terça-feira, janeiro 11, 2011

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Precisamos falar mais sobre pirataria

Por Creuse Santos
Originalmente com o título Pirateandologia

O objetivo desse artigo é um pouco técnico e maçante, mas extremamente esclarecedor e necessário. Portanto, querido leitor que se interessa por uma vida cristã ética, faça um esforço para lê-lo.

O que é pirataria? Basicamente segundo a lei, é tirar o lucro de uma de outra pessoa. Quer dizer, um artista trabalhou, escreveu uma música, entrou no estúdio (que por sinal é pago) passou horas gravando, trabalhando junto com outros músicos que usam instrumentos musicais caríssimos (e que são pagos) com técnicos de som (que também são pagos) pois têm que manter a tecnologia caríssima do estúdio, etc... Depois, o produto desse trabalho é industrializado, são feitas capas de CD´s, DVD´s, paga-se um artista seja ele fotógrafo, pintor ou desenhista para fazer a capa os cartazes, etc... Contrata-se uma agência de publicidade que é paga para fazer a divulgação do artista, as rádios cobram o “jabá”, uma quantia de dinheiro, para tocar as músicas do artista. Ai se paga figurinistas, técnicos de iluminação, bailarinos, carregadores, montadores, e tudo o que é necessário para se produzir um show e assim por diante, e uma parte de tudo isso, é pago pela venda de CD´s e DVD´s. Daí, alguém, que não trabalhou, copia o CD ou DVD em uma mídia de baixa qualidade, bem barata, e sai por ai vendendo ou alugando, tirando o lucro que é de toda essa rede de trabalhadores que produziu o CD ou DVD. Isso também é igual, com filmes, livros, etc... Isso é pirataria.

Sim, os preços de CD´s e DVD´s ainda são muito alto, mas, ninguém é obrigado a ouvir certo artista, nem a comprar o CD ou DVD no dia do lançamento. Eu só compro CD em promoção, tenho uma coleção de CD´s considerável, todos originais, e a maioria deles comprados por menos de R$ 15,00 (quinze reais), alguns divididos em até 3 vezes de R$ 5,00 (cinco reais) no cartão. Às vezes, espero um ano quando o preço abaixa porque o artista lançou outro disco, vou lá e compro o antigo com o preço baixíssimo. Além disso, existem os sebos de CD´s e DVD´s usados onde os preços são bem baixinhos.

As grandes locadoras de vídeo, quando é lançamento de um filme, compram uma enorme quantidade de cópias, depois que o filme sai da prateleira de lançamentos essas cópias são liquidadas a preços baixíssimos. Já comprei DVD original por R$ 9,00 (nove reais) numa dessas liquidações. Ninguém precisa comprar um CD ou DVD na hora do lançamento para ter cultura. Além disso, hoje em dia muitos artistas já vendem as músicas individualmente, uma a uma, pela internet com um preço de R$ 1,00 (um real) por música. Pode-se comprar uma por mês até completar o disco ou só as que você gostar.

O que não é pirataria e o que a lei permite? Em primeiro lugar, se você compra um CD, DVD ou até mesmo um livro, você tem o direito de fazer uma cópia para uso pessoal. Quero destacar, para: “USO PESSOAL”. Isso não é pirataria. No entanto, essa cópia não pode ser fonte de lucro para você, quer dizer, não pode ser alugada, vendida, ou cobrado ingresso para assisti-la. Mas pode ser emprestada para um amigo. Isso não é pirataria.

Também não é pirataria locar um DVD na locadora e copiá-lo. Pela lei, quando você está locando um DVD, está comprando o direito de assisti-lo. É como se fosse um consórcio, onde cada locador é em parte dono daquele vídeo, pois pagaram parte de seus direitos, sendo assim, podem copiá-lo. Porém, não é ético pegar essa cópia e sair fazendo outras cópias e distribuir para amigos. Ontem mesmo, aluguei um DVD que não tive tempo de assistir, fiz uma cópia e devolvi o DVD para a locadora, mais tarde, assisti o DVD, e deletei o filme do computador. Isso não é pirataria.

A mesma coisa vale para um livro. Se você compra um livro, mas não quer riscá-lo, marcá-lo, etc... Não é errado fazer um xerox para marcar, riscar, manusear, enfim, para não estragar o original. Porém, tirar xerox de livro que você não comprou é errado, é crime, é pirataria. Vender a cópia depois de usá-la também é anti-ético.

Uma outra coisa, interessante sobre software (programas) de computador é que eles têm prazo de validade, depois de 5 anos eles viram domínio público e podem ser usados gratuitamente por qualquer cidadão, caso do Office XP 2002 que estou usando, baixado do site da própria Microsoft.[1] Ainda sobre software, normalmente a licença desses software é para instalação em dois computadores, sendo que podem ser comprados em parceria entre duas pessoas, o que barateia o custo do programa pela metade.

Alguns argumentam que a industria fonográfica é mercenária, abusiva, que é ela quem mais lucra com os CD´s etc... E sim, isso é verdade, e mais, elas têm todo o direito de cobrar o quanto quiserem pelo que produz. Vivemos num mundo capitalista, graças Deus, e nesse mundo vende quem quer a quanto quer e como quer a quem está interessado e tem condições de comprar.

Por exemplo, eu para escrever esse artigo passei mais de uma semana pesquisando sobre as leis, lendo artigos, vendo vídeos, gastei dinheiro com internet banda larga, com a manutenção de meu computador, investi meu tempo, enfim, esse artigo é fruto do meu trabalho, se eu quisesse vendê-lo por R$ 1.000,00 (mil reais), eu posso, pois ele é meu. Acho que a informação que está nele é valiosa e posso fazer isso. Eu duvido que alguém pague isso por ele (por isso publico de graça, rsrs...), mas aí, já é outra coisa. Você pode achar que ele não valha nem R$ 0,1 (um centavo), pode achar que sou estou exagerando o preço, que a informação é importante e que outras pessoas deveriam lê-la, mas o artigo continua sendo meu e eu tenho o direito de cobrar o quanto eu quiser por ele, e as pessoas têm o direito de comprá-lo ou não.

O fato é que no capitalismo qualquer um tem liberdade de fazer, de criar, de produzir e de cobrar o quanto bem entender para dar acesso a isso, é seu direito, isso é liberdade... E viva a liberdade!

Dessa forma, a questão não é que o pobre não tenha possibilidade de acessar a cultura, tem muito favelado que gasta R$ 100,00 (cem reais) de cachaça e cigarro por mês. A questão é sim que as pessoas querem o que elas querem, quando querem e como querem, mesmo que seja da maneira errada. Muitos que têm dinheiro pra comprar um CD ou DVD original, compram piratas. Para mim, 90% da questão da pirataria no Brasil não é por causa do bolso, mas do coração ganancioso e corrupto do ser humano.

[1] Nota do editor: data questionada.

sábado, janeiro 08, 2011

Exegese e escatologia em Marcos 13.14-23 (Parte 2)

Por Tiago Abdala

13. ... (15) quem estiver em cima, no eirado, não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa; (16) e o que estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. (17) Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! (18) Orai para que isso não suceda no inverno. (19) Porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou, até agora e nunca jamais haverá. (20) Não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, e ninguém se salvaria; mas, por causa dos eleitos que ele escolheu, abreviou tais dias.

A segunda parte do texto bíblico, em análise, desta série (1o. Artigo) nos informa que a grande tribulação virá de forma tão iminente e brusca que “pegará” muitos de surpresa, a ponto de que os que estiverem em cima de suas casas, talvez dormindo ou realizando alguma atividade (os telhados eram planos e muito do dia-a-dia ocorria ali), precisarão fugir, deixando tudo para trás, sem levar nada consigo (v. 15). Da mesma forma, os que estiverem trabalhando no campo precisarão fugir, sem sequer levar consigo sua capa, para se aquecerem durante a noite fria nas montanhas (v. 16). Grávidas e mulheres que amamentarem encontrarão maior dificuldade pela urgência da fuga e a necessidade de correrem com seus bebês (v. 17). O inverno na Palestina é uma estação de muita chuva, em que os rios transbordam e os caminhos, enlameados, tornam-se quase intransitáveis (v. 18). Este será um momento de tribulação intensa, sem igual em época alguma (v. 19; cf. hai hemerai ekeinai thlipsis com v. 24), mas já prevista por Jeremias e Daniel, como um momento que antecederia a salvação de Israel e o fim dos tempos (Jr 30.7ss; Dn 12.1ss).

Digno de nota é que ambas as profecias do AT são um prenúncio de tribulação intensa, especialmente, sobre a nação de Israel. A profecia do Senhor Jesus parece se apoiar nesta perspectiva, pois, faz referência especificamente aos moradores da Judéia (v. 15), cujo clima no inverno dificultaria, em muito, a fuga (v. 18), e fala de uma tribulação enorme que antecederá um momento de poderosa salvação para os seus eleitos (vv. 19, 24-27).

Outro paralelo textual, que não pode ser deixado de lado, é a descrição encontrada no livro de Apocalipse, capítulo 12, em que uma mulher que representa a nação de Israel (Ap 12.1 com Gn 37.9-11; Ap 12.5 com Rm 9.1-5) foge de uma perseguição promovida pelo próprio Satanás (vv. 6, 13-14), quando pouco tempo lhe restava, antes de ser vencido (Ap 12.12; cf. 19.19 – 20.3).

Nada disso foge da providência divina, que cuida e se preocupa com seus eleitos (v. 20), uma expressão tanto para Israel (1 Cr 16.13; Sl 105.43; Is 65.9, 15) quanto para gentios salvos e participantes da Nova Aliança (1 Pe 1.1; 2 Tm 2.10; Cl 3.12). Foi Deus quem determinou a brevidade deste período, a fim de salvar Seu povo de tal tribulação. A soberania divina, todavia, não anula a responsabilidade destes eleitos de orarem e clamarem pela misericórdia de Deus num período de tamanha provação (v. 18).

Adolf Pohl questiona o fato de que, se Marcos 13.14-23 trata sobre a grande tribulação, por que o texto não apresenta esta tribulação alcançando o mundo inteiro? (POHL, p. 372). Mas ele ignora um detalhe do verso 20, que diz que, caso tais dias não fossem abreviados, “toda a carne não se salvaria” (ouk esothe pasa sarx), sendo que “toda carne” (pasa sarx) é uma expressão bíblica para indicar a humanidade em sua totalidade (cf. Lc 3.6; Gl 2.16; 1 Pe 1.24). 

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Exegese e escatologia em Marcos 13.14-23 (Parte 1)

Por Tiago Abdala

Em textos passados, no Fundamentalismo e Reforma, observei que os acontecimentos descritos pelo Senhor Jesus em Marcos 13.1-13 se relacionavam não com eventos necessariamente ligados ao término dos tempos, mas à destruição do templo, em 70 A.D., e ao todo do período da igreja, precedente à grande tribulação e à vinda de Cristo. A partir do verso 14, o Senhor Jesus parece descrever eventos ligados aos finais dos tempos. Primeiramente, porque o texto fala sobre uma tribulação tamanha, tal qual não houve antes e nunca haveria igual (v. 19). Além disso, o verso 24 nos dá uma chave para interpretar os acontecimentos, pois, naqueles dias, após aquela tribulação, a vinda do Senhor Jesus ocorreria (en ekeinais tais hemerais metá ten thlipsin ekeinen - vv. 24-26). Assim, interpretar os acontecimentos como apenas ligados aos acontecimentos da guerra dos judeus e a eventual queda de Jerusalém, entre 66-70 A.D., é desconsiderar os dados do próprio texto.

Um dos acontecimentos ligados à grande tribulação final é o aparecimento do abominável da desolação, uma expressão originada no profeta Daniel (Dn 9.27; 11.31; 12.11cf. Mt 24.15) e que se relaciona ao término dos sacrifícios no templo e a profanação deste. Há uma relação desta expressão de Daniel com o que ocorreu na época dos Macabeus, em 167 a.C. (1 Mc 1.54-59; 6.7), quando um representante de Antíoco Epifânio ergueu um altar pagão sobre o altar de bronze do templo e sacrificou uma porca ali, em homenagem ao deus Zeus (cf. Dn 11). Mas, sabemos que esta profecia não se limita apenas a este acontecimento, já que Jesus fez referência a ela como algo a ocorrer no futuro.

Há uma disputa acirrada entre os comentaristas quanto ao momento do cumprimento desta profecia de Jesus. Vários dizem ter tal anúncio se cumprido durante a revolta judaica, entre 66-70. Alguns dizem que o “abominável da desolação” é a invasão do exército romano em Jerusalém e a destruição por eles do templo, no ano 70 A.D (ver HURTADO, NICB, p. 215-217). Outros dizem que isso ocorreu quando os zelotes instituíram Fani, um homem primitivo, como sumo-sacerdote e o fizeram entrar no santo dos santos (ver POHL, p. 372-373).

O grande problema com estas interpretações é que elas não levam em conta, o suficiente, as indicações, dos versos 19 e 24, de que estes acontecimentos se relacionavam com o fim dos tempos e que a expressão “mas” (), em 13.14, aponta para um contraste entre os acontecimentos de 4-13 e os de 14-23.

Daniel, também, relaciona o aparecimento do “abominável da desolação” com o final dos tempos, quando o povo de Deus será purificado por Ele e, então, liberto (Dn 12.1-3, 9-12). Além disso, o apóstolo Paulo menciona uma cena muito semelhante, quando o Anticristo se assentará no “santuário de Deus” e reivindicará para si a própria divindade, mas será destruído pela vinda do Senhor Jesus (2 Ts 2.3-4, 7-10). Este último texto se assemelha muito com a cena de Marcos 13, que fala do “abominável da desolação” se colocando “no lugar em que não deve” (v. 14) e, logo após a tribulação de tais dias, o Senhor Jesus vindo para salvar seu povo (vv. 24-26).

O sinal claro, então, dos fins dos tempos não é, necessariamente, guerras ou terremotos, ou fomes ou falsos profetas. Mas, sim, a revelação do Anticristo e sua profanação do templo de Deus, em Jerusalém. Qualquer alarde desvinculado disso é jogar tempo fora e perder de perspectiva a nossa missão (vv. 9-11).

quarta-feira, janeiro 05, 2011

11 dicas para fazer de 2011 o ano da educação financeira

Por Reinaldo Domingos
Educador financeiro e autor dos livros Terapia Financeira e O Menino do Dinheiro, Presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira.

1. Faça uma planilha com todos os gastos (por 30 dias), onde devem constar até mesmo passeios, lanchinhos, gorjetas, etc;

2. Coloque em sua planilha os valores típicos de início de ano, como IPTU, IPVA, material escolar. Também não esqueça gastos como presentes, aniversários, licenciamento de veículo, viagens, dentre vários outros;

3. Coloque em seu orçamento mensal a parcelas das despesas do fim de 2010 (parcelas no cartão, gastos com presentes, crediários, etc), caso tenha, também coloque valores de dívidas e outros parcelamentos feitos, assim verá que o dinheiro disponível para iniciar 2011 será menor e se controlará melhor;

4. Estabeleça os sonhos (objetivos) e prazos para realizá-los (esses podem ser de curto, médio e longo prazo), depois os coloque em seu orçamento mensal de 2011 os valores que terá que poupar para atingi-los;

5. Acredite, cortando pequenos gastos que não contabilizamos no nosso cotidiano e outros supérfluos, é possível destinar parte de seus rendimentos (de 10% a 20%) para começar a poupar, sempre atrelando essa poupança a um sonho ou objetivo;

6. Seja o mais objetivo possível na hora de comprar, focando simplesmente no que é necessário. As ofertas são muitas, por isso faça sempre uma lista das necessidades, pesquise e evite ir às compras com crianças;

7. Evitar a todo custo entrar no limite do cheque especial e pagar a parcela mínima do cartão de crédito, essas são armadilhas para o desequilíbrio financeiro, em função dos altos juros. Assim, uma medida é, se possuir mais de um cartão quebre os que menos usar e negocie as taxas existentes, também peça para que seja retirado o limite do cheque especial;

8. Negociar é um dos segredos para ajustar a vida financeira, isso deve ocorrer na hora de comprar, mas, principalmente, na hora de pagar as dívidas. Os juros para esse último caso são muito altos, assim, negocie, você quer pagar e o credor quer receber, tenha isto em mente e reduza os valores e os juros. Importante, sempre estabeleça parcelas que caibam em seu orçamento;

9. Tenha uma conversa franca com toda família, sobre a situação financeira, debatendo e decidindo os rumos a serem tomados. A maior dificuldade na hora do controle financeiro é a falta de diálogo, pois, em função disto ocorrem gastos indevidos e também desavenças em função do dinheiro;

10. Em caso de dinheiro aplicado, não resgate na primeira dificuldade financeira, antes é necessário estabelecer uma estratégia para utilização do dinheiro, pois, na maioria dos casos, gastar reservas fará com que passe de investidor para endividado. Procure combater a causa do seu endividamento e não o efeito;

11. Gastar não é sinônimo de felicidade, assim, lembre-se que estar próximo de quem se ama não tem preço. Em vez de valorizar o consumo, valorize mais a troca de sentimentos.

Recebido por e-mail

segunda-feira, janeiro 03, 2011

"Deus me disse..."

Por Mark Dever
Pastor da Capitol Hill Baptist Church e diretor executivo do ministério 9Marks

Eu fiquei perplexo (o que não acontece muitas vezes). Certo homem me disse que seu supervisor havia designado a ele a tarefa de elaborar um plano para a plantação de uma nova igreja, e que quando ele orou sobre isso, Deus o instruiu para usar as palavras de Cristo. Deixe-me esclarecer. Ele contou que Deus ordenara que em seu planejamento para essa nova igreja, ele deveria consultar, refletir e citar apenas palavras que Jesus havia dito.

Esse homem era um empregado de tempo integral em uma organização cristã. Era evidentemente cristão. Além disso, ao contrário de outros empregados dessa organização, tinha um mestrado em teologia. Obtido em um seminário evangélico. Lá ele foi, como nós imaginamos, treinado cuidadosamente sobre a Bíblia e sobre teologia. Também devemos imaginar que ele trabalhou de alguma forma liderando uma igreja local, já que agora ocupava uma posição de muita responsabilidade. Foi essa pessoa que estava diante de mim e me disse com sincera piedade e sinceridade verdadeira que Deus o ordenou a consultar apenas as palavras de Cristo quando estivesse planejando uma nova igreja.

Se você já foi ao circo e viu aquela típica entrada dos palhaços, em que um carro minúsculo surge no meio do palco, e de dentro dele sai uma porção de palhaços que logo se espalham pelo meio da platéia causando risadas e até alguns sustos, você tem alguma idéia do que aconteceu na minha cabeça quando eu ouvi isso. Mas sem a parte engraçada. “Jesus mencionou a igreja explicitamente apenas duas vezes!”, pensei. “Há mais de 20 outros livros no Novo Testamento que são cartas com instruções a igrejas!”, pensei. “Quem foi que te deu tanta responsabilidade?”, pensei. “O que foi que te ensinaram no seminário?”, pensei. “Como foi que Deus te disse isso?”, pensei. “O que mais ‘Ele’ falou?”, pensei.

E tinha mais. Eu não disse nada, em parte pela surpresa, em parte pelo medo do que eu pudesse dizer. Após algumas perguntas respondidas com grunhidos, decidi dizer alguma coisa simples sobre como havia outros livros do Novo Testamento que o Espírito de Cristo inspirou particularmente para direcionar igrejas, e que eu esperava que ele também levasse em conta, e logo dei um jeito de sair dali. Espero que minha surpresa diante disso tudo não tenha ficado muito evidente.

Situações como essa – e muitas outras – que aconteceram nos últimos anos que me encorajou a refletir sobre a importância da doutrina da suficiência da Escritura. Essa doutrina foi um dos pontos fundamentais da Reforma Protestante. Uma das maiores disputas entre Roma e os Reformadores era se Deus havia de fato prometido que continuaria provendo instruções inspiradas e inerrantes através de Pedro e seus sucessores. Roma afirmava que era isso que Jesus havia ensinado em Mateus 16. Os reformadores negavam isso, dizendo que, pelo contrário, a Escritura por si só era suficiente para instrução, mediante a iluminação de nossas mentes pelo Espírito Santo. Eles ensinaram que as Escrituras são claras e suficientes. Questões importantes seriam claras ao entendimento, não obscuras. E as Escrituras, se vistas como um todo, seriam suficientes para nossa necessidade de orientação divina. Existem muitas outras questões relacionadas a isso, mas o que devemos levar em conta aqui é simplesmente que as Escrituras são suficientes.

Enquanto o protestantismo Evangélico como um todo continuou a ensinar assim – margeado pela declaração de autoridade da igreja de Roma e a tradição pela direita, e declarações subjetivas de autoridade da “luz interior” de cada um pelos Quakers pela esquerda – surgiu outro pensamento em meio ao evangelicalismo. Mais em nossa vida prática do que na teologia escrita, surgiu a idéia de que a Palavra escrita de Deus deve se tornar a Palavra de Deus a nós pessoalmente por meio de algum tipo de poderoso encontro com ela ou com seu significado. Isso não acontece em meio à leitura de textos sobre divindade, como muitos teólogos Neo-Ortodoxos como Karl Barth imaginavam, mas prática comum e corriqueira. Lembro-me de outro amigo que participou de um grupo evangélico de estudantes, onde ficaram por duas horas cantando, orando sinceramente e clamando que Deus falasse com eles, enquanto por todo esse tempo suas Bíblias ficaram fechadas em seus assentos. Esse é o problema que a prática do “Deus me disse” com a suficiência da Escritura. E se nossos pastores e líderes não entendem que a Escritura é suficiente, não devemos nos surpreender os membros de nossas igrejas, em uma sincera busca pela verdade, forem até Roma, de um lado, ou ao subjetivismo liberal, do outro, buscando algum tipo de autoridade que seja suficiente. Os Mórmons, em particular, se aproveitam da fraqueza dos evangélicos nesse ponto de terem pouca instrução a respeito da suficiência da Escritura.

Essa questão é vital para nós pastores, particularmente se formos pastores que valorizam a centralidade da exposição bíblica em nosso ministério. Um entendimento da suficiência da Escritura é o contexto em que afirmamos, mantemos e praticamos a centralidade da Escritura na vida da igreja.

Vinte anos atrás, em meio à enxurrada de escritos sobre a inerrância da Escritura, pouco foi escrito sobre a suficiência da Escritura. Ela apareceu em escritos sobre a visão dos Reformados sobre a Escritura. Então você podia ler um grande artigo de R. C. Sproul, “Sola Scriptura: Crucial ao Evangelicalismo”, no livro Os Fundamentos da Autoridade Bíblica, editado por James Montgomery Boice. Mais recentemente, Wayne Grudem escreveu um capítulo muito bom sobre a suficiência da Escritura em sua Teologia Sistemática. As últimas páginas são dedicadas às aplicações práticas da doutrina, e há muita sabedoria nelas. Ele afirma claramente que “quando estamos enfrentando problemas de genuína importância em nossa vida cristã, devemos buscar a Escritura com a confiança que Deus nos proverá orientação através dela para o nosso problema”.

Se vamos nos comprometer com o pastoreio das ovelhas, levando-as à Palavra de Deus, devemos estar aptos a responder o que significa a suficiência das Escrituras. Devemos saber, considerar, explicar e ensinar que as Escrituras são suficientes. Eu sei que elas são. Deus me disse:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra. (2 Timóteo 3.16-17)

Fonte: Iprodigo
Traduzido por Filipe Schulz

domingo, janeiro 02, 2011

26 razões para parar com a pornografia

Por Jay Dennis

As seguintes consequências são o que acontece quando um cristão vê pornografia. A lista cobre uma grande área dos resultados negativos que a pornografia tem sobre um homem que é seguidor de Jesus.
  1. Alienação de Deus. Você não mais se sente próximo de Deus. Você não experimenta o poder de Deus. Você não mais tem a alegria de sua salvação.
  2. Cega você para as consequências. Temporariamente te desliga da sua caminhada com Deus, de seus relacionamentos com sua esposa, seus filhos e outros. Te cega sobre o que te acontecerá espiritual, física, emocional, mental, social, vocacional e relacionalmente.
  3. Cria expectativas irrealistas. Os homens começam a pensar que toda mulher deveria se parecer com aquelas e que esse tipo de relação é como seu relacionamento com sua esposa deve ser.
  4. Distorce sua visão do sexo. A pornografia te faz acreditar que o sexo é somente para o prazer do homem e que as mulheres são simplesmente objetos a serem usados, ao invés de criações de Deus que devem ser honradas e respeitadas.
  5. Nunca é o bastante. A pornografia tem um efeito crescente. Como uma droga, você precisa de mais e mais para satisfazer a lascívia. Ela te leva rapidamente a um caminho de destruição e para bem longe da paz, alegria, e relacionamentos saudáveis.
  6. Liberdade sobre o que você pensa e faz é perdida. Você se torna escravo de seus pensamentos pecaminosos que levam a atos pecaminosos.
  7. A culpa depois que você vê pornografia. Mas a culpa não é o suficiente para te prevenir de fazer na próxima vez.
  8. A sexualidade saudável é obscurecida pela pornografia. Sexo saudável é somente o sexo marital, que inclui sexo regular, sexo altruísta e sexo amoroso.
  9. Te isola e faz você se sentir totalmente sozinho e como o único que luta contra a pornografia e a lascívia.
  10. Ameaça seu relacionamento com sua esposa ou futura esposa (se você é solteiro), seu testemunho de Jesus Cristo, e tudo em sua vida que é importante para você. Você põe tudo isso em risco pela pornografia.
  11. Te mantém em um ciclo de autodestruição. A pornografia parece medicar a dor em sua vida, mas somente adiciona mais dor à dor. A pornografia te leva a fazer coisas que você nunca pensou que faria. O pecado te levará para mais longe que você gostaria. Ele te manterá mais longe que você gostaria. E te custará mais do que você gostaria de pagar.
  12. Lascívia – lascívia sexual pecaminosa – te leva a atos sexuais pecaminosos. Pornografia posta em sua mente é como colocar gasolina no fogo do desejo sexual errôneo, resultando em pensamentos e ações destrutivas.
  13. Mascara a verdadeira ferida. Você está procurando a cura e torna as coisas piores.
  14. Nunca é uma experiência neutra. Você não pode ver pornografia e não ser afetado por isso. Essa experiência é sempre inconsistente com a Palavra de Deus.
  15. Objetifica as mulheres. A pornografia as transforma em objetos sexuais. Ela sequestra a capacidade do homem de ver uma mulher mais velha como uma figura materna, uma mulher da mesma idade como uma irmã e uma mulher mais nova como a figura de uma filha.
  16. Traz um prazer muito curto, seguido por dor e mais dor.
  17. Abandonar torna-se a luta de uma vida. Uma vez que você permite que a pornografia entre, há uma batalha violenta com Satanás e com sua velha natureza para se vigiar. Uma vez que você permite que a pornografia entre em sua vida, sempre haverá uma batalha. É uma batalha vencível, mas uma batalha diária.
  18. Permanece em sua mente para sempre. Satanás mantém aquela imagem repetindo em sua mente para criar um ciclo de luxúria pecaminosa e te levar de volta à pornografia. Você se torna ligado a uma imagem, não a uma pessoa.
  19. A vergonha entra em sua vida. Culpa é sentir-se mal por algo que você fez. A vergonha, no entanto, é baseada em sentir-se mal por quem você é. A pornografia traz vergonha. Deus nunca traz vergonha. Satanás sempre traz vergonha.
  20. A confiança é perdida com as pessoas que você mais ama e respeita.
  21. Abre a porta para todo pecado sexual. A pornografia é um portal, uma entrada que traz nada de bom e tudo de doloroso, como masturbação compulsiva, desejos, práticas sexuais perigosas, visita a lugares adultos, uso de prostituição, práticas sexuais pervertida e abuso sexual.
  22. Viola mulheres. Como? Você está colocando seu selo de aprovação em uma indústria que degrada e desumaniza mulheres.
  23. Um convite para olhar para outras mulheres.
  24. Extingue a verdade. A pornografia promove a mentira. Você mente para os outros, mente para Deus e mente para si mesmo. Você mente mais para cobrir velhas mentiras. Você se torna uma mentira viva.
  25. Te liga a uma imagem. Você fica preso e ligado à imagem ao invés de sua esposa ou futura esposa se você é solteiro.
  26. Fecha seus lábios para o louvor a Deus, falar sobre sua fé, contar aos outros como eles podem experimentar Deus.
Fonte: Iprodigo
Traduzido por Josaías Jr

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Aconselhamento pré-nupcial e pornografia

Por Winston Smith

Pergunta de 9Marcas: Qual é a “sabedoria convencional” acerca da saúde e felicidade no casamento entre cristãos evangélicos? Você se diferenciaria dessa “sabedoria convencional”? Como?

Resposta de Winston Smith: Eu penso que a palavra da moda hoje – não só para casamentos de cristãos, mas nos casamentos em geral – é compatibilidade. A idéia é de localizar a sua “alma gêmea” ou a pessoa que é mais compatível com você.

Há algo complicado sobre a idéia de compatibilidade. Existe uma sabedoria fundamental que você realmente vê em Provérbios sobre compatibilidade. O casamento é muito mais difícil quando você se casa com alguém que você não gosta. “Como um constante gotejamento é uma esposa briguenta”. Você não deve se casar com alguém que você não gosta ou não se dá bem. Isso pode soar como estupidez, mas as pessoas fazem isso. É onde as Escrituras dizem: “Sim, a compatibilidade significa alguma coisa.”

O escorregão vem quando nós vamos além do que uma compreensão superficial de compatibilidade – encontrar alguém que faz minha vida mais fácil ou me faz sentir bem. Nós caímos nessa concepção de “relação de consumo”, onde saímos no mundo e vamos procurar um parceiro em potencial, da mesma forma como vamos a uma mercearia. Nós não olhamos os outros como alguém que somos chamados a amar. Temos a tendência de desenvolver a visão de túnel, olhando para o que é adocicado e doce. Nós realmente tomamos decisões ruins, mais do que tomamos boas decisões. Devemos ter muito cuidado sobre como nós falamos sobre a compatibilidade. Não há problema em falar sobre isso e reconhecê-la como um fator, mas quando se está sozinho, ela só serve o egoísmo e o pecado do coração humano.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Terry Fullam: O Filho de Deus se tornou filho do homem

The Son of God became the Son of man so that the sons of men might become the sons of God.

(Tradução) O Filho de Deus se tornou filho do homem para que então os filhos dos homens pudessem se tornar filhos de Deus.

-- Terry Fullam

sábado, dezembro 25, 2010

quinta-feira, dezembro 23, 2010

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Jogos de Azar: é pecado jogar?

Por Geoff Ashley

Em qualquer área em que as Escrituras não condenem alguma coisa explicitamente, nós devemos aplicar o princípio da liberdade Cristã. Isso é verdade ao assistir certos filmes , beber álcool, fumar, apostar, só pra falar de algumas das figuras mais batidas ao longo da história.

Em cada uma dessas áreas, existe uma perspective teológica que é bem simples. Se alguém perguntasse se jogar (jogo de azar) é algo explicitamente condenável, ou realmente pecaminoso; alguém poderia dizer que “não” e seria uma boa resposta. Entretanto, nós pensamos que a melhor resposta e mais fiel seria dizer, “não necessariamente”.

Como pastores, nosso desejo não é apenas para despertar o nosso povo para as liberdades da vida cristã, mas também para os perigos. É definitivamente certo que estaríamos melhor servidos se nos abstivessemos de coisas que não são inerentemente más. 1 Coríntios 6 e 10 ambos dizem, com efeito, que “tudo me é permitido, mas nem todas as coisas me convém. “Agora, estas passagens são em referência a questões de consciência, as “zonas cinzentas” da vida cristã, por isso não tome este versículo para dizer que o adultério ou assassinato ou embriaguez ou outros comportamentos explicitamente condenados são incluídos em “todas as coisas” que Paulo menciona. Essas coisas não são “permitidas”.

O fato é que o homem ou mulher sábios reconhecem que a liberdade vem com a necessidade de discernimento. Tal comportamento é puro e agrada o Senhor? Isto desperta minhas afeições por Ele? Isso me levará para alguma tentações em particular?

Jogos em si mesmos são áreas cinzentas no que diz respeito as Escrituras, portanto podemos recorrer para liberdade. Porém, quem joga deve estar ciente da natureza viciante , a tendência para dar falsas esperanças, a vantagem sobre os outros e a propensão para o luxo e ostentação.

Como crentes, somos chamados a “manter [nossas vidas] livres do amor ao dinheiro, e nos contentarmos com o que [temos], porque ele disse, “Eu nunca te deixarei nem te desampararei.” (Hebreus 13:5). Jogar pode certamente contribuir para a sede de dinheiro que é desobediência a esta ordem da Escritura.

Além disso, depois de citar “todas as coisas são permitidas” A Escritura diz: “mas eu não vou ser escravizado por nada” (1
Coríntios 6:12). Após o segundo uso, dessa expressão no capítulo 10, aparecem essas palavras: “Ninguém busque o seu próprio bem, mas o bem de seu próximo. “É possível, para você, jogar de tal forma que não seja escravizado? Você pode fazê-lo de tal forma que não danificar o outro? Se não, então o seu “direito” deve ser substituído por sua responsabilidade a aderir de vontade revelada de Deus.

O que queremos não é apenas proibir o jogo de azar, mas sim promover uma reflexão profunda dos riscos de se jogar. Como dizem as Escrituras “Não se enganem”. Conheça você mesmo e veja seus desejos e fraquezas. Examine suas motivações. Não leve a liberdade de forma irresponsável.

No fim, somos todos chamados a comer e beber para a glória de Deus (1Co 10.31). Se você escolher exercitar sua liberdade de jogar, você é chamado para fazê-lo de uma maneira que está de acordo com este comando. Jogar, ou qualquer “área cinzenta” um meio para adoração? Se sim, então entre nisso para a glória de Deus. Se não, então alegremente se refreie.

Sua maior alegria final não é achada ao ganhar o prêmio grande ou ganhar uma boa mão no poker, mas em obedecer ao Senhor, aquele que sim, é o nosso tesouro e alegria finais.

Tradução: Rafael Bello

terça-feira, dezembro 21, 2010

Cristãos deveriam ter árvores de Natal?

Por John MacArthur

À medida que o Natal vai chegando, questões como esta começam a aparecer. Como tudo na vida, é importante olharmos para estas questões com discernimento bíblico.

Neste caso, não vemos nada de errado com a tradicional árvore de Natal. Porém, alguns têm ensinado que é errado para qualquer cristão ter uma árvore de Natal em suas casas. Será que as razões para isso são válidas? Achamos que não. Vamos dar uma olhada nas duas objeções mais comuns que as pessoas fazem contra as árvores de Natal.

Primeiro, alguns são contrários às árvores de Natal por elas terem origens pagãs.

Acredita-se que Bonifácio, missionário inglês na Alemanha do século oitavo, instituiu a primeira árvore de Natal. Ele supostamente substituiu os sacrificios feitos ao carvalho sagrado do deus Odin, por um abeto enfeitado em tributo a Cristo. Alguns outros afirmam que Martinho Lutero foi quem introduziu a idéia da árvore de Natal iluminada com velas. Baseado nestas informações podemos dizer que a árvore de natal tem um excelente pedigree cristão.

Porém, mesmo se um histórico pagão fosse claramente estabelecido, isso não necessariamente significaria que nós não poderíamos usar árvores de Natal. Talvez a analogia a seguir ajude.

Durante a II Guerra Mundial, os militares americanos usaram temporariamente algumas ilhas remotas do Pacífico Sul como pistas de aterrissagem e como depósitos de suprimentos. Antes daquela época, os povos indígenas tribais nunca tinham visto tecnologia moderna de perto. Grandes aviões cargueiros chegavam cheios de materiais, e pela primeira vez os nativos viram isqueiros (que eles achavam ser mágicos), jipes, geladeiras, rádios, ferramentas elétricas e uma enorme variedade de alimentos.

Quando a guerra terminou, os nativos concluiram que os homens que trouxeram a carga eram deuses, então eles começaram a construir templos para os deuses da carga. Eles tinham a esperança de que os deuses da carga voltariam com mais bens.

A maioria das pessoas sequer sabe sobre esta superstição religiosa. Da mesma forma, poucos sabem qualquer coisa sobre a adoração de árvores. Quando uma criança puxa um grande presente de debaixo da árvore de Natal e desembrulha um modelo de avião cargueiro, ninguém olha pra aquele objeto como um ídolo. Nem nós vemos a árvore de Natal como uma espécie de deus dos presentes. Nós entendemos a diferença entre um brinquedo e um ídolo tão claramente quanto entendemos a diferença entre um ídolo e uma árvore de Natal. Não vemos uma razão válida para fazer qualquer conexão entre árvores de Natal e ídolos de madeira ou adoração de árvores. Aqueles que insistem em fazer essas associações deviam prestar atenção nos avisos nas Escrituras contra julgar os outros em coisas duvidosas (vejam Romanos 14 e I Coríntios 10:23-33).

Outra reclamação comum é que as árvores de Natal são proibidas na Bíblia. Jeremias 10 é muito usado para dar apoio a este ponto de vista. Mas uma olhada mais de perto nesta passagem vai mostrar que o texto não tem nada a ver com árvores de Natal e tudo a ver com adoração a ídolos. O verso oito diz “querem ser ensinados por ídolos inúteis; Os deuses deles não passam de madeira.”

Adoração a ídolos era uma clara violação dos Dez Mandamentos. Êxodo 20:3-6 diz: “Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o SENHOR,o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos.”

Não há conexão entre a adoração aos ídolos e o uso de árvores de Natal. Nós não devíamos ficar ansiosos a respeito de argumentos vazios contra as decorações de Natal. Em vez disso, deveríamos focar no Cristo do Natal, esforçando-nos com toda a diligência a lembrar a verdadeira razão de comemorarmos esta data.

Traduzido por Daniel TC | iPródigo
Fonte Original: http://www.gty.org/Resources/Questions/QA073
Fonte da tradução: IProdigo