segunda-feira, dezembro 31, 2012

Você conhece o amor?

Ao longo de quase 30 anos de experiência profissional como terapeuta de casais e de famílias, não foram poucas as vezes em que me deparei com casais em processo de separação, com a seguinte alegação para o término do relacionamento: “Eu não (o/a) amo mais!”.

Nossa sociedade, sob o lema “você precisa ser feliz”, inculca nas mentes a máxima hedonista de que a felicidade é resultado de um bem-estar pessoal, individual e exclusivo. Na maioria das vezes, para o mundo assentado sobre o capital, isso se traduz em conforto material e acúmulo de bens; parece absurda a ideia de uma felicidade relacional, interpessoal e inclusiva. Assim, se vive o matrimônio como uma “república conjugal”, onde se dividem espaços, tarefas e deveres financeiros, e se desfruta do prazer no uso sexual do outro -- mas não se constrói a ideia do “reino do nosso”.

Lamentavelmente, o modelo individualista está muito presente entre os casais cristãos. E a ideia de se buscar a felicidade por meio desse modelo logo resulta na eliminação de tudo que possa causar desconforto ou ser empecilho -- inclusive o cônjuge. Justificam-se separações e divórcios com a ideia de que “não existe mais amor”. Entretanto, perguntamos: o que é o amor? Brenson Lazán afirma:

a psicologia e a psiquiatria, ciências a princípio dedicadas a estudar a conduta humana e suas disfunções, parecem reticentes ao considerar o amor como um termo de investigação ou interesse. A palavra amor simplesmente não é aceita nos meios científicos. [...] No princípio do século, Sigmund Freud se negou a tratar o tema, dizendo que não possuía suficiente conhecimento para fazê-lo. [...] Todavia algumas correntes psicológicas têm chegado ao outro extremo: o cientificismo. Em uma revista de psiquiatria, um autor comentou que o amor é: “Um estado alterado de consciência que tem rasgos marcados de psicose temporal; um estado mental indefinível, incontrolável e irracional”.1

Os dicionários trazem definições vagas para o termo, que variam da ideia de compaixão à da libido. A Bíblia, em suas várias traduções, apresenta 32 palavras distintas entre hebraicas, gregas e aramaicas para “amor”. Assim, quando alguém fala que “acabou o amor” eu fico pensando a que essa pessoa realmente se refere.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Alguns passos para vencer a tentação de não orar

Reinaldo Bui escreveu:

Há uma tendência natural em nossa carne a não orar. Muitas vezes limitamos nossa vida de oração a poucos segundos antes das refeições, ao despertar e ao deitar-se à noite... Isto quando lembramos! Precisamos a todo custo vencer a tentação de permanecer nesta letargia espiritual. Dr. John Rice propõe os seguintes passos:
  1. Procure dedicar um pouco de tempo, ainda bem cedo, todos os dias, para orar e meditar na Palavra de Deus. Quanto mais cedo melhor. Um bom horário pela manhã seria antes de comer. Um grande missionário tinha o seguinte lema: Sem Bíblia, sem café da manhã.
  2. Crie o hábito de orar até alcançar paz com relação ao problema ou a dificuldade que esteja passando. Frequentemente não obtemos resposta a uma oração em um mesmo dia.
  3. É preciso separar tempo para orar sobre os problemas que nos sobrevêm.
  4. Deixe de formalidade e permita que a oração seja uma conversa simples com Deus. Cada crente deveria dizer, muitas vezes por dia: "Senhor, pequei nisso... me perdoe"; ou "Senhor, me ajude a saber o que dizer a esta pessoa!" Ou ainda: "Senhor ajuda-me na solução dessa dificuldade." Faça da oração um detalhe importante da sua vida, junto com os demais.
  5. Procure seguir os exemplos da Bíblia e seus ensinos sobre a oração. Leia, por exemplo, o salmo 55 e veja que em sua angústia Davi buscava o SENHOR: Eu, porém, clamo a Deus e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã, e ao meio dia choro angustiado, e Ele ouve a minha voz. (Salmo 55.16-17)

quinta-feira, dezembro 20, 2012

Onde estava Deus?

Comentário de um jornalista/apresentador sobre a recente chacina numa escola dos EUA que responde à pergunta: "onde estava Deus?"

quarta-feira, dezembro 19, 2012

C. S. Lewis: quão doloroso será?


 We are not necessarily doubting that God will do the best for us; we are wondering how painful the best will turn out to be.

(Tradução) Nós não estamos necessariamente duvidando de que Deus fará o melhor para nós; nós estamos perguntando quão doloroso o melhor vai passar a ser.

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Cristo traz esperança a todo e qualquer problema pessoal e interpessoal concebível

Concordo com a convicção da CCEF (Christian Counseling & Education Foundation) sobre a abrangência do aconselhamento bíblico:
"Estamos convencidos de que Cristo traz esperança a todo e qualquer problema pessoal e interpessoal concebível. Ainda mais, acreditamos que as ações redentoras e as palavras do Pai, do Filho e do Espírito em nosso favor sempre falam tanto dos problemas aparentemente mundanos, quanto dos problemas extremamente complexos que fazem parte da condição humana decaída." (Fonte: http://goo.gl/2wzdN)

É minha oração e também meu trabalho, pedir ao Pai que conduza Seus filhos na compreensão da suficiência das Escrituras.

Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra (2Tm 3.16-17).



segunda-feira, dezembro 10, 2012

Máscaras - o homem vê o exterior, porém o Senhor o coração (1 Sm 16.7)

Por Fábio Grigório

No dicionário online de português podemos encontrar a definição de máscara como sendo um “artefato de papelão, pano, madeira, couro etc., com que se cobre o rosto para disfarce...”

As máscaras são, tipicamente, usadas em bailes, festas e outros eventos. Ao usar tal artefato, o indivíduo tem como objetivo não se revelar ou revelar parcialmente sua identidade pessoal. Há vários tipos de máscara e estas podem ser usadas para encantar, assustar ou simplesmente enganar.

Fazendo um paralelo com nossa vida, poderíamos dizer que temos em nosso armário várias máscaras guardadas e em todo momento corremos o risco de recorrermos a estas, de acordo os locais que frequentamos, as pessoas com quem conversamos. É o risco de nos amoldarmos ou nos fantasiarmos para que não vejam quem somos, ou ainda, para que vejam em nós algo que não temos ou somos.

Atente para o que o profeta Isaias adverte: “Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras fazem às escuras e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece?” (Is 29.15)

Por vezes tentamos usar tais recursos até mesmo diante do nosso Deus, procuramos as máscaras que melhor se adequam para nos apresentarmos diante de dEle, e “ingenuamente” esquecemos que Deus nos vê como de fato somos, é Ele quem nos vê sob e através das máscaras, é Ele quem vê o que ninguém mais pode ver,
o nosso interior e sabe tudo o que fazemos.

Diante do Senhor, não há máscara capaze de esconder quem somos e o que fazemos.

“O homem vê o exterior, porém o Senhor o coração.” (1 Sm 16.7b)

Que vençamos a tentação de usar destes artefatos, seja por qualquer motivo, e nos apresentemos como somos diante das pessoas e diante do nosso Deus.

Fonte: IBCU

sábado, dezembro 08, 2012

Pornografia na igreja e a desintegração das famílias

"A queda da igreja não será pela desculpa que há falta de educação, será de uma desintegração das famílias dentro da igreja"

-- Josh McDowell


Infelizmente, quando eu tentei entrar no site que o vídeo fala a respeito, ele estava fora do ar. Para quem quiser tentar: www.just1clickaway.org

Pelo Google eu vi que existe uma versão em português, mas que também estava fora do ar (dia 06/12/2012 às 09:22).

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O Adão histórico (vídeo em inglês)

Assiti há pouco tempo um diálago de alguns professores de Dallas Theological Seminary (Dr. Mark Yarbrough, Dr. Elliott Johnson, Dr. Nathan Holsteen, Dr. Bob Chisholm, and Dr. Darrell Bock) sobre a historicidade de Adão. Gostei de suas palavras e resolvi compartilhar.

O vídeo está em inglês e (infelizmente) não há legenda.



quinta-feira, dezembro 06, 2012

Carlos Osvaldo Pinto: uma resposta a Rob Bell (entrevista à revista VEJA)


Por Carlos Osvaldo Pinto
Retirado do Facebook

Escrevo esta página como um posicionamento da Organização Palavra da Vida com respeito às declarações do Pastor Rob Bell à revista VEJA de 28 de novembro. Pode ser que a referida entrevista logo
caia no esquecimento que, intrinsecamente, merece. Pela sua visibilidade, no entanto, e pelo fato de com frequência os justos pagarem pelo pecador neste país, penso que é necessária uma resposta relativamente específica.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

O papel da pregação e da hermenêutica no processo de avivamento e renovação

Por Luiz Sayão

Palestra realizada durante a Conferência de Teologia Vida Nova em Goiânia (GO) de 15 a 17 de agosto de 2012, no Seminário Presbiteriano Brasil Central.

Tema: Avivamento e renovação para a Igreja Brasileira.



segunda-feira, dezembro 03, 2012

Projeto anti-palmada será votado em 4 de dezembro

Recebido por e-mail.

Apresse-se: a votação, que deveria ter ocorrido várias vezes no primeiro semestre deste ano, vai ser na terça-feira. Adiamentos da votação visam desanimar a pressão da população, que não deve desistir. Ligue agora mesmo, gratuitamente, para o telefone do Congresso: 0800-619619
Por Julio Severo
O PL 7672/2010, projeto que confisca dos pais o direito de disciplinar os filhos, já está com redação final e será votado em 4 de dezembro na Comissão de Constituição e Justiça.
A votação teve vários adiamentos nos meses passados, enquanto seus promotores recorreram a todos os meios para pressionar a população a apoiá-lo. A Rede Globo chegou a malhar uma professora, em rede nacional, usando o caso dela para desmoralizar a oposição à Lei da Palmada.
O projeto, do Poder Executivo (MSC 409/2010), está sob a relatoria do Dep. Alessandro Molon e visa transformar legalmente castigos físicos aplicados pelos pais em “agressão” e “violência”. Esse projeto, também chamado de “Lei da Palmada”, foi rejeitado por mais de 80% da população conforme pesquisas de opinião pública.
Em 30 de maio e 26, 27, 28 de junho, houve tentativas de votação, mas a pressão da população fez com que governo e aliados adiassem tudo. E agora, em 4 de dezembro, esperam pegar a população desprevenida. É só dessa forma que conseguem “democraticamente” aprovar seus projetos, que alegam que são para o bem do povo.
Na última votação, em dezembro de 2011, a bancada evangélica fez um acordo vergonhoso com o governo, que quer a todo o custo transformar em crime o direito dos pais de disciplinar fisicamente os filhos. O projeto, que tem o apoio de Maria do Rosário e de Xuxa, iguala castigo físico dado por pais à violência e agressão que crianças sofrem nas mãos de criminosos.

Maria do Rosário

Contudo, que moral tem Maria do Rosário de remover dos pais seu direito de disciplinar seus filhos? Rosário favorece o aborto legal, que é a pior violência contra uma criança. Qualquer criatura que ocupe cargo de ministro e defenda o genocídio de crianças merece o mais elevado castigo penal. Como no Brasil não dispomos desse castigo, eu pediria ajuda aos leitores do meu blog para comprar para Rosário uma passagem só de ida para a Arábia Saudita.
Rosário também defende a doutrinação homossexual das crianças em escolas, tornando-as reféns de aulas onde o homossexualismo é apresentado, ensinado e louvado como a conduta mais maravilhosa do universo.
Rosário vê como heróis os terroristas comunistas que queriam tomar o governo do Brasil e transformá-lo numa ditadura sanguinária no modelo da União Soviética. Os militares brasileiros, os verdadeiros heróis que conseguiram deter os verdadeiros criminosos, são tratados por Rosário como criminosos.
E agora ela quer aplicar sua ideologia terrorista e homossexualista contra os direitos dos pais? Alguém poderia por favor entrar em contato com Rosário para oferecer um passagem só de ida de modo que ela vá defender na Arábia Saudita as mesmas perversões que ela defende no Brasil?

Xuxa

Que moral tem Xuxa de apoiar a mutilação dos direitos dos pais na área da disciplina? Moral ela não tem, mas imoralidade ela tem de sobra. O currículo de Xuxa faz inveja a qualquer gigolô. A coelhinha dos baixinhos não só viveu a pornografia em pessoa, mas induziu uma geração inteira nesse rumo. Agora, além de seu sucesso pornô, exige o sucesso de mutiladora e destruidora dos direitos dos pais.
Vá catar coquinho na Arábia Saudita, Xuxa!

Magno Malta e ex-presidente da FPE contra a Lei da Palmada

Até mesmo evangélicos aliados do governo de Dilma Rousseff não apoiam a Lei da Palmada. O senador Magno Malta disse: “A Lei da Palmada é uma agressão à família… Sempre provei para população, que família estruturada reflete uma sociedade também estruturada. Filhos tem que ser educados pelos pais. Não podemos interferir na educação e nos bons costumes familiares. É lógico, que sou contra qualquer tipo de violência, mas Deus permitiu as mães corrigirem os filhos com palmadas. Este tipo de correção é também uma forma de amor. É melhor fazer uma criança chorar, do que ter que chorar no futuro”.
Em 2006, o Dep. Adelor Vieira, presidente na época da bancada evangélica, disse sobre o projeto de Maria do Rosário que criminaliza pais disciplinadores: “se aprovada a referida Lei, o pai ou a mãe que se baseiam em princípios bíblicos para educar seus filhos terão seus valores e métodos de educação invalidados e passarão até a responder por crimes. Corrigir o filho com punição física branda é algo recomendado pela própria Bíblia Sagrada. O livro de Provérbios afirma que o pai que verdadeiramente ama seu filho não deixa de puni-lo com uma varinha”.

Bíblia é contra a Lei da Palmada

É perda de tempo citar a Bíblia para o governo de Dilma Rousseff. Mas precisamos lembrar à bancada evangélica e católica que milhões de brasileiros têm a Bíblia como referência. Sobre pais e filhos, a Bíblia ensina:
“Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada)
“Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH)
“Não evite disciplinar a criança; se você bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada)
“A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA)
Para um estudo maior da Bíblia sobre o uso da vara da disciplina, clique aqui.
Com as palmadas agora sob ameaça de proibição legal , o que será de quem atende à orientação bíblica de corrigir com a vara?
Como bem disse o Pe. Lodi, não dá para acreditar que “o governo esteja preocupado com a dor das crianças. Se assim fosse, ele não estaria — como está — tão interessado em promover o aborto por todos os meios”.

Envie seu protesto ao Congresso Nacional

O projeto de criminalização dos pais que disciplinam os filhos está programado para ser votado na terça-feira, 4 de dezembro, na Comissão de Constituição e Justiça.
Por isso, faça pressão sobre os deputados.
Todo cidadão pode protestar contra essa investida do totalitarismo estatal telefonando gratuitamente para o Disque Câmara (0800 619 619) e dizendo: “Quero enviar uma mensagem a todos os membros da CCJ”.
Interrogado sobre o conteúdo da mensagem, pode-se dizer: “Solicito a Vossa Excelência que respeite o sagrado direito de os pais disciplinarem seus filhos, votando contra o PL 7672/2010”.
Além de gratuito, o Disque Câmara é mais eficiente que as mensagens enviadas por correio eletrônico. Rapidamente se percebe a repercussão da manifestação popular.
Sejamos rápidos. O projeto está para ser votado.
Telefone ou escreva agora mesmo ao deputado federal do seu estado. Consulte este link para ter o email e telefone dos membros da Comissão de Constituição e Justiça: http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ccjc/membros
Telefone imediatamente para a Frente Parlamentar Evangélica: (61) 3215-5315

domingo, dezembro 02, 2012

Posso ter um presépio em minha igreja?

Por Mark Ellis
Repondendo a uma carta

Prezado Roberto (nome fictício),

Em primeiro lugar, obrigado por confiar em mim para dirigir essa pergunta. Responderei à sua pergunta em dois níveis: o absoluto e o cultural.

Em termos absolutos, não vejo nenhum problema com presépio, seja na igreja ou em casa. Diane e eu usamos alguns para enfeitar nossa casa durante o natal. Mas existem duas objeções contra essa perspectiva.

A primeira é ofenderia o primeiro dos dez mandamentos: Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos. (Êxodo 20:4)

Parece, para mim, que temos somente duas opções para interpretar o texto: ou a proibição absoluta de qualquer imagem e escultura, ou a proibição contra imagens e esculturas feitas como objetos de culto. Se aceitarmos a primeira opção em termos absolutos, como proibição de toda a qualquer imagem, isso vai eliminar imagens de todo e qualquer tipo: fotos de netos, bonecas como Barbie, estátuas de animais no jardim, tudo. É assim que os muçulmanos o interpretam.

Eu rejeito a primeira e aceito a segunda por duas razões:

1) O próprio texto deixa muito claro que o propósito de fazer a imagem era prestar culto e cultuar o objeto como um deus. E aplicando isso ao presépio, por tudo que sei, nenhuma pessoa em nenhuma igreja batista iria prestar culto à nenhuma bonequinha encontrada no presépio. Aceitamos como mera
decoração em vista da celebração do nascimento do Salvador.

2) Deus mandou Moisés fazer imagens de várias entidades para serem colocadas no templo: romã, árvores e flores no santo dos santos, bois embaixo da banheira de purificação, e quatro serafins dentro do santo dos santos, dois sobre sobre o propiciatório, e dois lado a lado sobre tudo. O próprio Deus mandou a fabricação de imagens para seu uso dentro do próprio templo de Deus, sem correr nenhum risco de alguém cultuá-las. Então, nego que o primeiro mandamento está proibindo a fabricação de toda e qualquer imagem.

Apesar de qualquer questão sobre a interpretação da Lei de Moisés, existe um princípio teológico mais básico ainda:

Sendo gentios, nunca fomos sujeitos à Lei de Moisés, e sendo cristãos, teríamos sido liberados de qualquer obrigação de guardar a Lei. Para nós gentios que estamos debaixo da graça, que importa é amar Deus mais que qualquer outra coisa.

Mas alguém poderia perguntar, "Mas tendo Jesus menino na manjedoura, não teríamos feito uma imagem de Deus?" Reconheço a lógica, mas nego a conclusão.

Em primeiro lugar, de fato, a própria encarnação era criar uma imagem de Deus em carne e osso para todo mundo ver (Hebreus 1.1-3). Se houvesse maquinas fotográficas nos dias da vida terrestre de Cristo, teria sido permitido bater uma foto de Cristo? Se encontrássemos um desenho de Cristo feito por uma testemunha ocular deveríamos destruí-lo? Eu ACHO que não.

Em segundo lugar, se o problema fosse somente a escultura de Cristo menino, poderíamos fazer um presépio com José, Maria, os pastores, as ovelhas, e o anjo se deixarmos pra fora o bonequinho de Cristo?

Então, em termos absolutos, não vejo nenhum problema com fazer presépio, nem para uso em casa nem na igreja.

Agora, vamos para o outro lado de sensibilidade cultural. Estamos num pais católico romano onde o culto de imagens está endêmico. Estamos de verdade correndo o risco de criar confusão nas mentes dos que foram convertidos da Igreja Católica Romana e uma vida de idolatria e prestação de culto de imagens. Eu entendo que "o escândalo do irmão mais fraco" seria fazer qualquer coisa diante de uma pessoa que foi dominada por aquilo, e vendo nosso comportamento, poderia ser fortalecido para voltar para aquela prática e ser dominada de novo. Mas este princípio tem limites. Conforme Romanos 14:1-12, os que são fortes na fé e capazes de participar numa atividade sem violar seu compromisso com Deus são livres para fazer aquela coisa, e os fracos na fé que não são capazes de fazer sem sentir culpa deveria evitar tais atividades. Mas o fortes deveriam não menosprezar os fracos, e os fracos deveriam NÃO CONDENAR OS FORTES. Os fracos não poderiam usar sua fraqueza para dominar os outros ou impor suas opiniões.

Conheço um professor de teologia que, antes de ser salvo, era viciado por beisebol americano, inclusive apostando nos jogos. Para seu benefício, todos os outros professores teriam de ser proibidos de jogar beisebol pelo resto de suas vidas? Acho que não. Mas pelo amor dele, os outros simplesmente o respeitaram por limitar suas conversas na sua presença, e não o convidavam quando iam assistir os jogos. Houve algo intrinsecamente pecaminoso no ato de assistir um jogo de beisebol? Para mim, não! Mas para não provocar meu irmão voltar para o que era um ídolo para ele, limito minhas liberdades na presença dele.

Mas, existe um outro lado dessa questão: Deus espera que o imaturo amadurece. Quando renovei meu compromisso com Cristo, houve coisas que Deus tirou da minha vida. Uma daquelas coisas foi a mentira, e eu era viciado nisso! O meu medo de voltar para a vida do mentiroso era tão forte, que minha consciência nem deixou-me participar em jogos inocentes que implicaram em enganar os outros jogadores. E por um bom tempo eu julguuei equivocadamente em meu coração os que participaram destes jogos. Hoje não os julgo, mas eu ainda não os jogo. Não me ofende se os outros, inclusive minha esposa e todos os meus filhos jogam. Mas eles sabem para não insistir comigo de jogar com eles. Minha consciência simplesmente não permite.

Baseado neste princípio, aqui no Brasil, eu ia pensar muito e conversar muito com os maduros da igreja antes colocar um presépio na igreja.

Essas são minhas opiniões na questão. Se tiver idéias que poderiam ampliar meu entendimento, seriam aceitas com humildade e prazer.

Tudo de Melhor em Cristo,
Dr. Mark

quinta-feira, novembro 29, 2012

Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil

Entrevista com o jogador de futebol, Rivaldo.

O cristão Rivaldo Vítor Borba Ferreira, mais conhecido como Rivaldo (paulista, 19 de abril de 1972), é um futebolista brasileiro que atua como meio-campo. Ex-jogador do Milan, Barcelona e muitos outros clubes, disputa a temporada de 2012 pelo Kabuscorp da Angola. Além de jogador, ele também é o Presidente do Mogi Mirim, desde 2008 clube do interior de São Paulo. Foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1999. Em 2002, fez parte do grupo que foi campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo. É considerado um dos melhores meia-atacantes recentes do futebol brasileiro e mundial

Rivaldo, você tem conhecimento sobre a perseguição e intolerância religiosas?Com certeza.

Você já ouviu falar da Portas Abertas durante suas passagens por diversos países, principalmente no período que morou no UZBEQUISTÃO jogando pela Bunyodkor? O que conheceu da Portas Abertas nestes locais? Tive conhecimento pela internet. Foi pelo site da Portas Abertas que fiquei sabendo que o Uzbequistão era o 9º país mais perseguido do mundo.

O que conheceu da igreja no UZBEQUISTÃO, pois o país ocupa o 9º lugar na Classificação de Países por Perseguição? Teve contato com os cristãos locais?Quando cheguei lá, comecamos a fazer culto em casa, mas, senti em meu coração que deveria participar de uma igreja local, que eu deveria ser testemunha de Jesus aos uzbeques, e foi o que fiz, eu e todos os brasileiros começamos a participar de uma igreja local. Foi um tempo maravilhoso!

Você já foi proibido de expressar sua fé publicamente?
Fui, e no Uzbequistão, mesmo. Teve um episódio, em que ganhamos a copa do Uzbequistão e usei uma camisa com os dizeres “Jesus number 1” (Jesus, número
1) quando vi no site, eles haviam apagado o nome “Jesus” e falaram que não poderia mais fazer aquilo, mas continuei fazendo. Não por palavras mas por atitudes.

O que sentiu por ser cristão em um país de maioria muçulmana? Teria algum testemunho relacionado à restrição religiosa para compartilhar?Ser cristão no Uzbequistão não é nada fácil, para mim não foi tão difícil por ser uma pessoa conhecida, mas para eles, é duro. Sei que Jesus nos levou até lá para sermos luz, testemunhas vivas. O mais emocionante foi ter convivido com cristãos locais. Ver a alegria deles por estarmos lá... A esperança de que Jesus não tinha se esquecido deles.

O que você acredita ser a maior necessidade para a minoria cristã no Uzbequistão?Liberdade de expressar sua fé. Liberdade de ouvir um louvor. Liberdade de ler a palavra de Deus.

Você já tentou aproximação para falar do amor de Deus para jogadores de outras religiões? Qual foram as reações?
Respeito muito as pessoas, não sou aquela pessoa de impor a minha opinião. Falo de Jesus através das minhas atitudes, e da minha maneira de ser. E sei que muitos deles foram impactados.

Em quais situações você acha que se deve abrir mão de professar publicamente sua fé?
Tenho certeza de que em nenhum momento. Nunca negarei a Jesus. É por Ele e para Ele que vivo.

*Esta entrevista foi publicada na Revista Portas Abertas - volume 30, nº9

sexta-feira, novembro 23, 2012

O mundo não entendeu a verdade da segunda parte do credo de Jim Elliot

Jim Elliot


No dia 08 de janeiro de 1956, cinco índios aucas do Equador mataram Jim Elliot e seus quatro companheiros missionários, que estavam tentando levar o Evangelho à tribo auca, que contava 60 pessoas. Quatro jovens esposas perderam seus maridos, e nove filhos perderam seus pais. Elisabeth Elliot escreveu que o mundo chamou a tragédia de pesadelo. Mas ela acrescentou: "o mundo não entendeu a verdade da segunda parte do credo de Jim Elliot:"





"Não é tolo quem entrega o que não pode reter
 para ganhar o que não pode perder.”



PIPER, John. Em busca de Deus. Editora Fiel, p.210.

quinta-feira, novembro 22, 2012

Acreditemos na Palavra de Jesus


Não adianta! Nada que você ou eu façamos irá curar a doença espiritual que está em todo homem e mulher. O único médico, a única cura, o único capaz de fazer isso é Deus!

Infelizmente, apesar de nos auto-proclamarmos crentes em Jesus Cristo, diversas vezes não cremos em Suas promessas. Paulo, ao escrever aos romanos, disse:  Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (8.37 NVI). Por que não simplesmente tomamos a palavra dEle como verdade e descansamos?
  • Por que não aceitamos Seu perdão quando ele diz que estamos perdoados e começamos a desfrutar das bênçãos em descarregar a culpa?
  • Por que não acreditamos nEle quando aprendemos que somos valiosos para Deus?
  • Por que não acreditamos quando Ele diz que teremos Sua providência?
 
Os esforços de Deus são mais evidentes quando os nossos são inúteis.


Charles Swindoll - Grace for the moment

sexta-feira, novembro 16, 2012

Ídolos do Coração

Por Ivis Fernandes

Algo que pode intrigar muitos estudiosos da Palavra de Deus é como o povo de Israel pôde envolver-se com a idolatria mesmo testemunhando tão de perto a ação divina. Logo após contemplar as grandes realizações de Deus ao livrá-los da escravidão do Egito, o povo abandonou ao Senhor e se envolveu na adoração de um bezerro de ouro (Gn 32). Como Israel poderia cometer tamanha loucura? Parece algo extremamente difícil de entender e aceitar. Corre-se o risco de pensar que hoje nunca faríamos nada semelhante a isso.

Contudo, quando analisamos a Palavra de Deus mais atentamente, vemos que também os cristãos podem cair no mesmo erro, embora de uma forma um pouco distinta. Dificilmente veríamos um autêntico cristão prostrado diante de uma imagem. Porém, infelizmente, está se tornando cada vez mais comum observarmos crentes presos a hábitos pecaminosos escravizadores. A idolatria acontece no seu interior. Pessoas se prostram diante de ídolos que colocam em seus corações, adoram-nos e satisfazem os seus desejos.

A idolatria ainda persiste em nossos dias. Contudo, teremos uma visão limitada se entendermos que ela está restrita apenas à adoração de imagens feitas por pagãos. Existe um número cada vez maior de idólatras nas igrejas. O problema é que muitos ainda não se deram conta disso. É preciso entender este problema à luz das Escrituras, de modo que a igreja possa prestar um auxílio eficaz no combate a este pecado tão abominável aos olhos do Senhor.

Apesar da adoração a imagens e outros deuses ser uma prática igualmente abominável diante de Deus, nosso foco está voltado para a idolatria do coração. Isso se deve a três motivos básicos. O primeiro deles é que, nos evangelhos, vemos que Jesus voltou-se para o coração do homem, preocupado não apenas com as ações em si, mas com o interior humano. O segundo refere-se ao fato de que todo comportamento pecaminoso (inclusive a adoração de imagens) está ligado ao coração e, desse modo, a transformação deve partir daí. Além disso, o terceiro motivo refere-se ao fato de que, como já mencionamos, o principal problema dos cristãos em nossos dias não está tão ligado à idolatria de imagens quanto à idolatria do coração.

O presente estudo parte do pressuposto de que se está abordando um cristão. Apenas a graça de Deus manifestada em Cristo torna possível qualquer tipo de transformação genuína e duradoura. Desse modo, caso o indivíduo em busca de ajuda não seja cristão, é necessário um pré-aconselhamento, que foca o evangelho.

Este trabalho se propõe a compreender biblicamente a idolatria do coração, que se manifesta em muitos e distintos tipos de pecado. A compreensão do pecado sob a forma de ídolos do coração auxilia o conselheiro bíblico a ajudar pessoas que lutam contra seus pecados. Conforme afirma David Powlison:

“se quisermos ajudar as pessoas a volver os olhos e ouvidos para Deus, devemos saber bem quais os deuses alternativos que clamam por atenção. Essas forças e influências não determinam e nem desculpam o nosso pecado. Mas nutrem, canalizam, e exacerbam nossa pecaminosidade em determinadas direções. Freqüentemente são influências atmosféricas, invisíveis, inconscientes. O arrependimento consciente começa a florescer quando eu vejo tanto as minhas distorções quanto as distorções que me são impingidas pelas outras pessoas.” (grifo nosso).

Não se trata, contudo, de um estudo exaustivo. Os limites deste trabalho permitem apenas uma visão panorâmica sobre o assunto, traçando linhas gerais, que consistem numa introdução ao tema. Além disso, seria excessiva pretensão querer resumir em poucas páginas a complexidade do coração pecaminoso do homem, ao qual foram dedicados muitos volumes redigidos por pessoas competentes e profundamente conhecedoras do assunto.

Entretanto, isso não significa que o coração humano não possa ser compreendido de forma objetiva e simples. Por trás da complexidade e variedade de expressões pecaminosas, que são fruto da singularidade de cada ser humano, existem fundamentos gerais, comuns a todas as pessoas. Nas palavras de Jay Adams:

Abaixo dos estilos variados de pecado existe muito em comum. (...) Os estilos (combinações de pecados e evasões) são peculiares de indivíduo para indivíduo; porém, abaixo desses estilos ficam os temas comuns. O trabalho do conselheiro consiste em descobrir esses temas abaixo das individualidades .

Este trabalho se propõe a buscar compreender estas linhas gerais, que estão por trás de todo comportamento pecaminoso, fazendo isso da perspectiva das Escrituras. Não negligenciamos, entretanto, a perspectiva secular e humanista e nem mesmo o ponto de vista daqueles que buscam conciliar a Palavra de Deus com a palavra de homens. Apesar destas vertentes terem sido analisadas durante o processo de pesquisa, pouca atenção é dedicada a elas, pois a ênfase principal do trabalho é compreender o que a Bíblia diz sobre o assunto.

Também buscaremos identificar qual é o caminho que conduz à idolatria, de modo a podermos seguir o caminho inverso, de acordo com a orientação das Escrituras, e eliminar os ídolos, utilizando uma fórmula bíblica para entendê-los e tratá-los. Além disso, esta pesquisa se propõe a apresentar estudos de casos bíblicos, nos quais serão verificadas as questões do coração, nos moldes propostos por este trabalho. Por fim, apresentaremos alguns elementos práticos para o aconselhamento bíblico, bem como perguntas a serem utilizadas no momento do aconselhamento e também tarefas práticas, que poderão ser dadas ao aconselhado com vistas a representarem uma forma de ajudá-lo a praticar os princípios bíblicos sobre o tema, e assim livrar-se de práticas pecaminosas.




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quarta-feira, novembro 14, 2012

Paul Washer: a glória de Deus e sua roupa


 Se a suas roupas, são uma moldura para o seu rosto, da qual a glória de Cristo deve brilhar, então é a roupa correta aos olhos de Deus. Mas se a suas roupas, se vc se veste de propósito, de tal forma que a roupa seja uma moldura para o seu corpo, é sensualidade e Deus odeia isso. Você é um pedra de tropeço, e era melhor que uma pedra fosse amarrada em seu pescoço e você fosse lançada ao mar!

-- Paul Washer

Divulgação: Projeto Missionário da Juvep

domingo, novembro 11, 2012

Criatividade na evangelização: desenhos de um irmão suíço

Por T. Zambelli

Em 2010 estive numa cidade cearense chamada Farias Brito. Passei cerca de 25 dias com a Missão Juvep para levar a Palavra de Deus para cada habitante de lá. Nesta equipe, havia um jovem suíço muito habilidoso em desenhos. Ele não falava português, mas sua limitação não foi um empecilho para que ele não mostrasse amor pelos cidadãos daquele inesquecível lugar, tampouco para me equipar melhor para mostrar a salvação em Jesus Cristo.

Abaixo eu compartilho os desenhos que ele fez em meu caderninho de anotações. Foi um excelente recurso para eu mostrar clara e objetivamente sobre o plano redentor de Deus para as pessoas que visitei.












Qual é sua limitação?


quarta-feira, novembro 07, 2012

Dez (10) conselhos aos missionários

Por Ronaldo Lidório

Algumas semanas atrás a revista POVOS pediu que eu escrevesse 10 conselhos aos missionários. Partilho abaixo, por entender que se aplicam a todos os que servem a Deus.

1. Cuide de sua vida com Deus. Cuide bem de sua vida pessoal, especialmente de sua vida com Deus. Não negocie os momentos devocionais diários, mesmo de
baixo das pressões do campo e do ministério.

2. Priorize a família. Não é segredo que a família é a instituição mais atacada em nossos dias. Priorizá-la tem sido uma ordem amplamente repetida, porém pouco praticada. De forma simples, priorizar a família é dedicar tempo e atenção à mesma.

3. Tenha um modelo de descanso. Normalmente a agenda missionária não é linear, portanto, poucos conseguem desenvolver uma rotina semanal. Se retirar um dia de descanso por semana não é um modelo viável em seu caso, use outros. O modelo de Cristo era de se engajar intensamente com o ministério e depois desengajar por um tempo para se refazer. É necessário ter um modelo de descanso.

4. Mantenha relacionamentos saudáveis. O relacionamento é possivelmente a melhor ferramenta de trabalho no universo missionário. Não se envolva com conflitos desnecessários e tenha em mente que manter um bom relacionamento com sua equipe e com o grupo-alvo determinará, em boa medida, o rumo do seu ministério.

5. Siga sua visão e chamado. Envolver-se com tudo é a melhor receita para nada concluir. Tenha uma visão clara e um ministério definido. Projete o que você, de acordo com sua visão e chamado, gostaria de ver concluído em 5 ou 10 anos.

6. Organize-se. Tenha um projeto ministerial bem definido e, preferencialmente, por escrito. Tenha clareza de alvos, estratégias e atividades. Liste as atividades em sua agenda, separando-as por mês e por semana. Faça listas diárias - se for de ajuda - e revise, sempre, a relação do que precisa ser feito.

7. Administre as críticas. A única forma de não ser criticado é nada fazer. Portanto, saber administrá-las é essencial para o missionário. Algumas dicas: (a) Não a jogue fora. Mesmo a que é formulada ou comunicada carnalmente pode conter uma verdade sobre a sua vida; (b) Não durma com a crítica. Após avaliá-la perante o Senhor, use o que for proveitoso e se desfaça dela. A crítica guardada por períodos prolongados desenvolve a capacidade de gerar profunda ansiedade na alma; (c) Não se torne um crítico. As pessoas mais críticas que conheço foram muito criticadas no passado.

8. Não faça de sua casa um lugar de refúgio. Aprender uma língua e uma cultura, plantar uma igreja ou desenvolver um projeto social, requer relacionamento com o povo local. Gaste mais tempo com o povo do que com sua equipe. Limite o tempo no computador e tenha uma rotina diária fora de casa.

9. Trabalhe enquanto é dia. Missionários tendem a deixar seus campos sem aviso prévio. As causas vão desde enfermidades, vistos, educação dos filhos, até outros fatores imprevisíveis. O tempo que você tem no lugar que Deus o colocou é, portanto, preciosíssimo. Use-o com sabedoria e intensidade.

10. Mantenha seu coração ensinável. Sempre temos muito a aprender e, às vezes, com a pessoa mais improvável. Leia, converse, participe de cursos e encontros, reflita sobre o que vê e ouve. Um coração ensinável aprende mais de Deus e não comete duas vezes o mesmo erro.
 
Fonte: retirado de uma postagem do Facebook

sábado, novembro 03, 2012

Charles Dickens: descanse na sombra da figueira

Train up a fig tree in the way it should go, and when you are old sit under the shade of it.

Tradução: Ensine a figueira no caminho que deve ir e quando você estiver velho, sente sob a sombra dela.

Charles Dickens

quinta-feira, novembro 01, 2012

A psicologia é compatível com o cristianismo?

Os vídeos abaixo foram postados por Augustus Nicodemus em O Tempora, O Mores. Em Todah Elohim os vídeos estão num padrão maior que o post original.

Parte 1



Parte 2

segunda-feira, outubro 29, 2012

Viva e aconselhe a Palavra

Por Oswaldo Carreiro

A maioria das pessoas que faz uso da Bíblia, aceita conselhos não bíblicos ou contrários às Escrituras. Para elas, a Palavra de Deus é apenas mais um recurso entre vários outros disponíveis para ajudar o homem.

O problema é que se a Palavra tem um papel secundário nas nossas vidas, não poderemos ser sábios no nosso caminhar e nem experimentaremos a satisfação que somente ela nos pode trazer. As Escrituras afirmam ser uma fonte inesgotável e suficiente de satisfação para as necessidades do nosso coração. Ela é a verdade, santifica e conhecer as Escrituras é experimentar o poder de Deus (Jo 17.7; Mc 12.24; Hb 4.12). É obter sabedoria para a vida.

Por outro lado, erramos por não conhecermos as Escrituras (Mt 22.29).

Pense um pouco na sua vida, seus planos, decisões, seu dia a dia. Consegue pensar em problemas que poderiam ser solucionados ou que deixariam de existir se você seguisse o conselho bíblico? A falta de conhecimento bíblico ou a desobediência deliberada à orientação de Deus pelas Escrituras é a causa de muitos conflitos na vida de um homem, de um filho de Deus, na família e na igreja.

Então, gostaria de encorajar você a refletir sobre os benefícios ou efeitos causados pela Palavra no coração daquele que a conhece e considera, conforme o Salmo 19.7-9.O salmista declara que ela é perfeita e restaura a alma. Veja, aquele que considera a Palavra de Deus experimenta a transformação em seu interior. Além disso, a Palavra é fiel e dá sabedoria. Ela é o testemunho acerca de quem Deus é de quem é o homem e lhe ensina a viver sabiamente no temor do Senhor.

Em dias com tantos corações abatidos, angustiados e sem esperança, que buscam socorro em soluções duvidosas e falíveis que não satisfazem, a Palavra que é a verdade alegra o coração. Infelizmente, muitos corações tornam-se tristes, endurecidos, surdos e cegos por rejeitarem ou desconhecerem os conselhos de Deus.
O salmista declara ainda que essa Palavra que permanece para sempre, ilumina os olhos. Ela é fonte de toda a compreensão.

Num mundo com tantos transtornos, quão importante e agradável é saber que temos na Bíblia o único manual confiável para o verdadeiro estudo da alma. Ela é exaustiva tanto no diagnóstico quanto no tratamento das questões do coração humano.

Portando, perante essa fonte única e inesgotável, devemos manifestar a mesma impressão e atitude do salmista, desejando beber dessa fonte mais do que qualquer outra coisa e experimentarmos seu doce e inigualável sabor que nos dá prazer e vida.

Beba e deleite-se dessa fonte inesgotável!

Fonte: IBCU

sexta-feira, outubro 26, 2012

Devocional em vídeo: verdade e união entre os irmãos

Por T. Zambelli

Salmo 133
Canção de peregrinos. De Davi. 
1Como é bom e agradável que o povo de Deus viva unido como se todos fossem irmãos!
2 É como o azeite perfumado sobre a cabeça de Arão, que desce pelas suas barbas e pela gola do seu manto sacerdotal.
3 É como o orvalho do monte Hermom, que cai sobre os montes de Sião. Pois é em Sião que o SENHOR Deus dá a sua bênção, a vida para sempre.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Santidade e multimídia

Por Vlademir Hernandes

Nossa geração experimenta avanços tecnológicos sem precedentes na história da humanidade. Os recursos que a tecnologia tem colocado ao nosso alcance, especificamente na área da comunicação, são impressionantes e eram inimagináveis há alguns anos atrás.

A cultura e os relacionamentos interpessoais contemporâneos foram literalmente redefinidos pelas múltiplas mídias e suas inovadoras possibilidades. Hoje trocamos informações com extrema facilidade. Este intercâmbio instantâneo de ideias, opiniões, impressões, convicções e experiências na forma de texto, imagem, áudio e vídeo pelos mais variados canais de comunicação e motivado pelos mais diferentes fins, sejam eles profissionais, educacionais, relacionais ou mesmo de lazer e entretenimento, nos insere em uma complexa rede relacional onde a influência mútua é ostensiva e exponencialmente potencializada.

Tal cenário traz seus desafios específicos e inéditos à vida cristã, em especial, à santidade cristã. Como você tem sido influenciado neste contexto? Será que você tem representado adequadamente o Senhor? Como você tem influenciado a outros? Será que as influências recebidas têm te moldado a este século contrariando assim o plano de Deus para você? Com que conteúdo sua mente tem sido renovada? Você tem experimentado da boa, agradável e perfeita vontade de Deus? (cf. Romanos 12:2).

Os servos fiéis que têm a obediência a Deus como alta prioridade em suas vidas, precisam se firmar nos parâmetros das Escrituras para que seu uso de tantas mídias não seja um obstáculo à honra que pretendem dar a Deus.

No culto do próximo Domingo, dia 21 de Outubro, refletiremos juntos nestas questões e verificaremos alguns dos ensinamentos, exortações e advertências da Palavra do Senhor que precisam ser seriamente considerados para moldar adequadamente o nosso comportamento nesta cultura cibernética. Afinal de contas, somos embaixadores reais mesmo que os relacionamentos estejam cada vez mais virtuais.

"Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio..." (2 Coríntios 5:20)

Fonte: IBCU

quinta-feira, outubro 18, 2012

Eu preciso me arrepender para ser salvo?

Por T. Zambelli

Não precisamos gastar muitas linhas para oferecer a correta resposta à pergunta: "eu preciso me arrepender para ser salvo?" Sim é a verdadeira e correta resposta, no entanto, outra pergunta precisa ser feita:

"preciso me arrepender do quê?"

Mourners' bench
No início do século passado, nas igrejas americanas, havia muitos bancos colocados próximos do púlpito para pessoas lamentar por seus pecados e ali, entregarem suas vidas a Cristo. Hoje, muitos cristãos semelhantemente a estes que usavam os mourners' bench (banco dos pranteadores), consideram que o lamento ou tristeza são expressões essenciais de um genuíno arrependimento. Entretanto, o conceito bíblico de arrependimento não se refere às emoções como parte do significado básico, ou fundamental, mas a uma mudança de paradigma, de mentalidade, direção, de ideia. Lamentar-se ou entristecer-se pode ou não incorporar um genuíno arrependimento, mas o fato é que nem lamentar, nem entristecer fazem parte do verdadeiro significado de arrependimento.

Quando falamos sobre arrependimento no contexto soteriológico (de salvação) não faltam perguntas, tais como: "qual a relação de arrependimento e salvação?" "O arrependimento deve proceder a salvação?" "O arrependimento é sinônimo de fé?" "Alguém pode ser salvo sem se arrepender?" "O que significa arrepender-se?" Que essas e outras parecidas perguntas não sejam problemas para você depois de lido este artigo, praticamente um resumo do capítulo "Repent! About What?" do livro So Great Salvation, de Charles Ryrie.

Significado Genérico

Em primeiro lugar é muito importante que entendamos que várias palavras ou expressões na Bíblia possuem um significado genérico ou básico, uma ideia primária. Por exemplo a palavra "salvação", que significa resgatar ou salvar. Se você quer entender o texto onde a palavra salvação está inserida, então você deve se perguntar: "salvar ou resgatar do quê?" Em Filipenses 1.19 Paulo usa esta palavra não para se referir à salvação da condenação eterna, mas do encarceramento que ele ali participava: Porque sei que isto me resultará em salvação, pela vossa súplica e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo. Claro, em outras passagens Paulo usa esta mesma palavra para falar da exclusiva salvação eterna em Cristo, por exemplo: E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos (Atos 4.12). É necessário perceber que nem todas as aparições da palavra salvação no texto bíblico refere-se à salvação da condenação eterna.

quinta-feira, outubro 11, 2012

Dicas para pais e mães com crianças no culto

Por Ivonete Silva Porto
Título original: Lugar de criança é no culto

O culto acabara de começar, mas Mariana, de três anos, estava inquieta. A mãe confusa não sabia o que fazer. Se “prendesse” a menina no colo, ela chorava; se a deixasse solta, ela corria por todo o ambiente. Sônia até pensava em não trazer mais Mariana para os cultos, já que, em sua opinião, ela não entendia nada e ainda atrapalhava as outras pessoas.

Situações como essas são muito comuns. Não sou mãe, ainda não passo por isso, mas tenho acompanhado as crianças na igreja e lidado com pais que, domingo após domingo, lidam com esse tipo de drama. Como agir em situações assim? A Escritura é nossa fonte de autoridade e, com base em seus princípios, eis algumas dicas que podem ajudá-lo a entender a importância da participação da criança no culto e nas atividades da igreja.

Primeiramente, entenda que a criança é parte do corpo de Cristo. Em algumas denominações ela é considerada até membro da igreja, ainda que não participe da ceia (membro não comungante). A Bíblia ordena que cerimônias próprias do povo de Deus sejam feitas diante das crianças, e sejam aproveitadas como instrumento de ensino (Êx 12.24-27). Então, de início, já está descartada essa possibilidade de não levá-la, mesmo que ela ainda não tenha compreensão total de algumas dessas verdades.

Há algumas medidas que podem ser tomadas antes, durante e depois do culto ou atividade na igreja.

Antes

Antes de sair, você pode se programar para conversar com seu filho, ou fazer isso enquanto se vestem. Mesmo que ele seja um bebezinho, você pode repetir frases como: “Vamos levar o bebê para a igreja, para adorar a Deus.”

Se ele já for maior, explique para ele que na igreja a gente agradece a Deus, junto com outras pessoas, por tudo que ele é e faz. Se ele já souber ler, você pode ler um texto falando sobre a importância da comunhão. Nessas fases já dá para explicar que não vai ser possível ficar levantando toda hora para ir ao banheiro ou beber água, que devemos fazer silêncio na hora em que o pastor estiver falando, etc.

Assim, a criança já vai preparada para o culto. É provável que, ao chegar na igreja, você tenha de repetir novamente algumas dessas orientações. Criar filhos é um trabalho de paciência e dedicação.

(Nota do editor do iPródigo: Outra boa maneira de preparar as crianças é a realização regular do culto em casa. Com o tempo, mesmos os mais novos percebem que estão participando de uma versão maior do culto familiar ao entrarem no salão da igreja e, se foram ensinados a comportarem-se, farão o mesmo no culto público)

Durante

Tente chegar à igreja um pouco mais cedo. Às vezes é difícil, mas o ideal é que você leve seu filho para beber água e ir no banheiro, antes do culto. Ao criar esse hábito saudável, seu filho pode reproduzí-lo por toda vida.

O ideal é que a criança participe do culto adulto em qualquer idade, e que no culto tenha cânticos e uma palavra voltada para ela. Mas, algumas igrejas optam por ter uma programação separada. Em qualquer uma das realidades, o fato é que em algum momento surgirá o grande desafio de permanecer com o seu filho no meio dos adultos.

Deixe-o sempre perto. Dependendo da idade, ele vai pedir para sentar com os coleguinhas. Evite. Sentado com você é mais fácil controlá-lo: pedir pra fazer silêncio, cuidar para que ele não corra, etc.

Se for pequenininho e chorar, enquanto o segura em seus braços, seja firme. Não o tire imediatamente do local. Muitas crianças, mesmo as mais fofinhas, usam o choro como manipulação. Sabem: “Se eu chorar, me tirarão daqui”. E quando você sai, faz exatamente o que ele queria.

Muitas vezes, as mães ficam embaraçadas, pois alguns irmãos começam a olhar esquisito. Entenda que o choro do seu filho também é pedagógico para esses irmãos, eles precisam aprender que a igreja é um corpo e que as crianças fazem parte dele. Precisamos de paciência, amor e compreensão para viver como corpo. Quando o choro de uma criança incomoda o nosso conforto é que precisamos demonstrar essas virtudes.

Não há problema em levar papéis, lápis ou um brinquedo silencioso, quando seu filho for pequeno. Conheço caso de crianças entre 4 e 5 anos, que mesmo brincando ou desenhando perto dos pais, perguntavam depois sobre coisas que o pastor havia falado na pregação. Pensamos que a criança não está prestando atenção, ou que não entende, porque ela não capta como um adulto a totalidade do culto, mas isso não significa que não absorva nada.

Se o seu filho já souber ler, é muito importante que ele participe do culto inteiro, junto com os adultos! Auxilie-o a achar os textos bíblicos e a prestar atenção nas letras dos cânticos e hinos.

Muitos pais dão ofertas para que os filhos depositem no gazofilácio no momento do ofertório. Isso é muito saudável. Você pode também conversar com seu filho sobre o significado dos atos do culto. Geralmente as crianças tem muitas dúvidas sobre a ceia, sobre o batismo. Explicar cada um desses itens, o ajudará a entender mais a necessidade de reverência e a importância da adoração.

Depois

Após o culto, ensine seu filho a cumprimentar as pessoas, a conversar. Muitos pais saem logo que termina a programação. Os momentos após o culto solene são de estreitamento de laços. Os adultos ficam conversando e geralmente as crianças ficam brincando. Esse é um dos poucos momentos livres que o seu filho tem para consolidar as amizades cristãs, com outras crianças da igreja.

Aqui é necessário equilíbrio. Fique, mas não fique tempo demais. O seu filho precisa aprender a amar a igreja, mas se ele passa muito tempo lá, a ponto de ficar irritadiço, querendo ir pra casa, não é legal. Esse é um conselho especial para pastores. Não deixem seus filhos com fome durante horas após o culto ou EBD, por causa de reuniões e outras tarefas, principalmente se forem muito pequenos, ou se não tiverem como ir pra casa a não ser com você.

Em casa, procure conversar com seu filho sobre o culto: “Como foi o culto, filho? Você lembra do que o pastor disse?”. Se ele já for maior você pode explorar bem esse momento perguntando: “Teve alguma palavra que o pastor falou que você não entendeu? Qual cântico que você mais gostou de cantar hoje?”. Penso que esse é o tipo de momento que pode permanecer na família para sempre, compartilhar do que Deus falou no culto, e de como podemos responder diante disso.

Por fim, evite falar mal do culto, ou da igreja na frente do seu filho. Ensine-o desde criança que vamos a igreja prestar, e não assistir, um culto. Deus deve ser o centro e não nossos gostos pessoais ou a maneira como nos sentimos.

Sei que essa não é uma tarefa fácil. Mas você precisa entender que, ao lhe dar um filho, Deus lhe deu uma vocação especial, de pai ou de mãe. O mesmo Deus que providenciou a salvação em Cristo Jesus, providenciará também todos os recursos necessários para criarmos nossos filhos a fim de glorificá-lo. E Ele providencia perdão também, quando somos omissos, preguiçosos ou impacientes na educação dos nossos pequenos.

Coloque diante dele suas dificuldades e seus pecados e agradeça por fazermos parte do corpo de Cristo e podermos cultuá-lo, independente da nossa idade.

Fonte: iPródigo