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quinta-feira, outubro 03, 2013

A crucificação de Jesus em desenho animado (cenas fortes)

Conhecer a história relatada no breve vídeo (em espanhol) mudou minha vida. Também mudou a vida de um criminoso. Também mudou a vida de minha família. Mudou a vida de vários amigos. De fato, essa história mudou o curso do mundo.

Ainda que seja um desenho animado, as cenas são fortes. Jesus morreu, segundo as Escrituras, desconfigurado, tamanha foi a tortura que sofreu. Não por si mesmo, mas para que TODO AQUELE QUE NELE CRER, TENHA A VIDA ETERNA.

quinta-feira, agosto 29, 2013

Um casamento que glorifica a Deus

Por Ivis Fernandes

Existem certas coisas neste mundo que não podem ser vistas, mas que podem ser ilustradas ou demonstradas de alguma forma:
  • Eletricidade : você não pode vê-la, mas experimente colocar o dedo na tomada e perceberá que ela realmente existe;
  • Oxigênio : tente prender a respiração por apenas cinco minutos e verá não só que o oxigênio existe, mas que você precisa dele para viver;
  • Gravidade : jogue uma agulha de cima de um prédio e ela cairá (não tente pular do prédio, pois as consequências podem ser ruins).
 A Palavra de Deus nos mostra que existem certos aspectos da vida cristã que também não podem ser vistos, mas que podem ser demonstrados. E a relação entre Cristo e a Igreja é uma delas!

Efésios 5.22-33:
22 - Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, 23-pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. 24-Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. 25-Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela 26-para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, 27-e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. 28-Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. 29-Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, 30-pois somos membros do seu corpo. 31-"Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne." 32-"Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja." 33-Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito.

Deus deseja ilustrar no casamento uma relação única que existe entre Cristo e a Igreja. Nenhum outro tipo de relacionamento representa tão intimamente esta união. Nem mesmo o amor entre mãe e filho é tão íntimo quanto o casamento, pois apenas marido e mulher formam “uma só carne”. Portanto, se os casados querem cumprir seu propósito neste mundo de glorificar a Deus com suas vidas, precisam ter um casamento que reflita a união entre Cristo e a Igreja. Tanto o marido como a esposa têm a sua participação nisso, embora de formas diferentes.

1. As esposas glorificam a Deus refletindo a submissão da Igreja à Cristo (vv. 22-24).

22- Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor,

Quando o texto bíblico acrescenta a expressão “como ao Senhor”, está colocando um padrão altíssimo para a mulher. Ela deve ser submissa ao marido da mesma forma em que deve estar debaixo da autoridade do próprio Cristo.

Este tipo de submissão não é devida apenas ao marido. Todas as pessoas devem ser submissas a todas as autoridades, pois a Bíblia afirma que toda autoridade procede de Deus. É Ele quem concede autoridade ao presidente, aos governadores, aos juízes, ao seu patrão, etc. Por isso, aqueles que têm problemas em se submeter a elas, demonstram ter problemas em se submeter à autoridade do próprio Deus.

Por outro lado, a mulher que se submete ao marido demonstra ter um coração submisso ao próprio Cristo, e, neste sentido, sua vida manifesta o tipo de submissão que a Igreja deve ao Senhor. Deus é glorificado por isso, pois Sua autoridade é exaltada por mulheres que voluntariamente se sujeitam ao marido por reconhecerem, por detrás dele, a autoridade que vem do próprio Deus.

Em seguida, Paulo mostra porque a submissão da mulher ao marido é algo tão importante: porque representa a submissão que a própria Igreja deve a Cristo.

23-pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. 24-Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos.

Ser submissa não significa ser inferior ao homem, ou que a mulher tem menos valor dentro da família, mas sim que, dentro do lar, o marido foi colocado por Deus como sendo a autoridade final. E podemos perceber que submissão não é sinônimo de ser inferior dentro da Trindade. Temos três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Os três são igualmente Deus, mas, no entanto, existe uma hierarquia de autoridade entre Eles, na qual o Pai está acima. O fato de Jesus estar abaixo nesta hierarquia não significa que Ele é menos Deus, ou menos importante.

Todos os seres humanos são iguais perante a lei. Não existe alguém que tenha mais valor do que outro. No entanto, existe diferença de autoridade entre as pessoas. Um juiz, como pessoa, possui o mesmo valor do que eu, mas por causa de sua função, ele tem autoridade sobre mim, e eu devo me submeter a ele.

Diante disso, podemos chegar às seguintes conclusões práticas:
  1. Depois que o marido tomar uma decisão final (após uma conversa com a esposa), a esposa deve acatar a decisão sem crítica negativa ou rebeldia.
  2. A mulher não deve tentar mandar no marido de forma indireta, através de chantagem emocional (lágrimas) e usando o sexo como arma.
  3. É sábio que o marido tome as decisões junto com a esposa. Porém, em caso de divergência, a decisão final é do marido;
  4. Mulheres, consultem seus maridos antes de tomar uma decisão;
  5. Evite criticar de maneira errada as decisões do marido;
  6. Fale para seu marido aquilo que você espera dele como líder, não espere que ele adivinhe sua vontade;
  7. Não se rebele diante das decisões de seu marido, a menos que tenha um motivo bíblico, que vai contra o caráter de Deus.

2. Os maridos glorificam a Deus refletindo o amor de Cristo pela Igreja (vv. 25-33).

25-Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela.

O texto bíblico nos mostra que o padrão de Deus para os maridos também é altíssimo. Eles devem amar suas esposas da mesma forma que Jesus amou a Igreja. E o amor de Cristo se manifestou por nós especialmente através de Seu sacrifício na cruz em nosso favor.

A Bíblia nos mostra que o sacrifício de Jesus pela igreja teve um objetivo. Ele foi feito com o propósito de santificá-la, para aperfeiçoá-la.

26-para santificá-la, tendo-a purificado pelo lavar da água mediante a palavra, 27-e para apresentá-la a si mesmo como igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou coisa semelhante, mas santa e inculpável. No verso 28, Paulo diz: Assim também os maridos devem amar a sua mulher. Isso significa que, de certa forma, Deus espera que o amor dos maridos se manifeste em sacrifício que produza crescimento e santificação na vida das esposas. Os maridos são, portanto, como pastores de suas esposas.

O sacrifício que Deus espera dos maridos em relação às suas esposas não é de qualquer natureza. Existem maridos que se sacrificam no trabalho para dar boas condições financeiras para a esposa. Existem aqueles que se empenham em satisfazer a esposa emocionalmente, socialmente ou sexualmente. Porém, a Bíblia ordena que os maridos cuidem de suas esposas espiritualmente. O sacrifício, de acordo com o texto, é para produzir santificação.

Maridos, não vale a pena conquistar o mundo (negócios) e perder a sua esposa e família. Dedique tempo à sua esposa. Não precisa ser horas do seu dia, mas planeje-se para sempre ter tempo para ela.

  • Proporcione tempo para que sua esposa busque a Deus;
  • Lidere espiritualmente o seu lar (orações, conversas, culto doméstico, etc);
Veja algumas sugestões práticas:
  1. Tempo de sofá: Pode ser apenas quinze a vinte minutos do seu dia para se sentar com sua esposa e perguntar como foi o dia dela e ouvi-la.
  2. Tempo devocional: o marido também é o líder espiritual da família. Separe um tempo para orar e ler a Bíblia com sua esposa para que vocês possam crescer juntos.
Assim como Cristo ama a Igreja, que é o Seu corpo, nós devemos amar nossa esposa, pois ela é o nosso corpo. A Bíblia diz que quando nos casamos ocorre a união mais profunda entre dois seres humanos: os dois se tornam uma só carne. Também ensina que já não temos mais poder sobre o nosso corpo, pois ele pertence ao nosso cônjuge (1 Coríntios 7.4). Por isso, ao amar sua esposa, na verdade, estará amando a si mesmo:

Ef 5.28-32: Da mesma forma, os maridos devem amar cada um a sua mulher como a seu próprio corpo. Quem ama sua mulher, ama a si mesmo. Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja, pois somos membros do seu corpo. "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne." "Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja."

Ao fazer isso, estamos manifestando o amor que Cristo tem pela Igreja. A relação entre as duas coisas é tão íntima que Paulo começa o verso 31 falando do casamento e no 32 afirma estar se referindo, na verdade, a Cristo e à igreja. E a conclusão, em seguida é:

33-Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito.

O seu casamento está sendo uma ilustração fiel do relacionamento entre Cristo e a igreja? Para que seja assim, é preciso investir no relacionamento. É preciso conversar, buscar a Deus (separados e juntos), orar, e praticar os princípios bíblicos. 

Que a glória do Deus invisível se torne visível às pessoas por meio do seu casamento!

quarta-feira, agosto 07, 2013

O Nome



O Nome
Por Henry W. Frost
Existe um nome, palavra bendita
De fama interminável, certamente infinita,
De Deus amado, dos santos reverenciado,
Por anjos e arcanjos sempre cultuado,
Por Deus decretado antes de o mundo existir,
Teve um anjo a tarefa de a um homem transmitir,
Proclamado por homens, crido e adorado
No louvor e na oração dos corações derramado.
O tema de sacerdote, rei e profeta,
A palavra que o poético salmista projeta,
Por peregrinos bendita, por sofredores cantada,
A última palavra por mártires pronunciada.
Nome mais precioso, de sublime compasso,
Supremo reinando sobre tempo e espaço,
Destinado a viver e a tudo conquistas
'Té que todo joelho a Ele se dobrar
E toda língua confesse o que Deus proclame,
Nome dos nomes, glorioso ditame,
Nome que nos céus será realidade,
O único a durar por toda a eternidade;
Proclama, ó minh'alma, louvor que faz jus,
Ao nome indescritível - o nome de Jesus

quarta-feira, maio 04, 2011

O que é docetismo?

Docetismo (gr. dokein, "aparentar") é uma heresia do final do século I que afirmava que Jesus apenas aparentava ser humano (Kelly, p.141).

O docetismo é: a afirmação de que o corpo humano de Cristo era um fantasma e de que seus sofrimentos e morte foram meras aparências. "Se sofreu, não era Deus; se era Deus, não sofreu." (Bettenson, 49).

Negavam a humanidade de Cristo, mas afirmavam a divindade. O docetismo já estava presente no final da época do NT, como é evidente pela exortação de João, o apóstolo, sobre aqueles que negam "que Jesus Cristo veio em carne" (1Jo 4.2; cf. 2Jo 7)

Jesus era completamente humano:
  • Ele tinha ancestrais humanos (Mt 1.20-25; Lc 2.1-7);
  • Jesus teve concepção humana, um nascimento humano (Lc 2.4-7);
  • Jesus teve uma infância humana (Lc 2);
  • Jesus passou fome humana (Jesus jejuou 40 dias e no final, diz lucas, teve fome);
  • Jesus teve sede humana (Jo 4.6,7));
  • Jesus sentiu cansaço humano (Jo 4.6);
  • Jesus teve emoções humanas (Jo 11.35);
  • Jesus tinha um senso de humor humano (Jo 21.5);
  • Jesus teve tentação humana (Mt 3; Mt 26.38-42);
  • Jesus era de carne e osso humanos (Hb 2.14);
  • Jesus sentiu dor humana (Mt 27.34);
  • Jesus teve uma morte humana (Mt 16.21; Rm 5.8; 1Co 15.3; Ef 2.13)
Uma resposta teológica
A negação da humanidade de Cristo é um erro tão grave quanto negar sua divindade. Se Jesus não é Deus e humano, não pode mediar entre Deus e humanos (1Tm 2.5). A salvação envolve a reconciliação dos seres humanos com Deus (2Co 5.18,19). Isso só é possível se Deus se torna humano. Negar a verdadeira humanidade de Cristo é negar a base de nossa reconciliação com Deus. É por isso que a igreja primitiva condenou o docetismo.

Fonte: GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética. Ed. Vida. São Paulo-SP, 2002, pp.286-288.

terça-feira, março 29, 2011

O ‘Outro Deus’ do Teísmo Aberto

Por Thomas Tronco

O recente tsunami no Japão mais uma vez levantou a questão: onde estava Deus na hora da tragédia? Essa pergunta ecoa todas as vezes em que tragédias ocorrem. Se estoura uma guerra, “onde estava Deus que não a impediu?”. Se barrancos desabam sobre as casas, “por que Deus permitiu tal coisa?”. Se um terremoto devasta uma região ou até um país, “como pode um Deus bom existir se coisas ruins acontecem?”.
A questão é antiga. O profeta Habacuque se viu diante desse dilema. Os israelitas estavam sob o prenunciado juízo de Deus. O Senhor, que durante séculos avisou, repreendeu e aguardou com paciência pelo arrependimento do povo, finalmente enviou a eles a devida consequência do seu pecado. Entretanto, o fez pelas mãos de um povo cruel que agiu com injustiça. Assim eles são descritos: “Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa [...] Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade” (Hc 1.6,7). Se essa descrição não deixa claro que o “direito” e a “dignidade” que os babilônicos criavam eram bem “questionáveis”, o v.9 arremata a questão afirmando: “Eles todos vêm para fazer violência”. Diante disso, a pergunta de Habacuque a Deus soa de maneira muito natural aos olhos humanos: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).
O medo de Habacuque, ao que parece, era notar que Deus não era tão amoroso ou justo como ele sabia ser. Era um “nó” que não se desatava na mente do profeta. Era a tensão entre aquilo que ele cria e aquilo que ele via. E ele não foi o único a questionar o Senhor diante do sofrimento. Jó, muito tempo antes, ao sofrer com os ataques de satanás que lhe custaram os bens, os filhos e, finalmente, a saúde, também se viu diante do mesmo dilema.. Discordando da ideia de que sua calamidade seria uma punição, diz Jó a Deus: “Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem? São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem, para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado? Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão” (Jó 10.4-7). O receio de Jó é sofrer um tratamento da parte de Deus sob critérios imperfeitos comuns nos homens e não em um Deus sábio e justo.
Essa “aparente” injustiça e falta de amor sempre exigiu uma resposta e os servos do Senhor sempre se esmeraram em oferecê-la de modo a preservar a perfeição, a santidade e a bondade do Senhor como descritas nas Escrituras.. Esse tipo de defesa recebe o nome de teodiceia.. Muitos foram os homens que se renderam a isso. Como, com o passar do tempo, as tragédias não deixaram de existir, ainda hoje há pessoas que tratam a questão e defendem que, mesmo diante das maiores catástrofes, o Senhor eterno é Deus santo e bom. Contudo, nos últimos tempos, alguns autonomeados “advogados” do Senhor criaram um tipo de defesa “às avessas”. Em lugar de afirmarem, como os defensores do passado, que, ainda que Deus tome decisões duras, elas fazem parte de um plano bom daquele que é perfeito e soberano, tais rábulas dizem que Deus não é culpado pelas tragédias simplesmente porque “nada teve a ver com elas”.. Dizem que ele não as orquestrou e que nem sequer sabia que aconteceriam.. Defendem que, caso soubesse, certamente as evitaria. Para eles, somente assim agiria um Deus que é bom e amoroso.. Esse tipo de argumentação recebeu o nome, no meio teológico e eclesiástico, de “teísmo aberto”.
Apesar de o teísmo aberto ter a intenção de defender a bondade de Deus diante do problema do mal e do sofrimento do homem, sua extrema ingenuidade teológica ataca tantos pilares da sã doutrina que não sobra sequer um barraco daquilo que deveria ser, na verdade, um palácio imponente.. A falta de visão das implicações de suas afirmações faz com que tais “doutores”, desejando ministrar vitamina à igreja contemporânea, injetem um veneno letal em suas veias..
Um dos motos criados pelos defensores do teísmo aberto foi a expressão “outro Deus”. A intenção de tal expressão é transmitir a ideia de que a personalidade de Deus defendida pela igreja de tradição histórica, embasada nas Escrituras, não seria, de fato, a expressão de Deus como ele realmente é. Para o teísmo aberto, a visão clássica do Senhor da igreja é resultado de equívocos, cuja consequência é uma igreja alienada do amor de Deus, desconhecedora da liberdade e opressora dos seus seguidores. Essa é, certamente, uma acusação bem séria que exige análise e resposta. Uma coisa é certa: a expressão “outro Deus”, ainda que infeliz nas bases da sua tese, representa a enorme disparidade entre a igreja histórica e os teístas abertos e no campo da “Teologia Própria” – área da teologia que enfoca a pessoa de Deus. Um dos dois grupos realmente crê em “outro Deus”.
Para tratar a questão, é preciso analisar o “outro Deus” proposto pelo teísmo aberto. Apesar de ser um sistema que possui muitos contornos, há algumas afirmações que são fundamentais na divergência entre a teologia ortodoxa e o teísmo aberto.


‘Deus se limita por amor’
Artigos e entrevistas disponíveis na Internet apontam para o fato de que as bases do teísmo aberto não são análises de textos bíblicos que tratam o assunto em questão, mas reflexões pessoais e resistências a conceitos e respostas teológicas ao problema do mal. Assim, pode-se constatar que o pensamento parte de frases negativas como “não consigo crer em um Deus que mate ou que condene” e, também, de questões positivas como “o que significa ‘Deus é amor?’”. Ainda que a inaptidão de alguém em aceitar certa realidade não seja, nem de longe, fator para desacreditá-la, a pergunta sobre o amor de Deus é tremendamente válida e deve ser respondida. O problema não está na pergunta, mas nos pressupostos que guiam a resposta. Artigos publicados dão conta de que proponentes do teísmo aberto iniciaram tal resposta a partir do seguinte pressuposto: “Deus é amor quando dá ao homem liberdade plena”.
Esse pressuposto, criado no íntimo de tais pensadores, foi estendido a implicações de ordem prática. O pensamento progrediu mais ou menos assim: “Se Deus ama o homem, dá a ele liberdade. Liberdade para quê? Certamente, para ditar os rumos da sua vida. Logo, Deus deve conceder tal liberdade não apenas de modo aparente, mas de fato. Para isso, ele não determina o que irá acontecer nem no presente, nem no futuro. Logo, Deus se abstém de exercer a soberania sobre o homem. Contudo, se Deus não controla a história, mas conhece o futuro, essa liberdade que dá é ilusória, pois tudo que o homem fizer sempre vai levá-lo ao mesmo destino. Portanto, para Deus ser de fato amor, ele não somente deve deixar de ser soberano, mas deve deixar, também, de ser onisciente. Desse modo, Deus se limita por amor..
Essa é uma construção filosófica interessante, mas que não tem qualquer fundamento nas Escrituras para subsistir. Na verdade, essa afirmação existe a despeito do ensino bíblico. Para se ter uma visão melhor sobre esse pensamento filosófico e sua relação com a Palavra de Deus, é preciso analisar as duas principais afirmações do teísmo aberto: “Deus não controla a história” e “Deus não conhece o futuro”.

sexta-feira, março 11, 2011

sexta-feira, outubro 08, 2010

Jesus é Chamado de Deus nas Escrituras?

Este artigo foi escrito por Marcelo Berti em Teologando. Um Blog que eu altamente recomendo a todos que desejam clarear suas mentes a respeito da Palavra de Deus.


Se tomarmos por base a declaração do autor anônimo do livreto “Should you believe in Trinity” a resposta para essa pergunta é não. Contudo, diante dos versos já lidos acima, não podemos concordar com a frase desse autor de que diante do todo das escrituras Jesus não é considerado Deus. Na verdade esses textos demonstram de modo claro que Cristo é equiparado com Yahweh, e que sua Eternidade é apresentada claramente nas escrituras. Portanto, é necessário assumir que Cristo é Criador não Criatura, pois assim as escrituras ensinam. Ou seja, diante do todo das escrituras, Jesus é claramente chamado de Deus.

Sendo assim, se o texto de Jo.1.1 afirmar que Jesus é um outro deus, como insistem os TJs, ele entraria em diversos conflitos com a escritura. Ou seja, além de ser gramaticalmente improvável, Jo.1.1 traduzido indefinidamente é uma afronta à verdade bíblica.

Entretanto, nos resta uma pergunta pertinente: Além da declaração direta de Jo.1.1, Jesus é chamado de Deus em outro lugar nas escrituras?

Para responder a essa pergunta, vou usar três textos que não tem dificuldades gramaticais para serem analisadas:
1. E os quatro seres viventes, tendo cada um deles, respectivamente, seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro; não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir – Apocalipse 4.8
2. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; 8 mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino – Hebreus 1.7-8
3. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. 11 Porquanto a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido. 12 Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. 13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo – Romanos 10.9-13
No primeiro verso vemos que os quatro seres viventes proclamam dia e noite que Aquele que há de vir é Santo, Santo, Santo e Senhor Deus, Todo Poderoso. Segundo o contexto de Apocalipse, Aquele que há de vir é Jesus Cristo (Ap.22.12, 20). Logo, Jesus é chamado de Senhor Deus, Todo Poderoso, diferente do que os TJ defendem.

No segundo verso, duas coisas são claramente percebidas: (1) Jesus é diferenciado dos anjos e por isso não pode ser Miguel o arcanjo como defendem os TJs. (2) O autor de Hebreus usa o Salmo 45.6, usado no AT em referência a Yahweh, para descrever o Filho. Ou seja, Jesus e Yahweh são um.

No terceiro verso, Paulo claramente aplica o termo Yahweh a Jesus Cristo em Romanos 10.13 ao citar Joel 2.32 em referência a salvação oferecida em Cristo. Ou seja, aquele que invocar o nome de Yahweh será salvo (Jo.2.32). Por isso, confessar que Jesus é Senhor é confessar que Ele é Deus.

Outros textos dizem claramente que Jesus é Deus, mas normalmente são distorcidos pela Tradução do Novo Mundo (em breve teremos todos eles analisados no Teologando – aguarde!).
Observe alguns deles:
aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus – Tito 2.13
Simão Pedro, servo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo – 2 Pedro 1.1
Pois desta maneira é que vos será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo – 2 Pedro 2.11
pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus – Filipenses 2.6
Uma última comparação válida a ser feita aqui é a correlação entre Jo.17.3 e 1Jo.5.20:
E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste – João 17.3
Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna – 1 João 5.20
Segundo o primeiro texto, apenas Deus-Pai é Deus Verdadeiro. Se Jesus é um outro deus, segundo esse texto ele deve ser um deus falso. Contudo, o segundo texto diz que Jesus é o verdadeiro Deus. Se Jesus é um outro deus, então o Deus-Pai deve ser o deus falso, uma vez que Jesus é o verdadeiro.
Só existe uma forma de essas duas colocações serem verdade ao mesmo tempo: Se Jesus e Deus forem um, como Jesus defende em Jo.10.30.
Portanto, é seguro afirmar que Jesus é Deus, pois assim as escrituras ensina

[1] Anônimo, Should You Believe in the Trinity? Brooklyn, NY. Watchtower Bible and Tract Society, 1989.

sábado, setembro 19, 2009

Declaração Pessoal de Fé: Jesus Cristo

Creio que Jesus de Nazaré é o Cristo, o Messias que o Antigo Testamento havia prometido (Gn 3.15; Is 9.6). Ele é Deus, pois (também) perdoa pecados (Mc 2.1-12), dá vida (Jo 5.21), ressuscita os mortos (Jo 11.43) e julga todas as pessoas (Jo 5.22,27). É chamado de filho de Deus (Jo 10.36; Mt 26.63-64), filho de Deus unigênito (Jo 3.16,18), de Deus (Jo 1.1, 20.28; Hb 1.8), de Senhor (Mt 22.43-45), Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19.16) e primogênito (Cl 1.15,18). Ele afirmou ser Deus (Jo 10.30), apesar de ter também a perfeita humanidade, e como prova, possuia corpo humano (Lc 2.52) e se chamava de homem (Jo 8.40). Ele possuia alma e espírito humanos (Mt 26.38, Lc 23.46), estava sujeito às limitações de um ser humano, como quando teve fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), se cansou (Jo 4.6), chorou (Jo 11.35) e foi tentado (Hb 4.15). Ainda assim, Cristo não pecou, mesmo passando por todo tipo de provação (Hb 4.15). Ele morreu na cruz por nossos pecados (Rm 5), mas ressurgiu como disse que faria (Mt 20.19), reaparecendo para muitos (Mt 28.8-10; Mc 16.9-10; Jo 20.11-18; Lc 24). Ele hoje atua como cabeça da igreja (Ef 1.20-23), zelando por ela (Ef 4.7-13, 5.26, Jo 15.1-10): como sacerdote (Hb 2.18, 4.14-16) e como alguém que prepara um lugar para os crentes (Jo 14.1-3). Jesus é eterno (Mq 5.2; Jo 1.1-2) e inclusive, estava envolvido na criação (Cl 1.16; Hb 1.2) que Ele também sustenta (Cl 1.17). O propósito dEle ter se feito homem era e é de Se revelar (Jo 1.18; 14.7-11), dando exemplo de vida (1Pe 2.21, 1Jo 2.6), provendo um sacrifício efetivo pelo pecado (Hb 10.1-10), cumprindo a aliança davídica (Lc 1.31-33) e destruindo as obras do diabo (1Jo 3.8). Ele “nasceu” de Maria de uma forma miraculosa (Is 7.14; Mt 1.18-25) e cresceu como homem na terra (Lc 2.40), todavia sem perder sua divindade (Fp 2.6-7). Ele voltará (At 1.11, 1Ts 4.13-18) e governará com vara de ferro (Sl 2.7-9).