sexta-feira, março 04, 2011

O carnaval está acabando?

Por Xyko Motta

Minha família sempre gostou muito do Carnaval. Desde criança eu ia aos bailes. Cresci e continuei indo.

Quando eu era moço nós morávamos em um apartamento na Francisco Glicério (aqui em Campinas) e era naquela avenida que se realizavam os desfiles das Escolas de Samba e Blocos. Meus amigos vinham até lá para ficarmos vendo o desfile da varanda e beber, beber ... Lá pelas 11 horas íamos para o baile para brincar, namorar e beber, beber ... Eu bebia em demasia todas as 4 noites do Carnaval, e durante o dia passava muito mal. Enjoo, dor de cabeça, tontura. Era horrível.

Em um determinado ano resolvi experimentar passar aqueles 4 dias de folia sem beber. Quer saber de uma coisa? Me diverti muitíssimo mais!

Aí no ano seguinte, resolvi experimentar aqueles 4 dias sem o Carnaval. Foi extremamente mais prazeroso!! Foi quando descobri que não gostava, e ainda não gosto, dessa festa.

Mas por que não gosto? Porque, obviamente, é só coisa que não presta que tem ali. Eu “ia meio que no embalo”. Sempre fui e sempre achava que tinha que ir. Então ia.

Certa vez um rapaz me falou que “o Carnaval para ele era sagrado”, ele tinha que ir. Chamei-o de lado e pedi que ele não usasse o termo “sagrado”, para não misturar as coisas. O Carnaval não tem nada de sagrado, muito pelo contrário, é mundano e demoníaco.

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (1 João 5:19)

“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” (1 João 2:15-17)

O Carnaval é o mundo se apresentando descaradamente. Me preocupam mais as suas manifestações sutis e disfarçadas fora desse período. O Carnaval, como a “festa da carne”, anda mais fantasiado durante o ano inteiro do que nos 4 dias de reinado do Rei Momo. Os Retiros de Carnaval deveriam durar pelos outros 361 dias do ano.

Mas o que vemos é um constante desfile.

Como “Comissão de Frente”, vem o alcoolismo fantasiado de Beber Socialmente. Depois vem a ala da grosseria fantasiada de Sinceridade e Transparência. Em seguida tem o destaque da desonestidade fantasiada de Sinal de Inteligência. A promiscuidade, semi-nua, aparece em seguida fantasiada de Aproveitar a Vida. A futilidade vem fantasiada de Etiqueta. O bloco chamado de Valores é composto por pessoas tais como o Desamor, a Desunião, o Desprezo aos Outros, etc..., todos fantasiados de atores de novela. Encerrando o desfile vem o carro alegórico chamado Religião, cujo destaque lá em cima é a hipocrisia, com uma deslumbrante fantasia de Espiritualidade.

Fonte: Blog do Xyko

quinta-feira, março 03, 2011

Colocando a Confissão de Fé em Prática

Por Milton Junior
Milton C. J. Junior é capixaba, bacharelou-se em teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano “Rev. José Manoel da Conceição”, em São Paulo, e atualmente pastoreia a Igreja Presbiteriana do Brasil em Praia do Canto – Vitória – ES. É casado com Poliana V. V. Coutinho.

O divórcio entre a profissão de fé e a prática é algo, infelizmente, muito comum no meio evangélico. Professamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, que ela é infalível e inerrante, que a temos como única regra de fé e prática, mas, na prática, não são poucas as vezes que deixamos de ouvir a voz de Deus pela Escritura para dar ouvidos a outras vozes.

O divórcio entre a profissão de fé e a prática é algo, infelizmente, muito comum no meio evangélico. Professamos que a Bíblia é a Palavra de Deus, que ela é infalível e inerrante, que a temos como única regra de fé e prática, mas, na prática, não são poucas as vezes que deixamos de ouvir a voz de Deus pela Escritura para dar ouvidos a outras vozes.

Não é de hoje que o homem tenta entender os motivos do seu comportamento, sentimento e atitudes. A literatura secular é abundante e no decorrer da história podemos notar várias propostas sempre conflitantes umas com as outras. Como exemplo temos: Freud e sua proposta de que os problemas de comportamento são causados porque os instintos (Id) são barrados por imposição social (superego); Skinner e sua afirmação de que a causa dos problemas é um condicionamento deficiente e errado, ou seja, o meio determina o que a pessoa é; e ainda Carls Rogers e seu entendimento de que os problemas são causados porque o homem teve sua potencialidade impedida, já que para ele o homem é auto-suficiente.

O problema de cada uma dessas propostas é o pressuposto humanista e a afirmação de que o homem tem tudo, nele mesmo, para entender e resolver seus problemas. Muito tempo antes de qualquer uma dessas propostas, a Escritura já ensinava que a causa dos problemas do homem é a sua rebelião contra Deus (Rm 1 – 3). O primeiro dos cinco pontos do Calvinismo afirma que o homem é totalmente depravado. Isso quer dizer que a queda afetou a vontade, o coração, a mente e o corpo do homem.

Só pode haver um entendimento correto sobre a vontade, o comportamento e as atitudes a partir das Escrituras. Só há solução para esses problemas colocando em prática o que o Senhor nos ensina pela Palavra. Qualquer tentativa de solução para os problemas do homem que não leve em conta a Escritura é mero paliativo. Será então que não há nada fora das Escrituras que seja necessário à solução dos problemas de comportamento humano? Concordo com MacArthur que afirma: “Útil, talvez. Necessário, não. Se são necessários, estão na Escritura. Doutro modo, Deus nos haveria deixado em falta do que precisamos; e isso seria inimaginável. A sabedoria humana ocasionalmente coincide com a verdade. Até um relógio parado está certo duas vezes por dia. Mas isso é um desempenho pobre, se comparado à Escritura que é verdadeira em todas as suas declarações e suficiente para a vida e o crescimento da igreja” (MacArthur, Nossa suficiência em Cristo, p. 102).

O apóstolo Pedro nos dá base para pensar desta forma quando escreve: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude (2Pe 1.3). O autor da epístola aos Hebreus fornece apoio a esse entendimento. No capítulo 4 versículo 12 ele afirma: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”

Coloquemos, portanto, em prática a nossa profissão de fé. Que a Palavra bendita do Senhor seja de fato nossa regra de fé e prática e que, ao invés de ouvir as muitas vozes que têm proposto soluções humanas para os problemas, continuemos a crer que “a lei do Senhor é perfeita e restaura a alma” (Sl 19.7a).

quarta-feira, março 02, 2011

Crente sofre dobrado

Por Alexandre Mendonça
Pastor da IPBE, João Pessoa.

Um técnico em dedetização explicou a dinâmica dos desratizadores,(venenos para ratos). Ele disse que o mais seguro veneno para matar ratos é o que permite que o animal coma dele várias vezes e atraia outros roedores para o banquete. O veneno vai matando não só o primeiro animal guloso, mas os seus companheiros.

Há muito veneno de rato sendo partilhado nas livrarias e meios de comunicação sob o rótulo ou propaganda de “Palavra de Deus”. Normalmente eles fazem uso dos atributos de Deus para massificar promessas personalizadas que Deus não necessariamente fez as pessoas para atender a seus interesses.

No “telemarketing da fé” oferecem-se uma vida de boa saúde certa, abundância, riqueza, prosperidade, sucesso e felicidade. Estas ofertas vão oferecidas na forma de frases de impacto assim: “Você nasceu para vencer!”; “Você nasceu para ser grande!”; “Você foi criado para ser um campeão na vida!”; “Deus quer que você viva em abundância!”; “Deus quer lhe conceder os desejos do seu coração!”; “Deus está fazendo as coisas virarem em seu favor!”; “Deus fez de você cabeça, e não cauda!”

Não é de se estranhar que este tipo de discurso atraia a tantos em nossos dias. O preço para alcance deles é quase nenhum para seus admiradores. Como a maioria das pessoas fariam tudo para ter esse mapa da mina, acreditar nessas promessas é pacificador e balsâmico para alma. Esquecem-se estes que Jesus disse: ...onde estiver o teu tesouro, ai estará o teu coração.” Mateus 6.1 O que cada um precisa julgar é aonde estão postos os valores de nosso coração? Nas bênçãos de Deus? Ou no Deus das bênçãos?

Ao dizer que crente sofre dobrado parto da constatação bíblica de duas realidades anunciadas por Jesus a quem fosse filho de Deus. ...para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Mateus 5.45 No inicio do ano de 2011 a tragédia das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro prova que Deus literalmente faz cair chuva sobre justos e injustos,porque tanto gente piedosa como gente ruim foi vitimada naquele desastre natural. A segunda realidade que nos faz concluir que o crente sofre em dobro é porque além dele estar sujeito a tudo que acontece a qualquer ser humano Jesus ainda disse que o mundo o odiaria: Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. João 15.19

É verdade que a bíblia diz: Agrada-te do Senhor, e Ele te concederá os desejos do teu coração. Salmo 37.4 Mas ao refletir nesse salmo não devemos concluir que Deus nos dará tudo o que quisermos e desejarmos, as caprichosas bênçãos materiais que se possa almejar, mas sim, que quando nos agradamos do que Deus tem para nos dar,o nosso coração deseja as coisas de Deus, e por isso Ele concede os desejos de um coração que se alegra em desejar Ele e não coisas.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

A alegria de receber a Bíblia na sua língua

Veja o amor deste povo ao receber a Palavra de Deus em sua língua. Isso me faz pensar e pedir perdão a Deus por muitas vezes ter desprezado Sua Palavra, que mesmo antes de eu nascer já havia em minha língua.




Texto tirado do youtube, onde o vídeo está:
Tribo Kimyal festejando a chegada da biblia traduzida na língua deles. Tradução feita pela missionária Rosa Kidd através de um plano de Deus colocado em seu coração. Através de muitas dúvidas sobre o plano de Deus e 15 anos de trabalho aprendendo a lingua, a traducao se completou em marco de 2010. Kimyal se encontra em Korupun, no oeste de Papua, a tribo tem mais ou menos 4 mil habitantes onde 98% (3.920 pessoas) falam apenas a língua nativa de Kimyal. Enquanto muitos países rejeitam a palavra de Deus, não creem, fazem piadas, e ridicularizam as histórias da Bíblia em TV aberta, Deus leva a Sua palavra para aqueles que humildemente a recebem.

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

A. W. Pink: como estudar a Bíblia?

Por A. W. Pink

“Nos meus primeiros anos eu assiduamente segui este triplo caminho:

Em primeiro lugar, eu lia toda a Bíblia três vezes por ano (oito capítulos do Antigo Testamento, e dois do Novo Testamento diariamente). Eu constantemente perseverei nisso durante dez anos, a fim de me familiarizar com o conteúdo, que só pode ser alcançado através de consecutivas leituras.

Em segundo lugar, eu estudei uma porção da Bíblia a cada semana, concentrando-me por dez minutos (ou mais) todo dia na mesma passagem, pensando na ordem dela, na ligação entre cada afirmação, buscando uma definição dos termos importantes, olhando todas as referências marginais, procurando seu significado típico.

Terceiro, eu meditei sobre um versículo a cada dia, escrevendo-o sobre um pedaço de papel na parte da manhã, memorizando-o, consultando-o em alguns momentos ao longo do dia; pensando separadamente em cada palavra, pedindo a Deus para revelar para mim o seu significado espiritual e para escrevê-la no meu coração. O versículo era o meu alimento para aquele dia. Meditação é para a leitura como a mastigação é para o comer.

Quanto mais alguém seguir o método acima mais deve ser capaz de dizer:

A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho. [Sl 119: 105]."

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Como o amor aparece no casamento?

Por Paul Tripp

1. Amar é estar disposto a ter sua vida complicada pelas necessidades e conflitos de seu marido ou esposa, sem impaciência ou irritação.

2. Amar é ativamente lutar contra a tentação de julgar e de ser critico com seu cônjuge, enquanto procura maneiras de encorajá-lo e exaltá-lo.

3. Amor é o compromisso diário de resistir aos momentos desnecessários de conflito, que vêm de comentários ou da resposta a ofensas menores.

4. Amar é ser amavelmente honesto e humildemente acessível em tempos de mal entendidos, e ser mais comprometido com unidade e amor que com vencer, acusar ou estar certo.

5. Amor é o compromisso diário de admitir seu pecado, fraqueza e falha, e resistir à tentação de apresentar uma desculpa ou passar a culpa de si.

6. Amar significa estar desejoso, quando confrontado por seu cônjuge, de examinar seu coração ao invés de colocar-se em sua própria defesa ou mudar o foco.

7. Amor é o compromisso diário de crescer em amor, de maneira que o amor que você oferece a seu marido ou esposa seja crescentemente altruísta, maduro e paciente.

8. Amar é não desejar fazer o que é errado quando ele/ela errou com você, mas procurar maneiras concretas e específicas de vencer o mal com o bem.

9. Amar é ser um bom estudante de seu cônjuge, procurando por suas necessidades físicas, emocionais e espirituais, a fim de que, de alguma forma, você possa remover o fardo, apoiar-lhe enquanto ele/ela o carrega, e encorajar-lhe ao longo da estrada.

10. Amar significa estar desejoso de investir o tempo necessário para discutir, examinar e entender os problemas que vocês encaram como um casal, permanecendo nessa tarefa até que o problema seja removido ou que vocês concordem sobre uma estratégia de resposta.

11. Amar é estar sempre disposto a pedir perdão e estar sempre comprometido a perdoar quando é pedido.

12. Amar é reconhecer o alto valor da confiança em um casamento e ser fiel a suas promessas e verdadeiro quanto à sua palavra.

13. Amar é falar amável e gentilmente, mesmo em momentos de discórdia, recusando-se a atacar o caráter de seu cônjuge ou agredir sua inteligência.

14. Amar é não querer mentir, manipular ou enganar, de qualquer maneira, a fim de cooptar seu cônjuge a te dar o que você quer ou fazer algo do seu jeito.

15. Amar é não querer que seu cônjuge seja sua fonte de identidade, significado ou propósito, enquanto recusa-se a ser a fonte do sentimento do outro.

16. Amor é o desejo de ter menos tempo livre, menos horas de sono, ou uma agenda mais lotada a fim de ser fiel ao que Deus chamou você a ser e a fazer como marido ou esposa.

17. Amor é o compromisso de dizer não aos instintos egoístas e fazer tudo dentro de sua capacidade para promover unidade real, entendimento funcional e amor proativo em seu casamento.

18. Amar é permanecer fiel a seu compromisso de tratar seu cônjuge com admiração, respeito e graça, mesmo em momentos em que ele ou ela não pareça merecer ou não deseja corresponder.

19. Amor é a disposição de fazer sacrifícios regulares e custosos pelo bem de seu casamento, sem pedir nada em troca, ou usar seus sacrifícios para deixar seu cônjuge em dívida.

20. Amar é não estar disposto a fazer qualquer decisão ou escolha pessoal que ameaçaria seu casamento, magoaria seu marido ou sua esposa, ou enfraqueceria o laço de confiança entre os dois.

21. Amar é recusar-se a ser autofocado ou exigente, mas, ao invés disso, procurar maneiras específicas de servir, apoiar e encorajar, mesmo quando você está ocupado ou cansado.

22. Amar é admitir diariamente para si mesmo, seu cônjuge e para Deus que você não é capaz de amar dessa forma sem a graça protetora, provedora, perdoadora, resgatadora e libertadora de Deus.

23. Amor é um compromisso de coração específico a uma pessoa específica que leva você a entregar-se a um estilo de vida específico de cuidado, que requer estar disposto a fazer sacrifícios que tenham em vista o bem dessa pessoa.

Fonte: iPródigo

domingo, fevereiro 13, 2011

E-mail para o apóstolo Paulo

Por Daniel Rocha
Membro da Igreja Metodista. É o autor da Primeira Epístola de Paulo aos Brasileiros

Amado apóstolo:

Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.

Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [1]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.

Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a “raiz de todos os males”[2]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a “solução” de todos os males.

Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram “fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória” [3]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios dos governantes.

Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da “Graça” e da “liberdade que temos em Cristo” [4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à “teologia da retribuição” da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.

Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas e que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [5]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você. A presença deles é forte, a sua fraca [6], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [7], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [8], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.

Você dizia que por amor a Cristo perdeu “todas as cousas” considerando-as refugo [9]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: “Restitui, quero de volta o que é meu!”.

Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [10]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo....

Admiro sua coragem por ter expulsado um “espírito adivinhador” daquela jovem [11], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.

Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras “todos os dias para ver se as coisas são de fato assim”[12].

Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse “o dom de Deus” que havia nele [13]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma “nova unção” para quem fraqueja. Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!

Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal.... as coisas mudaram: culto agora é chamado de “show”, a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.

O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé “por obedecerem a espíritos enganadores” [14]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.

Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.

[1] At 20.23
[2] 1Tm 6.10
[3] 1Co 4.-9-13
[4] Gl 2.4
[5] Rm 7.19
[6] 2Co 10.10
[7] Gl 4.13-15
[8] 1Tm 5.23
[9] Fp 3.8
[10] At 19.12
[11] At 17.18
[12] At 17.11
[13] 2Tm 1.6
[14] 1Tm 4.1

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Mary Kay Ash: disponibilidade

God does not ask your ability or your inability. He asks only your availability.

(Tradução) Deus não pede sua habilidade ou inabilidade. Ele pede somente sua disponibilidade.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Pais Helicópteros

Por L. Roberto Silvado
Recebido por e-mail

Pesquisadores estão usando um termo novo para explicar a atitude de muitos pais nos dias de hoje. “Pais helicópteros” são aqueles pais que estão investindo muito na vida dos seus filhos e consequentemente têm alimentado expectativas muito altas com relação às realizações futuras dos mesmos.

Estudiosos do comportamento humano têm registrado um comportamento comum nestes pais. Eles estão sempre “voando sobre os filhos” e prontos para aterrissar evitando qualquer desvio de percurso que possa comprometer as suas metas ou para resolver pelos filhos qualquer problema que surja, pois não podem correr o risco dos filhos tomarem decisões erradas.

“Pais helicópteros” vivem suas vidas flutuando sobre as vidas dos seus filhos e acabam sufocando o desenvolvimento da identidade dos filhos, pois estão projetando neles os seus próprios sonhos ao invés de vivê-los nas suas próprias vidas. Pais que vivem assim não estão criando os filhos para a vida. Sabemos que “os filhos são herança do SENHOR, uma recompensa que ele dá. Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude.” Guerreiros têm flechas para atirá-las e assim devemos entender a nossa tarefa ao criar nossos filhos – criamos nossos filhos para “atirá-los para a vida adulta”!

Você está projetando seus sonhos sobre seus filhos ou ajudando-os a descobrir os sonhos de Deus para suas vidas? Você tem incentivado seus filhos a fazer teste vocacional para ajudá-los na escolha profissional? Você tem orado com eles e por eles pelas escolhas básicas da vida – profissão, cônjuge e aceitar Cristo como Salvador?

Ao invés de sermos “pais helicópteros” devemos ser “pais segundo o coração de Deus” para usados por Deus abençoarmos nossos filhos preparando-os para viver sem a nossa presença, preparados para a vida adulta!

Texto Bíblico Utilizado: Salmos 127:3,4

Fonte: www.tele-fe.com.br