Mostrando postagens com marcador Vida Cristã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida Cristã. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, julho 25, 2013
sexta-feira, maio 31, 2013
Tendo um coração exercitado na ganância (2Pe 2.14)
Por T. Zambelli
Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.
É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.
O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).
A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa "ginásio." Tais pessoas "malham" (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).
Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.
Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.
Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.
O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).
A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa "ginásio." Tais pessoas "malham" (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
"A ideia aqui é que essas pessoas fizeram isso o seu estudo e tinham aprendido as maneiras pelas quais os homens poderiam ser induzidos a participar com o seu dinheiro sob pretextos religiosos. Devemos sempre estar atentos quando os declarados professores religiosos proporem algo que tenha muito a ver com dinheiro. Embora devamos estar sempre prontos para ajudar toda boa causa, devemos nos lembrar que os homens sem escrúpulo e indolentes muitas vezes assumem a máscara da religião para que possam praticar suas artes na credulidade dos outros, e que seu verdadeiro objetivo é a obtenção de seus recursos, não para salvar suas almas." (CD-ROM E-Sword. Albert Barnes' notes on the bible.)Não me surpreende ver tantas pessoas em igrejas lideradas por professos cristãos que possuem tão evidente a característica do profissionalismo em ganância. Eles são convincentes e não necessitam de muito para seduzir pessoas a ofertarem em prol de suas ambições egoístas (ou demoníacas), apesar de disfarçadas (como geralmente são as tentações).
É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).
Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.
Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.
sábado, abril 20, 2013
5 sábias respostas de um jovem para mulheres solteiras
Bethany Baird recentemente entrevistou um rapaz que está se esforçando para honrar a Deus com sua vida. Ela se sentiu desafiada e encorajada por suas respostas, então, publicou no site Lies Young Woman Believe (Mentiras que Jovens Mulheres Acreditam). Apesar do título neste post dizer "para mulheres", o conteúdo é igualmente bom para os homens solteiros.1. Quais são algumas das mais importantes qualidades que você procura em spara sua futura esposa?
2. Que dica você daria para uma jovem solteira que está se preparando para o casamento?
3. O que você não acha atrativo numa garota?
4. Por que você acha que as garotas devem se vestir modestamente?
5. Porque é importante a relação de uma jovem com Deus?
Incentivo todo jovem cristão a ler o artigo (em inglês): A Single Guy's Thought
Use ferramentas de tradução caso não saiba ler em inglês.
segunda-feira, agosto 06, 2012
O sagrado absorveu o secular
Por John Piper
Citando Charles Spurgeon
As manhãs de
segunda-feira são notoriamente difícil, e Charles Spurgeon estava ciente dos desafios enfrentados por sua congregação para começar a semana motivada a
trabalhar diligentemente para a glória de Deus. Em um de seus sermões
ele lembrou sua congregação que "o sagrado absorveu o secular." Os propósitos de Deus para
nossas vidas traz nova visão para todas
as nossas vocações e tarefas
semanais. Para os
filhos de Deus tudo na vida é ministério.
Veja como Spurgeon colocou isso
em em seu sermão apropriadamente intitulado "All For Jesus" [Tudo por Jesus]:
Para um homem que vive para Deus nada é secular, tudo é sagrado. Ele coloca a sua veste de jornada de trabalho e é uma vestimenta (santa) para ele. Ele se senta para a sua refeição e isso é um sacramento. Ele sai para seu trabalho, e nele exerce o ofício do sacerdócio. Sua respiração é incenso e sua vida um sacrifício. Ele dorme no seio de Deus e vive e se move na presença divina.Para desenhar uma linha dura e rápida e dizer: "Isso é sagrado e é secular," é, na minha opinião, diametralmente oposta à doutrina de Cristo e do espírito do evangelho. Paulo disse: Como alguém que está no Senhor Jesus, tenho plena convicção de que nenhum alimento é por si mesmo impuro, a não ser para quem assim o considere; para ele é impuro. [Romanos 14:14]. Pedro também viu um lençol descendo do céu em que havia todos os animais e criaturas de quatro patas, que ele foi ordenado a matar e comer, e quando ele se recusou porque eram impuros, foi repreendido por uma voz do céu, que dizia: " Não chame impuro ao que Deus purificou" [Atos 10:15; 11:9].O Senhor purificou suas casas, ele limpou os aposentos com suas camas, suas mesas, suas lojas, ele fez os sinetas penduradas nos cavalos santas para o Senhor, ele fez os potes e panelas ordinárias de suas cozinhas para ser como as taças do altar, isso é, se você sabe o que é viver de acordo com sua vocação. Vocês empregadas domésticas, vocês cozinheiros, vocês enfermeiros, vocês lavradores, donas de casa, comerciantes, marinheiros. O trabalho de vocês é santo se você servir ao Senhor, Cristo Jesus, vivendo para Ele como você deve viver. O sagrado tem absorvido o secular.
Original em Desiring God
Traduzido por T. Zambelli
sexta-feira, junho 29, 2012
A nóia da bebida alcoólica na igreja evangélica
Por Marcelo G. dos Santos
Existe uma neurose na mente dos crentes acerca de bebida alcoólica. Vez por outra pessoas chegam a mim com as seguintes perguntas: “Pastor, beber é pecado? É pecado o crente ingerir bebida alcoólica? Existe algum problema em degustar um bom vinho, de um “porto” após as refeições? Tomar uma cerveja geladinha num dia quente? Tomar uma caipirosca na praia? Champanhe nas celebrações?”
Bem, em primeiro lugar, geralmente, as pessoas que fazem este tipo de pergunta, são pessoas que coam os mosquitos, enquanto engole os camelos. São pessoas que se escandalizam com quem bebe um copo de cerveja, mas não se escandaliza em sonegar imposto, em ser um trambiqueiro, um conversador, um invejoso, vingativo, avarento. Não se escandaliza em ser um comerciante que se orgulha dizendo assim: “Fiz um bom negócio, faturando sobre a ingenuidade de fulano”. O sujeito pode ser tudo isso, só não pode beber.
Em segundo lugar, para fazer estas perguntas você não precisa vir à igreja para se obter as respostas, basta observar as informações impressas nos rótulos de toda garrafa de bebida alcoólica, sobre o consumo moderado de álcool: “Beba com moderação”.
Em terceiro lugar, a Bíblia Sagrada ensina temperança, não abstinência. O cristianismo não é contra bebida alcoólica, mas contra a escravidão ao álcool e à embriaguez. A verdadeira espiritualidade não é incompatível com o prazer, mas com o prazer tornado a medida de todas as coisas; não é contrária à existência do elemento de prazer que pode causar males ao homem, mas favorável ao uso responsável dos prazeres que o criador concede graciosamente a eles.
Foi Deus quem deu sabor aos alimentos, inventou a libido e deu ciência ao homem para do fruto da videira fazer o vinho. O que não significa que Deus tenha prazer na gula, na imoralidade e na embriaguez.
Há alguns dias atrás, junto com alguns irmãos, fizemos um sarau poético e musical na sala de minha casa, regado a um bom vinho. E foi uma noite maravilhosa, celebramos a vida, porque cristianismo é quando a gente abre a janela e olha para o mundo. Nós não queremos ter um foco estreito de nossa espiritualidade, ficar vendo a vida pelo um túnel. Olha prá vida, vê as cores, ouvi os cantos dos pássaros, parar com essa coisa pequena, religiosa. Abrir os olhos para a beleza da vida.
Queremos olhar a vida com os olhos de Jesus, e não com olhar dos “evangélicos”, que é sempre um olhar doente, legalista, farisaico, e desumano.
Isso gera hipocrisia. O que desejamos é que as pessoas não sejam hipócritas, falsas, infantis nos processos da vida, mas que sejam pessoas verdadeiras, maduras, fazendo escolhas responsáveis, que viva a vida conforme sua consciência, e que tem a coragem de assumir sua própria consciência diante de Deus.
Há, antes que você pergunte: Cadê a Bíblia em seu comentário? Nos tempos de Jesus o viram comer de tudo (lhe chamaram de “glutão”); o viram beber de tudo (lhe designaram como “bebedor de vinho”); o viram andar com todos (foi chamado de “amigo de pecadores).
E tem mais, Jesus não bebia o vinho sem álcool como querem os fariseus modernos. O vinho que ele criou em Canã era vinho mesmo, como convinha ser em qualquer festa. O vinho da ceia, segundo Paulo (I Co 11), tinha o poder de fazer embriagar. Portanto, os cristãos primitivos, originais não tinham essa nóia acerca de bebida alcoólica.
----
Sugestão de sermão sobre o assunto: "Felicidade e a Certeza" - Por Fernando Leite
Bem, em primeiro lugar, geralmente, as pessoas que fazem este tipo de pergunta, são pessoas que coam os mosquitos, enquanto engole os camelos. São pessoas que se escandalizam com quem bebe um copo de cerveja, mas não se escandaliza em sonegar imposto, em ser um trambiqueiro, um conversador, um invejoso, vingativo, avarento. Não se escandaliza em ser um comerciante que se orgulha dizendo assim: “Fiz um bom negócio, faturando sobre a ingenuidade de fulano”. O sujeito pode ser tudo isso, só não pode beber.
Em segundo lugar, para fazer estas perguntas você não precisa vir à igreja para se obter as respostas, basta observar as informações impressas nos rótulos de toda garrafa de bebida alcoólica, sobre o consumo moderado de álcool: “Beba com moderação”.
Em terceiro lugar, a Bíblia Sagrada ensina temperança, não abstinência. O cristianismo não é contra bebida alcoólica, mas contra a escravidão ao álcool e à embriaguez. A verdadeira espiritualidade não é incompatível com o prazer, mas com o prazer tornado a medida de todas as coisas; não é contrária à existência do elemento de prazer que pode causar males ao homem, mas favorável ao uso responsável dos prazeres que o criador concede graciosamente a eles.
Foi Deus quem deu sabor aos alimentos, inventou a libido e deu ciência ao homem para do fruto da videira fazer o vinho. O que não significa que Deus tenha prazer na gula, na imoralidade e na embriaguez.
Há alguns dias atrás, junto com alguns irmãos, fizemos um sarau poético e musical na sala de minha casa, regado a um bom vinho. E foi uma noite maravilhosa, celebramos a vida, porque cristianismo é quando a gente abre a janela e olha para o mundo. Nós não queremos ter um foco estreito de nossa espiritualidade, ficar vendo a vida pelo um túnel. Olha prá vida, vê as cores, ouvi os cantos dos pássaros, parar com essa coisa pequena, religiosa. Abrir os olhos para a beleza da vida.
Queremos olhar a vida com os olhos de Jesus, e não com olhar dos “evangélicos”, que é sempre um olhar doente, legalista, farisaico, e desumano.
Isso gera hipocrisia. O que desejamos é que as pessoas não sejam hipócritas, falsas, infantis nos processos da vida, mas que sejam pessoas verdadeiras, maduras, fazendo escolhas responsáveis, que viva a vida conforme sua consciência, e que tem a coragem de assumir sua própria consciência diante de Deus.
Há, antes que você pergunte: Cadê a Bíblia em seu comentário? Nos tempos de Jesus o viram comer de tudo (lhe chamaram de “glutão”); o viram beber de tudo (lhe designaram como “bebedor de vinho”); o viram andar com todos (foi chamado de “amigo de pecadores).
E tem mais, Jesus não bebia o vinho sem álcool como querem os fariseus modernos. O vinho que ele criou em Canã era vinho mesmo, como convinha ser em qualquer festa. O vinho da ceia, segundo Paulo (I Co 11), tinha o poder de fazer embriagar. Portanto, os cristãos primitivos, originais não tinham essa nóia acerca de bebida alcoólica.
----
Sugestão de sermão sobre o assunto: "Felicidade e a Certeza" - Por Fernando Leite
terça-feira, maio 29, 2012
Quebrando o mito de que as faculdades são responsáveis pelo desvio dos jovens cristãos
"É preciso estabelecer urgentemente um diálogo franco com os jovens, ajudando-os a encarar os embates e dilemas do mundo atual"
Por Valmir Nascimento
No ano passado, o Grupo Barna divulgou uma interessante pesquisa [1] sobre os cinco mitos e realidades que levam os jovens a se afastarem das igrejas cristãs.
No ano passado, o Grupo Barna divulgou uma interessante pesquisa [1] sobre os cinco mitos e realidades que levam os jovens a se afastarem das igrejas cristãs.
Os mitos apontados pela pesquisa são os seguintes: #mito 1: A maioria dos jovens perdem a fé quando deixam o ensino médio; #mito 2: Deixar a igreja é apenas uma parte natural da maturação dos jovens adultos; #mito 3: Experiências da faculdade são o fator-chave que levam as pessoas a desistirem; #mito 4: A atual geração de jovens cristãos é mais “biblicamente analfabeta; #mito 5: Os jovens irão voltar para a igreja como sempre fazem.
Por ora, gostaria de chamar a sua atenção para o #mito 3.
A realidade apontada pela pesquisa é que, embora a faculdade tenha uma grande influência na vida dos cristãos, ela não é necessariamente o motivo principal do abandono da fé, como muitos supõem. Como prova, o relatório enfatiza que muitos cristãos abandonam a fé bem antes de chegarem à faculdade, alguns inclusive antes dos dezesseis anos de idade.
Sobre este ponto, David Kinnaman, responsável pela pesquisa, diz que o problema decorre da inadequação da preparação de jovens cristãos para a vida além do grupo de jovens. Kinnaman observou que os resultados da investigação mostram que "apenas uma pequena minoria de jovens cristãos tem sido ensinada a pensar sobre questões de fé, vocação e cultura. Menos de um em cada cinco têm alguma ideia de como a Bíblia deve informar os seus interesses escolares e profissionais. E a maioria não dispõe de mentores adultos ou amizades significativas com os cristãos mais velhos, que possam guiá-los a responder perguntas que surgem durante o curso de seus estudos. Em outras palavras, o ambiente universitário não costuma causar a desconexão; apenas expõe o problema da fé-rasa de muitos jovens”.
Como se vê, a pesquisa ajuda a quebrar o velho mito de que um dos grandes fatores responsáveis pelo desvio de muitos jovens cristãos é a universidade. Ficou claro que o problema é anterior ao ingresso ao ambiente acadêmico, em decorrência da falta de preparo por parte dos jovens, tanto para conseguir responder com firmeza aos questionamentos dos fundamentos da fé, ou para fazer uma conexão entre a fé, a cultura atual e os interesses profissionais.
Esta deficiência dos jovens é ocasionada em grande pela inércia das igrejas, que quase nunca oferecem instruções e orientações básicas sobre apologética, cosmovisão cristã e vida profissional aos seus membros. Tanto é assim que outra pesquisa [2] realizada pelo Grupo Barna revelou esta lacuna. Na realidade dos Estados Unidos, apenas 38% dos pastores de jovens e 36% dos pastores titulares afirmaram discutir frequentemente os planos de faculdade com os jovens. No Brasil, acredito eu, este percentual é muito menor.
Será que não está na hora de nossos líderes estabelecerem um diálogo mais efetivo sobre estes temas com a mocidade, oferecendo instruções para que possam responder aos questionamentos da fé, com cursos específicos sobre apologética; ensinamentos que façam a conexão entre o mundo atual e a cosmovisão cristã e ofereçam conselhos sobre a vida universitária e a carreira profissional?
Não é possível que mesmo sabendo dos "bombardeios ideológicos" que os jovens cristãos recebem dentro dos centros acadêmicos, grande parte da liderança se mantenha indiferente, como se nada estivesse acontecendo.
Não. É preciso estabelecer urgentemente um diálogo franco com os jovens, ajudando-os a encarar os embates e dilemas do mundo atual, e a discernir o chamado de Deus em suas vidas, por meio de uma mensagem contextualizada do evangelho, que demonstre a relevância da mensagem bíblica para a sociedade atual.
Caso isso não ocorra, continuaremos a perder nossa juventude, infelizmente!
terça-feira, maio 22, 2012
Guia de Confissão
Este breve guia tem o objetivo de lhe ajudar a identificar pecados e
fraquezas que existem em sua vida. É desejo do próprio Deus que todo homem e
mulher, de qualquer lugar e idade, reconheçam seus erros baseados na Bíblia e
os confessem diante dEle.
Reflita nos textos abaixo e ore a Deus para que lhe ajude neste
processo. Sejamos santos, porque Ele é santo! (Lv 19.2; 1Pe 1.16)
- Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço! (Sl 19:12)
- Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. (Sl 139:23-24)
- Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. (1Jo 1.9)
1. Confesse imediatamente a Deus;
2. Comprometa-se com Ele de não buscar prazer fora da Sua vontade;
3. Clame [peça com intensidade] por ajuda e mostre-se disposto a mudar;
4. Agradeça a Deus pelos pecados que você não tem cometido e peça a Ele que o ajude a se manter atento e fiel.
Faça sua auto-análise nas afirmações abaixo:
SOBERBA (orgulho, arrogância, presunção) - Tenho um grande desejo pelo sucesso pessoal,
posição de destaque, reconhecimento pela minha postura fina e elegante,
talentos e capacidades. Não é raro eu pensar que sou a pessoa mais importante
em minha família, classe ou trabalho. Gosto muito de ser elogiado e busco
sempre reconhecimento do que faço. Gosto de ser diferente para que eu seja
notado. Em geral, considero minhas ideias melhores do que a dos outros. Em
conversas, tenho prazer em contar histórias que chamam a atenção sobre mim.
TEIMOSIA (obstinação, persistência, birra,
cisma) - Constantemente
eu quero contrariar ideias e pensamentos. Gosto de ganhar discussões. Quando
quero alguma coisa, é muito difícil eu abrir mão. Uso expressões que comunicam
aborrecimento e impaciência. Ofendo-me facilmente. Jogo sempre na defensiva e
opto pela vingança quando derrubado.
IMPUREZA (imoralidade, impudícia) - Com grande frequência eu penso em sexo.
Alimento pensamentos indevidos e dou asas à fantasia. Noto com demasiada
atenção a beleza de homens e/ou mulheres. Relaciono-me com pessoas além do
devido, seja no trabalho, faculdade, escola ou até mesmo virtualmente. Meus
olhos não desprezam a sensualidade. Acesso pornografia na internet e vejo
revistas de conteúdo erótico. Os primeiros lugares que meus olhos enxergam em
um homem ou mulher, são suas partes íntimas. Uso roupas que chamam à atenção
para meu corpo e gosto de despertar o desejo nos outros.
MENTIRA - Tenho o hábito de contar metade das
histórias e dizer somente as partes que são convenientes. Costumo encobrir a
verdade e esconder meus próprios erros. Esforço-me por causar uma boa impressão
que não é compatível com a verdade. Sugiro ideias que eu não acredito
funcionarem. Negocio produtos e mercadorias baratas como se fossem de
qualidade. Uso de falsa modéstia e sou hipócrita.
TEMOR HUMANO- Fujo de repreensões e deveres. Tenho um medo
doentio diante de qualquer possibilidade de sofrimento. Deixo-me paralisar
diante de pessoas mais capazes e influentes do que eu. Tenho a tendência de
acomodar-me às circunstâncias erradas para evitar confrontos. Faço e digo
coisas visando impressionar os outros. Tenho uma demasiada preocupação em
agradar a todos.
INVEJA (ciúme) - Desejo desenfreadamente as coisas de meus
amigos e familiares. Rebaixo as qualidades e exalto as limitações das pessoas.
Imagino-me constantemente no lugar de famosos. Sinto que meus bens nunca são
bons suficientes. Dificilmente sou uma pessoa grata pelo que tenho. Sou frio e
crítico perante pessoas que têm opiniões diferentes da minha e não suporto a
ideia de perder uma disputa.
AVAREZA (mesquinhez, sovinice)-
Sou generoso para alimentar meu ego. Não oferto à igreja. Busco relacionar-me
com pessoas ricas para beneficiar-me de seus bens. Penso constantemente em ser
milionário. Minha paz se baseia na minha estabilidade financeira. Percebo que
meu salário nunca é suficiente.
INCREDULIDADE (descrença, dúvida)-
Fico desanimado em tempos de muita tarefa e oposição. Falta-me confiança em
Deus. Tenho a tendência de me preocupar facilmente. Tenho medo de enfrentar as
dificuldades da vida e perder o pouco que já tenho. Não confio na provisão de
Deus. Tenho muitas dúvidas diante da Palavra de Deus.
FALTA DE VIVACIDADE ESPIRITUAL - Não tenho alegria em Deus. Tenho pouca ou
nenhuma vontade de ler a Bíblia, frequentar um grupo pequeno, ir à escola
bíblica e especialmente me relacionar com outros crentes. Não oro a Deus e
escondo meus pecados de tudo e todos. Não me importo com a condição das pessoas
não salvas. Gosto de criticar a forma da igreja conduzir o culto e acho todos
na igreja hipócritas.
OMISSÃO - Conheço o bem que devo fazer, mas não o
faço. Conheço os mandamentos, mas não os guardo. Não retribuo honra e direitos
do próximo. Não compartilho o evangelho de Jesus. Não manifesto gratidão a
Deus. Sou cômodo e para mim tudo está bom como está. Tenho atitudes covardes e
preguiçosas. Não me compadeço do pobre e necessitado. Evito pessoas que podem
me pedir alguma ajuda.
IDOLATRIA - Coloco a minha segurança quanto ao futuro em
coisas e pessoas mas não em Deus. Sou um consumista. Busco fazer com que Deus
sempre faça as minhas vontades, nem que para isso eu faça promessas. Acredito
ser o meu caminho melhor e mais viável do que o de Deus. Acredito haver alguém
ou alguma coisa tão ou mais poderoso do que Deus. Cultivo talismãs [coisas que acredito trazerem sorte].
DIFAMAÇÃO (maledicência, fofoca) - Sinto-me à vontade em conversar sobre a vida
dos outros. Faço comentários negativos sobre a conduta e caráter de outros sem
que isto tenha qualquer contribuição para minha ou a vida de alguém. Não tenho
receio ao falar sobre alguém ausente. Revelo segredos de quem me confidenciou
algo pessoal. Uso expressões duras e hostis com os que me ofendem.
IRA (cólera, furor, ódio) - Sou uma pessoa explosiva. Normalmente não me
importo se minhas palavras ou atitudes ferem os outros. O que tenho para dizer,
digo sem medir as consequências. Desenvolvo facilmente um sentimento desejoso
de vingança contra os outros pelos motivos mais banais possíveis. Desejo a
morte ou o sofrimento de alguém. Levanto minha voz facilmente quando sou
contrariado. Irrito-me facilmente no trânsito.
DESCONTROLE - Não tenho domínio próprio para comer ou
beber. Frequentemente passo mal pelos excessos que cometo na comida ou na
bebida. Sou viciado em algo. Como muito doces e tomo refrigerante
compulsivamente. Se vou a um rodízio, fico até não aguentar mais. Exagero é uma
marca notória em minha vida.
AMARGURA - Fico facilmente magoado com os outros. Guardo
e alimento o rancor por pessoas em meu coração. Nego-me a perdoar quem me
ofende. Fico constantemente mau-humorado me lembrando de ofensas recebidas com
um desejo de vingança em meu coração. Ofendo-me facilmente e faço questão de
expressar em meu rosto minha indignação e amargura aos que não me tratam como
eu quero.
Lembrar que para viver em pureza é
necessário manter uma disposição voluntária à obediência, uma atitude persistente
de vigilância e uma reação imediata de fuga do pecado e de situações que podem incentivar
o pecado. A comunhão diária com o Senhor Jesus Cristo através do aprendizado da
Sua palavra e da oração devem ser práticas habituais por serem vitais para os
que buscam agradar a Deus. A auto-sondagem, confissão de pecados e reparação de
eventuais erros cometidos também devem fazer parte da rotina dos que querem ter
vidas limpas para a glória de Deus.
Seja honesto e responda (para você mesmo e para o Senhor):
1.
Você quer viver em obediência a Deus, custe o que custar?
2.
Você está disposto a reparar seus erros e ofensas na medida em que forem
identificados, mesmo que isso o exponha a situações vergonhosas?
3.
Você está disposto a abrir mão do que quer que seja caso haja reprovação
do Senhor?
... Tem, porventura, o SENHOR
tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua
palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor
do que a gordura de carneiros. 1Sm 15:22
sexta-feira, março 16, 2012
Os Perigos da Irrealidade do Computador
Por John Piper
Há apoio bíblico para as resoluções pessoais? Algo bem próximo disso é o conceito de fazer e cumprir votos. “Fazei votos e pagai-os ao senhor, vosso Deus” (Salmos 76.11). Como todas as demais coisas valiosas, podemos abusar disso e torná-la uma negociação presunçosa com o Todo-Poderoso. Mas não deve ser assim.
Podemos examinar nosso próprio coração, reconhecer a fraqueza da carne e dizer ao Senhor: “Sei que, entregue a mim mesmo, farei uma bagunça de minha vida. Não creio que tenho, em mim mesmo, a capacidade de cumprir as promessas e votos que faço ao Senhor. Agradeço-Te pela promessa bíblica de que Tu encherás meu coração de temor, para que eu não Te abandone (Jeremias 32.40), e de que Tu realizarás em mim o que é agradável diante de Ti (Hebreus 13.21). Creio que um dos instrumentos mais simples que estabelecestes para guardar-me de pecar é o fazer votos. Por favor, mostra-me quando isso é conveniente e dá-me graça para eu cumprir o que prometo”.
Em seguida, apresento cinco perigos do computador e cinco resoluções (ou votos) que todos devemos fazer.
1. Perigo: a armadilha da curiosidade constante
O computador pessoal oferece intermináveis possibilidades de descobertas. Até o ambiente básico de um sistema operacional pode consumir horas, dias e semanas de digitação e investigação curiosa. Sistema de cores, protetores de tela, atalhos, ícones, configurações, gerenciamento de arquivos, calculadora, relógio, calendário. Além disso, existem os inúmeros softwares que consomem semanas de nosso tempo, enquanto nos seduzem a examinar sua complexidade. Tudo isso é bastante enganador, dando-nos a ilusão de poder e eficiência, mas deixando-nos com o sentimento de vazio e nervosismo, ao final do dia.
Resolução: limitarei estritamente meu tempo de experiência no computador e me dedicarei mais à verdade do que à técnica.
2. Perigo: o mundo vazio da (ir)realidade virtual
Quão triste é ver pessoas inteligentes e criativas desperdiçando horas e dias de sua vida criando cidades, exércitos e aventuras que não têm nenhuma conexão com a realidade. Temos uma vida para viver. Todos os nossos poderes nos foram dados pelo Deus real, a fim de serem usados no mundo real, que nos leva ao céu real ou ao inferno real.
Resolução: gastarei minha energia construtiva e criativa não na irrealidade da “realidade virtual”, e sim na realidade do mundo real.
3. Perigo: relações “pessoais” com meu computador
Diferentemente de qualquer outra invenção, o computador pessoal é quase semelhante a uma pessoa. Você joga contra ele. Há programas que conversarão com você sobre a sua personalidade. O computador falará com você; sempre estará à sua disposição. É mais esperto do que seu cachorro. O grande perigo é que nos sentimos realmente à vontade com essa “pessoa” eletrônica e administrável e, pouco a pouco, nos afastamos dos relacionamentos imprevisíveis, frustrantes e, às vezes, dolorosos com pessoas humanas.
Resolução: não substituirei o risco dos relacionamentos pessoais pela segurança eletrônica e impessoal.
Podemos examinar nosso próprio coração, reconhecer a fraqueza da carne e dizer ao Senhor: “Sei que, entregue a mim mesmo, farei uma bagunça de minha vida. Não creio que tenho, em mim mesmo, a capacidade de cumprir as promessas e votos que faço ao Senhor. Agradeço-Te pela promessa bíblica de que Tu encherás meu coração de temor, para que eu não Te abandone (Jeremias 32.40), e de que Tu realizarás em mim o que é agradável diante de Ti (Hebreus 13.21). Creio que um dos instrumentos mais simples que estabelecestes para guardar-me de pecar é o fazer votos. Por favor, mostra-me quando isso é conveniente e dá-me graça para eu cumprir o que prometo”.
Em seguida, apresento cinco perigos do computador e cinco resoluções (ou votos) que todos devemos fazer.
1. Perigo: a armadilha da curiosidade constante
O computador pessoal oferece intermináveis possibilidades de descobertas. Até o ambiente básico de um sistema operacional pode consumir horas, dias e semanas de digitação e investigação curiosa. Sistema de cores, protetores de tela, atalhos, ícones, configurações, gerenciamento de arquivos, calculadora, relógio, calendário. Além disso, existem os inúmeros softwares que consomem semanas de nosso tempo, enquanto nos seduzem a examinar sua complexidade. Tudo isso é bastante enganador, dando-nos a ilusão de poder e eficiência, mas deixando-nos com o sentimento de vazio e nervosismo, ao final do dia.
Resolução: limitarei estritamente meu tempo de experiência no computador e me dedicarei mais à verdade do que à técnica.
2. Perigo: o mundo vazio da (ir)realidade virtual
Quão triste é ver pessoas inteligentes e criativas desperdiçando horas e dias de sua vida criando cidades, exércitos e aventuras que não têm nenhuma conexão com a realidade. Temos uma vida para viver. Todos os nossos poderes nos foram dados pelo Deus real, a fim de serem usados no mundo real, que nos leva ao céu real ou ao inferno real.
Resolução: gastarei minha energia construtiva e criativa não na irrealidade da “realidade virtual”, e sim na realidade do mundo real.
3. Perigo: relações “pessoais” com meu computador
Diferentemente de qualquer outra invenção, o computador pessoal é quase semelhante a uma pessoa. Você joga contra ele. Há programas que conversarão com você sobre a sua personalidade. O computador falará com você; sempre estará à sua disposição. É mais esperto do que seu cachorro. O grande perigo é que nos sentimos realmente à vontade com essa “pessoa” eletrônica e administrável e, pouco a pouco, nos afastamos dos relacionamentos imprevisíveis, frustrantes e, às vezes, dolorosos com pessoas humanas.
Resolução: não substituirei o risco dos relacionamentos pessoais pela segurança eletrônica e impessoal.
sábado, março 03, 2012
Será que realmente precisamos de ajuda?
Por T. Zambelli
Quinzenalmente eu me encontro com um grupo de amigos para conversar. Atualmente baseamos nosso bate papo no livro Instrumentos nas mãos do Redentor, por Paul Tripp (Nutra Publicações). O capítulo três leva exatamente o título deste post: "Será que realmente precisamos de ajuda?"
Ao invés de você simplesmente responder sim ou não à pergunta, deixe-me, por favor, levá-lo a pensar. Você já notou que nos seis dias de criação, Deus somente conversou com o homem e a mulher? Soa bastante óbvio pensar nisso, né? No entanto, acredito que esta obviedade conduz muitos leitores a menosprezarem ou não observarem corretamente uma clara característica do ser humano: a comunicação. Posso, inclusive, ser mais específico, porque o homem e a mulher foram as únicas "coisas" que Deus criou e então com "o que" discursou. Deus fez os fundamentos, as plantas, os peixes, as avez e os outros animais, mas com nenhum deles Ele falou. Esmiuçando ainda mais, percebo que, mesmo tendo os insetos, peixes, aves e vários outros animais a destreza de se comunicar, Deus escolheu dar ao ser humano, a habilidade de com Ele também se comunicar. As palavras do texto bíblico nos mostra a qualidade desta conversa: Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". Disse Deus: "Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês. E dou todos os vegetais como alimento a tudo o que tem em si fôlego de vida: a todos os grandes animais da terra, a todas as aves do céu e a todas as criaturas que se movem rente ao chão". E assim foi. (Gn 1.28-30 NVI)
O que isso tudo tem a ver com eu e você precisarmos ou não de ajuda? Esta próxima pergunta nos ajuda com a resposta:
Saberiam os primeiros seres humanos o que fazer se Deus não os dissesse?
Leia a passagem bíblica mais uma vez e perceba que até mesmo o que era alimento foi apontado por Deus. Será que o homem e a mulher já sabiam disso?
Muitos acreditam precisar de ajuda porque reconhecem serem falhos, pecadores e dependentes de Deus. Apesar de ser verdade que todo homem e mulher são falhos, pecadores e dependentes de Deus, esta não é a justificativa correta para dizermos que precisamos ou não de ajuda. Antes mesmo do homem decidir pelo pecado, ele já carecia da ajuda de Deus. Ele precisava tomar decisões que envolvia o certo e o errado. Mas como o homem e a mulher saberiam se não houvesse alguém que lhes dissesse?
"Se não tivesse havido a Queda e nunca tivéssemos pecado, ainda assim precisaríamos de ajuda porque somos humanos." -- Paul Tripp, p.70.
terça-feira, fevereiro 28, 2012
Salmo 28 - Um Tratamento Especial
Por Thomas Tronco
Há alguns anos, testemunhei o início da carreira de um político que tinha uma história de luta contra as dificuldades da vida. Em suas primeiras semanas de mandato, flagrei-o carregando arquivos pesados em um posto de saúde e fazendo serviço braçal nas ruas da cidade, de enxada na mão, com a intenção de servir à população – apesar de esses trabalhos serem de responsabilidade dos funcionários da prefeitura e não dele. O fato é que, mesmo inexperiente na vida política, aquele homem, simples no falar e no agir, realmente queria fazer jus ao cargo para o qual foi eleito.
Não somente as responsabilidades eram novidades para esse político, mas, também, as prerrogativas. Ele se apresentava em todos os lugares como detentor de um cargo eletivo a fim de ser admirado pelos outros ou tratado com certa deferência. Certa vez, quando alertado por um motorista sobre a possibilidade de ser multado caso fosse pego por um policial sem usar o cinto de segurança do veículo, ele respondeu que não havia problema, pois bastava mostrar sua carteirinha de político para que o agente da lei desistisse de qualquer tipo de punição – o que popularmente chamamos de “carteirada”. É claro que seu cargo não era tão alto assim, de modo que o desejo desse tipo de tratamento diferenciado, principalmente ao infringir a lei, me pareceu até risível.
Houve outro detentor de um cargo administrativo que pediu um tratamento diferenciado e o obteve. Fora eleito por Deus para o cargo de rei da nação israelita. Ele, o rei Davi, é o autor do Salmo 28, no qual clama a Deus para ser tratado de um modo peculiar em relação a outro grupo de pessoas. Contudo, ele não pede para receber vantagens em detrimento dos pobres e necessitados. Ele, que possivelmente corria o risco de morrer na mão dos inimigos (vv.1,2), clama a fim de ser tratado de forma diferente daquela que Deus trata os perversos. Ele quer ser alvo da graça e da misericórdia do Senhor, enquanto os ímpios são punidos com justiça. Para tanto, ele apresenta a Deus três modos de agir dos perversos que não eram compartilhados por ele, motivo pelo qual solicita, em humildade, um tratamento diferente.
Não somente as responsabilidades eram novidades para esse político, mas, também, as prerrogativas. Ele se apresentava em todos os lugares como detentor de um cargo eletivo a fim de ser admirado pelos outros ou tratado com certa deferência. Certa vez, quando alertado por um motorista sobre a possibilidade de ser multado caso fosse pego por um policial sem usar o cinto de segurança do veículo, ele respondeu que não havia problema, pois bastava mostrar sua carteirinha de político para que o agente da lei desistisse de qualquer tipo de punição – o que popularmente chamamos de “carteirada”. É claro que seu cargo não era tão alto assim, de modo que o desejo desse tipo de tratamento diferenciado, principalmente ao infringir a lei, me pareceu até risível.
Houve outro detentor de um cargo administrativo que pediu um tratamento diferenciado e o obteve. Fora eleito por Deus para o cargo de rei da nação israelita. Ele, o rei Davi, é o autor do Salmo 28, no qual clama a Deus para ser tratado de um modo peculiar em relação a outro grupo de pessoas. Contudo, ele não pede para receber vantagens em detrimento dos pobres e necessitados. Ele, que possivelmente corria o risco de morrer na mão dos inimigos (vv.1,2), clama a fim de ser tratado de forma diferente daquela que Deus trata os perversos. Ele quer ser alvo da graça e da misericórdia do Senhor, enquanto os ímpios são punidos com justiça. Para tanto, ele apresenta a Deus três modos de agir dos perversos que não eram compartilhados por ele, motivo pelo qual solicita, em humildade, um tratamento diferente.
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
Caráter e reputação
Por William Hersey Davis
Lembre-se sempre disso: Deus avaliará seu caráter!
"As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação.
A verdade na qual você crê determina o seu caráter.
Reputação é o que pensam a seu respeito.
Caráter é quem você é.
Reputação é a sua fotografia.
Caráter é a sua face.
A reputação fará de você rico ou pobre.
O caráter fará de você feliz ou infeliz.
Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia de seu funeral.
Caráter é o que anjos falam de você perante o trono de Deus."
Copiado de LIDÓRIO, Ronaldo. Liderança e Integridade. Ed. Betânia, p.14.
Lembre-se sempre disso: Deus avaliará seu caráter!
domingo, fevereiro 12, 2012
Contra quem lutamos?
Por Fernando Leite
Série de doze mensagens pregada na Igreja Batista Cidade Universitária no ano 2000. Abaixo estão os áudios de cada mensagem.
1. Que vazio!
Faça o download!
2. Todo Mundo está feliz!
Faça o download!
3. Por que estás abatida?
Faça o download!
4. Ansiedade é meu nome
Faça o download!
5. Cavando Trincheiras
Faça o download!
6. Estou me sentindo culpado
Faça o download!
7. Definitivamente esta é a última vez
Faça o download!
8. Não me irritem mais
Faça o download!
9. Você está na minha lista
Faça o download!
10. Decididamente indeciso
Faça o download!
11. Eu não tenho tempo
Faça o download!
12. Que solidão!
Faça o download!
Série de doze mensagens pregada na Igreja Batista Cidade Universitária no ano 2000. Abaixo estão os áudios de cada mensagem.
Acredito ser esta série muito valiosa especialmente para grupos pequenos.
Fica a dica!
Fica a dica!
1. Que vazio!
Faça o download!
2. Todo Mundo está feliz!
Faça o download!
3. Por que estás abatida?
Faça o download!
4. Ansiedade é meu nome
Faça o download!
5. Cavando Trincheiras
Faça o download!
6. Estou me sentindo culpado
Faça o download!
7. Definitivamente esta é a última vez
Faça o download!
8. Não me irritem mais
Faça o download!
9. Você está na minha lista
Faça o download!
10. Decididamente indeciso
Faça o download!
11. Eu não tenho tempo
Faça o download!
12. Que solidão!
Faça o download!
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Orientações para Odiar o Pecado (Parte 4)
Por Richard Baxter
IX. Orientação – Considere seu primeiro e principal trabalho matar o pecado em sua raiz; limpar o coração, que é a fonte; pois é do coração que vem todo o mal em nossa vida. Saiba quais são as principais raízes; e use o seu maior cuidado e diligência para mortificá-las, especialmente as seguintes:
- Ignorância.
- Incredulidade.
- Inconsideração.
- Egoísmo e orgulho.
- Carnalidade, em agradar um apetite, luxúria e fantasia selvagens.
- Insensibilidade, dureza de coração e sonolência no pecado.
X. Orientação – Conte o mundo todo e todos os seus prazeres; honras e riquezas não são melhores do que aparentam ser; assim satanás não vai conseguir encontrar iscas para te pegar. Como Paulo, considere tudo como esterco (Fil. 3:8) e nenhum homem vai pecar e vender sua alma, pois ele conta estas coisas como esterco.
XI. Orientação – Mantenha-se em conversas celestiais, e então sua alma estará sempre na luz, assim como aos olhos de Deus; e ocupe-se com aqueles afazeres e deleites que o livram do prazer com as iscas do pecado.
XII. Orientação – Que seu trabalho diário seja ser um cristão vigilante; embora haja distração e um medo desencorajador, nutra a perseverança.
XIII. Orientação – Preste atenção no começo do pecado e suas primeiras abordagens. Oh quão grande diferença faz um pouco desse fogo aceso! E se você cair, levante rápido através de um profundo arrependimento, não importando o quanto isso pode te custar.
XIV. Orientação – Faça do seu único labor e regra diligente o entender a Palavra de Deus.
XV. Orientação – Em casos de dúvidas, não se aparte facilmente do julgamento unânime da maioria dos sábios e piedosos de todas as épocas.
XVI. Orientação – Não seja precipitado nem aja por emoções, mas proceda deliberadamente e prove bem todas as coisas antes de se firmar nelas.
XVII. Orientação – Esteja familiarizado com a sua temperatura corporal e em quê o pecado é mais inclinado a você, e também em que situação o pecado te deixa mais vulnerável, e nisso você deve ser mais rigoroso.
XVIII. Orientação – Mantenha sua vida em ordem santa, tal como Deus ordenou que você vivesse. Pois não há preservação para os retardatários que não se mantém no caminho, que abandonaram a ordem e o mandamento de Deus. E esta ordem está principalmente nestes pontos:
- Que você mantenha união com a universal igreja. Não esteja separado do corpo de Cristo sobre qualquer pretensão que seja. Esteja na igreja como um regenerado, mantendo a comunhão espiritual em fé, amor e santidade; como um congregado, mantendo a comunhão externa, na profissão de fé e na adoração.
- Se vocês não são mestres, vivam sob seus fiéis pastores como obedientes discípulos de Cristo.
- Que os mais piedosos, se possível, sejam seus amigos íntimos.
- Seja esforçado em algum chamado externo.
XIX. Orientação – Coloque todas as providências de Deus, quer a prosperidade ou adversidade, contra seus pecados. Se ele te der saúde e prosperidade, lembre-se que por meio disso Ele requer sua obediência e tem um chamado especial para você. Se Ele te afligir, lembre-se que pode ser algum pecado pelo qual Ele está ofendido; portanto, agarre isso como Seu remédio e veja que você não obstrua essa obra, mas seja diligente, pois isso pode purgar seu pecado.
XX. Orientação – Espere pacientemente em Cristo até que ele tenha realizado a cura, que não acabará até que essa árdua vida chegue ao fim. Persevere na assistência do Seu Espírito e dos Seus meios; pois Ele virá no tempo certo e não tardará. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós com a chuva serôdia que rega a terra” (Os. 6:3). Ainda que você diga: “Não há cura para nós” (Jer. 14:19) “Eu curarei sua infidelidade, eu de mim de mesmo os amarei” (Os. 14:4). “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas” (Mal. 4:2) “e bem-aventurado todos os que nele esperam” (Is. 30:18).
Deste modo, eu dei algumas orientações que podem ser úteis para o ódio ao pecado, humilhação e libertação dele.
Clique aqui para baixar em PDF/DOC - Você será redirecionado para "Voltemos ao Evangelho."
Fonte: Voltemos ao Evangelho
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
Orientações para Odiar o Pecado (Parte 3)
Por Richard Baxter
Embora a principal parte da cura seja fazer com que a vontade odeie o pecado, e isso é feito descobrindo sua malignidade; eu ainda adicionarei mais algumas orientações para a parte prática, supondo que o que já foi dito tenha causado efeito.
I. Orientação – Quando você descobrir a sua enfermidade e perigo, se entregue a Cristo como o Salvador e médico de almas, e para o Espírito Santo como seu Santificador, lembrando que ele é suficiente e disposto a fazer o trabalho que Ele mesmo prometeu fazer. Não são vocês que devem salvar e santificar a vocês mesmos (a não ser que vocês façam isso através de Cristo). Mas aquele que assumiu fazê-lo, o faz para a sua glória.
II. Orientação – Você deve estar preparado a ser obediente em aplicar os remédios que Cristo prescreveu a você; e observando as Suas orientações para que haja cura. Não seja tímido ou fraco dizendo que é muito amargo e muito dolorido; mas confie em Seu amor e no Seu cuidado; pegue aquilo que Ele te prescreveu ou te deu e não adicione mais nada. Não diga: “É muito penoso, e eu não consigo”. Porque o que Ele te ordena é seguro, proveitoso, e necessário; e se você não consegue, tente então carregar sobre você sua enfermidade, morte e o fogo do inferno! São a humilhação, confissão, restituição, mortificação e a santa diligência piores que o inferno?
III. Orientação – Veja que você não tome parte com o pecado, nem dispute ou lute contra seu Médico, ou com qualquer coisa que lhe faça bem. Justificar o pecado, ir em direção a ele e subestimá-lo, lutar contra o Espírito e a consciência, ir contra os ministros e amigos piedosos, odiando a disciplina; estes não são os meios pelos quais você será curado e santificado.
IV. Orientação – Veja aquela malignidade em cada um dos seus pecados particulares, que você pode ver e dizer que é generalizada. É um grotesco engano de vocês mesmo, se você vai falar muito do mal do pecado e não ver nenhuma malignidade em seu orgulho, em seu mundanismo, paixões e perversidades, em sua malícia e severidade, em suas mentiras, maledicências, escândalos, ou pecando contra a consciência por comodidade e segurança mundana. Que contradição é um homem orar e agravar seu pecado, e quando ele é reprovado por isso, tentar se esquivar ou justificar-se. É como se ele fosse falar contra a traição e contra os inimigos do rei, mas porque os traidores são os seus amigos e parentes, irá proteger ou escondê-los e tomar parte com eles.
V. Orientação – Mantenha-se o mais longe que puder das tentações que alimentam e fortalecem o pecado que você dominaria. Ponha um cerco em seus pecados e os deixe morrer de fome afastando a comida e o combustível que o mantém vivo.
VI. Orientação – Viva no exercício das graças e deveres que são contrários ao pecado que você está mais em perigo. Pois a graça e o dever são contrários ao pecado, isso o mata e nos cura, como o fogo nos cura do frio ou como a saúde nos cura da doença.
VII. Orientação – Não seja enfraquecido ouvindo a incredulidade e a desconfiança, e não jogue fora os confortos de Deus, pois eles são sua força e podem te encorajar. Não é assustador, deprimente, nem desesperadamente desencorajador, estar apto a resistir ao pecado; mas o senso do amor de Deus e o senso de gratidão da graça recebida é um grande encorajamento (com temor cauteloso).
VIII. Orientação – Sempre suspeite do amor próprio carnal, fique atento a isso. Pois essa é a fortaleza onde o pecado se esconde, e é também o seu patrono; sempre pronto para te arrastar para o pecado e para justificá-lo. Nós somos sempre muito propensos a sermos parciais em nosso próprio caso; como no caso de Judá com Tamar e Davi quando Natã o reprovou em sua parábola; isso mostra nossas próprias paixões, nosso próprio orgulho, nossa própria censura, nossa própria maledicência, nossas relações prejudiciais, nossa negligência nos deveres; estas coisas para nós parecem pequenas, desculpáveis, senão justificáveis. Considerando que poderíamos ver facilmente a culpa disso tudo nos outros, especialmente em um inimigo, deveríamos estar ainda mais familiarizado conosco e deveríamos amar mais a nós mesmos e, portanto odiando mais ainda nossos próprios pecados.
Fonte: Voltemos ao Evangelho
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Orientações para Odiar o Pecado (Parte 2)
Por Richard Baxter
VI. Orientação - Pense bem quão puros e doces deleites uma alma santa pode desfrutar de Deus em Sua santa adoração; e então você verá o que o pecado é, pois ele rouba-nos destes deleites e prefere uma luxúria carnal ao invés deles. Oh com quão grande felicidade poderíamos realizar cada dever, quão grandes frutos poderíamos produzir servindo nosso Senhor, e que deleites encontraríamos em Seu amor e aceitação, e como pensaríamos mais na bem-aventurança eterna, se não fosse o pecado; o qual afasta as almas dos portões dos céus, e as faz cair, como um suíno, no seu amado lamaçal.
VII. Orientação - Considere a vida que você deverá viver para sempre, se você for para o céu; e a vida que os santos vivem lá agora; e então não pense que o pecado, que é tão contrário a isso, não seja uma coisa tão vil e odiosa. Ou você viverá no céu, ou não. Se não, você não é um daqueles para quem eu falo. Se você for, você sabe que lá não há prática de pecado; não há mente mundana, orgulho, paixões, luxúria e prazeres carnais lá. Oh se você pudesse ver e ouvir apenas uma hora, como aqueles abençoados espíritos estão elevadamente amando e magnificando o glorioso Deus em pureza e em santidade, e quão longe eles estão do pecado, isso faria você repugnar o pecado e ver os pecadores num estado de extrema decadência como homens nus nadando em seus excrementos. Especialmente, pensar que vocês têm esperança de viver para sempre com aqueles santos espíritos; e, portanto o pecado será desgostoso para você.
VIII. Orientação - Olhe para o estado e tormento dos condenados, e pense bem na diferença entre anjos e demônios, e aí saberá o que é o pecado. Anjos são puros; demônios são sujos; santidade e pecado são extremos. Pecado habita no inferno, e santidade no céu. Lembre-se que toda tentação vem do diabo, para fazer você ser como ele; e toda santa disposição vem de Cristo, para fazer você como Ele. Lembre-se que quando você peca, você está aprendendo e imitando o diabo, e está até agora sendo como ele (João 8:44). E o fim de tudo isso é que você sinta também os sofrimentos dele. Se o inferno de fogo não é bom, então o pecado não é também.
IX. Orientação - Sempre veja o pecado como alguém que está pronto a morrer e considere como todo homem o julga no final. O que os homens no céu dizem a respeito do pecado? O que os homens no inferno dizem a respeito do pecado? E o que os homens à beira da morte dizem a respeito do pecado? E o que as almas convertidas e as consciências despertadas dizem? O pecado traz deleite e é algo que eles não temem como é agora? Eles o aplaudem? Irão alguns deles falar bem do pecado? Porém, todo mundo fala mal do pecado em geral agora, mesmo quando eles amam e cometem diversos atos; Você irá pecar quando estiver à beira da morte?
X. Orientação - Sempre veja o pecado e o julgamento juntos. Lembre-se que você terá que responder por isso diante de Deus, dos anjos, e de todo o mundo; e você o conhecerá melhor.
XI. Orientação - Olhe para a doença, pobreza, vergonha, desespero, podridão e morte na sepultura; e isso vai te ajudar um pouco a entender o que é o pecado. Estas são coisas que estão diante de ti e em seus sentimentos; você não precisa de fé para entendê-las. E por tais efeitos você poderá entender um pouco da sua causa.
XII. Orientação - Olhe para algumas pessoas santas e eminentes sobre a terra e para o louco, profano e maligno mundo. E a diferença vai te dizer em parte o que é o pecado. Não há afabilidade numa pessoa santa e irrepreensível, que vive em amor para com Deus e para com as pessoas, e na alegre esperança da vida eterna? Não é um abominável beberrão, promíscuo, blasfemador, malicioso, perseguidor, uma criatura muito repugnante e deformada? Não é uma visão muito miserável o estado ímpio, louco, confuso e ignorante deste mundo? Não é nisso tudo em que o pecado consiste?
Fonte: Voltemos ao Evangelho
terça-feira, fevereiro 07, 2012
Orientações para Odiar o Pecado (Parte 1)
Por Richard Baxter
I. Orientação - Se esforce tanto para conhecer a Deus quanto para ser afetado pelos Seus atributos. Viva sempre diante Dele. Ninguém pode conhecer o pecado perfeitamente porque ninguém pode conhecer Deus perfeitamente. Você não pode conhecer o pecado mais do que você conhece a Deus, contra quem o seu pecado é cometido; a malignidade formal do pecado é relativa, pois é contra a vontade e os atributos de Deus. O homem piedoso tem algum conhecimento da malignidade do pecado porque ele tem algum conhecimento do Deus que é ofendido pelo mesmo. O ímpio não tem um conhecimento prático e prevalente da malignidade do pecado porque eles não têm um conhecimento de Deus. Aqueles que temem a Deus temerão o pecado; aqueles que em seus corações são irreverentes e impertinentes para com Deus, serão, em seus corações e em suas vidas, a mesma coisa para com o pecado; o ateísta, que acha que não existe Deus, também acha que não há pecado contra Ele. Nada no mundo inteiro irá nos mostrar de maneira tão simples e poderosa a maldade do pecado, do que o conhecimento da grandeza, bondade, sabedoria, santidade, autoridade, justiça, verdade, e etc., de Deus. Portanto, o senso da Sua presença irá reviver em nós o senso da malignidade do pecado.
II. Orientação - Considere bem o ofício de Cristo, Seu sangue derramado e Sua vida santa. Seu ofício é expiar o pecado e destruí-lo. Seu sangue foi derramado por ele. Sua vida o condenou. Ame a Cristo e você odiará o que causou Sua morte. Ame-O e você irá amar ser feito à imagem Dele, e odiará aquilo que é tão contrário a Ele.
III. Orientação - Pense bem o quão santo é a obra e o ofício do Espírito Santo, e quão grande misericórdia isto é para nós. Irá o próprio Deus, a luz celestial, descer a um coração pecaminoso para iluminá-lo e purificá-lo? E ainda devo manter minha escuridão e corrupção, em oposição a essa maravilhosa misericórdia? Embora nem todo pecado contra o Espírito Santo seja uma blasfêmia imperdoável, tudo é ainda mais agravado por meio disso.
IV. Orientação - Considere e conheça o maravilhoso amor e a misericórdia de Deus, e pense no que ele tem feito por você e você odiará o pecado, e terá vergonha dele. É um agravamento do pecado até mesmo para a razão comum e a ingenuidade, que devemos ofender um Deus de infinita bondade que encheu nossas vidas de misericórdia. Você será afligido se você tem injustiçado um extraordinário amigo; seu amor e sua bondade virão aos seus pensamentos e você sentirá raiva de sua própria maldade. De um lado veja a grande lista das misericórdias de Deus pra você, para sua alma e seu corpo. Do outro, observe satanás, escondendo o amor de Deus de você, e tentando você debaixo de uma pretensa humildade de negar Sua grande e especial misericórdia; procurando destruir seu arrependimento e humilhação escondendo também o agravamento do seu pecado.
V. Orientação - Pense no propósito da existência da alma humana. Para que ela fora criada? Para amar, obedecer, e glorificar nosso Criador; e você verá o que é o pecado, pois ele perverte e anula esse propósito. Quão excelentemente grande e santa é a obra para o qual fomos criados e chamados para fazer! E deveríamos desonrar o templo de Deus? E servir ao diabo em sua imundície e tolice, quando deveríamos receber, servir, e glorificar nosso Criador?
Fonte: Voltemos ao Evangelho
segunda-feira, janeiro 16, 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
Você honra a Deus com seus estudos?
Por Alex Chediak
A faculdade representa um campo minado
de tentação para o estudante cristão. É, frequentemente, a primeira vez
que um jovem criado num lar piedoso está sob a influência direta e
contínua tanto de professores com pautas seculares quanto de colegas com
ambições imorais. Influências de caráter profano podem ser facilmente
percebidas, mesmo em muitos colégios cristãos, onde a liberdade que a
mamãe e o papai dão resulta em algumas experiências com o pecado, talvez
manifestando seu estado de não convertido.
Mas a faculdade também representa uma
incrível oportunidade para um crescimento espiritual e intelectual sem
igual. Como pode um cristão prosperar na faculdade, em vez de flertar
com o pecado ou rejeitar sua fé?
1. Primeiro, por não negociar a moral cristã (Ef 5:3-11):
Amizades com alunos não-cristãos ou
marginalmente cristãos precisam excluir a prática de atividades que
claramente desagradam a Deus ou contaminam sua consciência.
2. Em segundo lugar, por amar a Deus com sua mente:
Procurando ser o melhor aluno que você
pode ser, conforme a proporção do dom que te foi confiado, cultivando
frutuosamente seus talentos dados por Deus nas habilidades que preparam
você para a vocação com a qual você vai servir o Senhor depois de se
formar. Nesse meio tempo, ser um estudante é uma vocação, e o trabalho
de um aluno é intrinsecamente bom e um dom de Deus. Aplique-se nesta
época de preparação.
3. Em terceiro lugar, buscando crescer em santidade:
Buscando crescer em santidade dentro de
uma comunidade que te desafia a vigorosamente matar o pecado (Rm
6:12-14;. Hb 12:1-2), repudiar a infantilidade, e “esperar grandes
coisas de Deus e tentar grandes coisas para Deus”(William Carey). Em
suma, a faculdade deve ser uma rampa de lançamento para tudo o que
acompanha a idade adulta de um cristão responsável.
Cristãos nas universidades seculares às
vezes questionam a respeito de qual a extensão do que eles podem
aprender de professores não-cristãos. Desejando não se conformar ao
padrão deste mundo (Rm 12:2a), eles podem minimizar o valor dos
acadêmicos, dando maior prioridade a relacionamentos cristãos e
organizações de comunhão existentes no campus. Mas se Daniel e José são
alguma indicação, é possível (e recomendável) se sobressair até mesmo em
ambientes hostis (Dn 1:20; Gn 39:2). Porque a graça comum de Deus é
distribuída a todos, professores não-cristãos têm uma riqueza de
experiência em suas respectivas disciplinas. Preste atenção às suas
aulas e assiduamente conclua suas tarefas. Aprenda com eles, mesmo
enquanto você examina suas bases filosóficas. Na verdade, na medida em
que você se destaca nas aulas deles, você vai ganhar não só o respeito
deles, mas o respeito dos outros em seu campo de estudo.
Como um calouro de faculdade, eu tive
aula de filosofia com um ateu. Depois de ficar com nota oito em meu
primeiro exame, eu fui conversar com o professor. Eu lhe perguntei como
eu poderia fazer melhor. Ele me ensinou a sintetizar perspectivas
filosóficas e a expressar uma opinião oposta antes de oferecer uma
refutação, de forma sucinta e imparcial. Seu conselho me fez um melhor
pensador, debatedor e escritor até este dia.
Colegas não-cristãos também te permitem a
oportunidade de praticar a tolerância cristã verdadeira. A tolerância
sentimental dos nossos dias sugere que a harmonia relacional exige que a
verdade seja relativa: “o que é verdade para mim não precisa ser
verdade para você – só assim podemos nos dar bem”. Mas a tolerância
bíblica envolve tratar os outros com caridade e respeito, mesmo quando
acreditamos que eles estão errados. A verdade permanece objetiva,
absoluta, e externa a nós. Nós podemos compartilhar as refeições,
praticar esportes e estudar com os não-cristãos, honrando-os e sendo
abençoados pela imago Dei neles, enquanto (conforme a
oportunidade permitir) vigorosamente refutamos crenças não-cristãs (do
materialismo à espiritualidade amorfa) e agradavelmente apresentamos
argumentos para a fé cristã.
A competição acadêmica da faculdade
coloca em exposição a parábola dos talentos (Mt 25:14-30), que pode ser
uma fonte de ansiedade indevida para muitos. Alguns aparentemente têm
cinco talentos, outros têm dois, outros têm um. Joe só tira dez em
cálculo e física, fazendo pouco esforço, enquanto Jason se esforça ao
máximo para conseguir nove. Injusto? Não, pois ninguém tem nada que não
tenha recebido (1Co 4:7), e todos os talentos que recebemos são para
serem proveitosamente cultivados para o serviço de Deus e do próximo.
Além disso, os nossos diferentes níveis de dons nos ajudam a discernir
nossa vocação. Ir mal em engenharia pode ser o meio usado por Deus para
levá-lo a uma carreira frutífera em contabilidade e negócios.
Trabalhamos coram Deo, não para o homem (Cl 3:23; 1Co 10:31),
então estamos livres para nos regozijarmos que Deus dá dons aos outros
de maneiras diferentes e, por vezes, maiores do que Ele nos deu. Amar é
parar de olhar para cima com inveja ou olhar para baixo orgulhosamente.
Além disso, aprender com os melhores alunos e ajudar os que têm mais
dificuldades é tanto uma maneira de honrá-los quanto um meio de melhorar
a sua própria competência.
4. Por fim, lute arduamente para obter uma visão piedosa de recreação:
Alguma recreação é essencial. Mas, para
evitar seu abuso, ela deve ser intencional, limitada, e restauradora. A
atitude que levamos para uma recreação deve ser a gratidão de alguém
que depende de Deus – um reconhecimento de que podemos descansar de
nosso trabalho, porque somente Deus é infinito (Sl 121:4-8). Em repouso
nós humildemente abraçamos a nossa finitude. Mas, igualmente importante:
o significado que damos ao lazer deve incluir a gratidão pela dádiva de
Deus do trabalho – até mesmo o trabalho preparatório da faculdade.
Amigo, que sua experiência de faculdade possa realmente lançá-lo em uma idade adulta completamente cercada e dominada por Deus.
Fonte: Ligonier Ministries
Tradução: Arielle Pedrosa
Assinar:
Postagens (Atom)













