Mostrando postagens com marcador Jonas Resumo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jonas Resumo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, novembro 10, 2010

Jonas 2 - Resumo

Dentro do peixe Jonas clama a Deus, que o escuta. Na iminência de morte, Deus o salva (1-7). Seu reconhecimento pelo ato divino lhe conduz a cantar e oferecer sacrifício pela gratidão (9a). Ele traz à luz que ídolos usurpam a misericórdia de quem é devida (8) e ratifica o cumprimento de sua promessa a Yahweh, aquele que providencia salvação (9-10).


Com uma ordem, o peixe vomita Jonas em terra firme (11).

Jonas 1 - Resumo

Jonas recebeu uma expressa ordem de Deus para pregar contra a cidade de Nínive, pois sua maldade já havia subido até a presença de Yahweh (1-2). Todavia Jonas decidiu fugir da presença de Deus de navio, em direção a Társis (3). Yahweh, porém, impediu que o plano de Jonas sucedesse, soprando um forte vento sobre o mar, fazendo com que os marinheiros temessem por suas vidas. Eles clamavam cada um por seu próprio Deus e tomavam providências práticas para manutenção do navio (4-5a).

Enquanto isso, Jonas, que dormia profundamente, foi acordado pelo capitão, que solicitou que ele clamasse a seu Deus pela vida de todos (5b-6). Sem saber o porquê de um mar tão violento, os marinheiros decidiram tirar sortes para descobrir o responsável do caos. Jonas foi o apontado (7). Inquirido pela tripulação (8), ele respondeu: sou hebreu, adorador de Yahweh, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra (9). Apavorados, os marinheiros queriam saber o que Jonas havia feito e como deveriam proceder para que o mar se acalmasse, visto que sabiam que ele fugia de Yahweh, pois o profeta já havia contado isso a eles (10-11). Jonas respondeu somente como acalmar o mar. Disse que deveria ser jogado para fora do navio, pois entendia que por causa dele a tempestade afetava a todos (12).

Os misericordiosos marinheiros não queriam tirar a vida de Jonas. Então se esforçaram por voltar à terra, mas o mar ficava ainda mais violento (13). Ao notar que a única saída era jogar Jonas ao mar, eles suplicaram a Yahweh por perdão da decisão que tomaram (14). Assim que o profeta foi lançado ao mar, as águas se aquietaram e os homens adoraram a Yahweh com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos (15-16).

A providência divina para salvação de Jonas chega inesperadamente: um grande peixe o engole. Dentro dele o profeta fica por três dias e três noites (17).

sábado, setembro 11, 2010

A História de Jonas foi Real?

Os eruditos bíblicos tradicionais sustentaram que o livro de Jonas registra acontecimentos que de fato ocorreram na história. Entretanto, devido a seu estilo literário e à narração de surpreendentes aventuras vividas pelo profeta Jonas, muitos eruditos da atualidade propõem que não se trata de um livro que narra fatos reais, mas sim uma história de ficção com o propósito de comunicar uma mensagem. Os fatos narrados no livro de Jonas realmente aconteceram, ou não?

Resposta:

Há uma boa evidência de que os fatos registrados no livro de Jonas são literais e que aconteceram na vida desse profeta.

Primeiro, a tendência de negar a historicidade do livro de Jonas provém de um preconceito contra coisas sobrenaturais. Se é possível acontecer milagres, não há razão alguma para se negar que o livro de Jonas Seja histórico.

Segundo, Jonas e seu ministério profético são mencionados no livro histórico de 2 Reis (14:25). Se sua profecia sobrenatural é mencionada num livro histórico, por que rejeitar então o aspecto histórico de seu livro?

Terceiro, o argumento mais devastador contra a negação da precisão histórica do livro de Jonas é encontrado em Mateus 12:40. Nessa passagem, Jesus prevê a sua própria morte e ressurreição, e prove aos incrédulos escribas e fariseus o sinal que eles lhe pediram. O sinal é a experiência de Jonas. Jesus diz: “Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra”. Se a história da experiência de Jonas no ventre do grande peixe fosse apenas uma ficção, isso não daria respaldo profético algum ao que Jesus declarava.

O motivo de Jesus fazer referência a Jonas era que, se eles não acreditavam na história de Jonas ter estado no ventre do peixe, também não acreditariam na morte, no sepultamento e na ressurreição de Cristo. Para Jesus, o fato histórico de sua própria morte, sepultamento e ressurreição tinha a mesma base histórica de Jonas no ventre do peixe. Rejeitar uma seria o mesmo que rejeitar a outra (cf. Jo 3:12). De igual modo, se cressem numa dessas bases, teriam de crer na outra.

Quarto, Jesus prosseguiu mencionando detalhes históricos significativos. A sua própria morte, sepultamento e ressurreição era o sinal supremo que atestaria suas reivindicações. Quando Jonas pregou aos gentios descrentes, eles se arrependeram. Mas achava-se Jesus na presença de seu próprio povo, do povo de Deus, e assim mesmo eles recusavam-se a crer. Portanto, os homens de Nínive se levantariam em juízo contra eles, “porque [os de Nínive] se arrependeram com a pregação de Jonas” (Mt 12:41). Se os eventos do livro de Jonas fossem simplesmente parábolas ou ficção, e não uma história real, então os homens de Nínive na realidade nunca teriam se arrependido, e seu juízo sobre os fariseus impenitentes seria injusto e indevido. Por causa do testemunho de Jesus, podemos ter certeza de que Jonas registra uma história real.

Finalmente, há confirmação arqueológica da existência de um profeta de nome Jonas, cujo túmulo encontra-se no Norte de Israel. Adicionalmente, foram desenterradas algumas moedas antigas, com a inscrição de um homem saindo da boca de um peixe.

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Sobre o Livro de Jonas - Questões Introdutórias

JONAS
A salvação vem de Yahweh – Jn 2.9b

Jonas falta com amor em ação,
mas Deus é exaltado por sua compaixão.(David J. Merkh.)

QUESTÕES INTRODUTÓRIAS
O tempo de vida e ministério de Jonas são fáceis de serem determinados, visto uma específica menção em 2Rs 14.25, durante o reinado de Jeroboão II (793-753 a.C.). Ele era contemporâneo de Oséias e Amós. Ele era identificado como alguém que trazia profecias precisas, quando prediz vitória militar para Israel.

Seu nome significa “pomba.” Ele profetizou a recuperação política e econômica do Reino do Norte, possivelmente no início do reinado de Jeroboão II.

O livro que leva seu nome é alvo de grandes críticas de liberais, visto os aspectos sobrenaturais que estão presentes. Eles descartam a realidade histórica e o próprio Jonas como autor. 

Como acontece com tantas outras questões nos estudos do AT, a interpretação de Jonas depende das convicções teológicas mantidas pelos vários comentaristas. (...) Para interpretar-se Jonas com exatidão, é necessário, em primeiro lugar, fazer com que a atenção se desvie do profeta para o Deus que envia o profeta. (Paul House.) 

É muito provável que o ministério de Jonas tivesse sido um realce ou contraponto para o de Oséias e Amós. Ensinaria que arrependimento traz preservação e bênção, enquanto a obstinação severa disciplina. 

Jesus tratou Jonas como uma pessoa histórica e não como uma alegoria fantasiosa: Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um grande peixe, assim o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra. Os homens de Nínive se levantarão no juízo com esta geração e a condenarão; pois eles se arrependeram com a pregação de Jonas, e agora está aqui o que é maior do que Jonas (Mt 12.40,41 NVI).

AUTORIA
Os ataques mais comuns a Jonas como autor do livro são:
1. Um contemporâneo jamais se referiria ao rei da Assíria como “o rei de Nínive;”
2. O uso do verbo hebraico ser (h*y>) supostamente indica uma época posterior, quando Nínive não mais existia;
3. Jonas é sempre mencionado na terceira pessoa;
4. Tamanho aparente fabuloso de Nínive.
Respostas aos ataques:
1. É prática normal, inclusive apresentado nas Escrituras, referir-se ao rei da nação como rei da capital da nação (cf. 1Rs 21.1; 2Cr 24.23);
2. Gramaticalmente é possível, mas do ponto de vista contextual a afirmação é desleal, pois o que o autor deseja destacar não é a existência da cidade, mas seu papel crucial no plano soberano de Deus naquele momento da História;
3. É quase desnecessário refutar este argumento, pois tanto autores bíblicos (Moisés) quanto extra bíblicos (Xenofontes; Júlio César) empregam a mesma técnica;
4. Descobertas arqueológicas atribuem a Nínive um tamanho compatível, sob todos os aspectos, com a população mencionada em Jn 4.11.

A TEOLOGIA DE JONAS
Baseado em Foco e Desenvolvimento no AT

A PERMISSÃO DO MAL
Jonas desobedece a Deus, que prefere morrer a obedecer. Isso salientava os olhos dos marinheiros a realidade de que Deus governa os mares e os céus e que não era uma divindade que podia ser ignorada, muito menos desobedecida.

DECRETO DE JULGAR O MAL
É antevista na mensagem: Clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim (Jn 1.2). Também na mensagem transmitida aos ninivitas: Daqui a quarenta dias Nínive será destruída (Jn 3.4)

Sobre “Deus se arrependeu” – Jonas 3.10:
O relato da resposta divina ao avivamento provocado pela pregação de Jonas é um dos pontos teológicos mais discutidos no AT desde sua primeira menção em Gn 6. O uso do verbo “arrependeu-se” no grau nifal tem sido apontado por muitos, mais recentemente por defensores do chamado teísmo aberto, como uma indicação de que Deus é sujeito a emoções, ou desconhece o futuro, ou é dependente em alguma medida das ações e reações de Suas criaturas, ou todas as anteriores.

Em resposta a isso, teólogos teístas tradicionais têm afirmado que a mensagem trazia em si uma condição latente, e que o uso do verbo נָחַם obedece a uma característica da mentalidade hebraica de antropomorfizar suas descrições de Deus de modo a tornar mais compreensível aos mortais a interação de um Deus, que é descrito como perfeitamente soberano, com criaturas que desfrutam genuína liberdade (mas não absoluta autonomia).

Outra abordagem é dizer que tal interação é descrita do ponto de vista meramente humano, como uma espécie de refração ótimo-espiritual, por meio da qual a intervenção divina parece desviar-se do rumo proposto, ao entrar em contato com o meio terrestre em que se fará sentir, simplesmente porque os que a percebem ignoram a totalidade dos desígnios aos quais a prometida intervenção pertence e entre os quais se efetua. (Carlos Osvaldo Pinto.)

A LIBERTAÇÃO DOS ELEITOS
Imerecida e inesperadamente a intervenção salvadora de Yahweh preserva o profeta escolhido para que ele cumpra sua missão.

Tal libertação também atinge os ninivitas por meio da pregação de Jonas. A libertação, segundo as palavras de Jesus sobre os ninivitas, sugere que foi de natureza eterna (Mt 12.41).

BÊNÇÃO PARA OS ELEITOS
Foi limitada para aquela geração de ninivitas, que foi preservada. As próximas gerações voltaram-se aos caminhos iníquos e a Assíria foi usada como “vara da ira” de Yahweh contra o pecado obstinado de Israel, posteriormente ainda, destruída.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Jonas é singular na forma de apresentar a mensagem. Nele não há uma exortação profética, mas uma narrativa que deixa de forma clara a exortação. O livro é quase inteiramente um esboço biográfico do profeta sendo que a única mensagem profética contida no livro é: daqui 40 dias Nínive será destruída (Jn 3.4).

O livro canônico ajuda a afastar quaisquer temores que talvez tenham surgido devidos a algumas informações em Joel, Amós e Obadias, temores de que Yahweh não se importaria com outras nações. O fato é que ele se importa inclusive com as mais cruéis. Nínive foi chamada por Naum de cidade sanguinária (3.1). (Nas ruínas) as esculturas na parede representam o rei arrancando os olhos de seus cativos, e arrastando outros por um gancho através dos lábios. Em guerras, um grande prazer dos guerreiros era cortar o ventre das grávidas para verem o feto.

O chamado de Jonas para ir pregar contra Nínive demonstra o interesse de Deus nas nações do mundo. Apesar de a estratégia divina ser comumente de atrair os povos a Israel (AT), Yahweh decide enviar Jonas para levar a mensagem de julgamento (e também de graça) aos assírios, nação que ele usaria para, num breve futuro dali, disciplinar a nação escolhida, mas também destruí-la.

A soberania de Deus na salvação, aspecto salientado na mensagem do livro, é vista diversas vezes:
• Na experiência dos marinheiros. Em seguida pegaram Jonas e o lançaram ao mar enfurecido, e este se aquietou. Ao verem isso, os homens adoraram o SENHOR com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos (Jn 1.15-16). Os marinheiros reconheceram a Yahweh como Deus, que havia sido apresentado por Jonas como Deus de todos (Jn 1.9); Entretanto, não é possível saber se houve conversão genuína, mas alguns pontos teológicos podem ser ressaltados deste episódio: 
o O Deus de Israel é realmente o Deus da criação e das nações;
o Deus se preocupa com toda a humanidade e não somente com Seu povo escolhido;
o Deus usa até mesmo um Israelita desobediente como canal de Sua graça salvadora.
• Lição pessoal a Jonas: ele ora por livramento e louva a Deus quando este chega de forma inesperada. Ele recebe a salvação imerecida dentro do grande peixe;
• Pregação de Jonas: um arrependimento generalizado sucede em Nínive. Os ninivitas creram em Deus (Jn 3.5);
• A sombra da planta: o desconforto com o clima da região é grande. Jonas é aliviado por uma planta que cresce em uma noite, mas na mesma velocidade morre.

Yahweh está ensinando a Jonas que sua frustração por coisas que ele não criou e pelas quais não era responsável deveria fazê-lo cônscio da terna misericórdia de Deus por Suas criaturas (4.11) e torná-lo submisso ao soberano plano divino de estender salvação àqueles a quem ele escolheu demonstrar misericórdia. (Carlos Osvaldo Pinto.)

Jonas é um profeta que conhece a Deus: ele confessa que Yahweh é gracioso, compassivo e paciente, contudo ele não aprecia que essas qualidades estejam dirigidas para os assírios. Jonas vê a bondade de Yahweh além do ideal. Ele se importa com uma planta que ele não criou, mas fica imaginando por que o Senhor está tão preocupado com as pessoas que Deus fez. Existe uma perceptível ironia no livro de Jonas. O profeta se queixa da bondade de Deus, apesar do fato de que ele mesmo havia se beneficiado do livramento divino.

No livro Deus perdoa uma nação que mostra uma perfeita sequência de atitudes que refletem uma genuína conversão, ratificada por Jesus no evangelho de Mateus:
1. Eles acreditam na Palavra de Deus (3.5);
2. Humilham-se (3.5-8);
3. Mudam seus caminhos perversos (3.8);
4. Colocam-se debaixo da misericórdia de Deus (3.9).
Até Jonas, nenhum profeta havia experimentado tal reação positiva à Mensagem.

MENSAGEM
A soberania de Yahweh em conceder salvação, apesar da atitude de Seu servo, deve motivar obediência humilde e interesse amoroso pela humanidade. (Carlos Osvaldo.)

Eugene Merrill diz que a essência teológica do livro é expressa em 4.11: Não deveria eu ter pena dessa grande cidade? – diz Deus. Sua frase que diz respeito ao livro e que permeia todo o AT é a seguinte: O Criador e Soberano do mundo não tem plano maior que o de resgatar os povos alienados de todas as nações à posição de comunhão contínua com Ele.

Se é que podemos dizer que o livro possui uma palavra mais importante, possivelmente ela seria מָנָא (m*n>). A ideia do verbo apresenta Deus como soberano, aquele que ordena o peixe, a planta, o verme e o vento calmoso – todos debaixo do controle divino, instrumentos para propagar sua graça.