é uma coisa excelente, se a pessoa tem o dom (tanto o casamento quanto o celibato são designados carismata – "dons da graça") e o celibato contribui para um ministério aprimorado (1 Co 7). Por outro lado, nada sugere que o celibato é um estado intrinsecamente mais santo; e nos termos da nova aliança nada existe que sancione o retirar-se para mosteiros de freiras ou monges celibatários que se separaram fisicamente do mundo para se tornarem mais espirituais. A meditação não é um bem intrínseco. Grande parte da meditação depende do foco da própria pessoa. O foco é um ponto escuro imaginário em uma folha de papel branco? Ou é a lei do Senhor (Sl 1.2)?

(4) Até aquelas disciplinas espirituais que todos reconheceriam como tais não devem ser mal compreendidas ou abusadas. A própria expressão é potencialmente enganadora: disciplina espiritual, como se houvesse algo intrínseco no autocontrole e na imposição da autodisciplina que qualifica alguém a ser mais espiritual. Essa suposição e essas associações mentais só podem levar à arrogância. E o que é pior: elas levam frequentemente ao hábito de julgar os outros como inferiores. Os outros podem não ser tão espirituais como eu, visto que sou tão disciplinado que tenho um excelente tempo de oração ou um ótimo esquema de leitura da Bíblia. Mas o elemento verdadeiramente transformador não é a disciplina em si mesma, e sim o valor da tarefa realizada: o valor da oração, o valor da leitura da Palavra de Deus.

(5) Não é proveitoso fazer uma lista variada de responsabilidades cristãs e rotulá-las de disciplinas espirituais. Isso parece ser o argumento que está por trás da teologia introduzida inapropriadamente, por exemplo, no cuidar da criação e no dar esmolas. Mas, pela mesma lógica, se motivado por bondade cristã, você faz massagem nas costas de uma senhora que tem pescoço rígido e ombro inflamado, este massagear as costas se torna uma disciplina espiritual. Por essa mesma lógica, uma obediência cristã é uma disciplina espiritual, ou seja, ela nos torna mais espirituais.

Usar a categoria de disciplinas espirituais desta maneira tem duas implicações infelizes. Primeira, se cada instância de obediência é uma disciplina espiritual, não há nada especial nos meios de graça, ordenados e bastante enfatizados nas Escrituras, como, por exemplo, a oração, a leitura séria e a meditação na Palavra de Deus. Segundo, essa maneira de pensar sobre as disciplinas espirituais nos induz sutilmente a pensar que o crescimento em espiritualidade é uma função de nada mais do que conformidade com as exigências de muitas regras, de muita obediência. Certamente, a maturidade cristã não é manifestada onde não há obediência. Contudo, há também grande ênfase no crescimento em amor, em confiança, em entendimento dos caminhos do Deus vivo, na obra do Espírito de encher-nos e capacitar-nos.

(6) Por essas razões, parece ser sábio restringir a designação "disciplinas espirituais" a aquelas atividades prescritas na Bíblia, que são declaradas explicitamente como meios de aumentar nossa santificação, nossa conformidade com Cristo, nossa maturação espiritual. Em João 17, quando Jesus rogou que seu Pai santificasse seus seguidores por meio da verdade, ele acrescentou: "A tua palavra é a verdade". Não é surpreendente que os crentes tenham há muito chamado de "meios de graça" coisas como o estudo da verdade do evangelho. "Meios de graça" é uma expressão agradável e menos susceptível a mal-entendidos do que "disciplinas espirituais".

Tradução: Wellington Ferreira
Copyright © D. A. Carson 2011
Copyright © Editora Fiel 2011
Traduzido do original em inglês: Spiritual Disciplines. Publicado no site The Gospel Coalition.

domingo, dezembro 04, 2011

Esse orgulho detestável

Por Paul Tautges

O estudo do ensino bíblico sobre o orgulho tem sido um tema recorrente para mim porque, lamentavelmente, ainda identifico muito orgulho em meu coração mesmo após 27 anos de crescimento desde a minha conversão. Algum tempo atrás, portanto, decidi começar a fazer uma lista das muitas faces do orgulho. Algumas são mais infames do que outras, com certeza, mas todas elas são detestáveis em comparação com a santidade de Deus. Assim como a visão da santidade de Deus levou Isaías a ver o horror do próprio pecado, que a meditação contínua na majestade de Deus nos leve a uma profunda dependência de Sua graça santificadora, que (nunca nos esqueçamos) é concedida àqueles que se humilham (Tg 4.6).

E então, quais as faces do orgulho?
  • Agir independentemente de Deus, o que se constitui na raiz de todos os outros pecados (Gn 3.6 ; Ez 28.2 ; Sl 10.4 ; Ob 1.3)
  • Insubordinação às estruturas de autoridade humana (1Pe 2.13, 18; 5.5)
  • Autossuficiência (1Sm 2.3 , Ap 3.16-18)
  • Ausência de oração (1Sm 12.23 ; 2Co 12.7-8 )
  • Busca de destaque, disputa de posição (Mc 10.37 ; 1Jo 2.16)
  • Contendas, lutas (Fp 4.2; Tg 4.1-3, 10)
  • Lábios mentirosos e maldizentes (Sl 31.18, 59.12)
  • Comportamento violento (Sl 73.6 , Is 13.11)
  • Um espírito vaidoso e altivo (Pv 30.13 ; Fp 2.3)
  • Dar tapinhas nas próprias costas, roubando a glória para si (Dn 4.28-30)
  • Exaltar a si mesmo (Jr 48.29, Rm 11.17,18)
  • Desejar ou se regozijar com a queda de outros (Sl 140.5)
  • Ser arrogante com relação ao futuro (Is 16.6; Tg 4.16)
  • Determinar a importância de uma pessoa com base na aparência (2Co 5.12)
  • Louvar a si mesmo ou solicitar sutilmente que outros o louvem (Pv 27.2)
  • Insolência, zombaria, (Pv 21.24; Jr 48.29)
  • Falta de preocupação com os necessitados (Ez 16.49)
  • Servir a si mesmo em primeiro lugar (Fp 2.3)
  • Colocar a confiança e o coração nas riquezas  (2Cr 32.24-31; Ez 28.5; 1Tm 6.17; 1Jo 2.16)
  • Falta de amor (1Co 13.4)
  • Espírito crítico implacável, não disposto a perdoar  (Mt 7.1-5; 18.21-35)
  • Conhecimento bíblico sem o amor bíblico (1Co 8.1)
  • Recusa em aplicar disciplina aos membros da igreja (1Co 5.2)
  • Inversão de papéis no casamento: os maridos que não lideram de forma amorosa e esposas que não se submetem de forma respeitosa (Ef 5.21)
  • Resistência obstinada à confissão de pecados e insubmissão à disciplina divina (Sl 32.3-4; Hb 12.5, 11)
  • Adultério espiritual, ou seja, mundanismo (Tg 4.4-10)
  • O temor do Senhor nos torna mais sensíveis às faces infames do orgulho e nos constrange a nos afastarmos de sua força detestável – como Provérbios diz:  Temer o SENHOR é odiar o mal; odeio o orgulho e a arrogância, o mau comportamento e o falar perverso (8.13).

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terça-feira, novembro 29, 2011

Carta Natalina 2011 - Evangelização

Por Thiago Zambelli

Natal é um dia especial. É um feriado singular e pode se tornar um momento de celebração ainda mais significativo. Digo isso porque algumas pessoas, em suas próprias histórias, um dia deixaram de simplesmente comer perú, convidar os familiares, enfeitar uma árvore, trocar presentes e várias outras coisinhas, para agregar a essência do verdadeiro Natal: Jesus Cristo. Sem dúvida isso torna do dia 25 de dezembro um momento MUITO ESPECIAL.

Eu sou uma dessas pessoas. Um dia deixei de somente olhar horizontalmente e comecei a celebrar a essência do genuíno Natal. Aliás, será que posso chamar o dia 25 de dezembro de Natal se Cristo não for a razão deste dia?

Querendo que outros também percebam a necessidade do Salvador, todo final de ano eu escrevo uma carta para distribuir na minha vizinhança. Segue abaixo a deste ano (2011). Incentivo você a fazer algo parecido, ou algo ainda melhor. Copie esta carta, se for necessário, mas não desperdice a oportunidade de evangelizar no dia que possivelmente temos mais facilidade de falar sobre Cristo.

Que o Reino de Deus seja constantemente propagado!


Amigo(a) vizinho(a) de Intermares,

M
ais um final de ano se aproxima, momento em que muitos de nós fazemos uma avaliação de nossas atitudes, progressos e regressos, e recomeçamos a pensar nos alvos para o próximo ano. Não sei quanto a você, mas várias das promessas que eu fiz para 2011 ficaram somente nas palavras. Pretendo, para o próximo ano, ser mais fiel às minhas palavras. (Será que sou capaz?)
Antes do novo ano, ainda há o Natal. Acredito que são poucas as nações que não celebram este dia. Árvores são enfeitadas, famílias se juntam, crianças cantam, luzes piscam e presentes são trocados. Mas é isso que significa celebrar o Natal? Aliás, o que significa o Natal para você e sua família? Infelizmente, poucos conhecem a essência do Natal. Poucos comemoram o verdadeiro significado do Natal. Eu gostaria, através desta breve cartinha, poder lhe desejar o verdadeiro “Feliz Natal.”
Para entender melhor o que quero dizer, preciso explicar o que é essência. Imagine um elefante... Dificilmente você imaginará um elefante sem tromba, porque a tromba faz parte da essência do elefante. Você deve tê-lo imaginado numa cor próximo ao cinza e com quatro patas. O tamanho da orelha de seu elefante possivelmente foi irrelevante (ou menos importante), pois isso não traz à tona o que faz de seu elefante ser realmente um elefante. Complicado? O que eu quero dizer é que a essência do Natal não precisa ter troca de presentes, árvore enfeitada, ou tampouco luzes piscando. Na essência da celebração do dia 25 de dezembro é necessário, para que o Natal seja Natal, a presença de Jesus Cristo. Por favor, não pare de ler essa cartinha agora.
Como alguém criado por Deus, eu não posso negar que Sua Palavra (a Bíblia) é o fundamento para que eu enxergue da forma correta sobre o Criador. Nela, há vários trechos que me ensinam sobre quem realmente é Jesus: Criador, Deus, Salvador, Messias... Mas o que isso tem a ver comigo e com você?
A Bíblia mostra claramente que ninguém genuinamente busca a Deus: não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer (Romanos 3.11-12). Perceba que este trecho não nos ensina somente que ninguém realmente deseja a Deus, mas que ninguém é capaz de fazer o bem. É por isso também que Jesus foi enviado: Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele (João 3.17). Deus foi quem tomou a primeira providência e a única coisa que ele exige de nós é a fé, perceba: Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie (Efésios 2.8-9). Deus nos salva e isso não depende do que fazemos de bom, caso contrário, poderíamos nos gloriar de merecer a entrada no céu.
Não pretendo fazer com que seu Natal seja tenha menos luz piscando e nenhuma canção. Tampouco é meu objetivo que em sua casa (ou apartamento) não tenha um banquete com seus amados. Meu objetivo é que, mesmo com tudo isso, seu Natal não seja somente um feriado, mas de fato exista o verdadeiro Natal, tendo como essência a figura do salvador Jesus Cristo. Sim, salvador! Ou você ainda acha que pode estar com Deus por causa do que você fez, faz e fará? Por acaso você ainda acha que basta não mentir, roubar ou matar? Asseguro-lhe que todos aqueles que pensam assim, frustrar-se-ão.
O Natal é um bom dia para relembrarmos acerca do que Deus fez por nós: Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). Espero que todos em sua casa sejam filhos de Deus. Isso mesmo, eu espero que sejam, porque a Bíblia, Palavra de Deus, diz que somente alguns são: aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus (João 1.12). Note bem, somente os que creram em Jesus Cristo se tornaram filhos de Deus. Estes fazem parte da família de Deus. Geralmente são eles somente que celebram a verdadeira essência do Natal.
Se você ainda tem dúvida sobre a essência do Natal e seu relacionamento com Deus, se você quer saber mais e saber agora sobre isso, visite: www.saberagora.net – lá você poderá, passo a passo, notar sua necessidade de se relacionar com Deus. Poderá também enviar suas dúvidas e assistir a vídeos que esclarecerão ainda mais a você sobre a essência do Natal: Jesus Cristo, aquele que nasceu, viveu e morreu por você e por mim. Desejo a você e sua família...
...um verdadeiro Feliz Natal!