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sexta-feira, maio 31, 2013

Tendo um coração exercitado na ganância (2Pe 2.14)

Por T. Zambelli

Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.

É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.

O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).

A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa "ginásio." Tais pessoas "malham" (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
"A ideia aqui é que essas pessoas fizeram isso o seu estudo e tinham aprendido as maneiras pelas quais os homens poderiam ser induzidos a participar com o seu dinheiro sob pretextos religiosos. Devemos sempre estar atentos quando os declarados professores religiosos proporem algo que tenha muito a ver com dinheiro. Embora devamos estar sempre prontos para ajudar toda boa causa, devemos nos lembrar que os homens sem escrúpulo e indolentes muitas vezes assumem a máscara da religião para que possam praticar suas artes na credulidade dos outros, e que seu verdadeiro objetivo é a obtenção de seus recursos, não para salvar suas almas." (CD-ROM E-Sword. Albert Barnes' notes on the bible.)
Não me surpreende ver tantas pessoas em igrejas lideradas por professos cristãos que possuem tão evidente a característica do profissionalismo em ganância. Eles são convincentes e não necessitam de muito para seduzir pessoas a ofertarem em prol de suas ambições egoístas (ou demoníacas), apesar de disfarçadas (como geralmente são as tentações).

É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).

Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.

Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’" (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.



quinta-feira, dezembro 06, 2012

Carlos Osvaldo Pinto: uma resposta a Rob Bell (entrevista à revista VEJA)


Por Carlos Osvaldo Pinto
Retirado do Facebook

Escrevo esta página como um posicionamento da Organização Palavra da Vida com respeito às declarações do Pastor Rob Bell à revista VEJA de 28 de novembro. Pode ser que a referida entrevista logo
caia no esquecimento que, intrinsecamente, merece. Pela sua visibilidade, no entanto, e pelo fato de com frequência os justos pagarem pelo pecador neste país, penso que é necessária uma resposta relativamente específica.

domingo, setembro 30, 2012

Jornal vaticano garante que papiro sobre Jesus casado é falso

Em artigo, especialista questiona origem de documento, afirma que texto é uma "trôpega falsificação" e que frases não têm relação com Jesus.

EFE | 27/09/2012 18:23:37



O jornal vaticano "L'Osservatore Romano" afirmou nesta quinta-feira (27) que papiro do século 4 sugere que Jesus Cristo foi casado, é "falso". Fragmento de texto escrito no idioma copta foi apresentado na semana passada numa conferência em Roma por Karen King, professora da Escola de Divindade de Harvard, de Cambridge (Massachusetts).

O vespertino da Santa Sé publicou em sua edição de hoje um artigo do professor italiano Alberto Camplani, especialista em língua copta e professor de História do Cristianismo na Universidade La Sapienza de Roma, no qual analisa o polêmico papiro recuperado pela professora americana.

Em seu artigo, Camplani afirma que Karen apresentou o papiro como do século 4 e que o texto pôde ter sido escrito no século II "quando se debatia sobre se Jesus esteve casado".

Camplani expressou sua "reserva" sobre esse ponto e que perante um objeto desse tipo, "que ao contrário de outros papiros não foi descoberto em uma escavação, mas provém de um mercado de antiguidades, é preciso adotar precauções, que excluam que se trata de algo falsificado".

O especialista italiano acrescentou que, no que concerne ao texto, a própria Karen propõe vê-lo não como uma prova do estado conjugal de Jesus, mas como uma tentativa de fundar uma visão positiva do casamento cristão.

"Mas não é assim, trata-se de expressões totalmente metafóricas, que simbolizam a consubstancialidade espiritual entre Jesus e seus discípulos, que são amplamente divulgadas na literatura bíblica e na cristã primitiva", comentou o especialista.

O jornal vaticano acrescentou que de todas as maneiras se trata de um documento "falso" e ressaltou que a historiadora americana preparou o anúncio "sem deixar nada ao acaso: imprensa americana avisada e entrevista coletiva prévia de King para preparar a exclusiva mundial, que, no entanto, foi posta em dúvida pelos especialistas".

Segundo o vespertino da Santa Sé, "razões consistentes" fazem pensar que o papiro seja uma "trôpega falsificação, como tantas que chegam do Oriente Médio", e que as frases nada têm a ver com Jesus.

terça-feira, março 27, 2012

Testemunho de conversão do Mestre-Maçom Charles Finney

Por Charles Finney 
Recebido por email

Quando fui convertido a Cristo, eu pertencia à Loja Maçônica em Adams, Nova Iorque.

Durante as lutas da convicção do pecado pelas quais passei, eu não me lembro se a questão sobre a Maçonaria já havia ocorrido em minha mente.

Novas Visões das Práticas da Loja

Logo depois da minha conversão, entretanto, fui certa noite a uma sessão em minha Loja.

Eles, obviamente, estavam cientes de que eu me havia tornado um cristão, e os Mestres me convidaram para abrir os trabalhos da Loja com uma oração.

Eu fiz isso, e derramei o meu coração diante do Senhor, pedindo bênçãos sobre a Loja.

Observei que isso criou considerável alvoroço.

A noite passou, e no fechamento dos trabalhos da Loja me pediram para rezar novamente.

Assim procedi, e me retirei muito deprimido em espírito.

Logo descobri que eu era completamente convertido da Maçonaria para Cristo, e que eu não tinha mais simpatia com qualquer das deliberações da Loja.

Seus juramentos pareciam-me monstruosos, profanos e bárbaros.

Naquela época eu não sabia o quanto tinha sido sujeito a muitas das pretensões da Maçonaria.

Após reflexão e análise, entretanto, sob uma luta severa e fervorosa em oração, achei que não poderia permanecer com eles de modo consistente.

Minha nova vida estava instintiva e irresistivelmente resguardada de qualquer simpatia com aquilo que eu já considerava como as improdutivas obras das trevas.

Afastando-me da Membresia
Sem consultar ninguém, eu finalmente fui à Loja e pedi meu desligamento.

Minha mentalidade havia sido formada.

Retirar-me deles é um dever - esperava, se possível, com seu consentimento; sem esse consentimento, se eu precisasse.

Sobre isso não me manifestei, mas de alguma maneira tornou-se conhecido que eu havia me desligado.

Assim, eles planejaram um ágape e enviaram-me um convite, pedindo para que eu fizesse um discurso nessa ocasião.

Calmamente eu me recusei a fazê-lo, informando à comissão que eu não poderia, de maneira tranquila e em qualquer hipótese, fazer algo que pudesse mostrar a minha aprovação àquela instituição, ou simpatia para com ela;

No entanto, durante certo período de tempo e nos anos seguintes eu permaneci em silêncio, e não disse nada contra a Maçonaria, embora eu já tivesse opinião formada sobre a questão que diz respeito aos meus juramentos maçônicos, considerando-os como absolutamente nulos e sem efeito.

A partir desse momento, entretanto, nunca mais me permiti ser reconhecido como maçom, por onde quer que eu andasse.

Iniciando um Testemunho Público
Passaram-se poucos anos antes da publicação das revelações sobre a Maçonaria, pelo capitão William Morgan.

Quando esse livro foi publicado, eu lhe perguntei se ele era uma autêntica revelação sobre a Maçonaria.

Argumentei que ele ia muito além do que eu sabia sobre a Maçonaria e que, até onde eu podia lembrar, consistia numa fiel revelação dos três primeiros graus, tal qual eu mesmo os havia obtido.

Eu reconheci com sinceridade que o que havia sido publicado fora uma autêntico relato sobre a instituição, bem como uma autêntica exposição de seus juramentos, princípios e procedimentos.

Após eu ter considerado essa revelação mais profundamente, eu fui convencido de modo mais perfeito de que eu não tinha o direito de aderir àquela instituição, nem ao menos na aparência, e que eu estava vinculado, sempre que viesse a ocasião, a manifestar livremente minha opinião em relação a ela, e de renunciar aos terríveis juramentos que eu havia feito.

sábado, agosto 13, 2011

Os inquisidores da teologia da prosperidade

Por Daniel Clós

Existe um grupo de pregadores showman que acusa apologistas de não crerem em nada. Lamentável... cremos mais do que eles imaginam. Cremos tanto na Palavra de Deus, amamos tanto o Deus que nos outorgou preciosas promessas, que sentimos verdadeiro asco de tudo que contraria a santidade nela expressa.

Acontece, que ainda que sem muito efeito nas massas... pois o acesso a serviços de internet e computadores no Brasil têm preços abusivos, diferente da televisão, que deve ser o terceiro ou quarto eletrodoméstico mais popular nas casas brasileiras... blogs e sites de conteúdo verdadeiramente cristãos, onde ensina-se a Palavra e prega-se um Evangelho bíblico, são terrivelmente prejudiciais à Teologia da Prosperidade e seus sacerdotes.

Para os "sacerdotes da prosperidade", cristianismo é seguir não a Palavra, ainda que de seus lábios profiram tal afirmação. Para eles, seguir o evangelho, é seguir suas determinações e ensinamentos... estar atento as suas profecias e visões... é andar seguindo os seus passos e não os de Cristo.

O movimento conhecido como Contra-Reforma, ocorrido em meados do século XVI, foi uma resposta da igreja romana à Reforma promovida por Martinho Lutero e outros reformadores. Entre suas providências, retomou o Tribunal do Santo Ofício, mais conhecido como Inquisição, e publicou a Index Librorum Prohibitorum (lista de livros proibidos) que vetava entre outras coisa... pasmem... a leitura da Bíblia.

A única publicação da Bíblia permitida era em latim. Uma língua de domínio apenas do alto clero (bispos, arcebispos e cardeais).

Agora parece, obviamente não de forma oficial, pelo menos um destes gospel-showman, deseja criar sua própria index, onde não são livros que ele proíbe, mas blogs e sites de pessoas e ministérios que, segundo ele, não tem história no evangelicalismo tupiniquim. Que são apenas críticos que não creem em nada e não "constroem nada". Quem sabe mais adiante, ele também inclua em sua lista Bíblias não publicadas por determinada editora ou que não são comentadas por determinado "profeta".

Eu realmente não tenho história no evangelicalismo brasileiro. Minha história, graças ao sangue vertido na cruz, não segue determinações e profecias deste mundo, mas segue o curso predeterminado por Deus em sua infinita misericórdia, amor e graça para comigo.

No mais, usando apenas parte da orientação que ouvi de um showman... "creia na Palavra de Deus"... mas apenas uma parte da orientação dele é excelente... o resto... foi egocentrismo.

quarta-feira, maio 04, 2011

O que é docetismo?

Docetismo (gr. dokein, "aparentar") é uma heresia do final do século I que afirmava que Jesus apenas aparentava ser humano (Kelly, p.141).

O docetismo é: a afirmação de que o corpo humano de Cristo era um fantasma e de que seus sofrimentos e morte foram meras aparências. "Se sofreu, não era Deus; se era Deus, não sofreu." (Bettenson, 49).

Negavam a humanidade de Cristo, mas afirmavam a divindade. O docetismo já estava presente no final da época do NT, como é evidente pela exortação de João, o apóstolo, sobre aqueles que negam "que Jesus Cristo veio em carne" (1Jo 4.2; cf. 2Jo 7)

Jesus era completamente humano:
  • Ele tinha ancestrais humanos (Mt 1.20-25; Lc 2.1-7);
  • Jesus teve concepção humana, um nascimento humano (Lc 2.4-7);
  • Jesus teve uma infância humana (Lc 2);
  • Jesus passou fome humana (Jesus jejuou 40 dias e no final, diz lucas, teve fome);
  • Jesus teve sede humana (Jo 4.6,7));
  • Jesus sentiu cansaço humano (Jo 4.6);
  • Jesus teve emoções humanas (Jo 11.35);
  • Jesus tinha um senso de humor humano (Jo 21.5);
  • Jesus teve tentação humana (Mt 3; Mt 26.38-42);
  • Jesus era de carne e osso humanos (Hb 2.14);
  • Jesus sentiu dor humana (Mt 27.34);
  • Jesus teve uma morte humana (Mt 16.21; Rm 5.8; 1Co 15.3; Ef 2.13)
Uma resposta teológica
A negação da humanidade de Cristo é um erro tão grave quanto negar sua divindade. Se Jesus não é Deus e humano, não pode mediar entre Deus e humanos (1Tm 2.5). A salvação envolve a reconciliação dos seres humanos com Deus (2Co 5.18,19). Isso só é possível se Deus se torna humano. Negar a verdadeira humanidade de Cristo é negar a base de nossa reconciliação com Deus. É por isso que a igreja primitiva condenou o docetismo.

Fonte: GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética. Ed. Vida. São Paulo-SP, 2002, pp.286-288.

terça-feira, março 29, 2011

O ‘Outro Deus’ do Teísmo Aberto

Por Thomas Tronco

O recente tsunami no Japão mais uma vez levantou a questão: onde estava Deus na hora da tragédia? Essa pergunta ecoa todas as vezes em que tragédias ocorrem. Se estoura uma guerra, “onde estava Deus que não a impediu?”. Se barrancos desabam sobre as casas, “por que Deus permitiu tal coisa?”. Se um terremoto devasta uma região ou até um país, “como pode um Deus bom existir se coisas ruins acontecem?”.
A questão é antiga. O profeta Habacuque se viu diante desse dilema. Os israelitas estavam sob o prenunciado juízo de Deus. O Senhor, que durante séculos avisou, repreendeu e aguardou com paciência pelo arrependimento do povo, finalmente enviou a eles a devida consequência do seu pecado. Entretanto, o fez pelas mãos de um povo cruel que agiu com injustiça. Assim eles são descritos: “Pois eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa [...] Eles são pavorosos e terríveis, e criam eles mesmos o seu direito e a sua dignidade” (Hc 1.6,7). Se essa descrição não deixa claro que o “direito” e a “dignidade” que os babilônicos criavam eram bem “questionáveis”, o v.9 arremata a questão afirmando: “Eles todos vêm para fazer violência”. Diante disso, a pergunta de Habacuque a Deus soa de maneira muito natural aos olhos humanos: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13).
O medo de Habacuque, ao que parece, era notar que Deus não era tão amoroso ou justo como ele sabia ser. Era um “nó” que não se desatava na mente do profeta. Era a tensão entre aquilo que ele cria e aquilo que ele via. E ele não foi o único a questionar o Senhor diante do sofrimento. Jó, muito tempo antes, ao sofrer com os ataques de satanás que lhe custaram os bens, os filhos e, finalmente, a saúde, também se viu diante do mesmo dilema.. Discordando da ideia de que sua calamidade seria uma punição, diz Jó a Deus: “Tens tu olhos de carne? Acaso, vês tu como vê o homem? São os teus dias como os dias do mortal? Ou são os teus anos como os anos de um homem, para te informares da minha iniquidade e averiguares o meu pecado? Bem sabes tu que eu não sou culpado; todavia, ninguém há que me livre da tua mão” (Jó 10.4-7). O receio de Jó é sofrer um tratamento da parte de Deus sob critérios imperfeitos comuns nos homens e não em um Deus sábio e justo.
Essa “aparente” injustiça e falta de amor sempre exigiu uma resposta e os servos do Senhor sempre se esmeraram em oferecê-la de modo a preservar a perfeição, a santidade e a bondade do Senhor como descritas nas Escrituras.. Esse tipo de defesa recebe o nome de teodiceia.. Muitos foram os homens que se renderam a isso. Como, com o passar do tempo, as tragédias não deixaram de existir, ainda hoje há pessoas que tratam a questão e defendem que, mesmo diante das maiores catástrofes, o Senhor eterno é Deus santo e bom. Contudo, nos últimos tempos, alguns autonomeados “advogados” do Senhor criaram um tipo de defesa “às avessas”. Em lugar de afirmarem, como os defensores do passado, que, ainda que Deus tome decisões duras, elas fazem parte de um plano bom daquele que é perfeito e soberano, tais rábulas dizem que Deus não é culpado pelas tragédias simplesmente porque “nada teve a ver com elas”.. Dizem que ele não as orquestrou e que nem sequer sabia que aconteceriam.. Defendem que, caso soubesse, certamente as evitaria. Para eles, somente assim agiria um Deus que é bom e amoroso.. Esse tipo de argumentação recebeu o nome, no meio teológico e eclesiástico, de “teísmo aberto”.
Apesar de o teísmo aberto ter a intenção de defender a bondade de Deus diante do problema do mal e do sofrimento do homem, sua extrema ingenuidade teológica ataca tantos pilares da sã doutrina que não sobra sequer um barraco daquilo que deveria ser, na verdade, um palácio imponente.. A falta de visão das implicações de suas afirmações faz com que tais “doutores”, desejando ministrar vitamina à igreja contemporânea, injetem um veneno letal em suas veias..
Um dos motos criados pelos defensores do teísmo aberto foi a expressão “outro Deus”. A intenção de tal expressão é transmitir a ideia de que a personalidade de Deus defendida pela igreja de tradição histórica, embasada nas Escrituras, não seria, de fato, a expressão de Deus como ele realmente é. Para o teísmo aberto, a visão clássica do Senhor da igreja é resultado de equívocos, cuja consequência é uma igreja alienada do amor de Deus, desconhecedora da liberdade e opressora dos seus seguidores. Essa é, certamente, uma acusação bem séria que exige análise e resposta. Uma coisa é certa: a expressão “outro Deus”, ainda que infeliz nas bases da sua tese, representa a enorme disparidade entre a igreja histórica e os teístas abertos e no campo da “Teologia Própria” – área da teologia que enfoca a pessoa de Deus. Um dos dois grupos realmente crê em “outro Deus”.
Para tratar a questão, é preciso analisar o “outro Deus” proposto pelo teísmo aberto. Apesar de ser um sistema que possui muitos contornos, há algumas afirmações que são fundamentais na divergência entre a teologia ortodoxa e o teísmo aberto.


‘Deus se limita por amor’
Artigos e entrevistas disponíveis na Internet apontam para o fato de que as bases do teísmo aberto não são análises de textos bíblicos que tratam o assunto em questão, mas reflexões pessoais e resistências a conceitos e respostas teológicas ao problema do mal. Assim, pode-se constatar que o pensamento parte de frases negativas como “não consigo crer em um Deus que mate ou que condene” e, também, de questões positivas como “o que significa ‘Deus é amor?’”. Ainda que a inaptidão de alguém em aceitar certa realidade não seja, nem de longe, fator para desacreditá-la, a pergunta sobre o amor de Deus é tremendamente válida e deve ser respondida. O problema não está na pergunta, mas nos pressupostos que guiam a resposta. Artigos publicados dão conta de que proponentes do teísmo aberto iniciaram tal resposta a partir do seguinte pressuposto: “Deus é amor quando dá ao homem liberdade plena”.
Esse pressuposto, criado no íntimo de tais pensadores, foi estendido a implicações de ordem prática. O pensamento progrediu mais ou menos assim: “Se Deus ama o homem, dá a ele liberdade. Liberdade para quê? Certamente, para ditar os rumos da sua vida. Logo, Deus deve conceder tal liberdade não apenas de modo aparente, mas de fato. Para isso, ele não determina o que irá acontecer nem no presente, nem no futuro. Logo, Deus se abstém de exercer a soberania sobre o homem. Contudo, se Deus não controla a história, mas conhece o futuro, essa liberdade que dá é ilusória, pois tudo que o homem fizer sempre vai levá-lo ao mesmo destino. Portanto, para Deus ser de fato amor, ele não somente deve deixar de ser soberano, mas deve deixar, também, de ser onisciente. Desse modo, Deus se limita por amor..
Essa é uma construção filosófica interessante, mas que não tem qualquer fundamento nas Escrituras para subsistir. Na verdade, essa afirmação existe a despeito do ensino bíblico. Para se ter uma visão melhor sobre esse pensamento filosófico e sua relação com a Palavra de Deus, é preciso analisar as duas principais afirmações do teísmo aberto: “Deus não controla a história” e “Deus não conhece o futuro”.

domingo, dezembro 12, 2010

O "Pastor" do Espiritismo

Por Marcos Granconato
Título Original: A Água Branca e a Mesa Branca

No bairro da Água Branca, em São Paulo, existe uma igreja evangélica cujo pastor é difícil de ser definido em sua teologia. Alguns dizem que ele é liberal; outros que é adepto da teologia do processo; outros ainda dizem que ele é expositor do teísmo aberto. Pessoalmente, suspeito que ele seja tudo isso: uma espécie de ornitorrinco teológico; o tipo de pastor que ensina qualquer coisa que pareça moderna ou pouco ortodoxa, deixando a maioria das pessoas contentes, diante de um pregador que tem a “mente aberta”, muito diferente dos “cabeças duras” que defendem o cristianismo histórico.

Até aí, nada de novo. O meio evangélico está repleto desses novos pastores de perfil intelectualista, considerados representantes da vanguarda do pensamento cristão e vistos pelo povo ignorante como filósofos profundos muito à frente de seu tempo. Poucos crentes estão preparados para perceber que, na verdade, as idéias desses teólogos pós-modernos são carentes não só de profundidade, mas também de alicerce escriturístico sólido, chegando a ser heréticas. De fato, longe de serem inovadores em suas concepções, os tais pastores são apenas proponentes atuais de heresias bem antigas. Sabiam que o ornitorrinco tem veneno?

Mesmo sendo somente mais um entre os tais teólogos sofisticados de hoje, o pastor a que me refiro chama a atenção com colocações cada vez mais ousadas e distantes dos pressupostos básicos do cristianismo. Por exemplo: ele ironiza qualquer noção sobre os juízos de Deus, questiona a ética cristã clássica baseada na Bíblia e apresenta aos seus ouvintes um deus novo, bem diferente do Deus de Abraão, de Moisés e de Paulo.

Recentemente, porém, o pastor do bairro da Água Branca se superou, ao fazer comentários que arrancaram aplausos efusivos dos espíritas! Sim, do famoso pessoal da “Mesa Branca”. De fato, num artigo que escreveu, sua visão se mostrou tão longe da Sã Doutrina que um site kardecista publicou o texto com plena aprovação e chamou seu autor de “pastor com ‘P’ maiúsculo”!


Por que esse elogio veio de pessoas tão distantes do evangelho? Bem, o que ocorreu foi o seguinte: conforme noticiado nos jornais, os jogadores evangélicos do time do Santos se recusaram a entrar numa entidade espírita de apoio a crianças com paralisia cerebral para distribuir ovos de Páscoa. Evidentemente, todos os incrédulos massacraram os jogadores. Nada de surpreendente... O que chocou muitos crentes, porém, foi a manifestação do pastor da Água Branca que, unindo-se aos inimigos da fé, escreveu o artigo acima aludido, condenando a atitude dos jogadores.

Entenda bem o problema: é claro que nenhum crente deve se opor ao belo trabalho de ajuda às pessoas deficientes. Aliás, nenhuma outra religião tem uma história tão rica em ações em prol dos que sofrem como o Cristianismo. Porém, o que os cristãos devem saber é que é errado realizar obras sociais de mãos dadas com os expoentes da mentira (2Jo 9-11). É também errado praticar a solidariedade fazendo isso de forma a promover o nome de uma instituição herética, cujos membros praticam boas obras não para a glória de Deus, nem por terem nascido de novo, mas sim visando uma reencarnação melhor (2Co 6.14-17). Aliás, é bom lembrar que “práticas do bem” assim motivadas não valem nada, pois para Deus só conta a piedade procedente da verdade (Ef 4.24). Por isso os crentes não devem se associar com os espíritas, nem mesmo para distribuir ovos de Páscoa! O mestre da Água Branca, porém, não levou nada disso em conta e criticou com vigor os atletas crentes, arranhando a imagem deles. O veneno do ornitorrinco está nas unhas!

Condenar a atitude dos atletas, contudo, não foi nada perto dos conceitos de espiritualidade que o pastor da Água Branca expôs naquele mesmo artigo. Longe de harmonizar-se com Paulo, para quem a base da espiritualidade é a habitação do Espírito Santo no homem que crê em Cristo (1Co 2.12-16), o mestre da Água Branca enalteceu as crenças em geral, apontando como válida a espiritualidade supostamente presente em todas as religiões, sem nenhuma exceção. Segundo ele “a espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e cada uma das tradições de fé”, ou seja, para o tal pastor, a legitimidade exclusiva da espiritualidade cristã (cf. At 4.12; Ef 4.4-5) é uma triste falácia!

Como se não bastasse esse chocante desvio, o pastor, na sequência de sua argumentação, condenou a discussão sobre temas como céu e inferno, autoridade exclusiva das Escrituras, homossexualismo, reencarnação, evolucionismo e outros assuntos tão importantes para a formação de uma mentalidade verdadeiramente cristã. Ele sugeriu que discutir esses temas é prática sem qualquer relevância, cujo resultado é somente a criação de divisões entre as pessoas. Portanto, segundo sua concepção, o dever pastoral e cristão de corrigir o erro, admoestar na verdade e condenar a mentira (2Co 10.4-5; 2Tm 4.1-5) não deve ser posto em prática, pois gera barreiras e ataques pessoais, o que é ruim para a sociedade como um todo (será que o pastor esqueceu o que Jesus disse em Lucas 12.51-53?).

Depois, para fechar com chave de ouro, o tal pastor concluiu seu texto defendendo a aproximação de todos os credos. Sim, budistas, muçulmanos, cristãos, hinduístas, enfim, todos os devotos de todas as tradições de fé, no entender do nosso amigo, devem dar as mãos e juntos lutar contra o sofrimento humano “que a todos nós humilha e iguala”.

Foi o máximo! O pessoal da Mesa Branca explodiu de alegria (fez lembrar 1Jo 4.5). Finalmente, os espíritas encontraram um pastor que, como eles, ataca a “visão radical e exclusivista” dos crentes e reconhece a validade do kardecismo. Mais do que isso: acharam alguém que se une a eles na afirmação de que todas as crenças são boas, posto que servem para desenvolver a espiritualidade dos homens!

Para nós, contudo, os crentes de verdade, ficou a tristeza de ver mais uma vez a água branca, cristalina na verdade, da doutrina bíblica, se tornar turva na boca de supostos pastores cristãos, enquanto os proponentes de antigas doutrinas do diabo acrescentam mais uma cadeira ao redor da sua mesa branca, a fim de brindar a chegada de um novo amigo. Ah, o maior predador do ornitorrinco é a serpente!

sábado, setembro 25, 2010

Igreja Mundial: A Mulher com Prisão de Ventre

O conteúdo do vídeo é engraçado pela forma e espontaneidade da senhora que relata seu caso, mas triste por como os líderes deste igreja brincam com o poder de Deus enganando "os fiéis."


sexta-feira, setembro 24, 2010

Randy Clark na Bola de Neve Church

Recebi o banner abaixo de um amigo, através do Facebook. Sua pergunta: Alguém pode me explicar? Quis colocar no blog com o mesmo intuito. Alguém pode me explicar o que é "ativação profética," "liberação de destinos" e "transferência de unção?"



Abaixo - adição no dia 11/out/2011
Sugiro que vejam este vídeo (em inglês):



sexta-feira, agosto 28, 2009

Panfleto dos Testemunhas de Jeová

Nesta semana recebi uma carta em meu correio de alguém que eu não conheço pessoalmente. Era uma carta manuscrita e um panfleto com o título: "gostaria de aprender mais a respeito da Bíblia?"

Achei interessante o incentivo da pessoa em me convidar para aprender mais da Palavra da Deus. Todavia, o panfleto, em sua primeira página me mostrou algo que não é verdade à luz da Bíblia. Nele dizia: "Se você viver segundo as normas estabelecidas na Bíblia, Deus lhe dará vida eterna" e então o texto de Rm 6.23, que diz: porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (ARA).

Qual a relação entre o texto de Romanos e viver segundo as normas estabelecidas por Deus? O que este texto fala a respeito disso? Claramente o que os TJs (Testemunhas de Jeová) quiseram dizer é: para sermos salvos, para obtermos a vida eterna, é necessário observar as normas de Deus. Isso é verdade?

Se fosse verdade, o que dizer deste texto? Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef 2.8-10 ARA). Este é apenas um dos vários textos que eu poderia citar para mostrar que a salvação é produto de nossa fé.


Incentivo você a ler o cap. 4 de Romanos e entender mais sobre a fé. Sem dúvida é necessário que vivamos uma vida segundo as normas, leis, mandamentos de Deus, entretanto, isso nunca foi e será requisito para estarmos na presença de Deus, nos céus (Tg 2.10).

terça-feira, junho 09, 2009

Cantinho Exotérico - Propaganda

Hoje, enquanto estava no trânsito, de carro, recebi um panfleto do "cantinho exotérico", que diz:
Joga-se cartas, búzios e tarot. Faço e desfaço qualquer tipo de trabalho, faço amarração para o amor definitiva. Consultas com a pombra gira segundas e sextas-feiras com hora marcada. Autorizado pela federação. Se você tem dificuldades nos seus relacionamentos, sofre de angústias e sofrimentos...

A consulta custa R$ 30,00.

Existe lugar para este tipo de coisa na vida do cristão?

sexta-feira, abril 25, 2008

O Poder do Sabonte de Arruda Vs. Deus

É impressionante o número de igrejas ditas protestantes ou evangélicas no Brasil. Existem diversas denominações com diversos nomes, alguns passíveis de bons risos (lista com nomes de igrejas). Não vejo a diferença denominacional como algo totalmente ruim, mas se a diferença se baseia na qualidade real de interpretação das Escrituras, então vejo a diferença como um plano satânico.

Na mesma proporção do impetuoso crescimento de igrejas que aparentemente pregam Jesus Cristo, a Bíblia tem perdido sua posição de autoridade e importância. Muitas "religiões" usam a Bíblia somente com as partes que lhe são de interesse. Outras, distorcem o significado de muitas passagens. Outras ainda, adicionam livros e os colocam em pé de igualdade com as sagradas Escrituras. Eu gostaria de mostrar aqui um vídeo que me impressionou.


O vídeo, como visto por você, trata de uma sessão de limpeza espiritual. Aliás, o que isso significa segundo a Palavra de Deus? No vídeo são feitas várias perguntas:
  • Você já sentiu arrepios ao cumprimentar alguém?
  • Alguém cortou uma foto sua com a tesoura?
  • Jogaram pó enfeitiçado na porta de sua casa?
  • Colocaram seu nome na boca de um sapo e depois costuraram?
  • Sua vida está minguando?
  • Sua alegria e felicidade não existem mais?
  • Sua saúde foi secando?
O que todas essas perguntas têm a ver com o evangelho? É sabido que a Igreja Universal do Reino de Deus tem crescido. Creio que há sinceros crentes que estão sendo enganados por líderes que se parecem mais com vendedores do que com pastores, presbíteros ou diáconos. Quero crer que nem todos se comportam desta forma. Também creio que muitos dos líderes pregam a ilusão que um dia acreditaram, e não me refiro à salvação que há em Cristo, mas assuntos que permeiam a veracidade sobre as bênçãos que há na Bíblia e isso, tem tudo a ver com a credibilidade e respeito que nós devemos ter com as Escrituras.

O narrador do vídeo declara que ao tomar banho com sabonete com extrato de arruda, você passará por uma limpeza espiritual...
...para afastar TODOS os males de sua vida!

Depois disso, ele descorre por alguns deste males:
  • Inveja
  • Olho grande
  • Mau olhado
  • Caminhos trancados
  • Feitiços
  • Falta de sorte no amor
Eu poderia escrever sobre diversas coisas pensando neste vídeo:
  1. A linguagem do vídeo para um público alvo;
  2. A incongruência de se crer em um soberano Deus e ainda assim falar sobre "sorte;
  3. As lendas populares;
  4. O que de fato seria uma limpeza espiritual;
  5. Etc.
Quero, todavia, destacar o ponto do sabonete com extrato de arruda aparentemente ter mais poder que Deus. Nem Jesus prometeu aos homens afastá-los de todo o mal enquanto na Terra (e isso não significa que Ele não teria poder para isso). Jesus, ao enviar os doze, disse (Mt 10.38,39): quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará. Quem recebe vocês, recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou.
O que significa tomar a sua cruz?
O que significa perder a vida, mas por causa dEle a encontrar?
Será que o sabonete de arruda tem mais poder que o próprio Deus encarnado para prometer algo tão desejoso para o ser humano?

Em Mateus 16.24,25, encontramos a mesma idéia, ou no mínimo, parecida:
(Jesus diz aos discípulos) Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará.

Jesus prometeu vida próspera para nossas vidas na terra? Que tipo de prosperidade é essa? Lembro-me da palavra de Jesus àqueles que estavam ao seu redor quando disse sobre a videira e os ramos: Se me perseguiram, também perseguirão vocês (Jo 15.20b).

Será que o sabonete do vídeo é mais poderoso que o próprio Deus? Tome você suas próprias conclusões e avalie a proposta de uma igreja onde um dos deuses é um sabonete verde.