Por Marcos Granconato
O cristão, genuíno membro da igreja de Deus, deve aprender a se comportar adequadamente diante da morte. O estilo de vida do crente verdadeiro não é mera representação teatral, que, em face dos mais profundos sofrimentos da vida, permite tirar a máscara de santidade e revelar desespero e ódio contra Deus. Ao contrário, a verdade é que no enfrentar das situações realmente difíceis, nas quais é impossível manter qualquer grau de hipocrisia ou falsa piedade, a magnitude do caráter cristão maduro desponta com brilho ainda maior.
Que situação mais difícil o homem pode enfrentar do que a morte? É ela o terrível legado que herdamos dos nossos primeiros pais, que desobedeceram ao Criador no Éden (Gn 2.15-17; 3.19; Rm 5.12). É o pagamento indesejado que recebemos por ter pecado (Rm 6.23). É o fim para o qual caminhamos a passos largos (Ec 12.1-7). Mais do que isso, é o inimigo inexorável que vem em nosso encalço para, no inevitável dia do encontro, nos deixar prostrados (Lc 12.20). Nós, coroa da criação, criados não para morrer, mas para viver eternamente!
Que é ensinado na igreja de Deus sobre o modo como o cristão deve comportar-se diante da morte? Conforme o entender dos mestres dessa igreja, qual deve ser a postura do crente quando um ente querido seu parte desta vida? Como ele pode ajudar de modo real e significativo os enlutados? E quando a morte, enfim, o vier chamar? Como deverá proceder?
As respostas dadas a todas essas perguntas devem ter como fundamento as palavras das Sagradas Escrituras. É na Bíblia que obtemos respostas claras e precisas para todas as questões relacionadas à morte, nosso cruel e último inimigo.
De modo prático, o Livro Sagrado mostra que, quando perdemos um ente querido, a tristeza e o choro diante de tão doloroso fato não são censuráveis. Davi, homem de Deus, pranteou amargamente a morte de seu filho Absalão (2Sm 18.32-33). Marta e Maria foram consumidas de tristeza pela morte de Lázaro, morte esta que levou o próprio Senhor Jesus, doador da vida, às lágrimas (Jo 11.33-35). O historiador Lucas nos conta que quando Estevão morreu apedrejado, homens piedosos o sepultaram e fizeram “grande pranto sobre ele“ (At 8.2). O mesmo Lucas narra o quanto os crentes de Jope choraram a morte de Dorcas, irmã amada por todos daquela igreja (At 9.36-39). Inúmeros são os exemplos de homens e mulheres de Deus que choraram quando viram seus queridos mortos.
O apóstolo Paulo ensina que quando o falecido é crente, o desespero por sua morte deve ser evitado. Entretanto, Paulo não ensina que é errado nos entristecermos nessas ocasiões. Diz que não devemos nos entristecer “como os demais que não têm esperança” (1Ts 4.13). Segundo ele, esse tipo de tristeza tão comum nos incrédulos só se aloja no coração de um crente quando ele esquece o fato de que os salvos ressuscitarão um dia. Para Paulo, a amarga tristeza dos incrédulos enlutados está associada à sua falta de esperança. Logo, segundo ele, os crentes não devem entristecer-se como eles uma vez que, cientes da ressurreição futura, têm real esperança.
sexta-feira, novembro 29, 2013
terça-feira, novembro 26, 2013
A Soma de Todos os Medos
Por Joelson dos Santos
"Pela fé Moisés, logo ao nascer, foi escondido por seus pais durante três meses, porque viram que o menino era formoso; e não temeram o decreto do rei." Hb 11:23
Tenho uma atração especial quando o assunto é filhos. Não que eu seja um expert no assunto, muito longe disso, mas quando alguém fala ou prega sobre isto minha atenção é atraída facilmente. É muito fácil para mim reviver sentimentos, histórias e experiências à medida em que o assunto é tratado.
Um dos mais comentados exemplos de fé é justamente o de um pai, Abraão, que sendo obediente a ordem de Deus, foi sacrificar seu único filho Isaque "porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou." Hb 11:19.
Às vezes penso que nossa cultura está tão distante deste conceito de sacrifício que faz com que tenhamos dificuldade de compreender a profundidade e os diversos aspectos que envolveram este momento da vida de Abraão.
Entretanto, nossa cultura atual conhece muito bem o conceito de medo. Somos bombardeados diariamente com notícias e informações que alimentam, estimulam e induzem nosso medo. E quando se trata de filhos, parece que tudo isso se potencializa - os medos se somam e trazem angústia.
Me lembro claramente do dia em que minha filha, ainda pequena, chegou da escola com uma bela marca de mordida na bochecha. É difícil precisar quantos dias eu demorei para deixar de sentir aquele sentimento amargo com aquilo que havia acontecido. Mas as coisas que vemos hoje nas escolas vão além de "simples mordidas." Todos ouvimos, espantados, a notícia de que um rapaz foi assassinado em uma festa na UNICAMP. Hoje, o simples fato de seu filho não atender o celular já é suficiente para que a “luzinha do medo” comece a piscar.
Quando Moisés nasceu, existia um decreto de Faraó para que todos os meninos que nascessem do povo hebreu fossem mortos (jogados no rio - Êx 1:22). O texto de Hebreus 11:23 nos diz que, pela fé, seus pais Anrão e Joquebede (Êx 6:20) o esconderam por 3 meses. Mas o que mais me chama a atenção neste texto é: "e não temeram o decreto do rei". Como, assim, não tiveram medo do decreto? Como eles conseguiram não temer algo que decretava a morte de seu filho? Nota-se, neste momento, que meu nome não estaria na lista dos heróis da fé...
Fiquei vários dias pensando nesta frase "e não temeram o decreto do rei". Encontrei tantos "decretos" e “reis” que meu coração de pai teme: uma política de segurança pública falha e corrupta; exigências cada vez maiores para o ingresso no mercado de trabalho; a proibição do castigo físico em crianças que se tornarão adultos problemáticos com os quais meus filhos e netos terão que conviver, o “simples” assédio de pessoas do mundo com más intenções… E a lista parece não ter fim.
Hebreus 11 possui um trecho de 7 versículos para falar sobre as grandes maravilhas que Moisés realizou por meio da fé. Mas o primeiro versículo deste trecho, justamente o texto base desta reflexão, trata do início de tudo: a fé de seus pais. Através dela sua vida foi salva e ele pôde ser usado grandemente nas mãos de Deus. Seus pais não temeram nenhuma outra coisa, a não ser o SENHOR.
Provérbios 14:26 nos diz que "No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos."
Minha oração é que nosso coração não tema outra coisa senão o SENHOR. Seja como pai, seja como mãe, seja como filho ou filha, marido ou esposa, ou qualquer outro papel que venhamos a ter. Que Deus nos abençoe.
"Pela fé Moisés, logo ao nascer, foi escondido por seus pais durante três meses, porque viram que o menino era formoso; e não temeram o decreto do rei." Hb 11:23
Tenho uma atração especial quando o assunto é filhos. Não que eu seja um expert no assunto, muito longe disso, mas quando alguém fala ou prega sobre isto minha atenção é atraída facilmente. É muito fácil para mim reviver sentimentos, histórias e experiências à medida em que o assunto é tratado.
Um dos mais comentados exemplos de fé é justamente o de um pai, Abraão, que sendo obediente a ordem de Deus, foi sacrificar seu único filho Isaque "porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou." Hb 11:19.
Às vezes penso que nossa cultura está tão distante deste conceito de sacrifício que faz com que tenhamos dificuldade de compreender a profundidade e os diversos aspectos que envolveram este momento da vida de Abraão.
Entretanto, nossa cultura atual conhece muito bem o conceito de medo. Somos bombardeados diariamente com notícias e informações que alimentam, estimulam e induzem nosso medo. E quando se trata de filhos, parece que tudo isso se potencializa - os medos se somam e trazem angústia.
Me lembro claramente do dia em que minha filha, ainda pequena, chegou da escola com uma bela marca de mordida na bochecha. É difícil precisar quantos dias eu demorei para deixar de sentir aquele sentimento amargo com aquilo que havia acontecido. Mas as coisas que vemos hoje nas escolas vão além de "simples mordidas." Todos ouvimos, espantados, a notícia de que um rapaz foi assassinado em uma festa na UNICAMP. Hoje, o simples fato de seu filho não atender o celular já é suficiente para que a “luzinha do medo” comece a piscar.
Quando Moisés nasceu, existia um decreto de Faraó para que todos os meninos que nascessem do povo hebreu fossem mortos (jogados no rio - Êx 1:22). O texto de Hebreus 11:23 nos diz que, pela fé, seus pais Anrão e Joquebede (Êx 6:20) o esconderam por 3 meses. Mas o que mais me chama a atenção neste texto é: "e não temeram o decreto do rei". Como, assim, não tiveram medo do decreto? Como eles conseguiram não temer algo que decretava a morte de seu filho? Nota-se, neste momento, que meu nome não estaria na lista dos heróis da fé...
Fiquei vários dias pensando nesta frase "e não temeram o decreto do rei". Encontrei tantos "decretos" e “reis” que meu coração de pai teme: uma política de segurança pública falha e corrupta; exigências cada vez maiores para o ingresso no mercado de trabalho; a proibição do castigo físico em crianças que se tornarão adultos problemáticos com os quais meus filhos e netos terão que conviver, o “simples” assédio de pessoas do mundo com más intenções… E a lista parece não ter fim.
Hebreus 11 possui um trecho de 7 versículos para falar sobre as grandes maravilhas que Moisés realizou por meio da fé. Mas o primeiro versículo deste trecho, justamente o texto base desta reflexão, trata do início de tudo: a fé de seus pais. Através dela sua vida foi salva e ele pôde ser usado grandemente nas mãos de Deus. Seus pais não temeram nenhuma outra coisa, a não ser o SENHOR.
Provérbios 14:26 nos diz que "No temor do SENHOR, tem o homem forte amparo, e isso é refúgio para os seus filhos."
Minha oração é que nosso coração não tema outra coisa senão o SENHOR. Seja como pai, seja como mãe, seja como filho ou filha, marido ou esposa, ou qualquer outro papel que venhamos a ter. Que Deus nos abençoe.
terça-feira, novembro 19, 2013
quarta-feira, novembro 13, 2013
quinta-feira, novembro 07, 2013
quarta-feira, novembro 06, 2013
A nudez de Noé e seu filho Cam (Gn 9.22)
Extraído da NET Bible.
Alguns traduzem “teve relações sexuais com”, argumentando que Cam cometeu um ato homossexual com seu pai que estava bêbado, por isso ele foi amaldiçoado. Entretanto, a expressão “ver a nudez” usualmente refere-se a observação da nudez de outrem, não um ato sexual (veja Gn 42.9,12 onde “nudez” é usado metaforicamente para suprir a ideia de “fraqueza” ou “vulnerabilidade”; Dt 23.14 onde “nudez” refere-se a excremento; Is 47.3; Ez 16.37; Lm 1.8). O versículo seguinte (v.23) claramente indica uma observação visual, não um ato homossexual, que estava em questão. Em Lv 20.17 a expressão “vir a nudez” (ARA) parece ser um eufemismo para intercurso sexual, visto que o contexto ali, diferentemente de Gn 9.22, claramente indica que naquela passagem o contato sexual está em vista. A expressão “ver a nudez” em si mesma não sugere uma conotação sexual. Alguns relacionam Gn 9.22 a Lv 18.6-11,15-19, onde a expressão “descobrir a nudez [de outrem]” (a forma Piel de גָּלָה, galah) refere eufemisticamente a intercursos sexuais. Entretanto, Gn 9.22 não diz nada sobre Cam “descobrir” (o contrário de cobrir) a nudez de seu pai. De acordo com o texto, Noé descobriu-se a si mesmo; Cam meramente viu seu pai nu. A questão do texto é que Cam não teve respeito por seu pai, ao invés de cobri-lo, ele contou ao seus irmãos. Noé então deu um oráculo aos descendentes de Cam, que seriam caracterizados pelo mesmo abandono moral; seriam amaldiçoados. Levítico 18 descreve o grande mal dos cananeus (veja vv.24-28).
Nota de estudo: Viu a nudez. É difícil para pessoas de hoje perceberem o porquê de ver a nudez de outrem era tal abominação, visto que a nudez é tão comum hoje em dia. No mundo antigo, especialmente numa sociedade patriarcal, ver a nudez de outrem era uma ofensa grande. (Veja o relato de Heródoto, Histories 1,8-13, onde um general viu a nudez da mulher de seu mestre, e um dos dois tinha de ser condenado à morte.) Ao mesmo tempo, Cam não era um garotinho simplesmente passeando no quarto de seu pai. Ele tinha mais de 100 anos de idade naquele tempo. Para uma discussão ampla, veja A. P. Ross, “The Curse of Canaan,” BSac 137 (1980): 223–40.[1]
[1] Biblical Studies Press. (2006). The NET Bible First Edition; Bible. English. NET Bible.; The NET Bible. Biblical Studies Press.
terça-feira, novembro 05, 2013
Amor e Respeito: o ciclo recompensador (Parte 6)
Este é o sexto vídeo apresentado durante o Retiro dos Casais da IBCU em 2008, compartilhando as matérias desenvolvidas por Dr. Emerson Eggerich. Este vídeo apresenta as promessas poderosas e positivas para nos encorajar a viver pela fé e experimentar o poder de Deus em nossos casamentos.
Por Mark Ellis
Por Mark Ellis
segunda-feira, novembro 04, 2013
Amor e Respeito: o ciclo da graça (Parte 5)
Este é o quinto vídeo apresentado durante o Retiro dos Casais da IBCU em 2008. Ele apresenta como Deus quer restaurar seu relacionamento com Ele, para que você tenha as forças para proteger e crescer seu casamento.
Por Mark Ellis
Por Mark Ellis
domingo, novembro 03, 2013
Amor e Respeito (Parte 4)
Diane Ellis apresenta CASADA, as seis maneiras que os homens dizem que são mais importantes para as esposas comunicarem respeito para com seus maridos. Este é o quarto vídeo apresentando as matérias desenvolvidas por Dr. Emerson Eggerich, que explicam a importância de amor e respeito dentro do casamento.
sábado, novembro 02, 2013
sexta-feira, novembro 01, 2013
Amor e Respeito (Parte 2)
Segundo vídeo do encontro de casais "Amor e Respeito", realizado pela Igreja Batista Cidade Universitária.
Por Mark Ellis
Por Mark Ellis
quinta-feira, outubro 31, 2013
Amor e Respeito
Primeiro vídeo do encontro de casais "Amor e Respeito", realizado pela Igreja Batista Cidade Universitária.
Por Mark Ellis
Veja os outros vídeos do encontro em ibcu.org.br (procure por Encontro de Casais: Amor e Respeito - Mark Ellis)
Por Mark Ellis
Veja os outros vídeos do encontro em ibcu.org.br (procure por Encontro de Casais: Amor e Respeito - Mark Ellis)
quarta-feira, outubro 30, 2013
domingo, outubro 27, 2013
O labirinto para Jonas no grande peixe
Como é bom contarmos com bons materiais que no ajudam a ilustrar e conduzir as crianças à Palavra Sagrada.
Abaixo, um desenho que usarei para conversar com meu filho sobre a narrativa de Jonas. Faremos juntos o exercício depois que eu ler o capítulo 2 de Jonas, numa paráfrase que eu escrevi.
Clique na figura para ser redirecionado ao site original (arquivo em PDF).
Abaixo, um desenho que usarei para conversar com meu filho sobre a narrativa de Jonas. Faremos juntos o exercício depois que eu ler o capítulo 2 de Jonas, numa paráfrase que eu escrevi.
Clique na figura para ser redirecionado ao site original (arquivo em PDF).
O Bem Mais Precioso
Fonte: IBCU
O bem mais precioso que alguém pode encontrar na vida não é a felicidade. Existe uma utopia muito bem representada nas obras literárias seculares cujos desfechos são heróis que "viveram felizes para sempre". Tal utopia move bilhões de pessoas do mundo nesta busca pela felicidade. Todos querem ser felizes, e se aplicam vigorosamente à busca pela felicidade.
A felicidade na sua concepção mundana, é garimpada em substratos terrenos - os prazeres, as conquistas e as alegrias desta vida terrena. Tal felicidade é sempre circunstancial e dependente de uma sucessão de satisfações transitórias. Neste conceito, não há felicidade duradoura. O cantor Odair José percebeu bem que: "Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes".
O bem mais precioso que alguém pode encontrar nesta vida é conhecer o único Deus verdadeiro. Não há tesouro maior do que desfrutar da Sua graça salvadora e da Sua benevolência constante em um relacionamento de intimidade. Ser um filho de Deus e estar seguro com o destino irreversivelmente garantido pelo poder do Pai Celestial não tem preço. Somente tal conhecimento pode produzir uma alegria duradoura, e portanto, uma felicidade incessante. Mas tal alegria e felicidade não são um fim em si mesmas. O conhecimento de Deus o é.
O salmista expressa magistralmente o pensamento de Deus nesta questão. Em suas palavras percebemos que não há nada que esta vida possa proporcionar que seja levemente comparável ao maravilhoso privilégio de ser aceito em uma relação com Deus. "Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam." (Sl 63:3).
Se por um lado, a felicidade não é um fim em si mesma e nem pode ser encontrada à parte de Deus, por outro lado, parece que muitos cristãos que já se encontraram com Deus simplesmente não são verdadeiramente felizes. Eles têm o tesouro mais precioso que existe, mas não desfrutam da satisfação e prazer que deveriam ter em Deus. Alguns vivem miseravelmente angustiados, frustrados, insatisfeitos e em constante murmuração. Outros, buscam e pensam encontrar sua satisfação nos prazeres e alegrias terrenos, e não em Deus. Como isso pode ser assim?
É lamentável, mas acontece. Um cristão pode perder a noção do quão precioso é conhecer o Deus altíssimo. Ele pode não dar o devido valor ao tesouro de valor infinito que recebeu. A perda desta noção move muitos cristãos à mesma utopia mundana de tentar encontrar a sua felicidade garimpando nos mesmos substratos terrenos que um pagão garimpa. O resultado é enganoso. Muitos quebram a cara e colhem frustrações. Outros se iludem, temporariamente fascinados por suas conquistas. Pensam que são felizes e realizados, mas para Deus são miseráveis infelizes. Pensam que são ricos mas para Deus são pobres. Pensam que enxergam longe, mas para Deus são cegos. Ostentam vestes onerosas, mas para Deus estão vergonhosamente nus.
Este tipo de cristão é representado pela igreja de Laodicéia do Apocalipse - uma igreja repugnantemente morna e que causa náusea no Senhor: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3:15-17).
A todos nós cabe considerar atenta e seriamente a advertência subsequente feita à igreja de Laodicéia: "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Ap 3:18-20).
A verdadeira felicidade é decorrência do propósito maior de conhecer o Senhor e desfrutar da intimidade com Ele, que está à porta querendo entrar para que desfrutemos desta intimidade. Nele, e somente Nele somos verdadeiramente ricos. Nele, e somente Nele estamos vestidos e não expostos à vergonha. Nele, e somente Nele e enxergamos corretamente e não estamos iludidos pelas propostas mundanas.
Conhecer o Senhor é o bem mais precioso que existe. Que o Senhor mantenha-nos lembrados disso, e que nos discipline prontamente se porventura esquecermos.
O bem mais precioso que alguém pode encontrar na vida não é a felicidade. Existe uma utopia muito bem representada nas obras literárias seculares cujos desfechos são heróis que "viveram felizes para sempre". Tal utopia move bilhões de pessoas do mundo nesta busca pela felicidade. Todos querem ser felizes, e se aplicam vigorosamente à busca pela felicidade.
A felicidade na sua concepção mundana, é garimpada em substratos terrenos - os prazeres, as conquistas e as alegrias desta vida terrena. Tal felicidade é sempre circunstancial e dependente de uma sucessão de satisfações transitórias. Neste conceito, não há felicidade duradoura. O cantor Odair José percebeu bem que: "Felicidade não existe. O que existe na vida são momentos felizes".
O bem mais precioso que alguém pode encontrar nesta vida é conhecer o único Deus verdadeiro. Não há tesouro maior do que desfrutar da Sua graça salvadora e da Sua benevolência constante em um relacionamento de intimidade. Ser um filho de Deus e estar seguro com o destino irreversivelmente garantido pelo poder do Pai Celestial não tem preço. Somente tal conhecimento pode produzir uma alegria duradoura, e portanto, uma felicidade incessante. Mas tal alegria e felicidade não são um fim em si mesmas. O conhecimento de Deus o é.
O salmista expressa magistralmente o pensamento de Deus nesta questão. Em suas palavras percebemos que não há nada que esta vida possa proporcionar que seja levemente comparável ao maravilhoso privilégio de ser aceito em uma relação com Deus. "Porque a tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios te louvam." (Sl 63:3).
Se por um lado, a felicidade não é um fim em si mesma e nem pode ser encontrada à parte de Deus, por outro lado, parece que muitos cristãos que já se encontraram com Deus simplesmente não são verdadeiramente felizes. Eles têm o tesouro mais precioso que existe, mas não desfrutam da satisfação e prazer que deveriam ter em Deus. Alguns vivem miseravelmente angustiados, frustrados, insatisfeitos e em constante murmuração. Outros, buscam e pensam encontrar sua satisfação nos prazeres e alegrias terrenos, e não em Deus. Como isso pode ser assim?
É lamentável, mas acontece. Um cristão pode perder a noção do quão precioso é conhecer o Deus altíssimo. Ele pode não dar o devido valor ao tesouro de valor infinito que recebeu. A perda desta noção move muitos cristãos à mesma utopia mundana de tentar encontrar a sua felicidade garimpando nos mesmos substratos terrenos que um pagão garimpa. O resultado é enganoso. Muitos quebram a cara e colhem frustrações. Outros se iludem, temporariamente fascinados por suas conquistas. Pensam que são felizes e realizados, mas para Deus são miseráveis infelizes. Pensam que são ricos mas para Deus são pobres. Pensam que enxergam longe, mas para Deus são cegos. Ostentam vestes onerosas, mas para Deus estão vergonhosamente nus.
Este tipo de cristão é representado pela igreja de Laodicéia do Apocalipse - uma igreja repugnantemente morna e que causa náusea no Senhor: "Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." (Ap 3:15-17).
A todos nós cabe considerar atenta e seriamente a advertência subsequente feita à igreja de Laodicéia: "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Ap 3:18-20).
A verdadeira felicidade é decorrência do propósito maior de conhecer o Senhor e desfrutar da intimidade com Ele, que está à porta querendo entrar para que desfrutemos desta intimidade. Nele, e somente Nele somos verdadeiramente ricos. Nele, e somente Nele estamos vestidos e não expostos à vergonha. Nele, e somente Nele e enxergamos corretamente e não estamos iludidos pelas propostas mundanas.
Conhecer o Senhor é o bem mais precioso que existe. Que o Senhor mantenha-nos lembrados disso, e que nos discipline prontamente se porventura esquecermos.
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